Resistência  resignada,  na prática, é submissão. O caso das universidades estaduais do Rio de Janeiro

uenf resiste

Professores da Uenf protestam em frente do Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, contra o confisco dos seus salários pelo (des) governo Pezão.

Em  face da crise provocada nas universidades estaduais do Rio de Janeiro tornou-se corrente a ideia de que continuar trabalhando como se não faltassem salários e aportes mínimos de custeio seria uma forma de resistir ao projeto privatizante que está por detrás dessas ações do (des) governo Pezão. Essa forma de resistência passiva é encantadora e desperta em muitos aquela velha noção de que ser professor é uma espécie de sacerdócio, onde o sacrifício em nome do bem comum serve para enobrecer quem o pratica.

Um problema inicial em torno da ideia do trabalho sem remuneração e em condições impraticáveis é que nisso não há nada de sacerdócio, mesmo porque os sacerdotes da Igreja Católica são muito bem amparados para que disseminam as suas doutrinas religiosas.  O nome correto para trabalhar em condições degradantes e sem pagamento dos salários devidos  é, na verdade, escravidão.

Assim, num país com tamanho legado escravocrata como o Brasil, aceitar a ocorrência de trabalho não remunerado em universidades públicas  deveria ser a primeira coisa a causar a insurgência contra os (des) governantes de plantão. Mas não, esse tipo de burla das regras básicas na relação patrão X empregado acaba sendo vendido como um exemplo de um estoicismo [1] de botequim  que apenas serve aos interesses de destruição das universidades enquanto entes públicos. É que enquanto sofrem servidores e aposentados, o dinheiro público continua fluindo para os bancos e para as Organizações Sociais (OSs) para quem não há qualquer tipo de crise.

Mas para quem acha que a força desse estoicismo canhestro é pequeno, sugiro que visite os campi das três universidades estaduais existentes no Rio de Janeiro, pois ele está muito bem entranhado nas práticas cotidianas que resistem à qualquer movimento que efetivamente dê nome aos bois (no caso o governador Luiz Fernando Pezão) e as práticas dos mesmos.

Falar em movimentos que questionem o pano de fundo do confisco salarial dos servidores se tornou um ato pecaminoso para os estoicistas de botequim. Eles preferem apontar para a nobreza do gesto de trabalhar e acumular dívidas. As razões para esse tipo de comportamento podem estar na negação do próprio papel enquanto pertencentes à classe trabalhadora já que muitos se veem assim por serem detentores de títulos de mestres e doutores. Entretanto, acredito que a razão principal para que se concorde com o desmanche do aspecto público das universidades é que muitos entendem que o Estado não deve mesmo investir no ensino público para os pobres. Em suma, há uma opção de classe subliminar para que se abrace o estoicismo de botequim, seja qual for a forma em que o mesmo se apresente.

Por isso, toda vez que alguém vem me dizer que devemos resistir e trabalhar normalmente e sem salários, a leitura que faço é que a pessoa que enuncia o discurso é inimiga da possibilidade que os pobres tenham acesso a boas universidades, e que se resignem ao destino que a burguesia brasileira lhes reservou enquanto classe eternamente subalterna.

Um colega que é professor da UFF/Campos afirmou recentemente num evento público no campus da Uenf que mais do que resistir, o que deveríamos fazer contra os (des) governos de plantão no Rio de Janeiro e Brasília seria adotar a insurgência como lema. Eu concordo plenamente com esse colega. Não dá mais apenas para resistir, ainda mais na forma passiva que tem dominado esta dita resistência. Temos mesmo que nos insurgir contra este ataque em regra às instituições públicas que minimamente vem possibilitando a milhões de brasileiras possam ascender do interior dos grotões sociais para os bancos escolares. 

E neste processo não haverá espaço para o estoicismo de botequim que nos mantem paralisados frentes aos múltiplos ataques que estão sendo realizados contra o pouco de modernidade que se permitiu instalar no Brasil. E, por isso, não há como aceitar o que está sendo feito contra as universidades estaduais do Rio de Janeiro de forma resignada, pois isso seria a forma mais vil de submissão.

Mas a excelente notícia que brota como sementes da insurgência de dentro dos campi da Uenf, da Uerj, da Uezo e da Faetec é que os que rejeitam a resignação é maior do que os já resignados. E como bem  bem já disse Bertold Brecht “do rio que tudo arrasta se diz violento, mas ninguém chama de violentas as margens que o oprimem”.  

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[1] Estoicismo é uma doutrina fundada por Zenão de Cício (335-264 a.C.), e desenvolvida por várias gerações de filósofos, que se caracteriza por uma ética em que a imperturbabilidade, a extirpação das paixões e a aceitação resignada do destino são as marcas fundamentais do homem sábio, o único apto a experimentar a verdadeira felicidade

As universidades do Rio de Janeiro não estão paradas, mas sim em greves de insurgência contra sua destruição programada

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Para o olho menos treinado, universidades onde um ou mais segmentos decretam greves estão paradas. Mas eu diria que é apenas durante greves que as universidades brasileiras chegam perto do tipo de movimento que a sociedade exige delas em termos de reflexão sobre a nossa dura realidade.

Como participante de diversas greves desde que cheguei na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) afirmo sem medo de errar que foi durante esses ricos processos de mobilização política que pude ver as nossas muitas mazelas discutidas de forma ampla e franca.

Um argumento que ouvi de forma repetida ao longo de quase 20 anos é que greves não resolvem nada em universidades porque elas não param a produção como fazem metalúrgicos ou petroleiros.  Depois de muito pensar sobre este argumento, cheguei à conclusão que vai de encontro às teses levantadas para apontar uma suposta inutilidade em nossas greves. É que basta olhar para o meu contra-cheque ou simplesmente para o número do CNPJ da Uenf que todas essas conquistas (sim, a Uenf ter seu próprio CNPJ é uma enorme conquista) resultaram de greves que foram muito duras, pois os governantes de plantão raramente aceitam argumentos lógicos.

Entretanto, a minha tese é de que somente nos períodos de greve que os governantes realmente se apavoram com o principal produto gerado por universidades, qual seja, o pensamento crítico que desnuda a real natureza de suas políticas. Por isso, sempre que há uma greve, os governantes oscilam das ameaças diretas ao sentar na mesa para que se cheguem a algum tipo de solução que encerre o movimento grevista.

No caso atual das três universidades estaduais do Rio de Janeiro cujos professores estão em greve para demandar o pagamento dos seus salários atrasados, é possível notar que as manifestações associadas aos grevistas pela mídia corporativa vão muito além disso. O principal aspecto, aliás, se refere  à recusa ao projeto de destruição da natureza pública dessas universidades em prol das chamadas “Parcerias Público Privadas” e da cobrança de mensalidades dos estudantes.  Nesses dois quesitos, ao entrarem em greve, os professores da Uenf, Uerj e Uezo levantam barreiras objetivas ao projeto de  ” precarizar para depois privatizar” as universidades estaduais.

Por isso, não se deixe enganar pelo que diz o (des) governo Pezão e seus áulicos na mídia corporativa. As universidades estaduais não estão paradas por causa da greve dos professores. Elas estão sim é um processo franco de insurgência contra um (des) governo que trabalha de forma diligente para remover a possibilidade de que jovens pobres possam ter direito a um tipo de ensino superior que só é oferecido por universidades públicas e gratuitas.

E se eu não estiver enganado,  nos próximos dias e semanas veremos muito movimento partindo de dentro para fora das universidades. É que toda energia que estava represada por um funcionamento totalmente precário vai ser liberada e jogará luz sobre os danos que o (des) governo Pezão vem causando nestas entidades públicas.

 

 

Professor da UFF/Campos apoia greve dos professores da Uenf com charge

 O cientista político Márcio Malta, professor da Universidade Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes,  é também um chargista talentoso. Em mais um ato de solidariedade à luta dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o professor  Malta produziu a charge abaixo.

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Em um tempo de ataques tão duros às universidades públicas brasileiras, em especial as estaduais do Rio de Janeiro, este é um gesto de solidariedade que fortalece a disposição dos que querem lutar para defender o ensino público no Brasil.

Ao professor Malta, os meus sinceros agradecimentos.

Quem são os culpados pela crise das universidades estaduais do Rio de Janeiro? Uma pista: não são Darth Vader e Kylo Ren

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A crise em que atualmente estão imersas as universidades estaduais do Rio de Janeiro tem trazido uma resposta bastante peculiar por parte das suas direções. É que, apesar de se denunciar a dramaticidade da situação, não ouvi até hoje um vaticínio sobre quem são os culpados pelo processo de quase insolvência em que se encontram duas das principais universidades brasileiras.

Quem assistiu um vídeo do reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Luís Passoni [Aqui!], em que ele saudou precocemente um reinicio de aulas que acabou não ocorrendo por causa da decretação da greve pelos professores deve ter notado que, em uma simples análise de conteúdo da fala encontraríamos um núcleo duro onde se instava ao contínuo sacrifício em nome de uma causa justa (que é manter a Uenf funcionando a despeito de tudo e de todos), sem que se apontasse os culpados pelo drama instalado na vida da instituição e de seus estudantes, servidores e docentes.

Apesar de em sua fala, o reitor da Uenf ter mencionado supostos inimigos que querem destruir a universidade criada por Darcy Ribeiro, não há qualquer menção (direta ou indireta) a quem os mesmos seriam. Um cidadão distraído que assista ao vídeo poderá ser instado a imaginar que os responsáveis pela grave ameaça que paira sobre a Uenf sejam Darth Vader e seu neto Kylo Ren que, portando os seus sabres de luz maléficos, estão atacando um planeta pacífico.

Entretanto, a impossibilidade de que a dupla formada por avô e neto seja a responsável pelo processo de destruição em curso nas três universidades estaduais do Rio de Janeiro começa por um elemento básico: o avô morreu antes do neto nascer. Mas mais do que isso, o que está acontecendo com as universidades estaduais do Rio de Janeiro não tem nada de ficcional, e os vilões que estão participando da trama são reais e de carne osso.  Além disso, o que os move não é a conquista de planetas e galáxias, mas a simples entrega de um valioso patrimônio público para as corporações privadas.

Como já cometei anteriormente, o Rio de Janeiro é atualmente o principal laboratório das políticas ultraneoliberais que pretendem recolonizar a América Latina e aprofundar o seu processo de dependência econômica, política e cultural em relação aos países centrais. E que melhor forma do que destruir centros de produção de ciência e tecnologia que também produzem profissionais altamente capacitados? E quando se asfixia financeiramente as universidades e se confisca os salários e bolsas que sustentam os que as fazem funcionar diariamente, o objetivo é precarizar para depois privatizar.

Ao não fazer essa análise de forma direta e identificar os autores deste ataque, o que as direções institucionais é contribuir para anestesiar a consciência, o que se revela em muitos momentos na forma de apatia e indisposição para o necessário enfrentamento contra os vilões de carne e osso que querem nos empurrar de volta para o Século XVI.

Por isso, é preciso que fique claro que os mentores deste projeto de destruição não são Darth e Kylo, mas Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. Como Sérgio Cabral está metaforicamente numa condição similar à destinada a Darth Vader na saga Star Wars, nos resta combater o continuador de sua obra maléfica que, como Kylo Ren, pode ter sido ferido, mas continua com seus planos de conquista e destruição.

E a partir desta clarificação que não fiquemos tentados a entrar no espírito do “Este é um país que vai para frente” para lutar e defender as universidades estaduais.  O que precisamos mesmo é de praticar ações que coloquem o (des) governo Pezão numa posição em que não possa continuar seu projeto de destruição do serviço público e de tudo o que ele representa para o nosso presente e o nosso futuro. E a primeira coisa a se fazer é dar o nome aos bois. Este é o primeiro passo para que passemos da resistência à insurgência contra o pacote ultraneoliberal que está sendo aplicado no Rio de Janeiro. 

Por isso é eu digo: esqueçam de Darth Vader e Kylo Ren. O nome do arquivilão que estamos enfrentando é Pezão! E em vez de sabres de luz e viver em galáxias distantes, ele porta uma caneta e adora frequentar hotéis e spas luxuosos aqui mesmo.

Comando de Greve da Aduenf envia documento ao (des) governador Pezão requerendo audiência

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O Comando de Greve dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) enviou no início da tarde desta 6a. feira uma correspondência ao (des) governador Luiz Fernando Pezão para comunicar o início da greve por tempo indeterminado determinada pela assembleia realizada no dia de ontem (03/08) [Aqui! ].

A correspondência aponta ainda para uma série de particularidades existentes na Uenf que torna a falta de pagamento dos salários dos professores ainda mais grave. O principal aspecto levantado é de que por cumprir contratos em regime de Dedicação Exclusiva, todos os professores da universidade estão impedidos de possuírem outras fontes de vencimento. Em outras palavras,  o fato de se dedicarem integralmente à Uenf, os professores agora sofrem o ônus de trabalharem sem sua única fonte de renda!

Interessante notar que em meio ao caos criado nas universidades estaduais, o (des) governador Luiz Fernando Pezão enviou para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o qual foi rapidamente aprovado e promulgado, para a retomada da farra de isenções fiscais que já custaram aos cofres estaduais mais de R$ 200 bilhões entre 2007 e 2016.  Em outras palavras, a crise que vive o Rio de Janeiro é seletiva, mas muito seletiva mesmo!

Felizmente agora os professores das três universidades estaduais decidiram partir para um processo de explicitação dessa seletividade ao se recusarem a continuar mantendo as universidades abertas sem que sequer seus salários sejam pagos.

Greve na UENF: Comando dos professores envia documento ao governador para requer audiência

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O Comando de Greve  da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) enviou na tarde desta 6a. feira (04/08) um ofício ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, informando sobre a deflagração do movimento paredista causado pelo atraso no pagamento dos salários de Maio e Junho e do 13o.salário de 2017 (ver  abaixo reprodução digital da correspondência).


O documento solicita que o governador do Rio de Janeiro realize uma audiência com o Comando de Greve da ADUENF para que se chegue a uma solução para o impasse criado pela falta do pagamento dos salários. No documento ainda há uma menção ao fato de que os professores da Uenf são uma das poucas categorias do serviço público estadual que cumprem contratos no regime de Dedicação Exclusiva, o que torna a falta de pagamento dos salários um problema ainda mais grave, visto que os mesmos estão assim legalmente impedidos de possuírem outras fontes de vencimentos.

A mesma correspondência foi enviada para o reitor da Uenf, Luís Passoni, e para os secretários de Fazenda, Gustavo Barbosa, e o de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/08/greve-na-uenf-comando-dos-professores.html

Notícias da ADUENF: Professores da UENF entram em greve por tempo indeterminado

Em uma assembleia que contou com a participação de mais de 120 professores, e após uma exaustiva discussão sobre como enfrentar a grave crise causada pela falta de pagamento de salários e bolsas, foi aprovada a proposta da diretoria da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) de entrada em greve por tempo indeterminado.  Isto implicará na suspensão imediata das aulas dos cursos de graduação e pós-graduação.

A decisão por ampla maioria foi alcançada após a diretoria da ADUENF apresentar um balanço das reuniões realizadas na Secretaria Estadual de Fazenda em que ficou evidente a indisposição do governo Pezão de sequer apresentar um calendário para o pagamento dos quatro salários devidos aos professores.  Nesse quesito causou especial comoção a afirmação do chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Fazenda de que a decisão de pagar ou não os salários dos professores da UENF  é uma “decisão de governo”.

Um aspecto que ficou bastante claro na assembleia é que a ampla maioria dos professores presentes considera inaceitável  o tratamento que tem sido dispensado à UENF, não apenas no tocante ao atraso dos salários dos servidores e bolsas que sustentam os estudantes, mas também na falta de repasses financeiros para a instituição custear suas atividades essenciais.

O Comando de Greve da ADUENF realizará uma primeira reunião nesta 6a. feira (04/08) para organizar um cronograma de atos políticos para pressionar o governo Pezão a mudar sua atitude em relação às universidades estaduais.

A UENF é um patrimônio da população do Rio de Janeiro e não aceitaremos a sua destruição de forma passiva. Essa é a mensagem que emerge de uma assembleia histórica e que certamente terá fortes repercussões na luta em defesa da UENF.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/08/professores-da-uenf-decretam-greve-por.html

Notícias da Aduenf: Greve de professores na UERJ, assembleias na UEZO e na UENF

Em uma assembleia bastante concorrida, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mantiveram por expressiva maioria a greve iniciada no dia 06 de Julho.

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Os professores da  Uerj exigem a regularização dos pagamentos dos salários para retomarem às atividades.  O primeiro ato da greve será o Quem Paga O Pacto? Crise E Financiamento Nas Universidades | UerjNaPraça, nesta quinta-feira (03/8), com as participações dos professores Bruno Sobral e Lia Rocha.

A presidente da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF), professora Luciane Soares, esteve presente na assembleia da Uerj e se manifestou no sentido de ressaltar a importância de que sejam realizadas ações conjuntas entre os servidores das três universidades estaduais para combater o projeto de destruição que está sendo executado pelo governo do Rio de Janeiro.

Nesta 4a. feira (02/08) será a vez dos professores do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo) se reunirem para decidirem se também entrão em greve pelos mesmos motivos que motivam a greve na Uerj.

Já na próxima 5a. feira (03/08) será a vez dos professores da Uenf realizarem sua assembleia para decidir como fazer frente aos ataques realizados pelo governo do Rio de Janeiro. A assembleia dos professores da Uenf ocorrerá no auditório 2 do P-5, a partir das 16:00 horas.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/08/greve-de-professores-na-uerj.html

Aduenf convoca assembleia que poderá deflagar greve para combater projeto de destruição do (des) governo Pezão

A Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) convocou uma assembleia para a próxima 5a. feira (03/08) para discutir o reinício ou não das atividades acadêmicas (ver cartaz abaixo).

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Mas esta é um assembleia que não deverá se restringir à discussão acerca da oportunidade de se reiniciar as aulas em meio à ausência de pagamento de salários e bolsas, bem como da inexistência de verbas de custeio que possa manter a Uenf funcionando. 

Essa deverá ser uma assembleia que lançará os marcos de um processo ativo de resistência contra o projeto de destruição que está sendo aplicado pelo (des) governo Pezão nas três universidades estaduais fluminenses (Uenf, Uerj e Uezo) e nas escolas técnicas estaduais ligadas à rede Faetec.

O fato é que se os membros do (des) governo Pezão acham que vão aplicar este projeto hediondo sem a devida resistência, eles estão cometendo um enorme erro.

Notícias da Aduenf: ADUENF convoca todos para a resistência contra o projeto de destruição do governo do Rio de Janeiro

Às vésperas do seu 24o. aniversário, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) corre sério perigo de ser inviabilizada por uma política deliberada de destruição por parte do governo liderado pelo Sr. Luiz Fernando Pezão.

É que além de quase 4 meses de salários e bolsas em atraso, a Uenf continua sem qualquer verba de custeio. Essa ação do parte do governo do Rio de Janeiro tem como objetivo deliberado causar apatia frente a um processo que visa claramente privatizar uma das melhores universidades públicas brasileiras.

Mas é preciso que se frise que esse processo de precarização do ensino superior público fluminense não se retringe à Uenf, atingindo também a Uerj e a Uezo, como a rede de escolas técnicas da Faetec.

A diretoria da Aduenf entende que é preciso reagir a este processo de desintegração das universidades estaduais e das escolas técnicas públicas do Rio de Janeiro, e convoca todos a se unirem na defesa desse patrimônio que pertence à todo o povo do Rio de Janeiro.

Abaixo um vídeo produzido pela Aduenf para disseminar essa mensagem de resistência.

 

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/07/aduenf-convoca-resistencia-contra-o.html

Residentes do Hospital Veterinário da Uenf fazem campanha para cães de rua

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Em mais uma demonstração que nem mesmo a crise imposta pelo (des) governo Pezão consegue parar a comunidade universitária da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) de continuar exercendo um papel relevante em suas várias áreas de atuação.

Um exemplo disso é a campanha iniciada por servidores e médicos veterinários residentes do Setor de Reprodução e Obstetrícia do Hospital Veterinário da Uenf tiveram a ideia de fabricar camas para cães de rua que além do abandono ainda sofrem com as temperaturas mais baixas do ano (ver imagens abaixo)

Mas para continuar com essa campanha, os residentes estão precisando dos materiais que são utilizados para construir as camas. Entre os itens mais necessários estão pneus, tinta spray, travesseiros e almofadas.

Para fazer as doações para apoiar essa ação meritória dos residentes, basta deixar o material na  recepção do Hospital Veterinário da Uenf. Além disso,  contatos telefônicos podem ser feitos no número 22-2739-7313 que pertence ao Núcleo de Apoio à Reprodução de Carnívoros (Nuarc) do Hospital Veterinário.