Conselho Universitário da UENF emite moção de repúdio contra abusos de autoridade cometidos contra universidades públicas

O Conselho Universitário da Universidade Estadual do Norte Fluminense (CONSUNI) emitiu uma Moção de Repúdio nesta sexta-feira, 08/12/17, contra os abusos de autoridade cometidos reiteradamente contra universidades públicas.

nota consuni

A nota menciona os casos recentes ocorridos em operações policiais realizadas na FRGS, UFPR, UFSC e UFMG e classifica como inadmissíveis o desrespeito às garantias constitucionais e aos direitos das pessoas, ainda que apoiando ações relacionados ao mal uso do dinheiro público.

A nota do CONSUNI Uenf conclui com uma exigência pelo retorno da normalidade institucional e ao respeito das regras de convivência democrática.

Marketing acadêmico: I Simpósio de Filosofia e História das Ciências do Norte Fluminense

O “I SIMPÓSIO DE FILOSOFIA E HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS DO NORTE FLUMINENSE” tem o objetivo de promover a (re)articulação entre a filosofia, as ciências naturais e as ciências humanas. Não obstante as fragmentações disciplinares, estes campos de conhecimento podem ser reintegrados numa perspectiva sinergética, através de diálogos e ações em vista de soluções para seus problemas em comum. Isto exige reflexões filosóficas sobre os fundamentos e a práticas científicas, bem como sobre os papéis destas no mundo contemporâneo.
Cartaz_Simposio
 
O evento ocorrerá nos dias 12, 13 e 14 de dezembro de 2017 na UENF, Campos dos Goytacazes.
 
Público Alvo: Professores e pesquisadores, graduandos, pós-graduandos das áreas de filosofia, ciências naturais, humanas e sociais.
 
Serão fornecidos certificados de participação (20h)  para os ouvintes e de participação àqueles que apresentarem trabalhos.

Entrevista no Programa Faixa Livre sobre a situação do Rio de Janeiro

faixa livre

No dia de ontem (28/11) tive a oportunidade de conceder uma entrevista no “Programa Faixa Livre” que é levado ao pela Rádio Bandeirantes 1360 AM da cidade do Rio de Janeiro.  Nessa entrevista pude abordar os diferentes aspectos da crise que abala o Rio de Janeiro neste momento e dos seus impactos sobre a Universidade Estadual do Norte Fluminense.

Quem desejar ouvir essa entrevista, basta clicar  [Aqui!].

Anthony Garotinho e sua coleção pessoal de “Inspetores Javert”

Quem me conhece minimamente sabe que não estou nem próximo política ou pessoalmente de Anthony Garotinho.  Aliás, ao longo dos anos tive embates com ele ou sua esposa, a ex-governadora Rosinha Garotinho, por questões relacionadas ao financiamento da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), as quais geraram uma série de querelas. Entretanto, tendo negociado diretamente com Anthony Garotinho sobre questões pertinentes à minha condição de diretor da Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) pude perceber que ele é um político capaz de pensar com agilidade e negociar questões com as quais, em princípio, ele tem posição totalmente antagônicas. E, mais, os acordos foram mais cumpridos do que descumpridos, o que em se tratando de política brasileira, não é pouca coisa.

Por isso, vejo com alguma curiosidade toda sorte de ataques pessoais vindos de pessoas que em mais de uma coisa se beneficiaram do peso político de Anthony Garotinho, tendo ocupado cargos no executivo ou no legislativo apenas e simplesmente porque haviam sido ungidos por ele.  O mais curioso é que ao longo dos anos vi vários personagens se aproximarem e se afastarem de Anthony Garotinho sem o menor pudor, mesmo após terem sido duramente atacados por ele ou tendo duramente atacado a ele.  Na imensa maioria dos casos, esses que podem ser chamados de “ex-amigos” não se afastaram de Anthony Garotinho para terem vidas mais probas ou para se encaminharem para um espaço mais à esquerda dele.

Nada disso, o que esse grupo numeroso de ex-amigos transformados em inimigos figadais tem feito é abraçar políticos de direita e a se envolverem em situações nada lustrosas do ponto de vista da apropriação da coisa pública. Como resultado, esses ex-amigos acabam se transformando em ressentidos profissionais atribuindo a Anthony Garotinho as piores patologias, sejam elas morais ou de natureza psicológica. O interessante é que nunca ouvi deles menções ou mesmo entrega de provas documentais que corroborem os ataques que fazem. É como que se as palavras desses ressentidos tivesse valor por elas mesmas.  Em suma, cometem atos tão ou mais graves dos quais se ressentem de ter sido supostas vítimas pelas mãos de Anthony Garotinho

Mas o que realmente me interessa nesse ciclo de “amor e ódio a Garotinho” é que esses ‘ex-amigos” fazem o jogo óbvio de contribuir para disseminar o ódio e a intransigência de classe, colocando na imagem de Anthony Garotinho o papel de manipulador dos mais pobres para fins eleitorais com o objetivo explícito de demonizar as políticas sociais aos quais ele se associou na maior parte de sua vida política. O que nenhum deles diz é que saindo da área de influência do ex-governador, as práticas que eles ostentam não são nada melhores e, não raro, piores. E, sim, muitos são flagrados usando táticas iguais ou ainda piores para arrebanhar votos, ainda que sem sofrer a mesma sanha investigativa dos órgãos de controle.

Guardadas as devidas proporções, esses personagens paroquiais cabem perfeitamente no personagem Inspetor Javert  do romance “Os miseráveis” do escritor francês Victor Hugo. Aliás, a única diferença parece ser mesmo que Javert se suicidou pulando no Sena. Já os Javert locais vão ter mesmo que usar o velho e castigado Paraíba do Sul caso queiram encerrar prematuramente sua existência terrena. Mas no tocante ao ressentimento, nisso os Javert campistas são insuperáveis. 

 

Apesar do (des) governo Pezão, a Uenf continua no topo do IGC do MEC

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Estou longe de ser um entusiasta dos muitos rankings universitários que foram criados para impor a mentalidade empresarial em instituições de ensino. Mas os resultados divulgados hoje (27/11) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) chegam num momento muito interessante por vários aspectos [1].

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O primeiro é que mantém a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) entre as 12 melhores instituições brasileiras no ensino de graduação, tendo a companhia no estado do Rio de Janeiro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  Esse resultado é igualmente interessante no comparativo com as universidades estaduais, pois apenas a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está inclusa neste grupamento superior. Além disso, no estado do Rio de Janeiro apenas 4,8% das instituições alcançaram o mesmo grau 5 alcançado pela Uenf e pela UFRJ.

Este  resultado é ainda mais relevante se levarmos em conta que a Uenf não recebe suas verbas de custeio por parte do (des) governo Pezão desde Outubro de 2015 e, em função disso, possui hoje uma dívida em torno de R$ 30 milhões com empresas terceirizadas e fornecedores de insumos básicos. Além disso,  os professores e servidores da Uenf estão sem seus salários pagos regularmente, e a maioria ainda tem por receber os salários de Setembro e Outubro, além do 13o. salário de 2016. Mesma sorte ingrata sofrem a maioria dos estudantes que estão com bolsas acadêmicas atrasadas por até 3 meses.

Neste cenário não há como explicar o sucesso da Uenf no IGC do INEP se não pelo modelo institucional pioneira que foi imaginado por Darcy Ribeiro e levado com inegável dedicação por todos os que vêm construindo cotidianamente a instituição desde o início do seu funcionamento em 1993.

fabricaPor outro lado, os resultados gerais, a começar pelo grupo das 12 melhor colocadas, jogam na lata de lixo da história o relatório do Banco Mundial que comparava alhos e bugalhos para prescrever a cobrança de mensalidades nas universidades federais [2]. É que com raríssimas exceções, as universidades públicas concentram as melhores notas do IGC,enquanto que no grupo das piores estão essencialmente instituições privadas [3]. A razão para esta disparidade entre colocações se deve essencialmente ao fato de enquanto nas universidades públicas os estudantes estão expostos à tríade ensino-pesquisa-extensão, nas maioria das instituições privadas, há apenas a transferência (mesmo assim precária) de conteúdos muitas vezes ultrapassados. 

Agora retornando ao caso das universidades estaduais do Rio de Janeiro, esse resultado que não é de todo novidade apenas reforça a condição vexaminosa em que se encontra o (des) governador Luiz Fernando Pezão e seus (des) secretários de Fazenda e de Ciência e Tecnologia que vêm impondo uma inaceitável asfixia financeira que ameaça implodir instituições de comprovada capacitadas. E que ninguém se engane, a situação imposta à Uenf e suas co-irmãs é de caso pensado, pois o custo operacional destas instituições é irrisória, especialmente se levarmos em conta as generosas isenções fiscais que têm sido concedidas à corporações multinacionais com resultados extremamente pífios em termos de geração de emprego e renda.

educaçao

A minha expectativa é que com esses resultados nas mãos, as reitorias das universidades públicas saiam da defensiva e partam para o ataque contra a tentativa de desmantelamento que vem sendo promovida contra elas pelos governo federal e seus satélites em diferentes estados da federação, com o exemplo mais sofrível e lamentável sendo o do Rio de Janeiro.

Por essas é que dizemos nas manifestações da comunidade universitária uenfiana: Pezão sai, Uenf fica!


[1] http://portal.inep.gov.br/indice-geral-de-cursos-igc-

[2] http://www.diretodaciencia.com/2017/11/27/relatorio-do-banco-mundial-compara-alhos-com-bugalhos-no-ensino-superior/

[3] https://exame.abril.com.br/carreira/as-piores-faculdades-do-brasil-segundo-ranking-do-mec/

Gustavo Tutuca é a prova final de que nada é tão ruim que não possa piorar

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Uma das muitas “leis” de Murphy é aquela que aponta que “nada é tão ruim que não possa piorar”. Pois bem, essa parece ser a situação do PMDB na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que teve 3 dos seus mandarins presos pelo susposto envolvimento em atividades, digamos, pouco republicanas.

Eis que premido pela absoluta falta de mandarins, o PMDB decidiu nomear o inexpressivo deputado Gustavo Tutuca, inimigo declarado das universidades estaduais, para liderar sua bancada na Alerj.

tutuca

Quem conhece minimamente as coisas dentro da Alerj está careca de saber que a principal e talvez única qualidade é ser conterrâneo do (des) governador Luiz Fernando Pezão.  Afora esse pequeno, mas crucial detalhe, a ação parlamentar de Gustavo Tutuca é totalmente equivalente àquela que demonstrou nas suas passagens pela pasta que controla a ciência e tecnologia, qual seja, absolutamente nula.

Um mérito, talvez único, é que a permanência de Gustavo Tutuca na Alerj vai forçar a que o (des) governador Pezão indique outra pessoa para liderar a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social. Essa mudança pode até não dar em nada, e provavelmente não dará, mas pelo menos as universidades estaduais não terão um inimigo declarado como seu secretário. Pode não parecer muito, mas é.

Quanto ao PMDB, esse parece ser o grande perdedor. Mas, convenhamos, a essas alturas quem é que se preocupa com o partido que ajudou a afundar o Rio de Janeiro e o Brasil nesse imenso lodaçal em que estamos todos atolados?

UENF realiza Supera Rio e Marcha pela Ciência

SUPERA MARCHA

Com a presença de deputados fluminenses, será realizado na próxima sexta-feira, 24/11/17, às 14h, no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o Supera Rio UENF, evento promovido pelo Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado, órgão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O tema do evento será “A Universidade pública como ferramenta para o desenvolvimento social e econômico”. 

Composto por 44 entidades – dentre elas a Uenf – , o Fórum foi criado em 2003 com o objetivo de promover inovações a partir da interação constante entre academia, setor produtivo e o Poder Legislativo. O Fórum foi criado para conectar iniciativas, promover debates e criar uma agenda comum que reúna academia, sociedade civil organizada e o parlamento fluminense, com foco na promoção do desenvolvimento econômico, social e ambiental do estado. 

Logo após o encerramento do Supera Rio UENF será realizada a primeira edição local da “Marcha pela Ciência”. É importante frisar que este é um momento crítico para as universidades públicas brasileiras e o caminho sendo traçado pelos governos de Michel Temer e Luiz Fernando Pezão comprometem o nosso futuro como sociedade e afeta duramente a soberania do Brasil e do Rio de Janeiro que passa fundamentalmente pelo fortalecimento da Educação e da Ciência.

Jornalista Maurício Tuffani convida para debate sobre o futuro da Ciência no Brasil

A Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) está trazendo a Campos dos Goytacazes um dos principais jornalistas da área da Ciência no Brasil, o jornalista Maurício Tuffani. Com longa experiência em diversos veículos jornalísticos, incluindo o jornal Folha de Sâo Paulo e a revista Scientific American Brasil, Maurício Tuffani é o criador do site especializado “Direto da Ciência”.

No vídeo abaixo, Maurício Tuffani fala da sua presença no evento e da importância do debate sobre o futuro da ciência brasileira na atual conjuntura histórica.

O evento é gratuito é ocorrerá na Sala de Multimídia do Centro de Ciências do Homem da UENF no próxima 21/11, com início marcado para as 16:00 horas.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/11/jornalista-mauricio-tuffani-convida.html

Bispo da Diocese de Campos declara seu apoio à luta em defesa da UENF

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O Bispo da Diocese de Campos dos Goytacazes gravou à convite da Associação de Docentes da Uenf (ADUENF) um vídeo onde declara seu apoio à defesa da Universidade Estadual do Norte Fluminense. Em sua fala, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz expõe de forma clara as suas preocupações com as repercussões negativas que a inviabilização  da Uenf acarretará para as regiões Norte e Noroeste do estado do Rio de Janeiro.

O engajamento explicitado nas declarações do Bispo da Diocese de Campos certamente terá repercussões positivas para a defesa da Uenf, na medida em que aponta claramente para a necessidade de que a PEC 47 seja aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A aprovação desta PEC seria extremamente importante, na medida em que se poderia garantir o repasse do orçamento aprovado na forma de duodécimos.

 

 

Notícias da Aduenf: Em debate na UENF, deputados indicam que a aprovação da PEC 47 demandará mobilização nas ruas

Em debate realizado na UENF, deputados apontam para necessidade de mobilizar nas ruas o apoio à PEC 47


Em um debate realizado no mini auditório do Centro de Ciências do Homem da UENF, e que contou com a presença dos deputados do PT/RJ, Waldeck Carneiro (estadual)  e Wadih Damous (federal), de representantes da ADUENF, SINTUPERJ/UENF e do DCE/UENF, e do reitor Luís Passoni, a maioria das falas girou em torno da necessidade de se garantir a aprovação da PEC 47 que poderá permitir que as universidades estaduais possam efetivamente utilizar os recursos aprovados pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Em suas falas os deputados Waldeck Carneiro e Wadih Damous fizeram questão de enfatizar a necessidade de que sejam realizadas mobilizações de rua para garantir a aprovação desta e outras questões fundamentais para sobrevivência do serviço público em todos os níveis de governo.

A fala dos dois deputados mostraram uma grave preocupação acerca do ataque em curso contra uma série de garantias constitucionais, a começar pelo financiamento da educação pública superior. Para o deputado estadual Waldeck Carneiro, a ausência de qualquer tipo de ação para garantir novas receitas para o tesouro fluminense irá exacerbar as graves dificuldades pelo qual o serviço público e a população já sentem neste momento.  Já o deputado federal Wadih Damous apontou para o fato de que no Rio de Janeiro se encontram as expressões mais avançadas das políticas ultraneoliberais que estão gestadas pelo governo do presidente Michel Temer.

Ambos os deputados enfatizaram a necessidade de que haja forte mobilização para impedir o processo de destruição do serviço público, em especial das universidades públicas, especialmente as do Rio de Janeiro.

A ADUENF aproveitou o evento para entregar um ofício ao deputado Wadih Damous solicitando a imediata retirada de pauta da PEC 366/2017 apresentada pelo deputado Andrés Sanchez do PT/SP que visa estabelecer a cobrança de mensalidades nas universidades públicas brasileiras.

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/11/em-debate-realizado-na-uenf-deputados.html