Reflexão importante sobre os descaminhos do governo de Rafael Diniz

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Publico abaixo um texto de autoria do professor José Luís Vianna da Cruz, professor aposentado da UFF/Campos e hoje atuação no campus local da Universidade Cândido Mendes, acerca dos descaminhos percorridos pela administração do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS). Em uma primeira leitura é possível verificar que o professor Vianna da Cruz não está apresentando nada mais do que fatos concretos, mostrando a distância colossal que existe entre as promessas de campanha e os atos de governo de Rafael Diniz.

As contradições que essa distância levantada já estão mais que visíveis na cidade de Campos dos Goytacazes onde prevalece uma profunda desilusão em relação ao jovem prefeito. 

Eu tenho apenas um acréscimo ao texto do professor Viana da Cruz. É que ele afirma corretamente que “é mais provável que este Governo cometa suicídio do que a população se deixe abater.” O problema é que para que tenhamos uma modificação qualitativa no quadro político local há que ocorrer uma transformação nas práticas políticas vigentes, especialmente daqueles que segmentos que estão desiludidos com Rafael Diniz, mas que não querem um retorno ao status quo anterior onde a Prefeitura de Campos dos Goytacazes passou um bom tempo sob o controle do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho.  

É que não basta estar desiludido e descontente. Há que se organizar alternativas ao modelo de governo que está vigindo pelas mãos de Rafael Diniz e seus menudos neoliberais. Do contrário, que ninguém se engane, o próximo de Campos dos Goytacazes será alguém que surfará no descontentamento que está se acumulando, muito provavelmente com as bençãos de Garotinho.

INCOERÊNCIAS PERIGOSAS NA POLÍTICA

Por José Luis Vianna da Cruz

A gestão municipal está testando o quanto o povo aguenta sem oxigênio para respirar.
Ataca o transporte ilegal e irregular antes de proporcionar à população o transporte de massa para todos, em condições que atendam às necessidades. Joga a população no transporte ilegal e irregular, como única alternativa, dando um golpe mortal nas finanças do povo. As pessoas perdem o emprego por não conseguir se locomover.
No auge da crise financeira e do desemprego ataca os ambulantes, jogando mais famílias no desemprego e na falta de assistência, antes de prover-lhes oportunidades e alocações concretas, sem contar que o comércio ambulante é universal, em todos os países.

Temos hoje centenas de pequenos agricultores locais produzindo alimentos pelo sistema agroecológico, com problemas de comercialização e escoamento da produção, e a Prefeitura fecha contrato de fornecimento com uma instituição do Espírito Santo, mesmo tendo uma Lei Federal que prega as compras locais.

O fechamento do lixão deixou centenas de famílias ao desabrigo. Um projeto da UFF conseguiu reunir os destituídos do Lixão, estes se organizaram em quatro cooperativas, seguindo a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, estão prontos para fazer a coleta seletiva, que é altamente correta, ambientalmente, e uma sentença judicial obriga a prefeitura a contratá-los, o que geraria uma economia de milhões à Prefeitura. A Prefeitura não cumpre a sentença e ameaça jogar centenas de famílias “ao Deus dará”. Como as lideranças são autônomas, independentes e altivas, não aceitando tutela nem manipulação, viraram “persona non grata” para a Prefeitura. As catadoras são o ideal de uma sociedade democrática, pessoas que não se deixam manipular. 

Parte da favela da Linha não aceitou a transferência forçada para um conjunto habitacional indigno de seres humanos, longe e fora de tudo, desprotegido, desprovido, humilhante. O atual governo já disse que não urbanizará a tradicional favela da Linha e não fornecerá transporte até lá, porque quer liberar a área para a especulação imobiliária, para condomínios de moradores de alta renda.

Acho que já deu para ilustrar o que quero expor. Ninguém se deixa sufocar sem luta. A maior parte da população, prejudicada por este Governo, conta com a maior parte da sociedade, com parte do Judiciário e do MP, pessoas que lutam para que todos tenham pleno direito a moradia, circulação, trabalho e renda, nas condições de dignidade. Exemplo disso é que fecharam o restaurante popular e um grupo de campistas continua fornecendo lanche e café da manhã a quem precisa, na porta do Restaurante.
Antes que eu esqueça: o Orçamento de Campos, no ano passado, era o terceiro maior do Brasil, dentre os municípios com população entre 470 mil e 510 mil habitantes. Este ano subiu para segundo, no mesmo grupo (fonte: COMPARABRASIL, na internet).

É mais provável que este Governo cometa suicídio do que a população se deixe abater.

FONTE: https://www.facebook.com/joseluis.viannadacruz

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