Aumento de contribuição previdenciária não passa e deixa (des) governador Pezão “atônito”

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Numa derrota surpresa para o presidente “de facto” Michel Temer e para o (des) governador Luiz Fernando Pezão, a Câmara de Deputados aceitou um destaque que proíbe o aumento da contribuição previdênciária dos servidores estaduais (Aqui!)

pezao atonito

Essa decisão traz embaraços claros para o (des) governador Pezão que queria aumentar a contribuição previdenciária de 11% para 14%, e também criar uma quota adicional de 8% para colocar o custo da falência do RioPrevidência nas costas dos servidores.

Da notícia acima publicada pelo jornal “EXTRA” aparecem duas informações importantes. A primeira é que tanto o (des) governador Pezão como o (des) secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, estavam no Câmara Federal no momento da votação. Isso leva a uma pergunta inevitável: quem é que está dirigindo o Rio de Janeiro neste momento, afinal? A segunda se refere a uma declaração do (des) governador Pezão de que iria ver o que fazer após a aprovação da impossibilidade de aumento da contribuição previdênciária dos servidores. Ora, essa é simples! Ele deveria renunciar em nome da governabilidade perdida!

A verdade é que essa decisão pode ainda ser modificada no Senado Federal que já impôs regras mais duras às da Câmara no ano passado.  Mas agora a situação dentro do Senado mudou bastante com a aparente movida para a oposição por parte de Renan Calheiros (PMDB/AL),  Assim, aqueles que achavam que ia ser fácil passar essa medida na Alerj, que pensem de novo. De toda forma, mais um motivo para os servidores estarem mobilizados em defesa de seus salários.

A crise (seletiva) e o atraso salarial no Rio de Janeiro expressam a crise da direção política dos trabalhadores

Estamos caminhando rapidamente para o final do mês de Abril e até agora nada de notícias sobre o pagamento dos salários de Março de mais de 200 mil servidores da ativa, aposentados e pensionistas do falido RioPrevidência. Enquanto isso, o (des) governador Luiz Fernando Pezão parece ter acampado em Brasília em busca da aprovação de um pacote de maldades que jogará o custo do reequilíbrio temporário das contas do Rio de Janeiro nas costas do conjunto dos servidores.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: por que ainda não temos uma greve geral do funcionalismo estadual?

Eu particularmente sempre me remeto a Leon Trostsky que dizia que ““A crise histórica da humanidade reduz-se à crise da direção revolucionária…. A crise de direção do proletariado, que se tornou a crise da civilização humana, somente pode ser resolvida pela Quarta Internacional.” 

Ainda que quase 80 anos tenham se passado desde a morte de Trotsky e que esteja mais fácil fundar a Quinta Internacional do que ter formada a quarta sonhada por ele, penso que seu vaticínio continua altamente válido, e consequentemente a saída para a crise seletiva que está sendo imposta sobre os trabalhadores públicos e à população fluminense só será possível de ser encontrada com resolução da crise de direção política que assola sindicatos e partidos de esquerda.

As razões para essa crise estão essencialmente no processo de acomodação aos ritmos do partido que dominou o Palácio Guanabara desde os tempos de Anthony Garotinho, já que foi com ele que o PMDB inicialmente colocou os pés e depois as mãos no controle político da maquina estadual.  Mas o problema nunca se resumiu ao PMDB de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, pois o controle absoluto que se alcançou nos três poderes só possível porque sindicatos e os partidos majoritários da oposição também consentiram com os métodos aplicados. Não é à toa que o PT e o PDT sempre esteve do lado de Sérgio Cabral na Assembleia Legislativa, e ainda relutam em abandonar Pezão e Jorge Picciani.

A mesma coisa se deu com a maioria dos sindicatos que escolheu adotar uma postura particularista de negociação, adotando uma postura de ignorar as grossas evidências de corrupção que escapavam por todos os lados. Pessoalmente fui testemunha de casos em que os servidores foram atraídos para a Alerj para serem notificados de ganhos miseráveis, apenas para serem convencidos por seus dirigentes de que aquilo era o melhor que poderiam conseguir. 

Então que ninguém se engane.  Não haverá saída positiva para a crise (seletiva) do Rio de Janeiro se os servidores não questionarem primeiro seus supostos líderes e as estranhas alianças que formaram ao longo da última década com Sérgio Cabral, Jorge Picciani e Pezão.

O salário como miragem: mídia corporativa apresenta pagamento de salário atrasado como dádiva adiantada

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O fato de que cerca de 200 mil servidores estaduais estão tendo a conclusão do pagamento dos salários de Fevereiro nesta segunda-feira (17/04) está sendo apresentado como uma espécie de dádiva concedida pelo (des) governo Pezão. Esse esforço de parte da mídia corporativa só pode ser explicado por uma opção de tentar salvar um (des) governo que claramente perdeu a capacidade de se manter em pé.

Abaixo posto um comentário que fiz sobre a situação salarial destes servidores e dos impactos que isto traz para a população fluminense.

Mas que surpresa! Lava Jato carioca aponta que corrupção na saúde continua na gestão Pezão

A imagem abaixo é uma reprodução parcial de matéria publicada pelo site UOL onde a equipe da Lava Jato aponta para o fato de que a corrupção ocorrida no período do (des) governador de Sérgio Cabral ainda continua no (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão (Aqui!).

pezao saude

Aí é que me vem a pergunta que não quer calar: há ainda alguma alma ingênua que pensa que não? Por favor, me digam que não. É que até para a ingenuidade há limite!

Síntese do dia: mais um secretário de Sérgio Cabral preso, e servidores com risco de serem ainda mais penalizados

 

Abaixo posto mais um vídeo que produzi para o “Blog do Pedlowski” para fazer uma rápida síntese do dia de hoje.  É que começamos com a mais do que esperada prisão do ex-secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortês, e podemos terminar com a aprovação pela Câmara de Deputados do PL da Maldade que deverá impor medidas draconianas aos servidores de estados falidos como é o caso do Rio de Janeiro.

Há ainda espaço para um rápido comentário sobre a visita do ainda secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes, ao campus da Uenf no dia de ontem.

 

PF prende outro (des) secretário de Sérgio Cabral. Afinal, de quem é a culpa da crise?

O jornal “O GLOBO” está noticiando a prisão do ex (des) secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Cortês, em função de sua aludida participação num cartel de distribuidoras e fornecedoras de serviços que teria fraudado as licitações da secretaria de Saúde durante a gestão de Côrtes (2007-2013) no governo Sérgio Cabral e no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) (Aqui!Aqui! e Aqui!).

Sérgio Cortês sempre foi uma figurinha carimbada no (des) governo Cabral, pois além de ser amigo de baladas, como a famosa festa dos guardanapos em Paris, sempre existiram evidências de que sua gestão na Secretaria Estadual de Saúde não era, digamos, santa.

O interessante é notar que com a prisão de Cortês poucos (des) secretários com alguma importância no reinado do período de comando de Sérgio Cabral continuam soltos pelas ruas, incluindo o notório caso do ex (des) secretário da Casa Civil, Régis Fitchner. 

Entretanto, a despeito de todas as evidências de que uma cleptocracia foi instalada no Palácio Guanabara a partir de 2007, ainda vemos o próprio jornal O GLOBO liderando uma campanha de desinformação acerca das raízes da crise financeira que assola o Rio de Janeiro, pois a culpa ainda continua sendo colocada sobre os salários e aposentadorias dos servidores estaduais.

É preciso que os sindicatos que representam os servidores aproveitem as prisões da manhã de hoje para iniciar uma campanha para deixar ainda mais claro quem colocou o Rio de Janeiro na condição lamentável em que se encontra. Afinal, não vai ser apenas com a prisão desses figurões que a coisa vai se resolver.

Servidora aposentada é assassinada por senhorio por atraso de aluguel

Desde que irrompeu a crise (seletiva) causada pelo caos criado pelo (des) governo comandado pelo PMDB no Rio de Janeiro já tivemos casos de servidores que se suicidaram, e de tantos outros que morreram em função da incapacidade de comprar remédios ou mesmo de depressão.

Mas agora temos mais um desdobramento dessa situação insólita que parte dos servidores estaduais (da ativa, pensionistas e aposentados) estão vivendo. É que uma servidora aposentada foi assassinada por seu senhorio pelo fato de estar com um mês de aluguel atrasado (ver reprodução abaixo de matéria publicada sobre o caso pelo jornal O DIA).

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Enquanto isso, o ainda (des) governador Pezão continua seu périplo infrutífero em Brasilia onde tenta convencer deputados relutantes em engolir a pílula amarga proposta pelo presidente “de facto” Michel Temer e pelo seu ministro/banqueiro Henrique Meirelles para liberar um empréstimo que serviria para, quando muito, pagar um mês dos salários atrasados.

O mais triste é que este tipo de caso ainda vai se repetir sob os olhares cúmplices do judiciário que deveria já ter agido para impedir esta situação de barbárie.  Aliás, nunca custa lembrar que até agora o judiciário para assegurar o pagamento dos salários de seus próprios servidores no melhor estilo “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Resta saber agora como vão se comportar os sindicatos que representam, ou deveriam representar, os servidores públicos estaduais.

Profecia cumprida: secretário aparece na Uenf e diz que não pode se comprometer com nada

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O secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (SECTIDS), Pedro Fernandes, chegou no campus Leonel Brizola em torno das 10:30 portando um vistoso colete, e foi logo recepcionado com uma ruidosa, mas respeitosa, manifestação por parte da comunidade universitária da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

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Visivelmente pressionado, mas calmo, o secretário Pedro Fernandes repetiu a ladainha de que nada pode fazer para resolver o atraso do pagamento de salários e bolsas, e se declarou envergonhado por visitar uma instituição que ainda está funcionando, mas onde a comunidade tem que cumprir suas funções sem quaisquer das condições essenciais garantidas.

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Este vídeo não existe

De prático, Pedro Fernandes apontou que quaisquer soluções práticas para se saldar os atrasos de salários, bolsas e no pagamento das empresas terceirizados só poderá ser resolvido pelo secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, ou pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão.

Bom, se era para vir na Uenf e dizer isso, o secretário Pedro Fernandes poderia ter se poupado da viagem. Mas pelo menos ele poderá voltar para o Rio de Janeiro com uma amostra pequena do estado de insatisfação que grassa hoje na comunidade universitária da Uenf,  e que certamente aumentará após esta visita que promete ter, quando muito, resultados pífios.

 

A Uenf resiste! Já o governador….

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Por Luciane Soares*

Ao ler o texto de Elio Gaspari publicado esta semana sobre a ruína do governador Luiz Fernando Pezão, remexi algumas lembranças sobre os anos recentes como professora desta Universidade. Cheguei a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, em junho 2010, sem conhecer Campos dos Goytacazes. Tinha apenas o registro principal de que a cidade guardava um passado opulento, economicamente calcado no trabalho escravo em usinas espalhadas por seu território (o maior em extensão de terra do Rio de Janeiro). Minha chegada coincidia com a intensificação das obras no Porto do Açu e toda a região experimentava uma excitação quanto a possibilidade de empregar-se ou participar da roda viva, estampada pela grande mídia e do culto à personalidade em torno do “grande empresário do Brasil”, hoje preso em Bangu 9, Eike Batista. Minha primeira saída de campo ocorreu em uma tarde de sexta, na praça São Salvador. A prefeita Rosinha Garotinho havia liberado a passagem de ônibus durante as horas em que o ato em defesa dos royalties. Mesmo assim, encontramos apenas funcionários comissionados em uma praça vazia. A população não atendera ao chamado e não atenderia mais tarde, às ameaças de que o fim do governo representaria o fim dos programas sociais e demais benefícios vinculados à prefeitura. Sua gestão foi rechaçada em primeiro turno no ano de 2016.

Neste cenário, as representações sobre a Uenf eram bastante ambivalentes. Para boa parte dos entrevistados campistas acima de 40 anos, ela representava uma espécie de “elefante branco”. Passei meus dois primeiros anos de Uenf pesquisando as representações sobre qualificação nas cidades da região. Estas pessoas guardavam vivas as memórias da chegada de Darcy Ribeiro ao local onde hoje está construído o campus Leonel Brizola, tinham a memória dos professores estrangeiros que chegaram para construir a Universidade do Terceiro Milênio. Para a geração entre 13 e 30 anos, a Uenf representava uma das principais possibilidades de mobilidade social ascendente e qualificação na região norte fluminense.Representava uma alteração estrutural de seu status na região. Muitos conheciam ou tinham parentes que haviam passado pela Universidade. Outros estavam inseridos em programas de extensão na modalidade Universidade Aberta, que amplia a interação com a comunidade por meio de bolsas para realização dos inúmeros projetos ligados a Pró Reitoria de Extensão.

Desde então tenho formado dezenas de pesquisadores na graduação e pós graduação e participado ativamente dos atos de resistência desta jovem Universidade, classificada entre as melhores do país. Ao realizar o tripé ensino, pesquisa e extensão a Uenf contribui decisivamente para o desenvolvimento da região- mas não apenas por promover a qualificação para o mercado de trabalho. Realizamos em 11 de março uma feira de Ciências com o envolvimento de todos os cursos. Ao unir cursos como administração pública, ciências sociais, pedagogia, biologia, física,agronomia, medicina veterinária entre outros, demonstramos a importância de construir um conhecimento que guarde também um potencial crítico. No meio da maior crise de nossa história abrimos o campus à comunidade e mostramos como são feitas nossas pesquisas, além dos inúmeros e interessantes projetos de extensão. O resultado? Encantamento. Brindamos escolas e sociedade local com um dia inteiro de experimentos, música, oficinas. Sem um centavo do governo Pezão.

Pois bem, é este potencial que os últimos governos têm atacado decisivamente ao deixar as Universidades Estaduais sem verbas de custeio e no último mês, sem salários. No quadro atual, técnicos administrativos precisam de ajuda financeira para fechar o mês, professores usam seus próprios vencimentos para tocar pesquisas que dependem de continuidade e recursos. Passamos a negociar semanalmente as condições de funcionamento da Universidade. Para manutenção de água, luz e serviços básicos. Este governo, que não possui mais a menor legitimidade para manter-se no poder, ataca particularmente instituições como a Uenf, Uerj, Faetec, Cecierj. Não há crise, e é preciso que toda população fluminense saiba disto. O desmonte da Uenf é um projeto. Considero que somos um exemplo concreto de ocupação. Estamos ocupando uma Universidade para que ela permaneça viva. Até que este governo caia.

Ao acompanhar os jornais nos deparamos com a farra feita por Sérgio Cabral e sua corte. Jóias, casas nababescas, tudo realizado enquanto íamos incansáveis tardes à Alerj em busca de condições dignas para realizar o que fazemos com excelência: manter vivo o papel desempenhado pelas Universidades Públicas em um país desigual como o Brasil. E seguiremos lutando até a ruína definitiva deste governo, inimigo da educação pública, gratuita e de qualidade.

* Luciane Soares da Silva, gaúcha de Porto Alegre, alvinegra de coração, colorada por tradição. Negra, bisneta de alemães, neta de sambista estivador. Professora associada da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro e presidente da ADUENF. Tem estudado racismo, favela e cultura urbana. Temas de seu interesse e sobre os quais desenvolve pesquisas.

FONTE: http://revistavirus.com.br/a-uenf-resiste-ja-o-governador/

Rio de Janeiro também terá Marcha Pela Ciência

CIENCIA

“Seria muito importante que atividades similares, ligadas à Marcha pela Ciência, ocorressem por todo o País, nos diversos estados e nas instituições de pesquisa e ensino”, dizem organizadores da mobilização no RJ, que conta com o apoio da SBPC

Além de São Paulo e Natal, a cidade do Rio de Janeiro anunciou que também realizará a “Marcha pela Ciência”, evento internacional que acontece no dia 22 de abril em mais de 300 cidades pelo mundo. Em reunião organizada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ADUFRJ), com apoio da SBPC e da Fiocruz, foi definido que, além da Marcha no dia 22/4, serão realizadas atividades complementares durante a semana, de 23 a 28 de abril. “Seria muito importante que atividades similares, ligadas à Marcha pela Ciência, ocorressem por todo o País nos diversos estados e nas instituições de pesquisa e ensino”, dizem os organizadores da mobilização do Rio. “Convidamos todas as pessoas interessadas, bem como as entidades científicas, educacionais e demais setores da sociedade civil a se juntarem a este movimento”, acrescentam.

Além de destacar a integração desta ação com a Marcha pela Ciência internacional e seus propósitos, a atividade terá o mote “Conhecimento sem cortes”, com o objetivo de denunciar e criticar os enormes cortes que ocorreram nos recursos para C&T (no País e no Rio de Janeiro), e também em outras áreas como educação, meio ambiente, cultura etc. “Utilizaremos tesouras, pequenas e grandes (de papelão), para simbolizar os cortes (organizando um ‘tesouraço’) e, ao final da atividade, as tesouras serão descartadas em um grande recipiente”, contam.

No dia 22/04, sábado, será realizada uma atividade pública, às 10h, em frente do Museu Nacional (na Quinta da Boa Vista), um prédio simbólico da ciência no Brasil.

A intenção é que sejam realizadas, ainda, atividades ao longo da semana (de 23/4 a 27/4) em instituições de pesquisa, como a Fiocruz e as unidades do MCTI no Rio de Janeiro, e em universidades, como a UERJ, a UFF, a UFRJ e a Unirio. Elas serão organizadas por cada instituição, convergindo para uma participação integrada, no dia 28/4, nas atividades do movimento nacional contra os cortes e o desmonte das políticas sociais.

Os organizadores pretendem, em todas as atividades, utilizar o símbolo comum da Marcha pela Ciência no Brasil, assim como a palavra de ordem “Conhecimento sem cortes”. Um folder explicativo sobre a Marcha pela Ciência no Brasil e os impactos dos cortes do governo será distribuído nestas atividades. A ADUFRJ dará apoio logístico ao ato do dia 22, na produção de faixas, cartazes e material de divulgação, que poderão também ser usados nos outros atos, caso seja do interesse das instituições.

“Uma sugestão que pode ser facilmente replicada em outras cidades do País, gerando uma unidade que pode render boas imagens de divulgação, é escolher um prédio simbólico da ciência no Brasil (ou na região), como será feito no Rio de Janeiro, e realizar uma atividade que utilize as tesouras e a palavra de ordem comum ‘Conhecimento sem Cortes’”, sugerem os organizadores cariocas.

No Brasil, juntamente ao Rio de Janeiro, a marcha acontece no dia 22 de abril em São Paulo, partindo às 14h do Largo da Batata, e em Natal (RN), com concentração na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Todas as atividades da Marcha pela Ciência no Brasil, os contatos dos organizadores nas diversas instituições e cidades e outras informações estarão sendo noticiadas no grupo do Facebook Marcha pela Ciência no Brasil”. “É importante que todos o utilizem para divulgar as atividades em sua região”, solicita a comissão organizadora da manifestação.

SBPC convoca toda a comunidade científica

Na última quinta-feira (30/3), a SBPC divulgou uma carta de sua presidente, Helena Nader, convocando toda a comunidade científica a participar da Marcha. Na carta, Nader reitera que este é um evento mundial, que tem como objetivo chamar a atenção de estudantes, professores, cientistas e pesquisadores, governantes e tomadores de decisão, bom como toda a sociedade, sobre a necessidade de apoiar e preservar as instituições e a comunidade científica de todo o planeta.

“Esse apoio torna-se fundamental em um momento em que a atividade científica para o bem de todos sofre várias ameaças, como mudanças em políticas públicas, redução e desvio de verbas e financiamentos públicos, partidarização política da ciência e, o que mais assusta, a tomada de decisões políticas que não levam em consideração as evidências científicas”, destaca Nader, na carta.

“Esperamos, ainda, que as sociedades científicas também convidem seus associados e amigos a participar do evento, que deverá dar início a um grande movimento planetário pela ciência como um bem comum de toda a humanidade”, conclui.

Organizada por cientistas e entusiastas que reivindicam maior reconhecimento da sociedade e dos governantes, a mobilização teve início nos Estados Unidos e já ultrapassa a marca de 300 marchas satélites em diversos países, envolvendo instituições de ponta em ciência e educação.

Jornal da Ciência

FONTE: http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/1-rio-de-janeiro-tambem-tera-marcha-pela-ciencia-no-brasil/