A falência do (des) governo Pezão quem paga são os servidores estaduais

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Algo que já era esperado por mim há vários meses acaba de ser anunciado pelo jornal  O DIA por meio da Coluna do Servidor como mostra a imagem abaixo.

 

pezão salario

 

É que apertado por gastos bilionários que foram feitos sem a menor responsabilidade fiscal, o (des) governador Luiz Fernando Pezão acabou tendo de recorrer ao mais velho dos truques: primeiro mandou suspender o pagamento dos fornecedores, e agora decidiu parcelar os salários dos servidores.

Algumas curiosidades precisam ser explicitadas em mais este episódio que demonstra como está mal gerido o estado do Rio de Janeiro e com prioridades completamente invertidas. A primeira é que o funcionalismo do Rio de Janeiro recebe alguns dos piores salários da federação, o que faz com que o Rio de Janeiro tenha mantido a posição de ser o estado que menos gasta com a sua folha de servidores.  Isto tudo dito e somado significa que não é a folha de pagamentos que está causando a crise financeira que assola o Rio de Janeiro neste momento.

A segunda curiosidade é que a decisão em torno deste parcelamento ocorre apenas três dias após a veiculação da informação de que dirigentes da Construtora Andrade Gutierrez após aceitar pagar uma multa de R$ 1 bilhão, também teriam indicado que o senador Edson Lobão (PMDB) e o ex (des) governador , e padrinho político de Pezão,  Sérgio Cabral teriam recebido subornos da empreiteira (Aqui!). 

Agora vamos ver como reage o funcionalismo estadual frente a essa tunga de seus carcomidos salários. Eu falo em “tunga” porque uma quantidade significativa dos servidores depende atualmente dos chamados empréstimos consignados, os quais serão debitados pelos bancos credores nos dias previamente acertados, sem levar em conta o aprisionamento de seus proventos pelo (des) governo do Rio de Janeiro. Isto implicaria em pagamentos de juros e correção monetária, as quais não serão aplicadas aos salários dos servidores quando finalmente forem pagos.

Aliás, há que se lembrar que a nota postada na Coluna do Servidor não traz qualquer informação sobre quando o saldo devido aos servidores será finalmente pago. E isto, convenhamos, é um péssimo sinal.

Meu salário de Outubro está “missing in action”

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Alguém viu o meu salário de Outubro por ai? É que hoje, segundo dia útil do mês de Novembro, o dito cujo não apareceu em minha conta. E, sem ele, convenhamos não tenho como pagar minhas contas, já que cumpro plenamente o meu regime de Dedicação Exclusiva na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

Assim, agradeço a quem puder me informar sobre o seu paradeiro. E se alguém o encontrar, mande minhas lembranças e diga-lhe que é por mim muito querido.

Desde já, agradecido!

Estudantes convocam assembléia e ato para organizar luta pelo pagamento de bolsas e salários atrasados na UERJ

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro vem sofrendo com o descaso do governo do estado e da REItoria durante muito tempo. A precarização da infraestrutura, o abandono do Hospital Universitário Pedro Ernesto, a falta de concursos públicos e a desvalorização do corpo docente são alguns exemplos que deixam a situação de nossa Universidade cada vez mais crítica.

O cenário piora quando os funcionários terceirizados da UERJ são obrigados a trabalhar sem ter seus direitos e salários pagos e os estudantes bolsistas sofrem com os atrasos da bolsa no mês de janeiro. Vale lembrar que o valor da bolsa é insuficiente para que o estudante se mantenha, de forma confortável, em um estado como o Rio de Janeiro e a falta de pagamento faz com que muitos alunos deixem de comparecer à Universidade, o que agrava sua situação acadêmica em risco.

O panorama atual de nossa Universidade é gravíssimo e o Movimento Estudantil não pode, e não virará as costas para o caso.

Convidamos toda a comunidade acadêmica para uma Assembleia Estudantil e para o ato, que acontecerá em seguida, em prol da regularização das bolsas e da situação dos funcionários terceirizados.

PAGAMENTO IMEDIATO DAS BOLSAS ATRASADAS

PAGAMENTO IMEDIATO DOS SALÁRIOS ATRASADOS DOS TERCEIRIZADOS

PAGAMENTO IMEDIATO DOS SALÁRIOS DOS RESIDENTES DO HUPE

CONTRA A PRECARIZAÇÃO DA UERJ

LIBERDADE AOS PRESOS POLÍTICOS

Dia: 22/01/15
Horário Assembleia: 18h00min
Local: Hall do Queijo
Horário do Ato: 19h00min

FONTE: https://www.facebook.com/events/638190869620115/

UENF: Pezão veta antecipação de reposição e prejudica professores e servidores

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A longa greve que paralisou a UENF por quase três meses teve um desfecho parcial na semana passada quando a ALERJ aprovou o projeto de lei 3050/2014 que majorava em duas prestações os salários de professores e servidores. Eu disse desfecho parcial porque a fórmula encontrada pela Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) deixou parcela dos servidores técnicos-administrativos muito insatisfeito e, por isso, eles retornavam à greve em assembleia realizada no dia de ontem.

Agora uma outra novidade ruim deve acirrar os ânimos também entre os professores. É que na versão publicada da Lei 6828/2014, a única melhoria do projeto do (des) governo que a ALERJ havia concedido (qual seja, a antecipação da segunda parcela de julho para março de 2015) foi vetada pelo (des) governador Luis Fernando Pezão! Esta medida implicará na manutenção dos salários iniciais dos professores da UENF como os piores de todo o Brasil, o que implica na manutenção da dificuldade existente em atrair novos docentes e manter os que já estão na instituição.

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Em suma, o (des) governo Pezão ao não respeitar nem os acordos feitos por suas lideranças parlamentares mantém o barril de pólvora aceso na UENF. Depois que Pezão não conseguir nem chegar perto do campus Leonel Brizola que não venha reclamar.

Na reunião do Colégio de Líderes da ALERJ, reitor da UENF é apontado como “apequenador” da instituição

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Na reunião do Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), o reitor da UENF, Silvério Freitas, teve acesso ao uso da palavra na reunião que discutia um total de 39 emendas ao Projeto de Lei 3050/2014 que corrige os salários de servidores e professores da instituição criada por Darcy Ribeiro.

Pois bem, ao tomar a palavra, o deputado Comte Bittencourt (PPS) começou sua participação afirmando ao reitor, na presença do próprio, que ele apequenava a instituição para o qual foi eleito para liderar.

Esse fato é conhecido de todos aqueles que tem que trabalhar na UENF e amargar a incompetência da atual administração. Mas ver a figura máxima da instituição tomar tal descompostura dentro de um órgão que reúne todos os líderes partidárias na ALERJ não é bom para ninguém, pois revela que a instituição está realmente muito fragilizada em sua representação institucional,  justamente em uma conjuntura histórica em que precisaria que o oposto estivesse ocorrendo.

Felizmente, os sindicatos, especialmente a ADUENF, fizeram o trabalho que a reitoria deveria ter feito que é o de defender os interesses dos servidores, e lutar para que a UENF seja devidamente respeitada.

De forma tardia e parcial, reitoria da UENF tenta interferir na negociação dentro da ALERJ

Sou testemunha de que nos últimos três anos apenas os sindicatos da UENF, principalmente a ADUENF, trabalharam dentro da ALERJ para melhorar a grave situação salarial dos servidores da universidade. A reitoria, por sua parte, ficou sempre em tratativas infrutíferas com o Sr. Sérgio Ruy, secretário estadual de Planejamento e Gestão, que em diferentes momentos deixou os gestores da UENF falando sozinhos.

Não é que hoje fui surpreendido com uma nota pendurada na página oficial da instituição (Aqui!) também apresentou duas emendas ao projeto de lei 3050/3014 que majora os vencimentos dos servidores e professores da UENF. E o pior que ao intervir tardiamente, a reitoria ainda atua para excluir uma categoria de técnicos (os de nível superior) de eventuais acréscimos à proposta enviada pelo (des) governo Pezão, e deixa de apresentar decisões aprovadas pelo Conselho Universitário (CONSUNI) referentes aos salários dos professores! 

E é importante notar que em ambos os casos, a reitoria não reuniu o CONSUNI para avaliar a oportunidade e correção das emendas que estão propondo, as quais desconhecem as emendas que já foram encaminhadas pela ADUENF, e que poderão implicar num conflito que prejudicará ainda mais os professores.

Finalmente, um detalhe curioso no informe da reitoria é que as tratativas feitas na semana passada na ALERJ foram feitas pelo chefe de gabinete e pelo secretário-geral da reitoria. Ai a questão que se coloca num momento tão crucial para o futuro da UENF: onde andam e que fazem nesses dias turbulentos o reitor, o vice-reitor e os quatro pró-reitores? Tomaram doril?

O DIÁRIO: Pezão envia reajuste dos professores para a Alerj

Isaías Fernandes
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Professores da Uenf, embora não tenham concordado com projeto enviado à Alerj, vão retornar às atividades na segunda

O projeto de lei nº 3050/2014, enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no último dia 18, que trata da reposição salarial dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), não agradou a Associação de Docentes da universidade (Aduenf). Segundo o conselheiro da Aduenf, professor Marcos Pedlowski, os valores apresentados no projeto são os mesmos propostos pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag) em julho de 2013. 

Ele disse que os índices de reposição variam entre 35% e 39% e serão pagos em duas parcelas, a primeira em julho de 2014 e a segunda em julho de 2015. “A Uenf vai continuar com os piores salários do país”, disse o professor, destacando que a Aduenf propôs emendas ao projeto de lei. “Estamos pedindo que a majoração dos vencimentos básicos seja realizada em uma única parcela em julho deste ano”. 

De acordo com Pedlowski, em reunião com os professores no último dia 06, o governador Luiz Fernando Pezão se comprometeu a estudar formas de melhorar a proposta. “Passados 12 dias daquele encontro, o que se vê é que o voto de confiança pedido por Pezão era mesmo para empurrar valores defasados goela abaixo dos servidores da Uenf”, afirmou. 

Diante da promessa do governo de enviar o projeto à Alerj, os professores decidiram, em assembleia no dia 9 de junho, suspender a greve, iniciada no dia 12 de março. A retomada das aulas está prevista para a próxima segunda-feira (23). Pedlowski acredita que o projeto seja votado na quarta-feira (24), pois havia a expectativa de ele começar a ser apreciado ontem.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/pezao-envia-reajuste-dos-professores-para-a-alerj-12576.html

Sindicato dos Vigilantes de Campos faz protesto na entrada da UENF por causa do atraso de pagamentos dos funcionários da HOPEVIG

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A UENF é hoje uma universidade onde não faltam conflitos, especialmente os de ordem trabalhista. No início desta terça-feira (10/06), um grupo de militantes ligados ao Sindicato dos Vigilantes de Campos, que são liderados pelo presidente Luiz Carlos Rangel da Rocha, fazem um protesto na entrada principal do campus principal por causa do constante atraso do pagamento dos guardas patrimoniais que prestam serviço na UENF. 

É que, mais uma vez, os salários desses trabalhadores se encontra atrasado, fato que vem se repetindo ao longo de 2014, fruto da política de contingenciamento financeiro imposto pelo (des) governo Cabral/Pezão sobre a UENF.

(Des) governo Cabral/Pezão cria situação de esquizofrenia salarial também na UERJ

Reajuste é necessário para manter a isonomia na Uerj

A diretoria da Asduerj reiterou, na reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia, na última segunda-feira, 2/6, a urgência de uma resolução para o problema salarial da Uerj e lembrou as reuniões já realizadas no ano passado para tratar deste assunto. O secretário solicitou, mais uma vez, dados que confirmem a defasagem e demonstrem a quebra da isonomia criada com a recente aprovação da atualização do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos.

“A justa atualização do Plano dos Técnico-Administrativos, muito importante para toda a universidade, demonstrou como estão defasados os salários dos docentes da Uerj. Ao fim da implantação do plano, em novembro, o piso salarial de um professor assistente, com mestrado, será inferior ao de um técnico-administrativo graduado. Só para corrigir esta quebra de isonomia, necessitaríamos de 36% de reajuste imediatamente” argumentou o presidente da Asduerj, Bruno Deusdará.

O Secretário reconheceu que ainda não há estudos sobre o assunto na secretaria e se comprometeu a iniciá-los ainda no mês de junho. Segundo ele, a Sect irá trabalhar com a perspectiva de construir uma proposta de reajuste para ser votada logo após o fim do processo eleitoral. “Espero que possamos começar o próximo o ano com este problema resolvido”, declarou.

Reajuste é necessário para manter a isonomia na Uerj

A diretoria da Asduerj reiterou, na reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia, na última segunda-feira, 2/6, a urgência de uma resolução para o problema salarial da Uerj e lembrou as reuniões já realizadas no ano passado para tratar deste assunto. O secretário solicitou, mais uma vez, dados que confirmem a defasagem e demonstrem a quebra da isonomia criada com a recente aprovação da atualização do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos.
“A justa atualização do Plano dos Técnico-Administrativos, muito importante para toda a universidade, demonstrou como estão defasados os salários dos docentes da Uerj. Ao fim da implantação do plano, em novembro, o piso salarial de um professor assistente, com mestrado, será inferior ao de um técnico-administrativo graduado. Só para corrigir esta quebra de isonomia, necessitaríamos de 36% de reajuste imediatamente” argumentou o presidente da Asduerj, Bruno Deusdará.
O Secretário reconheceu que ainda não há estudos sobre o assunto na secretaria e se comprometeu a iniciá-los ainda no mês de junho. Segundo ele, a Sect irá trabalhar com a perspectiva de construir uma proposta de reajuste para ser votada logo após o fim do processo eleitoral. “Espero que possamos começar o próximo o ano com este problema resolvido”, declarou.

Ururau: Operários amargam não cumprimento de trabalho no Porto do Açu

Vinte e cinco operários e representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e Construção Civil e Imobiliária (Sticoncim) foram parar na 134ª Delegacia Legal de Campos na tarde desta terça-feira (14/05), para registrar Boletim de Ocorrência contra a empresa K Mendes Construções por descumprimento de compromisso com os trabalhadores firmado junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Oriundos do Maranhão e da Bahia, os operários chegaram a São João da Barra no dia 05 de abril com a promessa de trabalho da referida empresa, para atuarem no Porto do Açu, como armadores, mas de acordo com o presidente do Sticoncim, José Carlos Eulálio, eles nem chegaram a iniciar o serviço, ficando a disposição da empresa por 30 dias, a qual agora não quer assumir a responsabilidade sobre eles.

No Termo de Ajustamento assinado pelo supervisor administrativo, Luís Carlos de Mendonça, a K Mendes Construções fechou acordo onde se responsabilizou a pagar o salário [pelos 30 dias que ficaram alojados em pousadas por conta da empresa], o equivalente a R$ 30.190.09, e o valor das passagens de vinda e da volta para suas cidades de origem, que foi orçado em R$ 23.668,50, totalizando um crédito dos trabalhadores para com a empresa de R$ 53.858,89. O prazo para o pagamento era até dia 12 deste mês, mas a empresa não cumpriu. A K Mendes é subcontratada pela empresa espanhola FCC, que por sua vez tomou para si a responsabilidade de efetuar o pagamento nesta quarta-feira (14/05), mas também descumpriu o acordo.

“Espero que o Ministério do Trabalho, enquanto órgão defensor, se posicione contra a empresa porque ela diz que não vai pagar e o sindicato não tem como arcar com o custo desses funcionários. O subdelegado do MTE não honrou em acompanhar os trabalhadores”, disparou José Carlos Eulálio.

Ainda de acordo com Eulálio o descumprimento gera multa no valor de um salário mínimo prevista do artigo 477, que é atraso de rescisão contratual. “A empresa alega que não reconhece para pagamento os 25 trabalhadores porque os nomes não constam na lista da contratante, mas também não deu nenhum posicionamento do que vai fazer com eles”, disse acrescentando que ao todo eram 191 trabalhadores, porém 166 receberam seus direitos trabalhistas e já retornaram para seus estados.

Desde que chegaram a São João da Barra, os operários estavam hospedados em pousadas de Grussaí e na sede do município, mas o contrato com esses estabelecimentos, assim como fornecedores de alimentação, também venceram nesta quarta-feira, não tendo os trabalhadores onde dormir e fazer as refeições.

Francisco Carvalho de Jesus, de 36 anos, é natural de São Luís do Maranhão. Ele, que foi contratado para trabalhar como armador, relatou que recebeu um telefonema do supervisor da empresa pedindo que conseguisse 20 operários para fazer o mesmo serviço no Porto do Açu. “Viemos para cá com dinheiro do nosso bolso, mas com a promessa de seremos reembolsados. Chagando aqui, além de fazer o exame admissional, recebemos treinamento, e um funcionário recolheu nossas carteiras de trabalho, mas 12 dias depois as devolveu sem assinar alegando que a empresa estava passando por problemas”, contou Francisco.

O trabalhador explicou ainda que foram orientados a permanecerem nas pousadas aguardando que seriam reembolsados pelo valor da passagem e os dias que ficaram alojados, mas isso não aconteceu. “Estamos todos na mesma situação, com a família esperando lá no Maranhão e na Bahia e sem ter como voltar”, desabafou.

Após saírem da 134ª DL, trabalhadores e representantes do Sticoncim foram para a frente da sede do Ministério Público do Trabalho (MTE), mas até a publicação desta matéria não haviam sido recebidos pelos responsáveis pelo órgão.

A equipe do Site Ururau tentou contato, por telefone, com Clóvis Santarém, mas não obteve êxito. O mesmo procedimento foi adotado com as empresas K Mendes Construções e FCC, mas também não conseguimos resposta.