(Des) governo do Rio de Janeiro usa servidores para garantir verbas para as Olimpíadas

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A “Coluna do Servidor” do jornal  O DIA traz hoje uma notícia que, para mim, expressa bem o uso que o (des) governo do Rio de Janeiro faz  da aflição dos servidores estaduais para arrancar mais verbas federais para garantir os Jogos Olímpicos.

É que como mostra a matéria reproduzida parcialmente abaixo, com o dinheiro entregue para aliviar a “calamidade pública financeira” decretada pelo governador em exercício Francisco Dornelles,  o (des) governo estadual garantiu recursos para quitar o que falta do mês de Maio e para pagar integralmente os salários de junho e julho (Aqui!).

salários

Duas questões para mim são claras a partir dessa notícia. A primeira é que o (des) governo do Rio de Janeiro usou a situação salarial dos servidores para pressionar o governo interino de Michel Temer para que fizesse a liberação de verbas para o empreendimento privado conhecido como Jogos Olímpicos.   A segunda questão é que essa aparente normalização só ocorrerá até o período do evento, e depois certamente voltaremos à situação do salve-se-quem-puder que vivemos neste momento.

Também nunca é demais lembrar que a entrega das verbas federais está se dando a partir de compromissos draconianos com o avanço da privatização e a redução de direitos trabalhistas dos servidores e aposentados.  Desta forma, os únicos que têm direito a cafezinho grátis nesse imbróglio são os causadores da condição objetiva de falência financeira do estado do Rio de Janeiro. Já para a população e para os servidores sobram apenas o sucateamento dos serviços públicos e precarização das condições de trabalho.

Em seu blog, ADUENF lança logotipo de campanha em defesa da UENF

ADUENF cria logotipo da campanha em defesa da UENF

 A ADUENF está nas ruas de Campos dos Goytacazes e de outras cidades como Macaé e Rio das Ostras colhendo assinaturas em um abaixo-assinado que será enviado ao governador do Rio de Janeiro para cobrar soluções para a crise financeira e o atraso no pagamento de salários e bolsas acadêmicas que ameaçam o funcionamento da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

Agora para fortalecer essa campanha de defesa da Uenf, a ADUENF criou o logotipo mostrado abaixo para simbolizar o compromisso da sua comunidade universitária e da população das regiões onde a universidade vem atuando no interior do estado do Rio de Janeiro.

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Vamos todos defender a Uenf!
FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2016/04/aduenf-cria-logotipo-da-campanha-em.html?spref=fb

(Des) governo Pezão está afundado em dívidas. E os servidores pagam a conta

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Como mostra a imagem acima, o dia de hoje será de alta tensão para quase 500 mil servidores que estão na espera do seu salário de janeiro.  A demora dos salários foi determinada pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão sob a desculpa de que o estado está quebrado.

E como mostra a matéria abaixo assinada pela jornalista Fabiana Paiva e que foi publicada na coluna de Berenice Seabra do jornal Extra, a coisa está realmente feia já que o (des) governador Pezão opera um governo à beira do precipício. Aliás, se o estado do Rio de Janeiro fosse uma empresa é possível que seus credores já tivessem pedido sua falência.

Entretanto, a nota é esclarecedora no sentido de mostrar que não são os servidores, que implicam no menor gasto proporcional com folhas salariais entre todos os estados brasileiros, a causa desta falência.  Mas isto não impede que sejam eles e os serviços que prestam que estejam sendo apresentados como os vilões da crise.

A verdade dura é que a política de endividamento adotada por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão para atender interesses diversos, a maioria privados,  está na raiz da grave crise financeira que assola o Rio de Janeiro. Simples assim!

Na raiz da crise financeira do estado

Por Fabiana Paiva 
Governador Pezão: mais de R$ 6 bilhões em dívidas para pagar em 2016
Governador Pezão: mais de R$ 6 bilhões em dívidas para pagar em 2016 Foto: André Coelho / Agência O Globo

Ao pedir à Assembleia Legislativa que autorize a extinção de seis fundações e uma autarquia, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) jura que a reestruturação vai gerar uma economia de R$ 88 milhões.

Mas o montante é irrisório perto das pendências que o moço tem para pagar este ano.

Mesmo com a liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), que excluiu royalties do cálculo da dívida com a União, Pezão ainda tem que arcar com cerca de R$ 6,6 bilhões de juros, encargos e amortização.

Trocando em miúdos, são mais de R$ 500 milhões por mês em pagamento de dívidas.

Diante disso, o que são estes R$ 88 milhões?

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E Pezão está com a margem de endividamento bem limitada — ou seja, tem pouco espaço para novos empréstimos.

De acordo com cálculos do deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), presidente da Comissão de Tributação da Assembleia Legislativa, o governador só pode contrair mais R$ 1,1 bilhão em dívidas.

FONTE: http://extra.globo.com/noticias/extra-extra/

(Des) governo Pezão: drama dos terceirizados com a falta do pagamento dos salários continua

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A situação do não pagamento dos salários de milhares de trabalhadores terceirizados que prestam serviços em diferentes órgãos estaduais beira caso de polícia. É que, como mostra a faixa acima, a prestação de serviços sem o respectivo pagamento de salária implica em violações sérias nos direitos garantidos em lei para todo trabalhador brasileiro.

A situação de trabalhar e não receber continua acometendo os funcionários que atuam prestando serviços de segurança patrimonial no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), supostamente contratados pela empresa de vigilância K-9, e que estão há quase 2 meses trabalhando sem ver a cor de um mísero centavo.

Nestas horas é que eu me pergunto: por onde anda o Ministério Público Estadual?

Massacre dos terceirizados continua na Uenf

Saiu 2015, entrou 2016. Saiu Silvério Freitas, entrou Luis Passoni na reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Pena que o ano novo continue significando desrespeito aos trabalhadores que prestam serviços de segurança no campus da Leonel Brizola.

É que conversando com um segurança que presta serviços na Uenf, fui informado que a maioria dos trabalhadores está sem ver a cara do seu minguado salário desde que escaparam da degola imposta pela saída da empresa Hopevig e a entrada da K-9 como responsável para gerir os serviços de proteção patrimonial na universidade.

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O principal responsável por esta situação ultrajante é o (des) governador Pezão que, de um lado, concede isenções bilionárias para seus doadores de campanha e, de outro, deixa as universidades estaduais em condição pré-falimentar.

Mas cabe perguntar aos donos da empresa K-9 por que continuam horando um contrato se não possuem as condições de arcar com os salários de seus empregados. Afinal de contas,até onde eu saiba, a Lei Áurea encerrou com a escravidão como forma legal de exploração do trabalho humano em 1888!

E antes que reclamem, coloco o espaço deste blog à disposição da K-9 para que seja esclarecida a situação do pagamento dos salários dos seus empregados que estão atuando na Uenf.

Já do (des) governo Pezão o que se espera é que suspenda as benesses bilionárias às corporações e use o dinheiro que vai entrar para pagar os salários de todos os trabalhadores que colocam o Rio de Janeiro para funcionar, a começar pelos terceirizados. É que dinheiro não falta, e se trata apenas de gasto de dinheiro público com quem não precisa.

(Des) governo Pezão continua testando a paciência dos servidores

De acordo com o calendário de pagamento de salários divulgado pelo (des) governo Pezão no final de dezembro de 2015, hoje (12/01) deveria ocorrer o pagamento do último salário do ano passado dos servidores públicos do Rio de Janeiro.

Notem que eu disse “deveria”. É que, como mostra a reprodução de uma matéria publicada pelo jornal EXTRA, os servidores estaduais deveriam passar o dia esperando para ver o que acontece com o seu suado salário, já que não há qualquer garantia objetiva de que o (des) governo Pezão vá honrar o calendário que ele mesmo criou.

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Na prática, o que o (des) governador Luiz Fernando Pezão e seu (des) secretário de Fazenda, Júlio Bueno, estão fazendo é testar a paciência dos servidores ao extremo. É que não bastasse o enorme atraso em pagar o salário de dezembro de 2015, todo servidor sabe que mais maldades estão a caminho.

Dai que para ocorrer uma revolta generalizada em meio aos preparativos dos Jogos Olímpicos precisa apenas de uma faísca. Simples assim.

(Des) governo Pezão continua brincando com a vida dos servidores e da população fluminense

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O (des) governador Luiz Fernando Pezão deu ontem uma entrevista para lá de otimista onde prevê um ano de 2016 sem parcelamento de salários dos servidores estaduais (Aqui!). O que Pezão esqueceu de forma compreensivelmente (para ele é claro) confortável é que o ajuste de calendário feito para impedir novos parcelamentos pune de forma implacável os servidores que possuem contas para pagar (inclusive impostos estaduais) no início de cada mês.

Além disso, o otimismo todo de Pezão é um gigante de pés de barro, visto que a razão básica da hemorragia financeira do Rio de Janeiro que são as bilionárias isenções fiscais oferecidas pelo seu atual secretário de Fazenda, o Sr. Júlio Bueno, quando ainda ocupava a secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico. Somada a essa bondade com o dinheiro dos contribuintes, Pezão continua apostando na fórmula da propaganda para ocultar a situação catastrófica em que as contínuas gestões do PMDB colocaram os cofres do Rio de Janeiro.

A única coisa certa é que dadas as condições existentes o ano de 2016 será muito difícil para os servidores públicos e para a população que depende de seus serviços. É que mantidas as previsões mais realistas, o que teremos este ano é uma sucessão de crises e atrasos que inevitavelmente deverão levar a greves e paralisações em setores essenciais. E depois que ninguém culpe os servidores!

(Des) governo Pezão continua brincando com a paciência dos servidores

As últimas 24 horas expressam uma completa desorganização do (des) governo estadual do Rio de Janeiro no que se refere ao pagamento do décimo-terceiro salário dos servidores referente a 2015, bem como o pagamento de pensionistas e os salários de dezembro para frente.

Uma demonstração desse aparente caos interno são as duas notas vindas do blog do jornalista Fernando Molica do jornal  O DIA que aparecem logo abaixo.

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A primeira nota aponta para um giro de 180 graus na decisão de parcelar o pagamento do décimo terceiro salário de 2015  a partir de um empréstimo bancário que seria fornecido pelo Bradesco a sabe-se lá qual custo. De quebra, a mesma Assembleia Legislativa que aprovou recentemente o pagamento de dívidas da Supervia (leia-se Odebrecht) junto à Light, também terá de aprovar a improvisação cara que  foi engendrada pelo (des) governador Pezão e sua equipe de notáveis.

Já a segunda nota aparece a informação de que em 2016 o pagamentos dos salários se dará no sétimo dia útil de cada mês, o que empurrará o pagamento do mês de Dezembro para o dia 12 de janeiro de 2016!

Tamanha falta de respeito aos servidores é agravada pela prática das bilionárias isenções fiscais que têm sido executadas por este (des) governo sem que haja qualquer retorno palpável ao tesouro estadual, agravando uma crise que já ocorreria por causa da queda do valor do petróleo.

Agora resta ver como se comportarão os servidores estaduais e seus sindicatos ao longo de 2016. É que tudo indica que essa situação caótica pode ser apenas um ensaio tímido do que ainda está sendo preparado para o ano que começa em 15 dias.

A falência do (des) governo Pezão quem paga são os servidores estaduais

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Algo que já era esperado por mim há vários meses acaba de ser anunciado pelo jornal  O DIA por meio da Coluna do Servidor como mostra a imagem abaixo.

 

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É que apertado por gastos bilionários que foram feitos sem a menor responsabilidade fiscal, o (des) governador Luiz Fernando Pezão acabou tendo de recorrer ao mais velho dos truques: primeiro mandou suspender o pagamento dos fornecedores, e agora decidiu parcelar os salários dos servidores.

Algumas curiosidades precisam ser explicitadas em mais este episódio que demonstra como está mal gerido o estado do Rio de Janeiro e com prioridades completamente invertidas. A primeira é que o funcionalismo do Rio de Janeiro recebe alguns dos piores salários da federação, o que faz com que o Rio de Janeiro tenha mantido a posição de ser o estado que menos gasta com a sua folha de servidores.  Isto tudo dito e somado significa que não é a folha de pagamentos que está causando a crise financeira que assola o Rio de Janeiro neste momento.

A segunda curiosidade é que a decisão em torno deste parcelamento ocorre apenas três dias após a veiculação da informação de que dirigentes da Construtora Andrade Gutierrez após aceitar pagar uma multa de R$ 1 bilhão, também teriam indicado que o senador Edson Lobão (PMDB) e o ex (des) governador , e padrinho político de Pezão,  Sérgio Cabral teriam recebido subornos da empreiteira (Aqui!). 

Agora vamos ver como reage o funcionalismo estadual frente a essa tunga de seus carcomidos salários. Eu falo em “tunga” porque uma quantidade significativa dos servidores depende atualmente dos chamados empréstimos consignados, os quais serão debitados pelos bancos credores nos dias previamente acertados, sem levar em conta o aprisionamento de seus proventos pelo (des) governo do Rio de Janeiro. Isto implicaria em pagamentos de juros e correção monetária, as quais não serão aplicadas aos salários dos servidores quando finalmente forem pagos.

Aliás, há que se lembrar que a nota postada na Coluna do Servidor não traz qualquer informação sobre quando o saldo devido aos servidores será finalmente pago. E isto, convenhamos, é um péssimo sinal.