A “nova política” de Rafael Diniz cheira naftalina

 

White naphthalene balls on black velvet

Desde a campanha eleitoral de 2016 quando venceu de forma acachapante já no primeiro turno, o jovem prefeito Rafael Diniz é apresentado como sendo a expressão de uma nova forma de fazer política na cidade de Campos dos Goytacazes.  Mas afora o seu jeito de eterno garotão e o fato de estar cercado de seus menudos neoliberais, o que há realmente de novo nas práticas de Rafael Diniz? Nem precisa olhar muito de perto para se ver que sua nova política não passa de uma calça azul velha e desbotada, e com um cheiro forte de naftalina.

Afinal, não há nada mais velho do que trair promessas  de campanha e jogar os ^Çonus dos descaminhos de um governo em gestores anteriores, enquanto são mantidas e aprofundadas práticas cuja rejeição popular explica uma dada vitória eleitoral.

Além disso, atacar as poucas políticas públicas existentes para amenizar a pobreza extrema são outra marca inconfundível de uma forma velha de fazer política. É que enquanto os que mais ganharam com anos de fartura do período petrorrentista ficam imunes ao arrocho fiscal, os pobres (e especialmente mais pobres) são usados como exemplo de responsabilidade fiscal.

Agora, a questão chave são os “cabeças brancas” que dão suporte ao coral de menudos neoliberais. Entre eles há gente que está no governo municipal desde os tempos em que o avô do jovem prefeito exercia o papel de coronel da política campista.  Um campista de estirpe nobre com quem convivo me disse indignado um desses dias que há nesse governo gente que sempre viveu nas tetas da prefeitura, sem que tenha se dado ao trabalho de emitir uma mísera gota de suor.

Abaixo coloco algumas imagens em que o prefeito Rafael Diniz aparece ao lado de figurinhas carimbadas da política local, estadual e nacional. Após visualizar as imagens, pensem um pouco e respondam: essa nova política encarnada por Rafael Diniz tem ou não um forte cheiro de uma velha calça azul desbotada com forte cheiro de naftalina?

 

 

Fernando Leite, um ressentido profissional, ataca a UENF

O jornalista e ex-deputado estadual Fernando Leite é um daqueles que eu classifico de ex-amigos ressentidos de Anthony Garotinho. Tendo sido alçado ao seu único cargo de alguma significância pela capacidade política do ex-amigo de angariar votos até para postes, Fernando Leite, sempre que pode e tem espaço, desanca todo o seu ressentimento no seu ex-amigo que, curiosamente, não parece ter a mesma disposição para rebater suas críticas.

Na imagem acima Fernando Leite posa ao lado de Anthony Garotinho ao lado de outro ex-amigo ressentido, o ainda deputado estadual Geraldo Pudim.

Agora, retornando a um cargo comissionado na prefeitura de Campos dos Goytacazes, onde já ocupou alguns ao longo dos anos, Fernando Leite aproveitou uma deixa de seus entrevistadores no jornal “Folha da Manhã” para também mostrar sua capacidade de debulhar ressentimento contra os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que, segundo, ele insistem em fazer greves que só punem os estudantes e ganham salários acima de outros professores (ver imagem abaixo).

fmanha fernando leite

O curioso é que Fernando Leite “esqueceu” de informar  aos leitores da Folha da Manhã (provavelmente porque seus entrevistadores providencialmente escolheram olvidar isto) que ao longo dos últimos 8 anos, ele esteve posicionado estrategicamente dentro dos (des) governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, ocupando cargo comissionado  na vice-governadoria, do qual saiu exonerado apenas dias antes de anunciar que estaria assumindo uma subsecretaria no governo do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) (ver imagem abaixo).

fernando leite 3

Como ocupante de cargo comissionado do (des) governo Pezão ele deveria saber muito bem que a longa greve que ocorreu na Uenf deu-se porque os professores e servidores da universidade chegaram a ficar com 4 meses de salários atrasados. Esse problema o agora detrator do movimento docente da Uenf não deve ter sentido no bolso, visto que os ocupantes de cargos DAS do (des) governo Pezão jamais ficaram desprovidos de seus salários ao longo de 2017.  Assim, eu diria que é fácil criticar, comparecendo ou não ao seu local de trabalho.

Por outro lado, é quase certo que se a informação de que Fernando Leite estava ocupando um cargo de DAS na secretaria de governo fosse de domínio público é bem provável que a reitoria e os sindicatos o tivessem acionado para que participasse do esforço político de fazer com que o (des) governador Pezão parasse de asfixiar financeiramente a Uenf. Entretanto, ao longo dos 6 meses de greve desconheço qualquer visita que Fernando Leite tenha feito ao campus Leonel Brizola para ver de perto o processo de destruição posto em curso pelo (des) governo onde ele possuía um cargo de confiança.  Pelo menos nisso, há coerência, pois periquito que come dificilmente briga com o dono do milharal.

Dada a sua ficha pregressa de ressentido profissional, dificilmente poderíamos esperar qualquer coisa diferente de Fernando Leite. Não há nenhuma surpresa em suas declarações, seja em relação a Anthony Garotinho ou em relação aos professores da Uenf.  Ainda bem que nunca precisamos e nem precisamos contar com seus préstimos, pois de onde nada se espera é que não sai nada mesmo.

Finalmente, é interessante notar para os que não possuem muita memória da história recente da política campista que Fernando Leite é servidor público municipal da Secretaria de Comunicação, onde entrou pela mãos e divina graça do ex-prefeito Zezé Barbosa, avô do jovem prefeito Rafael Diniz, com quem rompeu para se unir a Anthony Garotinho. Agora, ao ocupar um cargo comissionado na gestão de Rafael Diniz, parece estar fechando um ciclo de rupturas e retornos. Ou quiçá começando outro. A ver!

Rafael Diniz foi salvo pela chuva. Mas por quanto tempo?

Heavy rain in Spain

A mídia corporativa local está divulgando com evidente alegria a pouca afluência popular ao ato convocado pelo grupo do ex-governador Anthony Garotinho para protestar contra a gestão do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS).

Como passei pela área da Praça São Salvador em torno das 18:00 horas quando chovia canivetes em Campos dos Goytacazes, penso que foi surpreendente que alguém houvesse comparecido no evento.  É que se em dias normais já está difícil circular pela cidade, o que dizer de mais um desses dias que mais parecem aqueles dias que antecederam a partida da arca de Noé.

O fato é que, graças à chuva intensa, o jovem prefeito Rafael Diniz vai passar uma noite sem ver o profundo desgaste político que efetivamente possui entre a maioria desiludida do seu eleitorado.  O jovem prefeito foi, digamos,  não foi salvo pelo gongo, mas pelas chuvas.

O problema é que quanto mais chover, mais problemas aparecerão. com ruas inundadas e cada vez mais desprovidas do asfalto que já desapareceu em várias vias importantes. Assim, a chuva que salva num dia poderá ser a razão do afogamento político de Rafael Diniz. Além disso, há que se lembrar que a estação chuvosa é bem marcada, e depois que ela passar, os muitos problemas represados vai emergir.

 

HGG tomado pela água da chuva. Essa é a mudança prometida, Rafael?

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O vídeo abaixo começou a circular nas redes sociais na tarde desta quarta-feira (07/03) enquanto a água da chuva ainda corria firme por alas do que parece ser o Hospital Geral de Guarus.

Se for mesmo, espero que os responsáveis pelo funcionamento do HGG tenham solicitado a presença do Corpo de Bombeiros para: 1) impedir que pacientes se afogassem, e 2) vistoriar o teto do edifício que com essa quantidade de água que é mostrada entrando no interior do prédio deve estar seriamente comprometido.

Como tudo indica que é mesmo o HGG, fico me perguntando se essa era a mudança que tanto o prefeito Rafael Diniz e seus áulicos prometiam durante a campanha eleitoral de 2016.

Com a palavra a Secretaria Municipal de Saúde e, claro, o jovem prefeito Rafael Diniz.

Rafael Diniz faz convênio com universidade particular, enquanto instituições públicas ficam desamparadas

O jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) dá mais uma demonstração de seu pendor pelas parcerias-público privadas e firmou um convênio com a Universidade Salgado de Oliveira (Universo) que concederá 70% de desconto em seus cursos de graduação para servidores públicos municipais [1].

universo rafael

Eu fico curioso sobre qual será a contrapartida dada pela gestão Rafael Diniz à Universo em troca desse desconto “generoso” nas mensalidades dos servidores públicos que decidirem aceitar a oferta.  

Enquanto isso, até hoje não vi nada de concreto nas promessas levantadas em diferentes ocasiões em termos de apoio às instituições públicas de ensino superior que existem na cidade de Campos dos Goytacazes, a começar pela Uenf onde sobram promessas e inexistem atos concretos de apoio.

Mas esperar o que de diferente de um governo comandado por Rafael Diniz e seus menudos neoliberais? Compromisso com ensino público, gratuito e de qualidade é que não pode ser. É que começando na parte que toca a Rafael Diniz que é a rede municipal de ensino, a coisa vai de mal a pior.

Já no tocante à Uenf, há que se lembrar que Pezão é Rafael e Rafael é Pezão. Assim, nada de surpreendente na falta de compromisso com a universidade de Darcy Ribeiro e Leonel Brizola.


[1] https://www.campos.rj.gov.br/exibirNoticia.php?id_noticia=43453

Prova final de que Pezão é Rafael e Rafael é Pezão vem do sul fluminense

Teve leitor deste blog que ficou bravo comigo quando afirmei que analisando as medidas ultraneoliberais impostas pelo jovem prefeito Rafael Diniz, a nossa cidade estava ficando muito parecida com o estado do Rio de Janeiro comandado pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão.  É que a máxima de Pezão é Rafael é Rafael é Pezão” pareceu muito injusta, já que o mandato de Rafael Diniz está apenas no começo.

Mas com a publicação de uma matéria pelo jorna “Diário do Vale” que circula no sul fluminense está provado de uma vez por toda que Rafael Diniz tem laços muito próximos com o (des) governador Pezão, tanto que esteve no dia de ontem (02/03) na cidade de Volta Redonda para participar de um articulação política para lançar o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, para concorrer ao governo do Rio de Janeiro em 2018 (ver imagem abaixo) [1].

rafael pezao

Na imagem acima estão marcados na seguinte ordem: 1- deputado federal Rodrigo Maia, 2- Pezão e 3- Rafael Diniz.

Além de mostrar a proximidade entre Rafael Diniz e Pezão, o que esa imagem mostra é que há também proximidade com Rodrigo Maia. Isso ajuda a entender tantas viagens feitas por Rafael Diniz a Brasília a pretexto de captar recursos para o município de Campos dos Goytacazes.  Aparentemente, os objetivos das muitas idas para visitar o gabinete de Rodrigo Maia era outro e com claro cunho eleitoral, já que Rafael Diniz estará lançando seus candidatos a deputado federal e estadual em 2018, e pelo que se vê com as bênçãos de Pezão e Rodrigo Maia.

Antes que alguém me critique dizendo que Rafael Diniz tem todo o direito de apoiar quem quiser, adianto logo que concordo com isso. O problema é que Rafael Diniz se apresentou como o “novo” em 2016 e continuando sustentando esse mote após sentar na cadeira de prefeito. Agora, com essa reunião onde estava presente o que há de mais velho e arcaico na política fluminense, vemos que  todo o papo de “nova política” e de 
“novo político” é conversa para boi dormir.

E, pior, enquanto Rafael Diniz se desloca até Volta Redonda para participar em reunião de articulação de candidatura, a cidade de Campos dos Goytacazes está imersa no mais completo caos administrativo.  Simples assim!


[1] http://diariodovale.com.br/politica/rodrigo-maia-convida-neto-para-ser-vice-de-cesar-maia-para-governador/

No reino do sacolão, uma rápida troca de cadeiras

matoso

A maioria dos cidadãos campistas anda reclamando da extrema lentidão com que a gestão do jovem prefeito Rafael Diniz tem tratado a resolução de problemas básicos afetando serviços públicos essenciais como os da saúde, transporte público, educação, e até da iluminação pública.

Mas há pelo menos uma área em que o rótulo de lento não poderá ser aplicado a Rafael Diniz e seu líder na Câmara de Vereadores, o vereador Marcão Gomes. Falo aqui da troca de cadeiras que acaba de ser feita para remover o ex-presidente da Câmara de Vereadores, Rogério Fernandes Ribeiro Gomes (a.k.a Rogério Matoso) do gabinete do vereador Abdu Neme para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Social onde ocupará o estratégico cargo de subsecretário (ver portarias de exoneração e nomeação logo abaixo). 

matoso nomea exonera

Mas essa velocidade toda parece relacionada ao recém criado programa de distribuições de sacolões do vereador Marcão Gomes. É que desde ontem fui informado que o programa dos sacolões ficará alojado justamente na subsecretaria do boa praça Rogério Matoso.

Será que é isso mesmo? Provavelmente saberemos disso após a assinatura do prefeito Rafael Diniz no projeto recém aprovado pela Câmara de Vereadores e após o início das doações “voluntárias” por parte das empresas contratadas pela PMCG para o programa de sacolões do vereador Marcão.

Esperemos que com sua experiência de proprietário de estabelecimento comercial na área gastrônomica, Rogério Matoso capriche na qualidade dos sacolões que aparentemente ele ficará encarregado de entregar.  É que não precisa servir picanha e filé mignon no sacolão dos pobres, mas também não precisa servir músculo e sebo. A ver!

O sacolão do Marcão rima com humilhação

MARCAO

Acabo de ler que a Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes resolveu aprovar o Projeto de Lei N°. 0002/2018, de autoria do vereador Marcão Gomes,  que cria o  chamado “Plano Municipal de Combate à Fome” que, na prática, é um nome do pomposo da entrega sacolões para famílias pobres [1]. Há que se lembrar que muitas dessas famílias foram privadas de investimentos sociais após a extinção de vários programas sociais, sendo o chamado “Cheque Cidadão, o principal deles, pelo jovem prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais

Segundo o que teria declarado o vereador Marcão Gomes,  o município de Campos dos Goytacazes conta atualmente mais de 40 mil pessoas vivem em situação de miséria. Essa situação de miséria é que teria motivado o presidente da Câmara de Vereadores a propor o tal plano de combate à fome.

Pois bem, ainda não vi o projeto de lei 0002/2018 na forma aprovada pela Câmara de Vereadores, mas na proposta original formulada pelo vereador Marcão Gomes no parágrafo 1 do artigo 1 aparece algo que é, no mínimo, peculiar [Aqui!]. Segundo a proposta, as “empresas que participarem de todas as modalidades de licitações públicas promovidas pela administração direta e indireta, autárquica e fundacional realizada pelo Poder Público Municipal poderão aderir ao Plano Municipal de Combate à Fome, doando 1% (um por cento) do valor recebido em eventual contratação com o Poder Público Municipal ao Fundo Municipal de Assistência Social“.

Me corrijam os advogados desta cidade, mas o que está explicitado acima me parece inconstitucional. É que não há previsão legal para que empresas contratadas pelo poder público sejam instadas a contribuir “voluntariamente” para programas sociais como produto de lavrarem um contrato no qual já possuirão outras obrigações em troca de serem pagas.

Mas deixemos o aspecto constitucional para nos concentrar nas questões políticas que este projeto levanta. É que temos ainda em andamento uma série de processos em curso na justiça local por causa de um suposto esquema de inclusão de famílias no programa “Cheque Cidadão” em troca de votos. Pois bem, agora aparece este programa para entregar sacolões, justamente num ano eleitoral? Parece, no mínimo, estranho. Por isso é preciso se lembrar do ditado de que “à mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”. 

Entretanto, aos problemas legais e políticos ainda se soma um elemento que considero fundamental, qual seja, o do controle social dos programas destinados aos mais pobres, especialmente por seus beneficiários. Um levantamento que seja feito na rede de supermercados existentes na cidade de Campos dos Goytacazes mostrará que existem diferentes tipos de sacolões, cujos preços variam bastante em função dos seus conteúdos.  Porém, a leitura do projeto de lei 0002/2018 não indicou qualquer critério para definir o conteúdo dos sacolões a serem entregues às famílias selecionadas. Diante disso, quem controlaria a qualidade e quantidade dos itens incluídos nos sacolões que seriam entregues a essas famílias? Como estamos no Brasil, sabemos que quando não há controle social adequado, os produtos entregues acabam sendo os piores possíveis a custos nada singelos.

Porém, há algo ainda pior sobre substituir “cheques cidadão” por sacolões. Como servidor público assisti à cenas deprimentes ao longo de 2017 quando muitos colegas iam para as filas de distribuição criadas pelo MUSPE para entregar sacolões aos mais necessitados, a maioria deles se sentindo em condição humilhante. Seria muito mais empoderador se o jovem prefeito Rafael Diniz cumprisse sua palavra de reestabelecer o “Cheque Cidadão” seguindo critérios transparentes. Isso daria a essas famílias, o poder de decidir sobre usar os recursos distribuídos pelo poder público. Mas ao invés disso, o que estamos presenciando é  o projeto do sacolão do vereador Marcão.

rafael marcao

Por último, o detalhe que espero seja motivador para o Ministério Público se mobilizar para pedir os devidos esclarecimentos sobre este programa de distribuição de sacolões. É que já está circulando a informação de que o vereador Marcão será candidato a deputado federal sob as bênçãos do jovem prefeito Rafael Diniz.  Se isto é mesmo verdade, haverá que se verificar de forma muito próxima se este programa não será desvirtuado, correndo o risco de se tornar uma forma ainda mais rebaixada de captação ilegal de votos. 


[1] http://www.folha1.com.br/_conteudo/2018/02/blogs/nacurvadorio/1231122-combate-a-fome–lei-marcao-e-aprovada-por-unanimidade.html

Rafael Diniz não tem ninguém a temer mais do que a si mesmo e seu estelionato eleitoral


Vejo que existe na mídia corporativa local um esforço para blindar o jovem prefeito Rafael Diniz de uma campanha de desgaste político que estaria sendo comandada pelo ex-governador Anthony Garotinho, que estaria ainda inconformado com a derrota acachapante que seu grupo político sofreu nas eleições para prefeito em 2016.
Minha reação a isso é simples. Se o jovem prefeito não tivesse praticado um dos maiores estelionatos eleitorais da política brasileira na história recente do nosso país, é provável que estivesse completando a tarefa de acabar com a influência política de Anthony Garotinho na política local.
Entretanto, como sua gestão à prefeitura de Campos dos Goytacazes tem estado numa posição de 180 graus de diferença em relação ao que prometeu em sua esfuziante campanha eleitoral, Rafael Diniz não só não acabou com a influência de Anthony Garotinho, como causou uma recuperação tipo “the Flash” de sua legitimidade política em amplos setores da população, habilitando-o a continuar não apenas como ator proeminente, mas como também como um poderoso cabo eleitoral.
E é melhor o jovem prefeito Rafael Diniz rever mais coisas do que simplesmente os valores escorchantes que queria praticar no IPTU. Do contrário, não vai precisar que Anthony Garotinho mexa um dedo para a população se rebelar para demandar o seu processo de impeachment pela Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes.
E conhecendo o comportamento recente de muitos ilustres vereadores que lá estão, é bom que Rafael Diniz não deposite seu futuro político nas mãos deles. É que será mais fácil ver sua base jogando mais gasolina na fogueira do que ligando para o Corpo de Bombeiros. Simples assim!

Reflexão importante sobre os descaminhos do governo de Rafael Diniz

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Publico abaixo um texto de autoria do professor José Luís Vianna da Cruz, professor aposentado da UFF/Campos e hoje atuação no campus local da Universidade Cândido Mendes, acerca dos descaminhos percorridos pela administração do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS). Em uma primeira leitura é possível verificar que o professor Vianna da Cruz não está apresentando nada mais do que fatos concretos, mostrando a distância colossal que existe entre as promessas de campanha e os atos de governo de Rafael Diniz.

As contradições que essa distância levantada já estão mais que visíveis na cidade de Campos dos Goytacazes onde prevalece uma profunda desilusão em relação ao jovem prefeito. 

Eu tenho apenas um acréscimo ao texto do professor Viana da Cruz. É que ele afirma corretamente que “é mais provável que este Governo cometa suicídio do que a população se deixe abater.” O problema é que para que tenhamos uma modificação qualitativa no quadro político local há que ocorrer uma transformação nas práticas políticas vigentes, especialmente daqueles que segmentos que estão desiludidos com Rafael Diniz, mas que não querem um retorno ao status quo anterior onde a Prefeitura de Campos dos Goytacazes passou um bom tempo sob o controle do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho.  

É que não basta estar desiludido e descontente. Há que se organizar alternativas ao modelo de governo que está vigindo pelas mãos de Rafael Diniz e seus menudos neoliberais. Do contrário, que ninguém se engane, o próximo de Campos dos Goytacazes será alguém que surfará no descontentamento que está se acumulando, muito provavelmente com as bençãos de Garotinho.

INCOERÊNCIAS PERIGOSAS NA POLÍTICA

Por José Luis Vianna da Cruz

A gestão municipal está testando o quanto o povo aguenta sem oxigênio para respirar.
Ataca o transporte ilegal e irregular antes de proporcionar à população o transporte de massa para todos, em condições que atendam às necessidades. Joga a população no transporte ilegal e irregular, como única alternativa, dando um golpe mortal nas finanças do povo. As pessoas perdem o emprego por não conseguir se locomover.
No auge da crise financeira e do desemprego ataca os ambulantes, jogando mais famílias no desemprego e na falta de assistência, antes de prover-lhes oportunidades e alocações concretas, sem contar que o comércio ambulante é universal, em todos os países.

Temos hoje centenas de pequenos agricultores locais produzindo alimentos pelo sistema agroecológico, com problemas de comercialização e escoamento da produção, e a Prefeitura fecha contrato de fornecimento com uma instituição do Espírito Santo, mesmo tendo uma Lei Federal que prega as compras locais.

O fechamento do lixão deixou centenas de famílias ao desabrigo. Um projeto da UFF conseguiu reunir os destituídos do Lixão, estes se organizaram em quatro cooperativas, seguindo a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, estão prontos para fazer a coleta seletiva, que é altamente correta, ambientalmente, e uma sentença judicial obriga a prefeitura a contratá-los, o que geraria uma economia de milhões à Prefeitura. A Prefeitura não cumpre a sentença e ameaça jogar centenas de famílias “ao Deus dará”. Como as lideranças são autônomas, independentes e altivas, não aceitando tutela nem manipulação, viraram “persona non grata” para a Prefeitura. As catadoras são o ideal de uma sociedade democrática, pessoas que não se deixam manipular. 

Parte da favela da Linha não aceitou a transferência forçada para um conjunto habitacional indigno de seres humanos, longe e fora de tudo, desprotegido, desprovido, humilhante. O atual governo já disse que não urbanizará a tradicional favela da Linha e não fornecerá transporte até lá, porque quer liberar a área para a especulação imobiliária, para condomínios de moradores de alta renda.

Acho que já deu para ilustrar o que quero expor. Ninguém se deixa sufocar sem luta. A maior parte da população, prejudicada por este Governo, conta com a maior parte da sociedade, com parte do Judiciário e do MP, pessoas que lutam para que todos tenham pleno direito a moradia, circulação, trabalho e renda, nas condições de dignidade. Exemplo disso é que fecharam o restaurante popular e um grupo de campistas continua fornecendo lanche e café da manhã a quem precisa, na porta do Restaurante.
Antes que eu esqueça: o Orçamento de Campos, no ano passado, era o terceiro maior do Brasil, dentre os municípios com população entre 470 mil e 510 mil habitantes. Este ano subiu para segundo, no mesmo grupo (fonte: COMPARABRASIL, na internet).

É mais provável que este Governo cometa suicídio do que a população se deixe abater.

FONTE: https://www.facebook.com/joseluis.viannadacruz