Torquato Jardim afundou (des)governo Pezão em areia movediça

Resultado de imagem para vaca no brejoQue o (des) governador Luiz Fernando Pezão não é reconhecido como possuidor da capacidade de gerir a monstruosa crise que ajudou a criar, isto já estava suficientemente claro. Mas toda a sua fraqueza e incompetência gerencial ficaram ainda mais explícitas com o imbróglio envolvendo as bombásticas declarações do ministro da Justiça, Torquato Jardim. Foi com essas declarações vinda de um ministro que o (des) governador Pezão foi definitivamente mostrado pelo que é: fraco e incompetente.

Mas sabe-se lá porque, o (des) governador Pezão continua tentando se afundar ainda mais no atoleiro em que está metida dando declarações que só pioram o seu caso.  Um exemplo disso são as declarações publicadas pelo jornal “EXTRA” dando conta que teria recebido mensagens de Torquato Jardim onde o ministro teria dito que suas declarações sobre a sua incompetência e sobre o controle que o crime teria no comando de batalhões da Polícia Militar seria de ordem “pessoal” e não oficiais [1].

torquato jardim pessoal

Ora bolas, trocando em miúdos o que Torquato Jardim fez foi reafirmar o que disse ao próprio Luiz Fernando Pezão! E como o presidente “de facto” Michel Temer ainda nem se manifestou sobre o episódio, o que fica cada vez mais evidente é que no presente caso, a opinião pessoal do ministro é a posição oficial, ou pelo menos oficiosa, do governo “de facto“. Se fosse diferente, Torquato Jardim já teria sido sumariamente demitido para debelar a crise que suas declarações causaram.

O problema é que em se mantendo as declarações do ministro da Justiça ficará reconhecido que as mesmas são verdadeiras e, portanto, que o Rio de Janeiro está abandonado à mercê da própria sorte. E, pior, nas mãos de um (des) governador fraco e incompetente. Em suma, Torquato Jardim fez o que poucos imaginavam: afundou o (des) governo Pezão em areia movediça, de onde dificilmente vai se conseguir se levantar.


[1] https://extra.globo.com/casos-de-policia/torquato-jardim-para-pezao-foi-uma-posicao-pessoal-nao-de-governo-22026620.html 

No “O Globo”, Torquato Jardim continua sua cruzada discursiva e encurrala (des) governo Pezão

O governador Luiz Fernando Pezão (à esq.) e o ministro da Justiça, Torquato Jardim

Para quem achava que o ministro da Justiça do governo “de facto” de Michel Temer, Torquato Jardim, iria recuar frente aos muchochos vindos do (des) governo Pezão em relação às suas afirmações, que ache de novo.  É que hoje o jornal “O GLOBO” traz uma reportagem com Torquato Jardim onde ele acena para questões ainda mais graves em relação, por exemplo, ao domínio de determinados candidatos em áreas com altos níveis de violência, sugerindo associação direta com o crime organizado [1]. 

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Mas é importante ressaltar que além de confirmar o que já havia declarado ao jornalista Josias de Souza, o ministro Torquato Jardim mandou vários recados duros ao (des) governador Luiz Fernando Pezão, incluindo uma menção de que possui melhor memória do que a do sucessor de Sérgio Cabral que negou ter conversado sobre problemas de corrupção e envolvimento com o crime na estrutura de comando Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Na medida em que o ministro da Justiça, além de não ter recuado de suas declarações iniciais, apontou para novos elementos relacionados à investigações que estariam sendo realizadas sobre órgãos de inteligência sobre os problemas que ele arrolou, é provável que tenhamos desdobramentos imprevisíveis na relação entre o (des) governador Pezão e todos os setores que foram jogados na fogueira pelo loquaz Torquato Jardim. 

Uma coisa que me deixa curioso é a seguinte: o que foi que fizeram com o ministro da Justiça para que ele decidisse botar a boca do trombone de forma tão estrepitosa? Certamente coisa boa não foi. Mas o produto final de suas declarações é encurralar ainda mais o fraco e incompetente (des) governo Pezão. E pensar que até alguns dias atrás, eu pensava que já havíamos chegado ao fundo do poço. Entretanto, com esse (des) governador nada é tão ruim que não possa piorar.

Quem quiser ler a entrevista completa de Torquato Jardim, basta clicar Aqui! ou no link abaixo.


[1] https://oglobo.globo.com/rio/torquato-voltamos-tropa-de-elite-1-2-22017490

 

 (In) segurança pública no RJ: reações chochas aos vaticínios do ministro da Justiça falam por si mesmas

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Torquato Jardim e o (des) governador Pezão em coletiva de imprensa chamada para falar do “sucesso” da última grande operação do Exército na cidade do Rio de Janeiro em Julho de 2017.

Acompanhei ao longo desta 3a. feira as variadas reações de autoridades (autoridades?) do (des) governo do Rio de Janeiro às bombásticas declarações do ministro da Justiça, Torquato Jardim, sobre  situações gravíssimas que estariam ocorrendo na área (in) segurança pública.  Em minha modesta opinião, as declarações chochas do (des) governador Luiz Fernando Pezão, do (des) secretário de (in) segurança pública Roberto Sá e do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Jorge Picciani, pareceram pálidas demais em face das graves acusações emitidas pelo ministro da Justiça. Um bom exemplo disso é o conteúdo do vídeo abaixo vindo da lavra de Jorge Picciani, o qual normalmente tão falante e belicoso, está mais para choramingo do que para um contra-ataque furioso.

Erro
Este vídeo não existe

Mais revelador ainda é o conteúdo do material postado pelo mensageiro da primeira traulitada de Torquato Jardim no (des) governo Pezão, o jornalista Josias de Souza no sentido de que em vez de desmentir o que foi dito pelo ministro da  Justiça, a principal e talvez única preocupação dentro do governo federal foi de colocar panos quentes para acalmar o (des) governador e seus correligionários [1].

Agora, desmentir o que foi dito pelo ministro da Justiça que é bom, isso ninguém em Brasília pareceu disposto fazer. Aliás, pelo que Josias de Souza, o que foi dito por seus interlocutores estava mais para a confirmação de algo que estava correndo a quatro paredes e apenas Torquato Jardim se atreveu a dizer em público.

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Diante do cenário criado pelas declarações do ministro da Justiça, me parece que caberia aos segmentos que se proclamam de oposição dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro exigir explicações imediatas de Torquato Jardim sobre eventuais provas que ele possua em relação à parte mais “cabeluda” do que afirmou sobre a nomeação dos comandantes de batalhões da PMERJ. A partir daí, dependendo do que for apresentado por ele, que se começasse um processo massivo de mobilização popular para que tudo o que for apurado seja passado a limpo.

E diante da gravidade do que foi afirmado, e não rebatido por ninguém dentro do governo “de facto” de Michel Temer, não haverá como, digamos, colocar o gato de volta no saco.  Resta saber se há efetivamente alguém dentro da oposição com a coragem necessária para abraçar essa causa.

Mas até segunda ordem fica o dito pelo dito. Em outras palavras, que o (des) governador Pezão e seu (des) secretário são incompetentes, e que a nomeação dos comandantes de batalhões da Polícia Militar passa pelos crivos de deputados estaduais e de bandos criminosos. Simples, mas ainda assim completamente trágico.


[1] https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/10/31/governo-age-para-evitar-crise-entre-brasilia-e-rio/

Rio de Janeiro sem comando e com a PM nas mãos de deputados e do crime

Sabe-se lá por quais razões, o ministro da Justiça do governo “de facto” de Michel Temer, Torquato Jardim, resolveu botar a boca no trombone, mas o fato é que ele veio a público dizer algo que a maioria da população fluminense já sabe faz tempo: o (des) governador Luiz Fernando Pezão é um incompetente que não tem o comando do estado [1]. 

Mas  segundo Josías de Souza, o ministro da Justiça foi além de dizer o óbvio sobre o (des) governador Pezão e foi além ao afirmar que o “comando da PM no Rio decorre de acerto com deputado estadual e o crime organizado, e que os “ comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio.

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Agora, convenhamos, como fica a sociedade fluminense diante de declarações deste porte? Vamos continuar fazendo que o problema não é conosco? A questão é que em suas declarações, Torquato Jardim ainda assinalou que ” a virada da curva ficará para 2019, com outro presidente e outro governador. Com o atual governo do Rio não será possível.”. 

Se é assim mesmo, vamos ficar esperando sentados até 2019 para ver se o Rio de Janeiro ainda tem jeito? Pelo que transparece das declarações de Torquato Jardim, a hora de reagir é agora, pois 2019 ainda está um pouco distante de nós.

A questão que se põe é a seguinte: quando vamos começar a reagir e exigir o fim deste (des) governo?

Finalmente, será que alguém nesse (des) governo vai vir a público para desmentir o ministro da Justiça ou engolir essa quietos na expectativa de que ninguém esteja prestando atenção?


[1]  https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/10/31/comando-da-pm-no-rio-e-acertado-com-deputado-estadual-e-crime-diz-ministro/