Greve geral em andamento, mas fora das manchetes da mídia corporativa

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O dia de “Greve Geral” convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais está causando embaraços reais nas principais cidades e capitais brasileiras, mas não estão ganhando o devido espaço na mídia corporativa.  Parece que os donos dos veículos de mídia insistem na tecla do que aquilo que eles não mostram, não existe.

Mas como o monopólio da informação já foi abalado faz tempo pela forma mais fluída e rápida de disseminação da informação que as redes sociais oferecem, as imagens indicam uma mobilização massiva em várias partes do Brasil. E isso apesar do corpo mole das centrais sindicais que convocaram, mas não trabalharam com devido afinco pela greve geral. 

O fato é que o presidente “de facto” Michel Temer e seus satélites que comandam a destruição de direitos sociais nos governos estaduais estão recebendo hoje mais uma sinalização da profunda oposição que a população brasileira tem por suas medidas de destruição de direitos e garantias sociais.

Abaixo cenas deste dia de mobilização em diferentes partes do Brasil.

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Para os que desejarem ter informações em tempo real das mobilizações do dia de hoje, sugiro os sites abaixo:

https://www.brasildefato.com.br/

http://www.esquerdadiario.com.br/

https://www.brasil247.com/

E antes que me esqueça: Fora Temer, Fora Pezão!

(Des) governador Pezão e suas lágrimas de crocodilo

A ciência já determinou que que o “choro” do crocodilo ao ingerir uma presa é causado por uma forte pressão sobre o céu da boca que comprime as suas glandulas lacrimais, forçando a ocorrência de lágrimas que não são de, forma alguma, de tristeza.  Por isso, “Lágrimas de crocodilo”  passou a ser uma expressão da língua portuguesa que é utilizada no sentido de “choro fingido”, ou seja, alguém que finge estar chorando.

Pois bem, há algo mais “lágrima de crocodilo” do que o pedido de desculpas emitido pelo (des) governador Pezão aos servidores públicos estaduais (Aqui!), os quais padecem de atrasos crônicos de salários, sendo que uma parcela ainda aguarda o pagamento dos salários de Abril?

Fosse este um país onde a leis são efetivamente cumpridas, o (des) governador Pezão já estaria fazendo companhia ao seu mentor político, o ex (des) governador Sérgio Cabral, e não à frente de negociações que irão tornar o Rio Janeiro um mero satélite do Ministério da Fazenda, seja quem for o presidente d e plantão. Como isso ainda foi agravado pela concessão ao judiciário e ao legislativo (que efetivamente continuarão gastando que já gastam) quando se deixou o peso maior do “ajuste” sobre o executivo.Em função disso, o que teremos de fato é a perpetução de um processo de atraso econômico que certamente agravará a profunda desigualdade social que já existe no rio de Janeiro.

Por isso, que ninguém se emocione com as lágrimas de crocodilo do (des) governador Pezão, pois ele, ao seu jeito, é o líder da vanguarda do atraso e será regiamente recompensado por cumprir este lamentável papel.

NOTÍCIAS DA ADUENF: Vem aí assembleia geral para decidir ações para exigir pagamentos de salários atrasados

Com quase 4 salários atrasados, ADUENF convoca assembleia para decidir caminhos da mobilização docente

Com o mês de junho chegando ao fim sem que o governo do Rio de Janeiro dê qualquer sinalização sobre os pagamentos de salários atrasados, a diretoria da ADUENF convocou uma assembleia para decidir o que será feito para reverter o tratamento inaceitável que tem sido dispensados aos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), como mostra a pauta abaixo.

Esta assembleia certamente será um marco na luta que está sendo desenvolvida pela ADUENF em conjunto com o ANDES-SN e as associações de docentes da Uerj e da Uezo.

Uma coisa é certa: o limite da tolerância com os desmandos do governo do Rio de Janeiro já foi ultrapassado e as respostas que sairão desta assembleia certamente irão mostrar isso.

DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/06/com-quase-4-salarios-atrasados-aduenf.html

Números dos gastos dos três poderes mostram que a crise no RJ é altamente seletiva

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Apesar de conter problemas comuns nas matérias produzidas pela mídia corporativa,  as jornalistas Carina Bacelar e Selma Schmdit no artigo intitulado “A tesoura passou longe” (Aqui!) nos brindam com números esclarecedores sobre o padrão de gastos pelos poderes executivo, legislativo e judiciário no Rio de Janeiro, os quais têm o dom de revelar a natureza seletiva da crise que nos assola (ver figura abaixo).

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O que fica evidente é que o único poder onde houve uma redução nos gastos foi o executivo, sendo que na Assembleia Legislativo as despesas com investimentos cresceram 358% e no Tribunal de Contas o crescimento notável foi nas despesas de custeio que tiveram uma elevação de 301% no período de 2014 a 2016.

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Os dados sobre o crescimento dos gastos do judiciário e do legislativo  explciamduas coisas  que clamavam por algum tipo de resposta. A primeira é a forma omissa com que tem sido tratada a situação desesperadora em que se encontram mais de 200 mil servidores do executivo que foram selecionados para sofrer o peso da crise. É que quem está podendo gastar muito mais, não vai se indispor por quem está sem salários ou aposentadorias. A segunda coisa se refere ao fato que sempre notei aqui neste blog: se há uma crise, ela possui um caráter altamente seletivo. E o que vimos nesta matéria é a concentração da crise  nas costas em uma parcela dos servidores do executivo.

A pergunta que se coloca para os sindicatos que dizem representar os servidores do executivo é a seguinte: até quando vamos ficar aceitando a ladainha de que não há recursos para pagar os servidores do executivo? Afinal, o que esta matéria mostra que dinheiro há, mas falta vontade de tratar de forma decente os que vêm sendo humilhados em nome de uma crise que só atinge uma parte do conjunto dos servidores. 

 

 

A guerra de aparências entre o (des) governo Pezão e Jorge Picciani visa apenas manter os servidores imobilizados

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Jorge Picciani e Luiz Fernando Pezão, um depende do outro para garantir sua sobrevivência política.

O dia de ontem (22/06) foi marcado por dois fatos que aparentemente sinalizam um conflito dentro das hostes dirigentes do PMDB fluminense. De um lado, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, deu entrevista e enviou correspondência eletrônica no sentido de apontar que ou o governo “de facto” de Michel Temer fornece condições de sobrevivência financeira ao Rio de Janeiro ou só restará o impeachment do (des) governador Pezão ou uma intervenção federal. Por sua vez, o (des) governador Pezão em uma reunião de “enxugar gelo” com dirigentes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe), além de refutar parcialmente as críticas de Picciani também apontou para o óbvio que é a possibilidade de que não chegue ao final de seu mandato (Aqui! e Aqui!).

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Já fui perguntado sobre o significado dessa aparente guerra entre o (des) governador e o presidente do Legislativo e a minha resposta foi de que se houver algum tipo de disputa real  ela se dá no tocante apenas à velocidade e profundidade do processo de privatização do serviço público fluminense e do consequente ataque ao servidores públicos estaduais. 

Obviamente a fragilidade do (des) governador Pezão no campo jurídico e policial também contribui para isso, mas não é a causa essencial do ataque de Jorge Picciani. Aliás, nada mais parece orquestrado entre as diferentes alas (des) governistas do que colocar Picciani como protagonista de uma oposição de fachada a Pezão, num momento em que ficam fatos tão desabonadores têm emergido contra ele.

Outra coisa que precisa ser melhor entendida é a afirmação do (des) governador Pezão de que não sabe se fica no cargo até o fim do seu mandato.  Neste quesito é preciso lembrar que existem sinalizações que ele pretende concorrer ao Senado Federal, o que implicaria a entrega do cargo que ocupa neste momento. Assim, é preciso olhar essa afirmação de que forma mais ampla para que não se caia na ilusão de que Pezão finalmente reconheceu sua fragilidade extrema.

É importante notar que a reunião entre o (des) governador Pezão e dirigentes do Muspe serviu apenas de palanque para ele, sem qualquer efeito prático para o conjunto do funcionalismo estadual, mas especialmente para os mais de 200 mil servidores que ainda aguardam o pagamento da totalidade do mês de Abril.  Mas alguém esperaria que o resultado fosse diferente? É que essas reuniões dentro de quatro paredes são tudo o que (des) governantes acuados como Pezão querem. É que a única coisa que eles realmente temem é a ação organizada dos sindicatos ocupando as ruas. Qualquer coisa diferente é transformada em espaço de legitimação das políticas de destruição do serviço público.  

Finalmente, há que se lembrar que a única guerra que realmente existe entre Pezão e Jorge Picciani é contra os servidores públicos e a população que depende de seus serviços. Simples assim.

Entrevista no programa “Faixa Livre” sobre o atraso no pagamento dos salários dos servidores

 

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A convite da produção do programa “Faixa Livre”  concedi hoje ao economista Paulo Passarinho uma entrevista sobre o escandaloso atraso salarial que está afetando a vida de mais de 200 mil servidores que ainda não receberam os seus salários de Abril.

Nesta entrevista procurei enfatizar o caráter seletivo da aludida crise financeira que afeta o Rio de Janeiro neste momento, enfatizando o ataque concentrado que está sendo realizado contra as universidades estaduais.

Quem tiver interesse em ouvir a íntegra desta entrevista, basta clicar abaixo

Coisas que só acontecem no (des) governo Pezão: concessão a empresa que ajudou a derrubar proibição de novas isenções fiscais

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No dia 05 de Junho abordei em nota a retomada da farra fiscal promovida pelo (des) governo Pezão a partir da publicação de três decretos estaduais que beneficiaram três empresas do setor atacadista (Aqui!).

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Christino Áureo, secretário da Casa Civil, ao lado de dirigentes do ramo atacadista: o presidente da Aderj, Hélio Castor Maciel (à esquerda); e o presidente da Abad, Carlos Eduardo Severini (à direita).  Fonte: UOL

Considerei a promulgação daquelas benesses fiscais um ato estapafúrdio, dado que o (des) governo do Rio de Janeiro estava ainda devendo os salários de Abril (como continua devendo até hoje) a mais de 200 mil servidores, e ainda acumulava uma perda de R$ 219 bilhões de reais no período de 2007 até 2017 na guerra fiscal promovida para beneficiar apenas donos de empresas.

Mas o que eu não sabia naquele dia é que uma das empresas beneficiadas pela generosidade seletiva do (des) governo Pezão tinha sido parte diretamente envolvida na ação judicial que derrubou a liminar judicial que impedia a continuidade da farra fiscal no Rio de Janeiro! Isto só se tornou público no dia de ontem a partir de uma matéria assinada pelo jornalista Hanrrikson de Almeida e publicada pelo site jornalístico UOL (Aqui!)

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Fosse este um país onde as leis são aplicadas de forma correrta não apenas os benefícios seriam imediatamente cessados, mas todos os envolvidos nessa troca de gentileza com o dinheiro público já estariam seriamente encrencados com a justiça. Mas como vivemos no Brasil, e mais especificamente no Rio de Janeiro, não há até agora qualquer contestação dos benefícios concedidos a empresas que foram parte interessada num processo judicial que vencido lhes garantiu os louros da farra fiscal.

O mais impressionante é que este é apenas um caso entre muitos, já que se uma auditoria independente fosse feita apenas nos R$ 219 bilhões perdidos pela farra fiscal o mais provável seria o encontro de outros casos igualmente “esquisitos”.  Por causa disso é que a Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense está demandando a realização de uma auditoria independente em todas as contas do estado do Rio de Janeiro. Afinal, as isenções são apenas um dos muitos sorvedouros de dinheiro público que foram utilizados pelos (des) governos comandados por Sérgio Cabral e Pezão.

 

STF é parte integrante do ataque aos servidores sem salários no Rio de Janeiro, mas não está sozinho

Até recentemente havia a expectativa de que a solução dos problemas salariais que afetam em torno de 200 mil servidores públicos do Rio de Janeiro passava pelo bom juízo dos membros do Supremo Tribunal Federal. Sempre considerei essa aposta na via judicial um tremendo equívoco, pois nada substitui a ação política, muito menos ainda o judiciário. 

Agora, com a decisão proferida por 9 ministros do STF contra o arresto de fundos para pagamento de servidores do executivo fluminense (Aqui!), fica demonstrado que só mesmo a ação política forçará o (des) governador Pezão a redirecionar suas prioridades atuais, as quais privilegiam as corporações privadas que são as principais beneficiárias de seu (des) governo.

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Esta manchete está propositalmente incompleta, pois faltou escrever “do executivo” após a palavra “servidores”

Por acreditar que só a ação política vai colocar Pezão na defensiva é que vejo com algum pasmo a informação de que os representantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) querem agenda uma reunião com o (des) governador para o ainda distante dia 22 de junho, para fazer sabe-se lá o quê.

Como ficarão até lá os mais de 200 mil servidores que receberam apenas R$ 700,00 do seu salário de Abril? A resposta é simples: deprimidos, endivididos e sem qualquer sinalização do que fazer para transformar revolta em ação..

Por isso é urgente que esses 200 mil e suas famílias comecem a se manifestar e cobrar soluções., pois só assim haverá uma mudança de atitude por todos os que hoje lavam as mãos com o tratamento indigno que lhes vem dando o (des) governo Pezão.

Finalmente, uma nota sobre a indicação dos membros do STF de que teriam votado contra o arresto de recursos para proteger os investimentos em saúde educação e a capacidade gerencial do (des) governo Pezão.  Será mesmo que algum ministro que votou contra o arresto de recursos para pagamento de servidores do executivo realmente acredita nisso ou se estamos vivendo um período de extremo cinismo? Façam suas apostas!

(Des) governo Pezão dá 700 bofetadas na cara de 208 mil servidores

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Não há outra caracterização a ser dada à promessa de pagamento de parte dos salários devidos a mais de 208 mil servidores estaduais referentes ao mês de Abril pelo (des) governo Pezão:  700 bofetadas.

É que a estas alturas do campeonato  há muita gente passando graves necessidades após o atraso de três salários, inclusive com a realização de despejos por donos de imóveis menos compreensivos.  Mas o processo de desumanização ao que os servidores estão sendo submetidos resulta na incapacidade de muitos de adquirir alimentos e remédios, o que remonta a um grave atentado aos direitos humanos, e não mais simplesmente aos trabalhistas.

Enquanto isto, os dirigentes do legislativo e do judiciário assistem a este verdadeiro massacre de forma impávida, o que se configura num verdadeiro passe livre para o (des) governador Pezão continue com sua agenda de desmanche do serviço público estadual, especialmente os hospitais e universidades estaduais.

A conta deste desmanche alcança não apenas as gerações presentes, mas principalmente as futuras, pois o Rio de Janeiro está sendo desprovido da capacidade mínima de gerar alternativas sustentadas para que saia da crise com algum tipo de capital social que o retire do lamaçal onde os cleptocratas o colocaram.

Mais uma vez eu insisto na tese de que esta situação não será resolvida sem uma ação decidida por parte dos sindicatos e associações que representam os servidores públicos, principalmente aqueles onde estão as categorias que foram sorteadas para terem seus salários pagos com atrasos menores.  

Lamentavelmente o que tenho visto até agora não aponta para nenhum tipo de esforço para que se ultrapasse a oposição alegórica que tem caracterizado a ação dos sindicatos dos servidores até o momento.

Enquanto isto, o (des) governador Pezão continuam livre, leve e soltos para continuar dando bofetadas na cara de todos nós. 

(Des) governo Pezão impõe com sucesso a sua agenda de maldades contra os servidores públicos

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A aprovação do projeto de Lei 2885/2017 pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) representa um triunfo inequívoco da política de privatização do estado pelo cambaleante (des) governo Pezão.  Até as concessões mínimas que foram colocadas para dar uma tintura de respeito aos servidores são parte da vitória sobre os servidores e a população que depende de seus serviços.

Assim, apresentar essas concessões como algum tipo de minimização do impacto devastador que esse projeto terá sobre os servidores é no mínimo ingênuo.  Mas como não há atualmente qualquer espaço para a ingenuidade, quem propala que a manutenção formal de direitos constitucionalmente garantidos representa algum tipo de vitória não está ao lado da verdade.

A verdade é que com a aprovação do aumento do recolhimento previdenciário e da adesão às draconianas medidas que estão sendo ditadas pelo governo “de facto” de Michel Temer, o Rio de Janeiro acaba de se transformar num laboratório avançado para a destruição dos serviços públicos no Brasil. Isso ficará claro quando os primeiros efeitos dessas medidas começaram a ser sentidos pelos servidores.  Aí a debandada que já está ocorrendo em determinados setores se ampliará, pois quem puder vai querer ver o serviço público pelas costas.  Além disso, como o (des) governo Pezão já tem no forno um Programa de Demissões Voluntárias (PDVs) é quase certo que essa situação vai explodir a qualquer momento.

Obviamente o grande perdedor disso tudo será o estado do Rio de Janeiro que se verá na condição de um exportador de cérebros, seja interna ou externamente.  Essa evasão de cérebros que já está ocorrendo na área da saúde vai se estender a outros setores estratégicos do serviço público, e terá um efeito devastador sobre a  capacidade fluminense de sair da crise em que anos de governos cleptocráticos afundaram o Rio de Janeiro.

Alguém poderia me perguntar se não estou exagerando na avaliação do tamanho da derrota imposta aos servidores e das conseqüências sobre o serviço público fluminense. Na minha modesta opinião,  não há nada de exagerado no que estou dizendo. Afinal,  o plano gestado pelo (des) governo Pezão passou em sua totalidade e, como no caso da privatização da CEDAE, praticamente sem resistência. Daí para se prever que os aspectos mais draconianos dessas legislações serão aplicados em sua totalidade não chega a ser um exercício tão difícil.

Uma pergunta que sempre aparece se refere ao fato de que se existe alternativas factíveis para se enfrentar as medidas ultraneoliberais do (des) governo Pezão. A resposta é do tipo “só não há saída para a morte”. Entretanto, para que o enfrentamento possa se dar em condições mais sólidas há primeiro que se parar de dourar a pílula amarga e se dizer a verdade aos servidores sobre o tamanho da derrota. Sem isso, continuaremos mergulhados naquilo que chamo de “oposição alegórica”  que é aquela onde se aplica um fino verniz de resistência ao projeto de desmanche, enquanto se negociam migalhas de forma setorizada. E os resultados dessa oposição alegórica já estão ai para serem medidos. Resta saber se haverá direção política para mudar o rumo dos acontecimentos.