Sicko, SOS Saúde: aquilo no que querem nos transformar já é realidade nos EUA

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Ninguém mais do que o cineasta Michael Moore já nos mostrou o que aconteceu com a saúde nos EUA a partir da extrema privatização dos serviços hospitalares.  Moore também nos mostrou a contrapartida que aparece sob a forma da saúde pública oferecida em Cuba.  

A extrema contradição entre os dois países foi mostrada ao mundo no filme “SiCKO” que foi lançado em 2007 e até hoje expõe uma realidade que apenas se aprofundou na última década, com mais cidadãos estadunidenses sendo privados de serviços básicos de saúde.

Para quem nunca assistiu ao SiCKO, posto abaixo o filme na íntegra e dublado em português. Para quem não tiver tempo ou vontade de assistir  o filme todo, sugiro que se assista a partir de 1:44:00. 

Mas atenção: se depender dos cortes impostos pelo novo teto constitucional imposto por Michel Temer (com o voto do presidente eleito) e as sinalizações de que os cortes não só serão mantidos, como também aprofundados.

Daí que não é difícil ver que o nosso futuro será cada vez menos parecido com o presente dos cubanos. E  isso ficará ainda mais fácil de ver quando todos os mais de 8.000 cubanos do “Mais médicos” tomarem o rumo de casa.

Fareinheit 11/9: lições em meio aos caos de Michel Moore

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Até onde sei o filme “Farenheit 11/9” do diretor estadunidense Michel Moore ainda não começou a ser mostrado nos cinemas brasileiros. Eu o assisti esta semana numa sessão de cinema em Lisboa, e sai de lá com impressões discrepantes sobre o conteúdo e sobre a forma pela qual Moore construiu o seu argumento sobre os desafios que hoje ameaçam a democracia estadunidense. Em outras palavras, não consegui me decidir se o filme é bom ou ruim. Mas uma coisa eu consegui definir: vale a pena vê-lo.

Além disso, saí de lá com a impressão de que se um filme similar fosse feito no Brasil, o enredo seria muito semelhante, já que Fareinheit 11/9 trata em parte do mistério de como foi possível que um candidato que sempre viveu e se aproveitou do sistema pudesse se apresentar como antisistema e vencer.  Talvez seja porque alguns dos jogadores sejam os mesmos, a começar pelo envolvimento da Cambridge Analytics e do onipresente Steve Bannon.

Além disso, em que pese a narrativa fragmentada e as cenas emprestadas das redes sociais, os que estão hoje mais perdidos do que cachorros que caíram do caminhão de mudanças poderão aprender algumas lições valiosas de como retomar espaços que foram perdidos após mais uma década de aplicação de estratégias que basicamente desmontaram a capacidade de ação organizada da classe trabalhadora em prol de uma sociedade capitalista sem conflitos de classe. Só por esse detalhe, assistir o “Farenheit 11/9″ de Michel Moore.