21 de Setembro: dia internacional da luta contra as monoculturas de árvores

 

 Como todos os anos, em 21 de setembro próximo, comemoramos o Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores.

 A data, que foi lançada no Brasil, em 2004, pela Rede Alerta Contra o Deserto Verde, serve para que tenhamos um momento especial, a cada ano, para denunciar os graves impactos do modelo de produção industrial de árvores em grande escala sobre comunidades e ecossistemas. Todos os anos, organizações e movimentos sociais realizam várias ações durante o mês de setembro para dar visibilidade às suas lutas e denunciar os impactos negativos das plantações de árvores sobre seus meios de subsistência e seus territórios. Mas, acima de tudo, o 21 de setembro é um dia para celebrar a força e a solidariedade e dizer: basta de monoculturas de árvores!

No WRM, acompanhamos e apoiamos as ações que são executadas. Como temos feito nos últimos anos, de agora até 21 de setembro, estaremos colocando à disposição uma série de ferramentas que fornecem mais informações sobre os impactos em diferentes países e sobre as novas tendências que estão promovendo a expansão de monoculturas de árvores. Além disso, informaremos sobre as ações que necessitam de solidariedade internacional.

 Muito em breve, estará disponível em nossa página uma seção com todos os materiais que vamos oferecer.

Nesta primeira comunicação, informamos sobre uma publicação que fizemos para a América Latina, intitulada “Monoculturas de árvores na América Latina: situação trabalhista e destruição das economias locais” (disponível  em espanhol), que resume três estudos de caso sobre o assunto no Chile, no Uruguai e na Guatemala. Está disponível em: http://wrm.org.uy/

 

Nuvens de Veneno

NUVENS

O filme “Nuvens de Veneno”, do cineasta e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Beto Novaes, reafirma Mato Grosso como campeão nacional em uso de venenos agrícolas, principalmente no plantio de grãos.

Em 25 minutos, o documentário mostra os riscos da cultura do agrotóxico para quem pulveriza as lavouras e para quem come os alimentos.

O filme foi lançado em Cuiabá, em um evento na Escola de Saúde Pública, que abordou a saúde do trabalhador da cidade e do campo em Mato Grosso.

Convido a todos a assistir e compartilhar o filme, no link abaixo:

http://muralvirtual-educaoambiental.blogspot.com.br/2013/12/nuvens-de-veneno.html

Esse modelo se desenvolva, em parte, pela desinformação da sociedade que não cobra das autoridades mais seriedade e responsabilidade sobre o tema.

Enquanto isso, segue no congresso, projeto que facilita registro de novos agrotóxicos do senador Ruben Figueiró (PSDB-Mato Grosso do Sul). O projeto de Lei PLS 209/13 fixa em 180 dias o prazo máximo para a liberação de novos defensivos agrícolas no mercado, projeto esse, que é para atender uma das principais queixas das empresas de agrotóxicos.

FONTE: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=263604637124438&set=a.147638088721094.33444.130765053741731&type=1&theater

Novo incêndio na Mata do Carvão expõe limites do modelo de conservação ambiental

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Por Vinicius R. Leite

Na tarde desta terça-feira (19/11/2013) um incêndio de causa desconhecida atingiu a Unidade de Conservação de Proteção Integral da Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba (EEEG). Esse incêndio de proporção considerável se alastrou por uma área de vegetação brejosa no entorno da Mata do Carvão na porção Sul. A Mata do Carvão é um remanescente de florestal relictual de Tabuleiros que possui grande relevância ecológica no Norte Fluminense dada a sua representatividade e biodiversidade remanescente. O incêndio foi parcialmente controlado por equipes do INEA na última quarta-feira (20/11/2013). Porém, até à tarde desta quinta-feira ainda podiam ser constatados focos principalmente devido aos ventos que predominam na região.

No ano de 2011, outro incêndio de proporção equivalente atingiu também a vegetação de brejo situada mais ao norte na porção central da Estação Ecológica. Nesse caso, a queimada de uma área com cana-de-açúcar foi considerada como causa inicial, cujo espalhamento do fogo atingiu inclusive parte da vegetação florestal da Mata do Carvão, o que resultou em perdas para a biodiversidade devido à morte de inúmeros animais da fauna local e perda de cobertura vegetal. A mesma coisa acaba de acontecer neste incêndio.

Desde o ano de 2011 uma pesquisa científica que investiga os problemas relacionados à viabilidade de unidades de conservação no RJ vem sendo executada no Setor de Estudos de Sociedade e Meio Ambiente da Universidade Estadual do Norte Fluminense. A pesquisa inclui o mapeamento dos agentes antrópicos que possam afetar a eficácia de áreas protegidas no Rio de Janeiro. Dados preliminares conforme as figuras abaixo demonstram que no caso da EEE de Guaxindiba o incêndio atual e o ocorrido em 2011 atingiram áreas queimadas de extensão similar, entorno 300 hectares queimados para cada ano.

Apesar dos esforços de fiscalização (formação de brigadas) pelas agências governamentais para combate aos incêndios florestais, esses incêndios continuados apontam que um planejamento mais criterioso que inclua a comunidade local como parceira na conservação ambiental deva ser um caminho mais palpável para preservação dos recursos naturais locais. Diferentemente, e conforme a alegação de agricultores que vivem na área do entorno da EEE de Guaxindiba, é possível notar que além da pressão para desapropriação, haja um quadro geral de falta de incentivo político e financeiro. Incentivos que poderiam advir na forma de fomento ao desenvolvimento de atividades agropecuárias mais sustentáveis em consonância com os objetivos ambientais, o que inclui desenvolvimento de sistemas policulturais e de integração entre pecuária, lavoura e floresta, de modo a manter as comunidades no papel de conservação da terra e dos recursos naturais.

Assim sendo, e apesar de os estudos científicos mais atuais apontarem que o modelo de conservação que exclui o homem do ambiente que teve surgimento nos Estados Unidos seja insustentável, as agências governamentais brasileiras ainda continuam a utilizá-lo sem receio e também por não conhecerem a mudança de paradigma. A decisão por esse modelo de conservação retrógrado poderá, entretanto, comprometer em longo prazo a efetividade das unidades de conservação no desenvolvimento de seu papel, já que os efeitos deletérios das atividades humanas sobre o ambiente aparentemente ainda continuam descontrolados.