Quem cuidará da segurança para que a Uenf possa continuar funcionando?

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As diversas unidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a começar pelo campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes, estão basicamente deixadas à mercê do imponderável quando a coisa se trata de proteger sua comunidade e sua infraestrutura física.

A coisa começou a azedar no segundo semestre de 2016 quando cansados de trabalhar sem receber os segurança patrimoniais que ainda garantiam um mínimo de controle dentro da Uenf resolveram, corretamente diga-se de passagem, abandonar seus postos.

Além disso, os policiais militares ligados ao programa de complemento salarial conhecido como Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS) que atuavam dentro do campus Leonel Brizola foram retirados pela própria Polícia Militar em função da falta do repasse financeiro devido pelo “bico oficial” que eles prestavam à Uenf.

Desde então, e lá se vai mais de meio ano, a Uenf funciona com o apoio de visitas ocasionais de rádio patrulhas e de policiais militares colocados em pontos estratégicos do lado externo do campus Leonel Brizola.

Em suma, as pessoas que trabalham e estudam na Uenf vem vivendo uma situação que beira o caos, visto que dada a grave crise social e econômico que o Brasil atravessa, o nível de violência vem aumentando sensivelmente. E as cidades do Norte/Noroeste Fluminense onde a Uenf atua não são exceção.

Felizmente até agora tivemos “apenas” alguns de atos de vandalismo e o roubo de 10 trinca ferros que estavam hospedados numa unidades experimentais do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) no campus Leonel Brizola. Assim, apesar de lamentáveis, essas ocorrências não implicaram em atos de violência contra pessoas. Isso até agora, pelo menos.

Essa situação gerou  e está gerando um compreensível estado de apreensão na comunidade uenfiana, especialmente para os que precisam estar no interior da universidade no período noturno, como é o caso dos professores e dos alunos dos cursos de licenciatura.

O interessante nisso tudo é que a Uenf é sempre prioridade nos discursos dos políticos, mas quando uma coisa drástica como essa ninguém aparece para oferecer soluções.  Até parece que a universidade não é uma das principais ferramentas de desenvolvimento que o interior norte do estado do Rio de Janeiro possui. Aliás, o que dizer da importância econômica, cultural e social da Uenf para a cidade de Campos dos Goytacazes?  

Mas passado quase um mês do início de seu mandato, o jovem prefeito de Campos, Rafael Diniz, ainda não deu qualquer passo no sentido de estabelecer algum tipo de apoio da Guarda Civil Municipal na Uenf.   E certamente não foi por falta de conhecimento da grave financeira que o (des) governo Pezão vem impondo à universidade.

Nesse sentido, é interessante lembrar que na visita realizada ao campus Leonel Brizola, pelo então eleito prefeito de Campos,  Rafael Diniz declarou que “cuidar da UENF é um dever de todo cidadão campista. Vocês acabam de demonstrar aqui que há uma infinidade de projetos prontos para serem colocados em prática. Só falta mesmo vontade política. Quero estar presente na UENF e a UENF vai estar presente no nosso governo. Quero vocês dentro da Prefeitura” (Aqui!).

Bom, prefeito Rafael Diniz, que tal começar a cuidar da Uenf, começando pelo problema da segurança? É que sem ela, vai ser difícil a universidade voltar a um mínimo de normalidade. 

Vamos lá prefeito, a Uenf conta com o senhor, e espera que a ajuda não venha apenas depois que alguma coisa muito grave acontecer!

Cenas uenfianas: momento explícito de desrespeito à segurança no trabalho

Já mostrei aqui a situação de uma obra em curso ao lado do Centro de Ciências do Homem (CCH) da Uenf. Mas pela imagem abaixo, meus alertas estão caindo em ouvidos moucos!

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Além de sintetizar a forma pela qual as empresas cuidam, em que pese a legislação trabalhista existente, da segurança de seus trabalhadores, a cena acima demonstra a ineficiência da atual reitoria da Uenf em cuidar para que cenas de completa insegurança como essa não ocorram dentro de um campus universitário.  E esses são os mesmos que querem se perpetuar no controle da universidade criada por Darcy Ribeiro. E não custa lembrar que existe um setor na prefeitura do campus Leonel Brizola que deveria fiscalizar a condição em que se dão as obras que são contratadas pela Uenf!

Alô CREA e MPT: obra na UENF com mostras explícitas de (in) segurança no trabalho.

Um leitor deste blog me enviou hoje, mostrando grande indignação, as duas imagens abaixo que foram tiradas no interior do campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), mais precisamente na lateral do prédio do Centro de Ciências do Homem (CCH) onde está sendo construído um prédio anexo com verbas da agência federal Finaciadora de Estudos e Projetos (Finep).

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Segundo o que me afirmou o leitor, que é conheço bem do assunto, a condição a que o operário mostrado nas imagens é de completo descuido com sua segurança pessoal, já que inexistem quaisquer andaimes para impedir uma queda de algo em torno de 3 metros e sobre um terreno que está repleto de materiais contundentes.

Há que se recordar que ao longo das gestões iniciadas pelo antigo reitor Almy Junior, várias obras ocorreram nos mesmos padrões de insegurança do trabalhador, e que vários acidentes ocorreram, alguns com gravidade. E a reitoria da Uenf sempre se comportou de forma a ignorar suas próprias responsabilidades em garantir a segurança desses trabalhadores, numa demonstração lamentável de descuidado com aqueles que fazem a universidade avançar.

Agora, eu pergunto ao escritório regional do CREA/RJ e ao Ministério Público do Trabalho: pode isso, senhores?

Blog Mosca Azul resolve o mistério das pedras abandonadas que causam insegurança na BR-356

Faz pouca semanas passei pelo trajeto da BR-356 que liga o município de Campos dos Goytacazes e Cardoso Moreira e estranhei a existência de inúmeros matacões nas áreas de acostamento, bem como os incontáveis degraus ao longo da pista.  Voltei para a casa curioso com a situação, pois já viajei por ali muitas vezes e nunca tinha notado esses problemas.

Pois bem, o blog Mosca Azul acaba de resolver o mistério ao indicar que essas pedras são parte de carregamentos que eram destinados ao Porto do Açu, mas que acabaram sendo abandonados nos acostamentos!

Essa situação perigosa para os motoristas merece a devida atenção das autoridades responsáveis por manter a segurança nas estradas brasileiras, a começar pela Polícia Rodoviária Federal e a ANTT. Esperemos que as providências não sejam tomadas apenas algum acidente fatal envolvendo algum motorista que procurando a segurança do acostamento, termine encontrando os matacões abandonados sabe-se lá por qual razão.

PRUMO DEIXA PEDRA E PERIGO NA BR 356

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 É no trecho entre Campos e Cardoso que mora o perigo. A empresa Prumo Logística, no transporte de pedras que faz para alimentar o píer do porto do Açu, deixou ao longo da BR 356, do trecho acima citado, vários caminhões de pedra no acostamento da rodovia. O mais grave de tudo é que até o momento ninguém denunciou isso. Parece que a Prumo e a Tracomol, responsáveis pela lambança vão esperar um acidente com vítima fatal para o fato vir à tona. Se fosse qualquer outro pobre mortal e não a Prumo, a justiça já estaria batendo na sua porta, ou até mesmo autoridades administrativas. A remoção das pedras está se perpetuando. Como pode ser visto nas fotos abaixo, elas estão no acostamento da rodovia. Como conhecido no jargão, uma foto vale mais que mil palavras. O blog espera que as pedras tenham a remoção do acostamento, porque da forma que se encontram representam grande perigo no caso do motorista ter que usar o acostamento. À noite a situação ainda é muito pior. Na verdade esse pessoal do Porto do Açu, incluindo as empresas de transporte (transportadoras de pedra) não respeitam ninguém. Chegaram ao Açu botaram o povo do 5º Distrito pra fora de casa e até hoje não pagaram ninguém. Estão destruindo o eco sistema da região, contaminando o solo, provocando erosões, e inúmeras agressões a natureza.Pra eles tudo pode e a mídia faz vista grossa, até porque, na maioria das vezes o verbo é a verba.

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FONTE: http://blogfabriciofreitas.blogspot.com.br/2015/04/prumo-deixa-pedra-e-perigo-na-br-356.html

 

 

Estudantes da Uenf denunciam falta de segurança em ponto de ônibus

Segundo eles, um aluno foi assaltado na noite de quinta-feira (12 de fevereiro)

Estudante Larissa Simão. (Foto: JTV)

Estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), que contam com o serviço de transporte público em Campos, estão inseguros nos pontos de ônibus e questionam a falta de policiamento próximo a universidade. Segundo eles, um aluno foi assaltado na noite de quinta-feira (12 de fevereiro).

Larissa Simão, de 24 anos, cursa o 8º período do curso de engenharia metalúrgica e de materiais, e contou que estava no ponto de ônibus minutos antes do crime acontecer. “Poderia ter acontecido comigo. Mesmo sabendo dos riscos, não tenho escolha, esse é o meio de transporte que tenho. Acho que deveria ter segurança ao redor como tem dentro da universidade”, disse.

O estudante de agronomia Márcio Chaves, que cursa o 10º período, disse que há falta de iluminação no local, o que contribui para a ação dos bandidos. “Nunca fui vítima de assalto, mas já desconfiei de atitudes enquanto esperava o ônibus. Muitos estudam à noite e segurança só dentro dos Centros da Uenf”, disse.

O comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar, o tenente-coronel Marcelo Freiman, informou que na manhã desta sexta-feira tomou conhecimento do assalto ocorrido na noite de quinta-feira e o assunto foi discutido no próprio batalhão. “Vamos nos reunir com a Secretaria Municipal de Paz e Defesa Social e reitores de universidades, logo após o carnaval, a fim de promover uma ação integrada, que garanta melhorias na segurança desses jovens. Vamos fazer um levantamento dos pontos que se tornaram alvos certos dos bandidos e neles colocar sistema de monitoramento de câmeras que facilitam as investigações. Outra medida é garantir a iluminação pública nesses locais”, disse o comandante.

FONTE: http://jornalterceiravia.com.br/noticias/campos_dos_goytacazes/64962/estudantes-da-uenf-denunciam-falta-de-seguranca-em-ponto-de-onibus

Viação 1001: tudo o que dizem de ruim é pouco

 

Após muito tempo conseguindo evitar viajar de forma repetida nos ônibus da “Auto Viação 1001” em curtos espaços de tempo, tive que voltar a fazê-lo nas duas últimas semanas. De quebra, por causa do caos que impera na chegada da cidade do Rio de Janeiro e o horário dos voos que tive que pegar, sai de Campos dos Goytacazes de madrugada. Aí eu não sei se foram as condições horripilantes em que se encontra o terminal rodoviário “Shopping Estrada”, mas a minha impressão ao entrar nos veículos da Viação 1001 foi de extrema sujeira e desconforto. Mas como a sensação permaneceu na volta, vamos dar um desconto para as condições do Shopping Estrada, que são sim horripilantes, e nos concentrar nos ônibus da Viação 1001. Ontem ao voltar num horário “executivo”, a impressão era de estar num veículo que não é limpo devidamente faz muito tempo. Além de o banheiro exalar um cheiro fétido, até a água oferecida estava quente!

Como a “Auto Viação 1001” cobra preços bem salgados por um trajeto pelo qual eu pago bem menos em outras empresas, me vem à cabeça a seguinte pergunta: onde andam as agências responsáveis por verificar a qualidade dos serviços prestados pela Auto Viação 1001? Aliás, onde andam a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que foram tão rápidos para auxiliar na volta da cobrança do pedágio na BR-101 que nada fazem? Falta de reclamações não deve ser, pois se eu que não sou nem um usuário contumaz, e já senti de perto a baixa qualidade dos serviços, imagina as pessoas que precisam (como por exemplo os trabalhadores da Petrobras e suas terceirizadas) os serviços da “Auto Viação 1001” todos os dias?

Aliás, lembro ainda que o deputado Roberto Henriques andou prometendo ações legislativas para fazer com que a “Auto Viação 1001” melhorassem e depois a coisa caiu no mais absoluto silêncio. Como ele andou criticando o seu colega de parlamento Marcelo Freixo por deixar o caso das “Meninas de Guarus” de lado, eu penso que nada mais justo lembrar que milhares de seus concidadãos continuam sofrendo nas mãos de uma empresa que parece imune à ação dos órgãos reguladores. 

Mas uma coisa é certa: a situação a que os usuários da “Auto Viação 1001” estão sendo submetidos clama pela quebra do monopólio; Afinal, só com uma boa concorrência haverá chance de que não fiquemos todos assistindo pacifica e ordeiramente as práticas corporativas que hoje torna a viajar pela empresa quase que uma experiência de expiação digna do inferno ou, pelo menos, do purgatório. Em relação ao “Shopping Estrada”, depois volto numa postagem particular sobre o assunto.