(Des) governo Pezão paga de surpresa salários de Março e confirma tese da ANAFERJ

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Os mais de 208 mil servidores que estavam sem salários foram surpreendidos no dia de ontem (11/05) com a notícia de que seus salários serão pagos no dia de hoje, o que é confirmado na edição de hoje do jornal O DIA (Aqui!).

Essa decisão vem depois de semanas de desinformação sobre quando seria possível para o estado pagar estes salários. A surpresa é ainda maior quando se verifica que também hoje deverá ser pago o salário de Abril dos servidores da educação e da segurança.

Como não anda crescendo dinheiro em árvore, a única interpretação possível é que o (des) governo do Rio de Janeiro já possuía estes recursos em caixa e estava, propositalmente, mantendo mais de 208 mil servidores na condição de reféns financeiros para agilizar suas tratativas no congresso nacional para aumentar ainda mais o já galopante processo de endividamento público.

Esse desdobramento “surpreendente” também serve para confirmar a análise da Associação de Analistas da Fazenda Estadual (Anaferj) de que a causa dos crônicos atrasos de salários não é exatamente falta de receita, mas sim de uma posição política que quer usar parte do funcionalismo estadual como bucha de canhão nas tratativas com o governo “de facto” de Michel Temer (Aqui!).

A constatação de que  o (des) governo brinca com a desgraça de milhares de servidores impõe aos sindicatos que representam as diferentes categorias do serviço público estadual a adoção de uma postura mais assertiva no trato com o (des) governador Pezão e sua base partidária na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Não é possível que se continue a mendigar direitos com um (des) governo que já perdeu completamente qualquer resquício de credibilidade para tirar o estado do atoleiro em que o PMDB e seus aliados colocaram o Rio de Janeiro. Qualquer coisa diferente de chamar os servidores para derrotarem essa política odiosa que os humilha diariamente será colaborar com um (des) governo falido. Simples assim!

Notícias da ADUENF dá informe sobre visita de dirigentes do ANDES-sindicato nacional ao campus da UENF

Informe da Diretoria da ADUENF sobre visita de dirigentes do ANDES-SN à UENF e participação em atividade na UERJ

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A diretoria da ADUENF considera que foi exitosa a vinda da diretoria do ANDES a UENF no dia de ontem (10/05). Em primeiro lugar esta visita serviu para aprofundar o conhecimento do ANDES-SN quanto à gravidade da situação imposta pelo governo do Rio de Janeiro às universidades estaduais, Faetec e Cecierj.  Em segundo lugar, a reunião também possibilitou um debate sobre o cotidiano de vivências no quadro de uma crise que se intensifica a cada dia com o não pagamento de salários.

E por último, a reunião serviu para encaminhar a articulação de uma luta conjunta entre as comunidades universitárias da UENF, UERJ e UEZO para derrotar o projeto de destruição comandado pelo governador Luiz Fernando Pezão contra o ensino superior estadual.

A diretoria da ADUENF aproveita para informar que nesta sexta-feira (12/05) ocorrerá na UERJ Campos Maracanã um painel sobre a crise das Universidades Estaduais. Este painel ocorrerá a partir 14 horas no 1º. Andar, auditório 11.  Para viabilizar a presença da UENF nesta importante atividade de organização da luta contra o projeto de desmanche das universidades estaduais, uma van sairá da sede ADUENF às 7:30.  Em função disso, solicitamos que os interessados entrem em contato com a secretaria da ADUENF para fornecerem seus nomes e dados pessoais.

Unidos somos mais fortes!

DIRETORIA DA ADUENF

Gestão Resistência  & Luta

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/05/informe-da-diretoria-da-aduenf-sobre.html

(Des) governo Pezão continua sua ação divisionista contra funcionalismo estadual

Different Groups

O (des) governo Pezão, consonante com a tática de que não se mexe em time que está ganhando, anunciou ontem o pagamento dos salários de Abril dos servidores da educação e da segurança, enquanto perdura o calote dos salários de Março para mais de 208 mil servidores (Aqui! Aqui!).

Essa postura de beneficiar setores que ou possuem armas ou podem levar muita gente para a rua é claramente uma ação calculada, pois vem dando certo. É que o uso desta tática divisionista vem impedindo que ocorra uma greve geral do funcionalismo estadual, além de criar inevitáveis clivagens entre os que ainda recebem salários mais ou menos em dia, e os que estão tendo suas vidas destroçadas por este (des) governo que lhes nega algo básico que são seus salários, aposentadorias e pensões.

Há que se frisar ainda o papel de cão de guarda do (des) governo Pezão que é cumprido pela mídia corporativa. É que longe de qualquer análise mais acabada das causas da crise (seletiva) que o Rio de Janeiro passa neste momento, os principais jornais apenas se comportam como passadores do “press releases” do (des) governo Pezão. Isso quando não omitem informações preciosas como é a do nível de recolhimento de impostos que, por si só, dispensariam a humilhação aos servidores que estão sendo deixados para trás.

Agora resta saber como vão reagir os sindicatos daqueles setores que foram escolhidos para servirem como bucha de canhão na domesticação do Rio de Janeiro para a aplicação das receitas ultraneoliberais que estão sendo gestadas pelo governo “de facto” de Michel Temer. Se esses sindicatos escolherem continuar numa postura de expectadores da luta de classes é bem provável que brevemente fiquem sem base sindical, já que a debandada dos servidores se tornará inevitável. É que por mais que prezem seus cargos e funções, muitos já estão escolhendo outros caminhos para garantir a sobrevivência de suas famílias.

Já para aqueles que estão com seus salários em dia e vão tocando a vida como se o drama dos seus colegas não tivesse nada a ver com eles, há apenas que se lembrar que brevemente a tática de terra arrasada deverá chegar até eles. E aí quando isso acontecer, e vai acontecer, é provável que o grau de divisão reinante impeça uma resposta a altura. É isso é tudo o que o (des) Pezão deseja. Simples, porém eficiente.

Apertem os cintos, o (des) governador Pezão sumiu!

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Anos atrás morava num prédio, o que tornava inevitável o encontro com meus vizinhos e suas diferentes personalidades e faixas etárias. Um dos meus encontros diários era com uma menina na faixa dos 4 anos que volte e meia aparecia com sua roupa de ballet rosa, sempre muito bonita. Numa manhã resolvi confraternizar com a jovem dançarina e a cumprimentei pela beleza de seus trajes de dança.  Indo um pouco além no meu gesto de simpatizar com minha jovem vizinha, perguntei-lhe qual era o seu nome.  Do alto do seu 1 metro de altura, ela devolveu para completo momento de vergonha de sua simpática mãe um retumbante: meu nome é ninguém!  Dali em diante, sempre que a encontrava, eu então perguntava, como está ninguém? E ela respondia que estava bem.

Pois bem, por que me lembrei da menina que hoje já deve ser uma adolescente? É que conversando com um colega que conhece bem o cotidiano dos jornalistas que cobrem o Palácio Guanabara,  o cenário que ali perdura é que ninguém responde por nada, e não há mais qualquer referência sobre quem procurar para obter informações importantes sobre os caminhos e descaminhos do estado do Rio de Janeiro.

Esta situação de completa ausência de comando começa com o fato de que o vice (des) governador, Francisco Dornelles, não está em condições físicas de sequer comparecer ao Palácio Guanabaram após passar por uma delicada cirurgia. Já o (des) governador Luiz Fernando Pezão resolveu mudar de mala e cuia para Brasília em busca de um resgate financeiro que possa dar-lhe mais alguns meses de sobrevivência no cargo.   Já as secretarias da Casa Civil e de Governo, ocupadas respectivamente ocupadas por Christino Áureo e Affonso Monnerat, nem de longe possuem a desenvoltura e a capacidade operacional de Régis Fitchner e Wilson Carlos que reinaram quase soberanos junto com o hoje presidiário Sérgio Cabral. Tampouco existe uma figura do calibre do ex (des) secretário Sérgio Ruy para organizar a tropa de choque do (des) governo nas áreas mais sensíveis de relação com o funcionalismo estadual. De quebra,  o  atual (des) secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, parece ter escolhido acompanhar o (des) governador Pezão em suas perambulações em Brasília a tentar resolver os múltiplos pepinos que estão sob os cuidados de sua pasta.

Para piorar o que já é péssimo, esse vácuo de comando no executivo estadual cria enormes dificuldades na Alerj onde a antes disciplinada base de apoio de Pezão anda mais perdida do que barata tonta. A coisa fica ainda mais sombria quando se verifica que o presidente da Alerj, além dos seus problemas judiciais, está tendo que enfrentar uma dura batalha com um câncer bastante agressivo.

Em suma, vivenciamos uma condição nesse (des) governo que beira a anomia, onde cada um está tentando cuidar de seus próprios interesses, deixando a situação chegar a uma condição bastante crítica. 

A boa coisa nesse caos é que fica muito mais fácil concretizar a máxima do “rei morto, rei posto”. E de preferência via eleições diretas. Mas como normalmente ninguém sai do bem bom do poder sem resistir, há que se ocupar ruas e demandar o imediato desse (des) governo lamentável. Do contrário, o Rio de Janeiro ainda vai afundar mais sob essa condição de completo ausência de governo que ainda mescla um profundo “salve-se quem puder”.

Anaferj coloca o dedo na ferida: dinheiro para pagar salários existe, o que falta é vontade de fazer o certo

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O blog mantido pela Associação de Analistas da Fazenda Estadual do Rio de Janeiro (Anaferj) publicou hoje uma postagem que deixa nu todo o argumento do (des) governo Pezão de que não há dinheiro para pagar os salários atrasados do servidores estaduais (Aqui!).

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Segundo a Anaferj, “a arrecadação do Estado é suficiente para pagar a folha. O governo deliberadamente opta por honrar outras despesas e rastejar no chão para a União em troca de mais endividamento.

Apesar de não ser analista de fazenda, faz tempo que eu desconfio dessa crise (seletiva) que assola o Rio de Janeiro. É que apenas nos últimos meses o governo “de facto” de Michel Temer já arrestou vários bilhões de reais para continuar pagando a misteriosa dívida acumulada pelo (des) governo do Rio de Janeiro ao arrepio da necessidade de mais de 200 mil famílias cujos cabeças são servidores estaduais.

Além disso, não me consta que haja ocorrido a suspensão de determinados pagamentos, a começar pelos bilionários contratos da área da saúde terceirizada. Quando muito ali vem ocorrendo demoras pontuais, mas nada que se compare ao que está sendo feito com os servidores públicos concursados.

Outra área para a qual venho chamando atenção é a do pagamento de debêntures, a começar pelas emitidas pelo chamado “Rio Oil Finance Trust“. Apenas para esse caso é certo que vários bilhões arrecadados por impostos foram parar nas contas bancárias dos chamados “fundos abutres” que estão se beneficiando da desastrosa operação Delaware que foi comandada pelo atual secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa. Só neste caso, a sangria é desatada, e ninguém parece se importar, já que os abutres estão sendo alimentados.

O fato é que uma parcela dos servidores estaduais e os pensionistas e aposentados do RioPrevidência estão sendo usados como bucha de canhão nas tratativas impostas por Michel Temer e Henrique Meirelles.  O problema do Rio de Janeiro é claramente político, e não financeiro.

E em outras palavras, a crise do Rio de Janeiro tem uma caráter seletivo, mas muito seletivo mesmo!

Por isso tudo é que realmente não me parece aceitável a postura da maioria dos sindicatos e associações de servidores que estão mantendo uma postura espectante frente não apenas ao drama de seus representados, mas, principalmente, diante da estratégia do (des) governo Pezão de usar o atraso no pagamento dos salários como uma ferramenta de guerra ideológica que visa mormente a desmoralizar os que estão sendo deixados, propositalmente é preciso que se diga, na rua da amargura.

Finalmente, há que se observar que há quem ainda trata o (des) governador Pezão e seus (des) secretários com a deferência que eles não merecem. Afinal de contas, nem interlocutores qualificados eles são mais.  Para tratar com esse (des) governo que seja apenas a data da renúncia ou do impeachment de Luiz Fernando Pezão. Simples assim.

Notícias da Aduenf publica nota sobre reunião do governo Pezão com dirigentes de universidades estaduais

Nota da Aduenf sobre a reunião do governo Pezão com universidades estaduais, Cecierj, Faetec e Faperj

Ao atrelar o pagamento de salários dos servidores estaduais a aprovação do Plano de Recuperação Fiscal, em tramitação no Congresso Nacional, o ainda governador em exercício, Luiz Fernando Pezão explicita quais são suas verdadeiras intenções. Seguir a risca o projeto de “austeridade” defendido com veemência por Henrique Meirelles. O mantra do déficit fiscal é entoado como única solução para regularização das contas do estado do Rio de Janeiro. Mas a contrapartida, trocada em miúdos, será paga por cada servidor ativo ou aposentado. Além de arrochar ainda mais os salários com aumento da contribuição previdenciária, seremos condenados a estagnação salarial e a não realização de concursos públicos. Lembremos que o Estado deve aos servidores o décimo terceiro, os meses de março e abril. Com juros.

Ao reunir-se com representantes das Universidades Estaduais, UERJ, UENF e UEZO, CECIERJ, FAETEC e FAPERJ, o governador, acompanhado do (até este momento) secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes, busca alcançar o improvável: a aparência de que existe um encaminhamento de soluções, enquanto a cada dia o funcionalismo público estadual sente a corda apertar-lhe mais e mais o pescoço.

A partir do cenário montado, Pezão tem como objetivo indicar que algo foi definido na reunião, mas mesmo a grande mídia não consegue disfarçar o vazio de resoluções, produzindo imagens e informações que não passam de uma afronta a nossa inteligência assim como este (des) governo demonstra completo desdém pela situação financeira vivida por estes trabalhadores (pois devemos incluir aqui os terceirizados).

Esperamos sinceramente, que a Reitoria da UENF não integre esta barganha indecente, levada a frente por um representante moribundo!

E de nossa parte, redobraremos nossas forças de resistência contra a tentativa deste (des) governo de destruir o serviço público fluminense .

Campos dos Goytacazes, 09 de Maio de 2017.

Diretoria ADUENF

Gestão Resistência & Luta

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/05/nota-da-aduenf-sobre-reuniao-do-governo.html

Como Pezão ainda é o (des) governador do Rio de Janeiro?

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Se um alienígena vindo de alguma galáxia distante aportasse no Rio de Janeiro neste momento não iria apenas se deslumbrar com suas belezas naturais, nem com seu povo que combina irreverência com disposição impar para continuar enfrentando as dificuldades do cotidiano. Essa alienígena provavelmente ficaria surpreso com a permanência do (des) governador Luiz Fernando Pezão à frente do executivo estadual.

É que , convenhamos, o seu (des) governo acabou mesmo antes de começar, e os últimos 16 meses têm sido uma completa tragédia. Não falo aqui apenas do calote salarial que está sendo aplicado, nem dos múltiplos de corrupção que chegaram muito perto do (des) governador e sua equipe.  A questão chave que emerge desse suplício coletivo em que o (des) governo Pezão se tornou é a sua flagrante incapacidade de gerar alternativas que não impliquem em mais sofrimento e degradação da qualidade de vida da maioria da população.

A última medida, que agora se encontra suspensa temporariamente pela justiça, foi a suspensão do passe escolar para mais de 27.000 estudantes  que sem este benefício não terão mais como ir para a escola e, provavelmente, se somarão a um crescente exército de pessoas que não possuem qualquer função social. E, por isso mesmo, se tornam cada vez mais dependentes dos bandos criminosos que parecem estar cada vez mais fortes.

Entretanto, apesar das evidências de que seu (des) governo se encontra numa condição de insolvência, Pezão continua firmemente sentado na cadeira de (des) governador. Essa situação é sui generis, já que Pezão não tem demonstrado sequer que entende as ramificações da falência política de seu (des) governo. Agora, se é assim por que é que Pezão ainda foi apeado do poder por meio dos mecanismos institucionais existentes?

A resposta para mim é simples: ele continua a ser útil ao projeto de desmanche do setor público, não apenas no âmbito fluminense, mas em todo o Brasil. E aí que parece surgir a real explicação da permanência de Pezão no Palácio Guanabara. É que sem ele, o presidente “de facto” Michel Temer e seu ministro e dublê de banqueiro Henrique Meirelles não teriam um estado que serviria como um experimento avançado para as medidas de arrocho que pretendem aplicar em todo o Brasil.

Entender essa relação entre Pezão e Temer é fundamental para que haja a devida reação contra seus planos de ataque ao serviço público e de constrangimento dos servidores públicos.  É que sem entender essa conexão vamos continuar no papel incompleto de vítimas de um (des) governante incompetente. A verdade é que a ameaça é muito maior, e o Rio de Janeiro é hoje apenas um laboratório para as políticas ultraneoliberais que já foram  aplicadas na Grécia e na Espanha.

Reagir a esse quadro então terá de passar por uma mudança de postura, principalmente dos sindicatos,  que precisam encarar o (des) governo Pezão como um inimigo estratégico que deve ser combatido sem nenhum tipo de concessão às chantagens que estão sendo impostas em troca de coisas básicas, como passes escolares e pagamentos de salários.

E não esqueçamos: Pezão é Temer, e Temer é Pezão!

Rio de Janeiro em transe. Até quando?

Como faço há quase 20 anos, estou me preparando para dar aula nesta 2ª. feira, enquanto eu e mais de 200 mil servidores estaduais não temos nem a deferência da informação sobre quando o (des) governo Pezão pretende começar a pagar os nossos salários de março.  Essa é uma situação vergonhosa e vexaminosa, já que ainda está formalmente restaurada a escravidão no Brasil.

Se engana quem pensa que professores universitários não possuem obrigações financeiras e nem necessidades pessoais que precisam ser honradas sob pena de terem seus nomes inseridos na lista de devedores. Mas pior  que não ter como pagar suas dívidas é vivenciar o completo descaso dos ocupantes do Palácio Guanabara, que se negam a sequer informar quando pretendem pagar os salários atrasados.

O pior é que apesar de todas as mazelas e acusações que emergem quase diariamente contra o (des) governador Pezão e sua equipe, o fato é que a mídia corporativa segue blindando este (des) governo.  As poucas notícias que emergem não são acompanhadas daqueles editoriais revoltadas que vimos contra os ex-presidentes Dilma Rousseff  e Lula. Na prática o que os donos da mídia parecem falar sem medo de ser felizes  é que Pezão é “coisa nossa”.  Só isso explica tanta proteção na forma de informações fragmentadas.

Já o (des) governador Pezão decidiu acampar em Brasília para obter do congresso nacional um pacote de medidas  de arrocho contra os servidores estaduais que virtualmente destruirá o serviço público estadual, com o objetivo claro de avançar o processo de privatização do aparelho estatal. E para quem acha isso bonito, lembro que os servidores terceirizados tendem a custar mais caro do que os concursados, e normalmente são vítimas potenciais de patrões inescrupulosos.

E a Alerj? Seguindo o ditado de que “de onde menos se espera é que não de nada de bom sai mesmo” , a maioria dos deputados estaduais continua ignorando as suas responsabilidades com a população fluminense.  Isso se explica pelo fato de que essa verdadeira hecatombe financeira e moral que se abateu sobre o Rio de Janeiro não causou nenhuma perda para a maioria dos parlamentares. E, pior, pelo menos no caso da FETRANSPOR, existem indícios de que houve benefício financeiro e, claro, ilegal.

Diante de todos esses elementos não deveria ser nada demais apontar que no Rio de Janeiro poderemos ter em breve um processo incontrolável de convulsão social. Os indícios estão todos aí para serem vistos, a começar pela explosão de assassinatos e casos de roubos de carga.

A questão que se coloca é sobre até quando as elites econômicas e políticas que controlam o Rio de Janeiro vão continuar impunes por todo o castigo que estão impondo à maioria pobre da população. 

Já no caso dos servidores, vamos ver até quando dura a posição letárgica de esperar pacientemente por medidas básicas como a divulgação de um calendário de pagamentos dos salários atrasados.  Mas que ninguém reclame se essa aparente ilimitada paciência acabar.

Crise financeira da Uenf: mais um furto/vandalismo expõe a fragilidade da segurança

Se ainda fossem necessários exemplos de como o abandono da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) está propiciando a ocorrência de diversos casos de furto mesclados com atos de bandalismo, outra unidade foi alvo de ataque por parte de ladrões na madrugada deste domingo (07/05).

O caso de hoje afetou a unidade experimental do Setor de Forragicultura do Laboratório de Zootecnia (LZO) do CCTA no Colégio Agrícola Antonio Sarlo (ver imagens abaixo).

As informações que chegaram após o rescaldo inicial por membros do setor dão conta que apenas miudezas foram roubadas, os quais foram recuperados após uma rápida ação policial.

Assim, o maior problema de mais este caso envolvendo a Uenf é que estão esperando (no caso os membros do (des) governo Pezão), que algo algo de muito ruim aconteça para tomarem as devidas providências para restaurar a segurança dentro das unideades acadêmcias da universidade de Darcy Ribeiro.

 

 

 

Sérgio Côrtes e sua ode à “putaria” dizem muito sobre como chegamos ao caos atual

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Enquanto cerca de 208 mil servidores públicos estaduais padecem com a ausência do pagamento de seus vencimentos, mais e mais evidências emergem de que nem a repressão policial e judicial têm servido como elementos de contenção do esbulho da coisa pública no Rio de Janeiro por parte daqueles que teriam a obrigação de impedir isso.

Isso é o que se depreende do conteúdo da matéria assinada pelo jornalista Ítalo Nogueira para o jornal Folha de São Paulo onde é descortinada a tentativa do ex-(des) secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, de controlar a delação premiada de seu ex- sub-secretário César Romero (Aqui!). 

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Segundo Nogueira nos informa, Côrtes teria sintetizado essa tentativa de burlar a justiça com a singela frase “Nossas putarias têm que continuar“.  Tomada de forma prática, essa frase de Côrtes requer a imediata investigação dos principais ocupantes da secretaria estadual de Saúde do (des) governo Pezão. E isso apenas para começo de conversa, pois foi ali que Côrtes e seus compadres realizaram boa parte de suas “putarias”.

A emersão dessa declaração de Côrtes, cujo mote final é impedir que haja a correta apresentação dos seus malfeitos, também serve para nos mostrar que a crise (seletiva) que coloca o Rio de Janeiro no caos pode ser mais explicada pelas práticas e costumes do (des) governo Pezão do que pelas alegadas dificuldades de geração de receita.

Por essas e outras é que os servidores estaduais, e a população em geral é preciso que se diga, não podem aceitar passivamente que os mesmos que nos colocaram neste quadro dantesco venham impor sacríficios ainda maiores. Simples assim!