Denúncias diretas de corrupção finalmente alcançam o (des) governador Luiz Fernando Pezão

pezao cabral

A mídia corporativa está estampando notícias que deverão tirar o pouco de sono que ainda restava ao (des) governador Pezão, pois finalmente emergem informações de que ele teria participação direta no grande esquema de corrupção liderado pelo hoje presidiário e seu mentor político, Sérgio Cabral Filho (Aqui!Aqui!Aqui!).

Apesar dessas notícias apenas confirmarem o que já circulava nos corredores do poder e também nas redações da mídia corporativa, a publicação dessas matérias aponta no sentido de que a situação do (des) governador Pezão que era ruim passou para virtualmente insustentável.

O fato é que até agora Pezão fazia cara de paisagem frente à montanha de evidências de que era impossível que ele estivesse “puro” no meio do lamaçal em que o (des) governo do Rio de Janeiro foi transformado a partir da chegada de Sérgio Cabral ao Palácio Guanabara, já tinha experimentado um sério abalo com a condução coercitiva do seu secretário de governo Affonso Monnerat e do presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), para depor na Polícia Federal.

Agora, com as revelações de detalhes da delação do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Jonas Lopes Filho que o (des) governador Pezão participou de reuniões para “azeitar”  o esquema de pagamento de propinas,  o enredo se complica (ou como diria William Shakespeare, “the plot tickens”) para o ainda (des) governador Luiz Fernando Pezão.  É que, em função das informações detalhadas prestadas pelo ex-presidente do TCE,  Pezão agora vai ter que se explicar. Só não se sabe se para a imprensa ou para o juiz Marcelo Bretas.

Esta situação toda sinaliza que a condição desesperadora em se encontram quase metade dos servidores estaduais e aposentados ainda vai se agravar antes de melhorar. É que no meio desse caos todo, a “boa vontade”  que o (des) governador Pezão tentou costurar em Brasília simplesmente não vai ocorrer na velocidade em que ele gostaria. Afinal, quem vai querer colocar a assinatura em documentos que ajudariam a tirar um político que acaba de ter a cabeça entregue numa bandeja de prata por um mega delator como Jonas Lopes Filho?

Universidades estaduais sob ataque: com dois meses de salários atrasados, Alerj decide realizar CPI revanchista

pezão

A situação do estado do Rio de Janeiro é inusitada sob todos os aspectos, principalmente se considerarmos que atualmente temos 5 conselheiros do Tribunal de Contas fazendo companhia na cadeia para um ex 9des) governador e vários dos seus ex (des) secretários. De quebra, ainda tivemos o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sendo conduzido a ferros para depor na sede da Polícia Federal para oferecer informações sobre seu suposto envolvimento no mesmíssimo caso de corrupção que levou os conselheiros do TCE para atrás das grades.

Mas mais inusitada do que isso somente a Comissão Parlamentar de Inquérito  (CPI) que foi instalada pela Alerj e que foi publicada no dia de hoje pelo Diário Oficial do Estado (ver reprodução abaixo).

cpi revanche

Esta CPI tem como objeto declarado “apurar dados referentes à folha de pagamento do quadro permanente de pessoas, bem como informações sobre o pagamento de bolsas e auxílios aos servidores das universidades estaduais do Rio de Janeiro“.

Antes que alguém se alegre ingenuamente com a possibilidade de que finalmente a Alerj resolveu se mexer para apurar as condições dramáticas em que se encontram centenas de servidores que estão ainda sem seus salários de Fevereiro e o décimo terceiro salário relativo ao ano de 2016, aviso logo que não é isso.

É que como informa a jornalista Berenice Seara em seu blog no jornal “EXTRA”, o objetivo desta  CPI é “apurar denúncias de irregularidades na folha de pagamento da universidade e no pagamento de bolsas e auxílios a servidores (Aqui!).” Ou seja, além de não pagar os salários em dia, os aliados do (des) governo Pezão na Alerj querem impor uma  investigação que, tudo indica, eles logo passarão, especialmente após a sinalização de que há algo de muito esquisito nas relações entre determinados deputados e a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor)

Outra evidência sobre a real natureza desta CPI é dado por quem fez o pedido de abertura da comissão,, que foram os deputados  Gustavo Tutuca e Paulo Melo, ambos do PMDB. Para quem não se lembra, Tutuca esteve à frente da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (SECTI) e sua gestão foi essencialmente inócua, incolor e inodoro.  

Agora, no papel de  um dos guardiões dos interesses de seu padrinho político, o ainda (des) governador Luiz Fernando Pezão,  Tutuca aparece com essa CPI que possui um viés claramente revanchista, pois a reitoria da Uerj tem sido um verdadeiro calo no sapato dos planos de privatização que estão por detrás do abandono imposto pelo (des) governo Pezão ao sistema estadual de ciência e tecnologia.

Com base na experiência que tenho como professor da Uenf desde 1998, posso adiantar que essa CPI é mais uma daquelas que servem apenas para constranger (ou pelo menos tentar) aqueles que incomodam os (des) governantes de plantão. Até porque desviar dinheiro de salário e bolsas é praticamente impossível, visto que esta é uma área em que o dinheiro gasto obedece a critérios bastante claros, ao contrário do que ocorre, por exemplo, na licitação de grandes obras.

Interessante notar que se os deputados Gustavo Tutuca e Paulo Melo decidiram instalar essa  CPI com algum objetivo de constranger as reitorias das universidades estaduais, o plano pode ir completamente na direção contrária. É que, com todos os eventuais erros que possam existir dentro das universidades, é a Uerj que hoje está com um imenso telhado de vidro exposto, e com tendência a piorar ainda mais nas próximas semanas.

Agora, para resolver a crise salarial dos servidores que é bom, os deputados não vão fazer nada de positivo, o que é totalmente coerente com as pouco lustrosas trajetórias que eles construíram na política fluminense.

 

Professores da Uerj fazem pronunciamento sobre crise no Rio de Janeiro

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A Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj) postou hoje em sua página oficial na rede social Facebook um duro pronunciamento sobre a situação política (ou seria policial?) que assola o Rio de Janeiro neste momento. De forma mais direta, os professores da Uerj  sobre a crise do (des) governo Pezão e sua responsabilidade pelo contínuo adiamento das aulas na Uerj.

Este pronunciamento importante porque toca nos principais acontecimentos que ocorreram nas últimas 24 horas, bem como sinaliza uma disposição para fazer frente ao processo de desmanche que está sendo realizado nas universidades estaduais pelo (des) governo Pezão.

Abaixo o vídeo em sua íntegra.

Erro
Este vídeo não existe

Universidades públicas, analfabetismo político e a Síndrome de Estocolmo

Brecht O Analfabeto Político (1)

Reza uma lenda urbana que  as universidades brasileiras são locais intrinsicamente críticos onde marxistas malévolos doutrinam jovens para que abracem suas causas ultrapassadas. Como professor universitário há quase 20 anos, posso afirmar sem medo de errar que essa noção realmente não passa de lenda.  As universidades brasileiras são e sempre foram conservadoras, mas a onda produtivista imposta pelos órgãos de regulação e fomento como a CAPES e o CNPq causou um forte retrocesso no pouco que havia de ação crítica que ali existia. Por isso, poucos são os pesquisadores que se colocam fora da bolha onde quantidade  de artigos publicados sabe-se lá onde é sempre preferível a uma ação reflexiva e crítica voltada para formar quadros mais capazes de atuar sobre os gigantescos desafios sociais e ambientais que assombram o nosso rico/pobre país.  

O resultado é que estamos assistindo de camarote o desmanche do sistema universitário público brasileiro quase sem nenhuma resistência dentro das universidades.  Vejamos, por exemplo, o caso das três universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uenf, Uerj, Uezo) que foram colocadas num completo estado de penúria por um (des) governo cuja legitimidade está jogada na sarjeta.  Entretanto, mesmo com salários atrasados e sem perspectiva de pagamento por causa da roubalheira que correu solta a partir de 2007 sob o comando do hoje presidiário Sérgio Cabral, não se vê uma reação sólida por parte de quem deveria dar o exemplo de que não se trabalha de graça.  Ao contrário, o que cada vez mais aparece é um ambiente que mistura desespero com resignação.

E, pior, como observador privilegiado do que acontece na Uenf, vejo ainda colegas que mesmo beirando a insolvência financeira insistem na pregação de que não se pode fazer greve porque isto causaria mais evasão estudantil.  Explico essa conjuntura que mistura letargia e marasmo a uma espécie de Síndrome de Estocolmo, onde os que estão sendo também vítimas da política de destruição do (des) governo do Rio de Janeiro se colocam como potenciais cúmplices caso decidam lutar pelos seus direitos.

A questão é explicar como se produziu essa variante da Síndrome de Estocolmo. Em minha opinião ela decorre de um forte analfabetismo político que caracteriza principalmente os docentes que, até recentemente, se colocavam acima dos dramas mundanos que assolam a maioria dos brasileiros pelo singelo fato de possuírem um título de doutor.  Agora que se veem assolados por uma crise que não ajudaram a criar, a maioria não sabe como reagir simplesmente principalmente por causa de seu analfabetismo político.

Como vivenciei outros ambientes acadêmicos fora do Brasil, já vi que em outros países há um reconhecimento objetivo de que os professores universitários são apenas um segmento privilegiado da classe trabalhadora, mas que cada vez mais experimentam os dissabores de serem proletários. Entretanto,  no Brasil ainda há uma recusa para aceitar essa situação que deveria ser óbvia.

A solução para esta Síndrome de Estocolmo, bem como para a ausência da necessária defesa das universidades públicas, naturalmente passa pela superação deste analfabetismo político. Nesse sentido, se adotarem esse caminho as universidades poderão ser um pequeno laboratório de um processo mais amplo pela qual a sociedade brasileira passar.  No caso específico da Uenf,  adotar o caminho do questionamento e da crítica será ainda uma chance histórica dela se reencontrar com os elementos fundacionais que foram pensados por Darcy Ribeiro.

Mas é preciso ter em mente que as características letárgicas que apontei em relação às universidades estão, sem nenhuma surpresa, também presentes no resto da nossa sociedade. Basta ver como os sindicatos não reagiram devidamente ao vergonhoso projeto de terceirização que acabou sendo aprovado com folgas na Câmara dos Deputados.

Agora, uma coisa é certa: se as universidades públicas quiserem ser um exemplo no processo de transformação que precisamos vivenciar no Brasil, e no Rio de Janeiro especificamente, precisam começar a se mexer logo. É que os seus inimigos no sistema político tramam todos os dias como privatizá-las. Se demorarmos a reagir, o futuro que estes inimigos das luzes já está traçado e posso adiantar que não é nada belo.

Prisão de secretário de governo é prenúncio de que tempestade perfeita se arma sobre o (des) governador Pezão

Esta 4a. feira está sendo caracterizada por uma série de prisões que abalam o já instável (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão. A principal delas não é a do ex-secretário Régis Fitchner que ainda é uma herança dos tempos em que Sérgio Cabral estava à frente do (des) governo do Rio de Janeiro.  

O começo do que pode ser o início do fim do (des) governo Pezão foi a realização de buscas e apreensão no gabinete do (des) secretário de governo e ex-prefeito de Bom Jardim (Aqui!), Henrique Affonso Monnerat (Aqui!). É que além de já estar implicado no caso de desvio de verbas nas obras contratadas sem licitação para responder à destruição causadas pelas chuvas que ocorreram na região Serrana em 2011 (Aqui! e Aqui!), Henrique Monnerat é efetivamente o primeiro membro dos (des) governo Pezão a ser envolvido nas apurações da Lava Jato.

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Essa prisão é provavelmente um sinal de que uma tempestade perfeita estará se abatendo sobre o (des) governo Pezão muito em breve.  É que  provavelmente Henrique Monnerat é uma pessoa com muitos segredos a revelar. A ver!

TJ/RJ concede liminar que impede corte de salários na Uerj

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Atendendo a um pedido  de liminar feito pela reitoria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Desembargador Maurício Caldas Lopes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar que objetivamente proíbe que o (des) governador Luiz Fernando Pezão cumpra a ameaça de cortar 30% dos salários (atrasados, diga-se de passagem) dos seus servidores (Aqui!).

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Em seu despacho, o Desembargador Maurício Caldas Lopes determinou que concedia a “liminar nos termos em que requerida, isto é, até final julgamento deste mandamus e/ou enquanto permanecer a situação de precariedade que impede o funcionamento da impetrante“. Além disso, o desembargador também intimou as autoridades impetradas para “absterem-se da prática do ato anunciado, sob pena da multa que, em caso de resistência ao cumprimento desta ordem, será fixada“.

Esta decisão representa uma derrota da tática adotada pelo (des) governador Pezão que visava coagir e, sobretudo, calar as justas reivindicações da Uerj. É que restou claro na decisão do Desembargador Maurício Caldas Lopes que a culpa pela ausência do funcionamento normal da Uerj cabe ao (des) governo do Rio de Janeiro.

Aliás, esta tentativa de coagir a Uerj representa apenas mais um capítulo patético de um (des) governo que claramente perdeu todas as condições de dirigir o estado do Rio de Janeiro. 

Para quem desejar ler a íntegra da liminar concedida pelo Desembargador Maurício Caldas Lopes, basta clicar (Aqui!)

Sintuperj-UENF pede doação de cestas básicas

O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj-UENF) vem a público solicitar doações de cestas básicas para os funcionários técnico-administrativos, por ele representados.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro não tem cumprido com o pagamento dos salários. O salário referente ao mês de fevereiro/2017, assim como o 13º referente a 2016, ainda não foram pagos, deixando os servidores sem condições de honrar seus compromissos financeiros e alimentar suas famílias.
A delegacia do Sintuperj-UENF está localizada no 2º andar do Prédio da Reitoria da UENF. Telefones: (22) 2739-7245 / (22)  999484533 / (21) 971496771

A crise (seletiva) do (des) governo Pezão: contratos sem licitação consumiram mais de R$ 1,5 bilhão apenas entre 2014 e 2016

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O jornal “EXTRA” publicou hoje (27/03) uma matéria assinada pelo jornalista   que mostra que o (des) governo Pezão aumentou  em R$ 1,597 bilhão, somando 2015 e 2016, os gastos com contratos sem a aplicação de licitações (Aqui!)

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A reportagem mostra ainda que boa parte desses gastos estão concentrados nas secretarias de Saúde e de Administração Penitenciária (ver figura abaixo que foi retirada da retirada matéria).

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Um detalhe a mais que a reportagem revela é o uso da situação de “calamidade pública” que foi decretada pelo (des) governador Pezão para justificar a celebração alguns dos contratos que foram celebrados em 2016. Na prática o que se tem é a negligência por parte do (des) governo Pezão em relação ao que estabelece a Lei Federal 8.666 de 1993 que regulamenta a prática de licitação nas diferentes esferas de governo. Este fato clama por uma apuração aprofundada sobre quem seria os donos desses contratos, já que é estranho que tanto dinheiro seja gasto sem os devidos processos de licitação.

Enquanto isso, em pleno dia 27 de Março, partes significativas dos servidores públicos da ativa e aposentados estão sem saber sequer quando o (des) governo Pezão promete pagar os salários de Fevereiro!

Por essas e outras é que afirmo sem medo de errar que a crise financeira que assola o Rio de Janeiro neste momento é muito, mas muito mesmo, seletiva.

O oráculo de Anthony Garotinho

O ex- governador Anthony Garotinho publicou uma nota neste sábado que poderia ser tomada como um oráculo se não estivéssemos vivendo em que até os mais profundos segredos chegam ao conhecimento de poucos privilegiados (normalmente alojados dentro da mídia corporativa) que se ocupam de disseminá-las na forma de informação ou projeção do futuro (Aqui!).

Vejamos a nota abaixo:

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Alguns poderão dizer que Anthony Garotinho está simplesmente destilando veneno, outros dirão que está chutando um fato que está prenhe para acontecer faz tempo. 

Mas como Anthony Garotinho não opera jamais sem fontes, ele pode estar realmente nos oferecendo um oráculo para acontecimentos que afetarão a política fluminense na próxima semana. Se confirmado o oráculo, a situação do (des) governador Pezão poderá piorar sensivelmente visto que até agora todo o ônus da chamada Operação Lava Jato ficaram nas costas do ex (des) governador Sérgio Cabral.

Como Anthony Garotinho mencionou que há “boi” no meio, ele parece sinalizar que a bomba vai explodir na Assembleia Legislativa já que lá existem vários pecuaristas que se ocupam da criação de gado de raça em posições importantes. Mas ele pode estar contando o milagre certo, mas apontando para o bicho errado.

De toda forma, a saída vai ser esperar a próxima semana transcorrer para ver que bicho (ou seria Palácio?) dá.