Eike Batista, de Midas a rei deposto na LLX

Eike tem direito de minoritário na Prumo, diz presidente

Por Rodrigo Polito | Valor
 

RIO  –  O empresário Eike Batista continuará com participação importante na Prumo Logística Global (ex-LLX), mas que quem tomará as decisões será o sócio controlador, a EIG, afirmou o presidente e diretor de relações com investidores da companhia, Eugênio Figueiredo. “Eike continua com participação importante, mas no dia a dia da governança quem toma as decisões é o sócio controlador”, disse o executivo, após ser questionado sobre a posição do empresário na empresa, durante reunião da Apimec, no Rio de Janeiro.

“O sócio controlador [EIG] entende que ele [Eike] foi muito importante para trazer o projeto para esse estágio atual”, afirmou Figueiredo. “Mas no fundo ele passa a ser um minoritário que passa a ter direito como os outros minoritários. Ele não vai estar tão assim no dia a dia da empresa.”

Eike Batista, porém, continuará tendo direito a participação no conselho de administração da Prumo com um membro.

Após a operação de aumento de capital, na qual a EIG injetou R$ 1,3 bilhões na empresa, a norte-americana passou a deter 52,8% da Prumo. Eike Batista ficou com 20,9%. A Ontario Teachers Pension Plan não acompanhou o aumento de capital e ficou com 7%. Outros minoritários possuem 19,3%.

Figueiredo, que ocupa a presidência da Prumo interinamente, disse que as negociações para a definição de um novo presidente para a companhia estão “bem avançadas” e podem ser concluídas ainda no primeiro trimestre de 2014.

Joint venture

O presidente da Prumo afirmou que a companhia e a Anglo Americana vão igualar a participação de 50% para cada um na joint venture LLX – Minas Rio. Hoje a Prumo possui 51% da sociedade e a mineradora, os 49% restantes.

“Vai haver uma movimentação para equalização desses percentuais”, disse o executivo. A Anglo Americana vai injetar recursos em uma operação de aumento de capital na LLX – Minas Rio para a equalização.

“Não tem uma previsão de data [para o aumento de capital], mas é provável que aconteça dentro dessa janela [do primeiro trimestre de 2014]”, afirmou o executivo a jornalistas, após reunião na Apimec, no Rio de Janeiro.

O executivo explicou que a operação já estava prevista em contrato, caso houvesse mudança de controle na Prumo. O gerente de relações com investidores da Prumo, Felipe Mello, ressaltou que em julho de 2014 entrará em vigor contrato com a Anglo American para o uso do terminal portuário da Minas-Rio.

O contrato, de “take or pay”, em que a mineradora se compromete a pagar mesmo que não utilize a unidade para o escoamento de até 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro, prevê uma tarifa de US$ 7,1 por tonelada. Segundo o gerente, esse contrato permitirá uma receita anual à Minas-Rio de US$ 190 milhões.

Os contratos atuais com os clientes do porto do Açu, no Estado do Rio de Janeiro, geram receita anual de R$ 60 milhões à Prumo, afirmou o presidente da companhia.

Segundo Figueiredo, entre os clientes que já possuem contrato de instalação no porto do Açu, as empresas Technip e National Oilwell Varco (NOV) estão com o desenvolvimento muito avançado de suas unidades na região.

De acordo com o executivo, o empreendimento possui duas grandes vantagens. A primeira é com relação ao licenciamento ambiental. Como a Prumo já discutiu muito sobre o assunto com os órgãos ambientais, os novos clientes deverão ter um processo de licenciamento mais ágil para se instalar no local.

Outro ponto favorável, segundo Figueiredo, é a localização e a facilidade logística do Porto com as malhas rodoviária e ferroviária que serão construídas no país.

Inadimplência da OSX

Entre os contratos atuais, Eugênio Figueiredo afirmou que a OSX, empresa de estaleiros controlada por Eike Batista e que está em recuperação judicial, possui parcelas de pagamento em atraso pelo uso de uma área do porto do Açu.

“Não está em dia o pagamento. Existem algumas parcelas em atraso”, disse o executivo. Ele lembrou ainda que a OSX tem participação nos investimentos de dois grandes contratos de construção no porto do Açu. “Eles participavam com percentual de construção”, disse.

Em novembro, a Prumo e a OSX anunciaram que a companhia de estaleiros vai devolver metade da área que explorava no projeto.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3376772/eike-tem-direito-de-minoritario-na-prumo-diz-presidente#ixzz2nwn9y695

Porto do Açu: (des) governo Cabral pede, consegue, mas não garante meios para realizar desapropriação

Inércia da CODIN poderá abrir caminho para proprietário conseguir suspensão da desapropriação

Em mais um sinal de que as coisas não andam nada bem para a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN), este blog recebeu uma documentação que mostra que apesar de ter obtido por duas vezes a ordem para a desapropriação de uma propriedade agrícola no V Distrito de São João da Barra,  o órgão “não conseguiu garantir os meios necessários para a efetivação da diligência”. Em outras palavras, a CODIN conseguiu a desapropriação, mas não levou. O mais interessante é que, em duas oportunidades ao longo de 2013, o mandado chegou a estar nas mãos dos oficiais de justiça sem que os “meios necessários” fossem garantidos para a desapropriação ser realizada.

A situação agora chegou a um ponto que beira o constrangimento porque o último documento apensado no referido processo se refere à inércia da CODIN “em acompanhar a diligência da OJA”.  Eu digo que é constrangedor para a CODIN porque a juíza que deferiu o pedido de imissão de posse poderá, com toda correção, optar pela caducidade da urgência alegada em prol da imissão provisória de posse. Aliás, se eu aprendi um pouco com essa situação toda é que quase certamente haverá um questionamento legal dessa urgência. Afinal, do que se vê até agora, terras que eram produtivos e que foram desapropriadas em regime de urgência se encontram hoje totalmente improdutivas.

O último detalhe peculiar desse processo é que mais um proprietário rural do V Distrito teve sua propriedade desapropriada na condição de “Réu ignorado“. Essa estratégia que, na prática dificulta a defesa dos agricultores, foi usada de maneira ampla, geral e irrestrita pela CODIN para entregar terras para o Grupo EBX de Eike Batista. E o mais escandaloso que,  nesse caso em particular, o proprietário é bem conhecido e sua propriedade passaria por quaisquer critérios de produtividade a que fosse submetida.

Finalmente, em função disso tudo é muito provável que a CODIN tenha que responder a essas incongruências todas junto ao Tribunal de Justiça, pois esse é um dos casos em que a chance de que um agravo movido pela proprietário afetado terá grande chance de  sucesso.

Abaixo a documentação que explicita o imbróglio em que antes toda poderosa CODIN acabou se metendo.  Aliás, tem gente bastante inteirada da situação das desapropriações realizadas no V Distrito de São João da Barra que está prevendo um 2014 bastante auspicioso para os agricultores que ali vivem há gerações. A ver!

mandado pag 1 mandado pag 2 mandado pag 3 mandado pag 4

LLX muda de nome para ver se toma prumo

A LL(X) é a mais recente empresa a se livrar da maldição que se abateu sobre o seu mentor e ex-controlador Eike Batista. Para ver se a empresa sai do vermelho, os novos proprietários estadunidenses rebatizaram a empresa como “Prumo”.   Não poderia haver nome melhor, pois pelo que sei da situação estrutural do pier principal do Porto do Açu, ou o negócio toma prumo ou afunda de vez. É como diz aquele ditado: é bola ou bulica. A ver.

 

Com novo controlador, LLX muda o nome para Prumo

Novo nome da empresa de logística, fundada por Eike Batista, representa o atual momento da companhia: com uma gestão mais pragmática e transparente

Daniela Barbosa, de 

Divulgação

LLX

 LLX agora é Prumo: nome remete a uma base sólida, correta, planejada e calculada com eficiência e disciplina

 

São Paulo – A LLX, empresa de logística fundada por Eike Batista, já havia manifestado a intenção de mudar sua identidade, depois que o grupo EIG comprou o controle da companhia, em outubro deste ano. Nesta terça-feira, foi anunciado que a LLX agora é Prumo Logística Global, seu novo nome.

De acordo com comunicado,  Prumo foi escolhido pois remete a uma base sólida, correta, planejada e calculada com eficiência e disciplina. “Ele foi escolhido por representar este novo momento da empresa, com uma gestão mais pragmática e transparente, que une busca por excelência e visão de longo prazo para integrar mercados”, disse o comunicado

Para Eugênio Figueiredo,  presidente da companhia, a nova marca reforça as características e demonstra a solidez do negócio, que irá funcionar como um vetor para o crescimento do Brasil.

Novo dono

Desde outubro, a companhia passou a ser controlada pelo EIG, que irá injetar 1,3 bilhão de reais na companhia. Segundo a empresa, a reestruturação societária reforça significativamente a sua estrutura de capital e traz uma nova perspectiva com o novo modelo de gestão a ser implantado a partir de agora.

Além do aporte bilionário, a Prumo conseguiu também um suporte financeiro adicional de 900 milhões de reais oferecidos pelos  Bradesco e Santander, que vai aumentar a capacidade financeira da companhia nos próximos trimestres.

Prejuízo

  No terceiro trimestre, a Prumo, ex-LLX, registrou prejuízo de 38,4 milhões de reais no terceiro trimestre. O montante é mais de 680% maior que as perdas acumuladas um ano antes, de 4,9 milhões de reais.

As despesas gerais e administrativas pesaram nos resultados. No período, elas totalizaram 53,4 milhões de reais, enquanto a receita operacional atingiu 14,8 milhões de reais.

Boa parte das despesas, 43,6 milhões de reais, foi destinada aos gastos com pessoal e serviços terceirizados, segundo balanço da companhia.

“A principal explicação para o aumento das despesas administrativas foi o impacto de 15,4 milhões de reais referente a bônus de retenção pago a certos executivos, considerados estratégicos para o desenvolvimento dos negócios no médio e longo prazo”, disse a empresa, em comunicado.

A Prumo encerrou o terceiro trimestre com saldo de 99 milhões de reais em caixa, montante quase 70% menor na comparação com o mesmo período do ano.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/depois-de-mudar-o-controle-llx-agora-e-prumo

Casas populares debaixo da linha de transmissão de energia do Porto do Açu: outro plano que não sairá do papel

Em 14/08/2013, repercuti a informação de que a Prefeitura de Campos Campos tinhas planos para construir 400 casas populares em uma área que se encontra inteiramente sob o circuito duplo de transmissão de energia elétrica de 345kVa, que está sendo construído para atender o Complexo do Açu e, portanto, em local impróprio para a habitação humana. Pelo que informei na época tais casas seriam construídas no bairro do Carmo no Distrito de Goytacazes próximo à RJ-216 na altura da estrada que liga o Carmo com Poço Gordo.

Pois bem, o mesmo leitor que deu essa informação acaba de me informar que a Prefeitura de Campos teria desistido de construir as taiscasas debaixo da linha de transmissão do Porto do Açu.

Se isso for mesmo verdade, eis ai uma boa notícia para este final de 2013.

CODIN e as desapropriações no Açu: acabou o milho, acabou a pipoca?

Tive informações de fontes confiáveis de que a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) está enfrentando graves dificuldades para executar as imissões de posse que ainda conseguiu obter na justiça sanjoanense. As razões são as mais pueris, incluindo a falta de combustível para alimentar os veículos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que normalmente dão cobertura às expropriações de terras promovidas pelo (des) governo de Sérgio Cabral.

A situação beira o grotesco, mas é explicável. A explicação pode ser encontrada num balanço financeiro publicado pela Grussai Siderúrgica do Açu (GSA) onde está afirmado com todas as letras que era essa empresa (na prática uma subsidiária da LL(X)) que autorizava e fornecia os recursos para as desapropriações serem viabilizadas. Até ai nada de filantrópico, pois as terras desapropriadas eram rapidamente transferidas para o seu controle. Enquanto isso, um número incalculável de proprietários continua sem as indenizações devidas.

Agora com a crise financeira corroendo o poder da LL(X) e, por extensão, da GSA, a CODIN está com mandados de imissão de posse nas mãos e não consegue cumpri-los porque o (des) governo de Sérgio Cabral tampouco está bancando as operações.  Seria cômico, se não fosse trágico.

Salinização no Açu: uma eterna saia justa

Na audiência do Porto do Açu houve um momento “saia justa” que ocorreu quando o deputado Roberto Henriques solicitou informações ao Sr. Marcos Sá, secretário de Meio Ambiente de São João da Barra, sobre a qualidade das águas servidas nas escolas do V Distrito de São João da Barra. Depois de se resolver a confusão sobre quem fornece a água (CEDAE ou a Prefeitura de São João da Barra), o deputado Roberto Henriques solicitou que fossem feitas novas análises nas águas para garantir que as mesmas não estão salinizadas.

O Sr. Marcos Sá, após repetir a cantilena de que a salinização foi pontual e apenas no Canal Quitingute, deu uma informação importante: o aquifero Emborê, de onde aparentemente é retirada a água entregue pela Prefeitura de São João da Barra, não foi contaminado pelo sal que jorrou do aterro hidráulico da LL(X).  Essa é uma informação importante, mas seria importante que o secretário de Meio Ambiente de São João da Barra desse publicidade aos dados que corroboram sua afirmativa.  Afinal, como o fornecimento de água com alto teor de sais é prejudicial à saúde, todo cuidado é pouco.

O bom é que depois de muita insistência do deputado Roberto Henriques, o secretário de Meio Ambiente concordou em realizar coletas para proceder com as devidas análises para determinar se o teor de sais está dentro dos parâmetros regidos pela NORMA CONAMA 356/2005.  A ver!

Tempo quente e salinização na audiência sobre o Porto do Açu na Câmara de Vereadores de São João da Barra

noemia

Acabo de receber informações sobre algumas situações que ocorreram hoje na audiência pública promovida pela Comissão Especial da Alerj para o Porto do Açu. Segundo oque me foi informado pela senhora Noêmia Magalhães, uma das lideranças da ASPRIM, organização que representa os agricultores do V Distrito, ela acabou se retirando da audiência por se sentir tolhida em seu direito de livre manifestação pelo deputado Roberto Henriques. É que a dona Noêmia queria se manifestar sobre as violências cometidas durante as desapropriações contra os agricultores desapropriados, e o deputado Roberto Henriques queria que ela se ativesse apenas a questionamentos técnicos o que, segundo ela, não seria o essencial no que toca aos direitos dos agricultores. Uma coisa que chocou a dona Noêmia foi o questionamento público que teria sido feito pelo deputado Roberto Henriques em relação à honestidade da defesa que ela faz dos direitos dos agricultores atingidos pelo processo de expropriação de terras promovido pela CODIN.

Outro agricultor presente na audiência, também me informou que um fato importante da audiência teria sido a afirmação do representante do INEA, Sr. Sidney Machado,  que de fato ocorreu um processo de salinização no V Distrito de São João da Barra e, ainda mais importante, que este problema persiste até os dias de hoje.  Se isso de fato foi dito, esta posição vai no sentido diametralmente oposto ao que tem sido declarado pela LL(X) que continuamente tem emitido notas informativas no sentido de que a salinização teria sido pontual e restrita ao Canal Quitingute.

Pelo que se vê, o deputado Roberto Henriques (usando uma expressão usada por ele na própria audiência) vai ter mais trabalho para “amarrar os caranguejos” no tocante ao mar de problemas que cercam a polêmica implantação do Porto do Açu. 

Em tempo. Segundo um morador de São João da Barra que estava na audiência, o tratamento dispensado pelo deputado Roberto Henriques à Dona Noêmia já está tendo uma repercussão muito negativa na cidade. Mais problemas para ele “amarrar os caranguejos”.

Porto do Açu: o mito do desenvolvimento e suas falácias são desvelados

O texto abaixo vindo do blog do economista e professor da UENF Alcimar Chagas desnuda um dos principais mitos que deram sustentação a todas as barbáries cometidas pelo (des) governo Cabral e seus parceiros privados contra a população de pescadores e agricultores do V Distrito de São João da Barra. É que os algozes sempre utilizaram o argumento de que estavam criando um novo ciclo de desenvolvimento econômico e, com isso, justificavam seus malfeitos.

Agora com essa análise baseada em estatísticas oficiais, o Alcimar Chagas demonstra que, pelo menos no âmbito da criação de postos de trabalho no comércio de São João da Barra, o efeito do Porto do Açu é quando muito nulo ou mesmo negativo.

Como amanhã (02/12) o deputado Roberto Henriques estará realizando uma audiência pública a partir das 10 horas na Câmara Municipal de São João da Barra exatamente sobre o Porto do Açu quem sabe ele possa usar uns poucos minutinhos para pedir explicações aos governantes e empreendedores de como isso se explica.

De minha parte retorno à obra de Celso Furtado “O Mito do Desenvolvimento Econômico” lançado em 1973 para dizer que o que se viu até agora no Porto do Açu foi muita espuma e pouco sabão  (ou seria muito sal e pouca feijoada?), pois esse retorno à uma base primária é parte de um engodo muito maior de que podemos ascender no processo de desenvolvimento sem tocar nas profundas desigualdades econômicas e sociais que persistem no Brasil e, principalmente, na região Norte Fluminense. 

Os investimentos do porto do Açu e seus reflexos no emprego no comércio em São João da Barra

Os saldos de emprego gerados em São João da Barra, no período de construção do Porto do Açu, evidenciam as contradições nos relatórios de impacto ambiental, que registram os impactos e as promessas de políticas compensatórias por conta das intervenções. Observem que as obras iniciam no final de 2007 e tem seu seu ápice em 2008. Ainda sem o impacto das obras, o ano de 2007 registra uma geração de 34 novas vagas no comércio. Em 2008, realmente observa-se um forte crescimento com o registro de 89 novas vagas no comércio. Em 2009 são geradas somente 10 vagas, em 2010 são geradas 28 vagas e em 2011 são geradas 39 vagas. Em 2012 observa-se um resultado negativo, onde as demissões superaram as admissões em 29 vagas e em 2013, até outubro, foram geradas somente 23 vagas. A conclusão que se chega é que as promessas de geração de emprego, em função das obras do porto do Açu, não se concretizaram. Somente nos anos de 2008 e 2011, o saldo de emprego superou 2007. Segundo esses indicadores do Ministério do Trabalho, os investimentos do porto do Açu não tiveram impacto no comércio, conforme promessa.

A cultura e a agricultura dos que resistem à expropriação nos arredores do Porto do Açu

Hoje estive mais uma vez no V Distrito de São João da Barra para checar a condição atual do Canal do Quitingute. Aproveitei a ocasião para visitar mais uma vez a família do Sr. Reinaldo Toledo (aquele que em vez de receber a indenização por suas terras guarda até hoje uma folha de papel entregue por um funcionário da CODIN dizendo o valor das terras que lhe foram tomadas).

Chegando na propriedade que restou ao Sr.Reinaldo, um homem nos seus 78 anos, encontrei-o trabalhando num plantio de de abacaxi que possui atrás de sua residência.

As imagens abaixo dão conta perfeitamente de porquê esse agricultor e sua família resistem às tentativas do (des) governo de Sérgio Cabral de tomar as suas terras para entregá-las à corporação estadunidense EIG que agora é dona do Porto do Açu.

Aliás, seria bem mais proveitoso para a caravana organizada pelo deputado Roberto Henriques, que pretende visitar na próxima segunda- feira (02/12) as obras semi-paralisadas do Porto do Açu, desse uma passada na casa do Sr. Reinaldo Toledo e perguntar como é ter parte de suas terras tomadas e ser deixado sem seu meio de sustento. Afinal, lá no porto, o máximo que vai se ver são obras paralisadas ou semi-paralisadas. Isto se a caravana do deputador Henriques não for submetido à fabula que é mostrada no vídeo corporativo usado por Eike Batista para vender nuvens a investidores incautos.

 reinaldo 2 reinaldo 3

reinaldo 1

reinaldo 4

Ururau: Barco com trabalhadores do Porto do Açu naufraga no Rio Paraíba

Uma pessoa esta desaparecida desde a noite desta sexta-feira, dia 29

 Mauro de Souza – Arquivo

Uma pessoa esta desaparecida desde a noite desta sexta-feira, dia 29/11

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil de São João da Barra vão retornar as buscas, na manhã deste sábado (30/11), por trabalhador do Complexo Industrial Superporto do Açu desaparecido desde a noite dessa sexta-feira (29/11) depois que um barco afundou no Rio Paraíba do Sul durante a travessia do município para Gargaú, em São Francisco de Itabapoana. De acordo com a Defesa Civil sanjoanense, sete pessoas estariam na embarcação, cinco delas prestam serviço para o porto.

O dono do barco identificado como Adriano Siqueira Romão falou sobre o desespero na hora do acidente.

“Ventava muito e tinha muita marola. Tentei segurar meu companheiro, mas molhado e com roupa pesada ficou impossível. A correnteza estava muito forte”, disse.

O homem estava em estado de choque e deu entrada no Centro de Emergência de São João da Barra, às 20h15. O paciente deve ser liberado na manhã deste sábado.

Adriano disse ainda que os demais que estavam a bordo eram trabalhadores do Complexo Portuário do Açu vinculados à empresa Gercom e voltavam para Gargaú. Haviam sete passageiros, cinco ficaram ilhados e ele tentou salvar o companheiro. Não obtendo êxito também nadou até a ilha. A pessoa desaparecida foi identificada apenas como Gean.

As vítimas foram socorridas por outra embarcação que passava pelo local. Em seguida o Corpo de Bombeiros foi acionado.

A equipe do Site Ururau conversou com o coordenador da Defesa Civil de São João da Barra, Adriano Assis, ele informou que o acidente aconteceu por volta das 18h dessa sexta.

“O barco que afundou é pequeno, estilo bateira, comum no transporte de pessoas entre Guargaú e São João da Barra. Os homens saiam todos os dias do município vizinho para trabalhar no Porto, mas os fortes ventos e a marola causaram o acidente. A Marinha, Capitania dos Portos e Corpo de Bombeiros realizaram buscas pelo local ontem à noite. O trabalho foi retomado pela manhã, os mergulhadores dos bombeiros estão fazendo uma varredura onde aconteceu o acidente”, comentou.

FONTEhttp://ururau.com.br/cidades39037_Barco-com-trabalhadores-do-Porto-do-A%C3%A7u-naufraga-no-Rio-Para%C3%ADba