Eleições municipais em Campos: o que isso tem a ver com a Uenf?

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Raramente me posiciono neste blog sobre a política partidária em Campos dos Goytacazes. Existem duas razões para que eu adote essa postura e eu explico quais são. A primeira é que existem um enorme número de blogs que se concentram no tema da política municipal. Já a segunda é que no plano partidário não vejo muita diferença entre os partidos que hegemonizam as disputas eleitorais na cidade. Para mim é o famoso “todo mundo junto e misturado”.

Aliás, a diferença principal que eu vejo é entre aqueles que amam e os que odeiam Anthony Garotinho (segundo que amor e ódio variam intensamente ao longo do tempo, dependendo principalmente da boquinha que se ganhe ou perca).

Mas vou abrir uma exceção para lembrar aos leitores deste blog que os principais candidatos de oposição ao candidato oficial do grupo político de Anthony Garotinho são ligados umbilicalmente ao (des) governo liderado por Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles. A coisa é tão direta que o ex-prefeito Arnaldo Vianna e o deputado Geraldo Pudim, antigos amigos do peito de Garotinho, agora estão juntos no PMDB de Sérgio Cabral e Pezão!

A coisa que me intriga é a seguinte: qual é modelo de gestão de cidade que os candidatos de oposição têm em mente? O mesmo modelo com que Sérgio Cabral e Pezão enfiaram o Rio de Janeiro no imenso buraco em que se encontra neste momento?  Se não for, que os diferentes candidatos que esperam que Pezão apareça na cidade para defender suas respectivas eleições venham logo à público qual seria o modelo. É que como todos sabemos, na política partidária brasileira (e particularmente na fluminense) ninguém apoia sem querer algo em troca.

Entretanto, ainda mais essencial para mim é saber dos candidatos de “oposição” a Garotinho, o que eles acham do tratamento que o (des) governo Pezão vem dispensando à Uenf neste momento, deixando a principal instituição de ensino da cidade de Campos dos Goytacazes em uma condição falimentar.   É que o (des) governo Pezão trata a Uenf do jeito que está tratando, por que devemos esperar que ao chegar ao poder municipal, os seus apoiadores também não vão adotar o mesmo estilo de terra arrasada?

E por favor que não venham repetir o que o deputado Geraldo Pudim afirmou na sessão do Parlamento Regional que ocorreu na Câmara de Vereadores  de Campos dos Goytacazes no dia 25/04 (Aqui!). Segundo afirmou Pudim naquele dia, a Uenf não estaria plenamente integrada à realidade local. Mas depois de uma adesão de mais de 15.000 cidadãos à causa da Uenf, quem não parece integrado à realidade local é o antigo aliado e hoje desafeto mór de Anthony Garotinho.

Uenf flerta com o perigo

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A terceirização de serviços está se transformando num verdadeiro “pato manco” na gestão dos órgãos estaduais do Rio de Janeiro. Além de caro, este tipo de contratação para oferecer serviços de segurança e limpeza se transforma rapidamente num mecanismo de geração de caos quando as empresas contratadas deixam de pagar salários aos seus empregados.

No caso da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) o problema está mais aparente com a crise gerada no seu sistema de segurança interno pela falta de pelo menos 4 meses da folha salarial da empresa K-9.  É que na ausência das verbas devidas pela prestação de seus serviços, a K-9 não tem feito o pagamento dos salários dos seus empregados que atuam na Uenf.

Agora, compreensivelmente cansados de trabalhar e não receber e orientados pelo seu sindicato, os seguranças da Uenf cruzaram os braços e anunciaram que vão deixar de prestar serviços a partir da próxima semana.

Em meio a essa situação caótica, a reitoria da Uenf anunciou os novos calendários dos seus cursos de graduação e pós-graduação com início a partir da próxima segunda-feira (22/08). Como já foi dito em um ambiente virtual interno onde os professores da universidade trocam ideias, esse anúncio de calendário é algo temerário, mas reflete uma postura da administração da Uenf de correr o risco de reiniciar aulas, em meio ao colapso do sistema interno de segurança.

Essa aposta no “retorno à normalidade em meio ao caos” é claramente arriscada, principalmente para aqueles membros da comunidade universitária que precisem frequentar o campus Leonel Brizola e outras unidades que a Uenf que possui em Macaé e Itaocara , especialmente no período noturno. Afinal, se algo de anormal acontecer, quem vai querer assumir a responsabilidade por eventuais perdas e danos?

E o pior é que enquanto a Uenf tenta retomar suas atividades flertando com o perigo, o (des) governo do Rio de Janeiro continua distribuindo suas generosidades fiscais para joalherias, cervejarias e montadoras de automóveis; enquanto realiza gastos milionários com a realização dos Jogos Olímpicos. 

Será que sou o único a achar que esta situação toda é absurda? Espero que não!

Após quase 5 meses sem salários, seguranças da K9 fazem manifestação na Uenf

O drama que milhares de famílias vivem neste momento no Rio de Janeiro por causa da indisposição do (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles teve um capítulo particular em Campos dos Goytacazes, mais especificamente na entrada do campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

É que mostram as imagens abaixo, os seguranças terceirizados que estão sem receber salários há quase CINCO meses decidiram cruzar os braços para pressionar pelo cumprimento dos seus direitos.

Apesar de não ser culpa da administração da Uenf, a situação desses trabalhadores é vexatória é particularmente vexatória, pois universidades deveriam ser locais (e Darcy Ribeiro pontuou isso no projeto institucional que idealizou para o que deveria ser a “Universidade do Terceiro Milênio“) onde este tipo de descumprimento das leis jamais seria tolerada.

O problema é que “em nome da normalidade”, a presença de trabalhadores que não recebem salários e outros direitos garantidos pela lei tem sido vista por alguns até como uma forma de “altruísmo” por aqueles que trabalham sem receber. Este é um sinal evidente que há muita coisa que precisa ser rediscutida dentro da Uenf, já que não já qualquer altruísmo nesta situação.

Agora que os seguranças decidiram exigir o cumprimento dos seus direitos, e de forma mais do que justa, vamos ver o que diz a Secretaria de Fazenda (Sefaz) quando for perguntada sobre a situação do repasse das verbas que a Assembleia Legislativa aprovou este ano para a Uenf.

Drama dos terceirizados da Uenf chega às redes sociais

Como já foi narrado várias vezes aqui neste blog, os servidores terceirizados que cuidam da segurança interna das diferentes instalações da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) há vários meses sem receber o salário devido pelo serviço que prestam diariamente.

Agora, como em tantos outros casos, as redes sociais estão sendo o canal por onde esses trabalhadores tentam se organizar para defender os seus direitos. No caso dos seguranças da Uenf, acabo de encontrar a imagem abaixo que anuncia uma paralisação de 24 horas para esta 5a. feira (18/08). O objetivo da paralisação é fazer com que o seu descaso a que estão sendo submetidos receba um mínimo de atenção e sua situação seja resolvida.

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De minha parte só posso emprestar completa solidariedade a esses profissionais que com tantos meses de salários atrasados ainda prestam o melhor serviço que pode deles se esperar sob as condições em que se encontram.

E como dizia meu falecido pai, “quem trabalha de graça é relógio”!

ADUENF: Carta aberta à população denunciando a situação da UENF é notícia no O GLOBO

Um dia após ser divulgada, a carta aberta população que foi preparada pela ADUENF, para conclamar o apoio da população na defesa da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), foi tema de uma matéria assinada pela jornalista Dayana Resende para o jornal  O GLOBO (ver reprodução abaixo).

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Em sua resposta, no costumeiro tom lacônico, a Secretaria de Fazenda (Sefaz) informou que já teria repassou 30% do orçamento da Uenf nos primeiros seis meses do ano (quando deveria ter liberado 50%). Entretanto, a Sefaz convenientemente omitiu que praticamente a totalidade desse repasse se deu para o pagamento de salários de professores e servidores e de bolsas acadêmicas.

Enquanto isso, a Uenf continua sem receber as verbas necessárias para garantir o pagamento dos salários de terceirizados e das contas de água, luz e telefone. E sem o repasse dos recursos represados pela Sefaz, a crise tende a se agravar até o final de 2016.

De toda forma, essa matéria do O GLOBO possibilita que mais pessoas possam ter conhecimento da situação aflitiva em que a Uenf se encontra neste momento. 

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2016/08/carta-aberta-populacao-denunciando.html

23 anos da Uenf são marcados pela disposição de resistir ao projeto de destruição do (des) governo Pezão

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A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) celebra hoje (16/08) os seus 23 anos de existência em meio a uma forte incerteza quanto ao seu futuro que se encontra ameaçado por uma política de destruição deliberada por parte do (des) governo liderado por Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles.

O fato inescapável é que após transcorridos quase 8 meses do ano de 2016, a Uenf não viu a cor do dinheiro necessário para poder funcionar em condições mínimas. As dívidas acumuladas beiram os R$ 20 milhões, ameaçando atividades essenciais que comprometem duas décadas de conhecimento acumulado.

Mas esqueçamos um pouco a crise para celebrar as inúmeras conquistas que esta jovem instituição já alcançou em pouco mais de duas décadas. Com programas de pós-graduação tendo formado quase 1.000 mestres e quase 700 doutores, a Uenf também já recebeu duas vezes o prêmio nacional oferecido pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Tecnologia (CNpq) em função da alta qualidade do treinamento de pesquisadores em nível de graduação para adentrarem a pós-graduação. Além disso, a Uenf tem sido constantemente bem avaliada pelo Ministério da Educação no tocante aos seus cursos de graduação.

Essas conquistas não são pequenas e expressam de forma objetiva a importância que a Uenf tem não apenas para o estado do Rio de Janeiro, mas também para Minas Gerais e Espírito Santo de onde se originam muitos dos membros do seu corpo estudantil. 

Em função disso é que a asfixia financeira imposta à Uenf representa um ataque indesculpável à universidade pública brasileira. Nesse sentido, é importante ler e divulgar a carta à população que foi publicada hoje pela Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) e que apresenta de forma mais acabada o sentimento existente dentro da universidade em face dos ataques que estão sendo desferidos pelo (des) governo do Rio de Janeiro (ver reprodução integral do documento logo abaixo). 

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E esse sentimento é de disposição para continuar o processo de resistência. É que dada a importância que a Uenf possui para além de seus muros, não haveria outra posição a ser adotada.

E como finaliza a carta da Aduenf, eu repito: Longa vida à Uenf! E aos que querem propositalmente destruí-la enquanto universidade pública, eu aviso: Não passarão!

Por que o desrespeito aos terceirizados é tão facilmente acatado socialmente?

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Uma coisa que tem me intrigado é do porquê de tantos colegas meus agirem com extrema naturalidade frente à informação de que os servidores terceirizados que atuam na segurança  na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) estão sem ter seus salários pagos há CINCO meses! Além disso, outro grupo se encontra desprovido de direitos garantidos pela legislação, incluindo o auxílio transporte e o vale refeição.

Algo que deveria deixar qualquer um chocado chegou a merecer um elogio por um professor na última assembleia dos professores da Uenf que apontou para o “altruísmo” dos servidores que estavam trabalhando sem receber, enquanto nós estaríamos de braços cruzados enquanto os salários estão sendo, mesmo que atrasadamente, pagos. Mesmo o sorriso amarelo após eu me posicionar sobre este posição absurda não apagou o fato de que para alguns os direitos só valem para os segmentos mais abastados da população brasileira.

Mas mas não é só na Uenf que essa situação de completo desrespeito aos que tiveram suas funções terceirizadas ocorre, visto que quase todos (senão a totalidade) dos órgãos estaduais do Rio de Janeiro abrigam hoje trabalhadores que trabalham, mas não recebem. 

A situação é tão esdrúxula, já que trabalho sem salário equivale à uma particular de escravidão, que temos visto mobilizações ocorrendo nos órgãos estaduais (principalmente na área de educação) centradas na demanda de pagamento dos terceirizados. As ocupações de unidades educacionais da rede Faetec são um exemplo disso. E mesmo na Uenf, temos tido ações de solidariedade para coletar doações voltadas para adquirir alimentos para estes trabalhadores que trabalham sem receber.

Entretanto, não vejo muita mobilização fora dos locais de trabalho para que os direitos dos trabalhadores terceirizados sejam respeitados. Pode-se dizer que não há ninguém batendo panela por esses trabalhadores ou, tampouco, manifestações exigindo o impeachment de Luiz Fernando Pezão e Franciso Dornelles por permitirem tamanho abuso contra milhares de trabalhadores que não possuem nenhuma outra fonte de sobrevivência que não seja seus próprios salários.

Para mim, essa falta de solidariedade demonstra a natureza intrínseca das regressões cotidianas que estão sendo submetidos pelo governo interino de Michel Temer. Há sempre que se lembrar que o impeachment de Dilma Rousseff foi turbinado por milhares de brasileiros que queriam mudar o Brasil. Agora, fica evidente que a mudança que aquelas multidões demandavam não alcança o direito básico de todo trabalhador que é receber após trabalhar. Se for terceirizado então, aí é que o bicho pega.

Há ainda que se lembrar que aprofundar a terceirização para todos os cargos é uma das promessas que Michel Temer tentará cumprir após sacramentar . Deste modo, se a situação que os terceirizados do serviço público fluminense enfrentam hoje pode ser apenas um aviso do futuro obscuro que aguarda os trabalhadores brasileiros.

Finalmente, para quem acha que minha posição acerca da terceirização como uma forma pós-moderna de escravidão, sugiro a leitura de uma entrevista feita com o professor Ricardo Antunes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ao Portal Fórum onde ele coloca essa situação de forma bastante clara (Aqui!).

Uenf divulga agenda de celebrações do aniversário de 23 anos

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Em que pesem a grave crise financeira imposta na Universidade Estadual do Norte Fluminense  (Uenf) pelo (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão e Francisco Dornelles, a vida ainda pulsa e precisa ser celebrada.

É que a despeito de todas as tentativas de desmoralizar e desestruturar a universidade criada a partir da demanda da população de Campos dos Goytacazes, há ainda muito a ser festejado. O fato é que em seus 23 anos de história, a Uenf tem confirmado o papel que a ela foi demandado por aqueles que queriam sua criação na região Norte Fluminense. 

Ainda que longe da perfeição, a Uenf tem contribuído para mudar a situação historicamente desfavorável de amplos setores da população a partir de intensas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Eu que cheguei na Uenf no início de 1998 a partir de uma opção por contribuir com a consolidação de um universidade que então tinha apenas 5 anos de existência, posso testemunhar que evoluímos muito ao longo do tempo. E não será este (des) governo antipopular que tirará a Uenf de seu destino manifesto.

Abaixo a matéria produzida pela Assessoria de Comunicação da Uenf para divulgar as atividades que vão ocorrer a partir desta segunda-feira (15/08). Como diz o informe da reitoria, todos estão convidados. Afinal, a Uenf é de todos!

UENF completa 23 anos de existência

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Em 16 de agosto de 1993, começava a se tornar realidade um sonho antigo dos campistas: a Universidade Estadual do Norte Fluminense  Darcy Ribeiro (UENF). Para marcar os 23 anos da UENF, a Reitoria programou um dia inteiro de visitas ao campus universitário. É o “UENF de Portas Abertas”, a ser realizado nesta segunda-feira, 15/08/16, das 9h às 17h.

– Convidamos todos aqueles que ainda não conhecem o campus da UENF a participarem deste dia de congraçamento. Diversos setores da Universidade estarão de portas abertas, com funcionários preparados para receber os visitantes. A UENF é um patrimônio de Campos e da região e queremos que a comunidade local esteja efetivamente aqui dentro – disse a vice-reitora da UENF, Teresa Peixoto, que está à frente da organização do evento.

Dentre os locais a serem abertos à visitação nesta segunda, estão: Casa de Cultura Villa Maria, Centro de Convenções, Hospital Veterinário, Museu Anatômico, Casa Ecológica, Centrífuga Geotécnica, Herbário, Espaço da Ciência, Oficina do Projeto de Extensão ‘Caminhos de Barro’, entre outros espaços.

Como parte da programação de aniversário será exibida, na segunda-feira, uma mostra de documentários sobre Darcy Ribeiro, idealizador da UENF. E na terça-feira, 16/08, será realizada uma Sessão Solene do Conselho Universitário da UENF (Consuni) em homenagem aos 23 anos da Universidade, com a presença de diversas autoridades.

Veja a programação completa:

15/08 (Segunda-feira)
9h às 17h –  Uenf de Portas Abertas: visitas guiadas aos diversos espaços da UENF
Centro de Convenções, Hospital Veterinário, Casa Ecológica, Espaço da Ciência, Herbário, Centrífuga Geotécnica, Emário, Projeto Caminhos de Barro etc
– Obs. Reservas de grupos podem ser feitas pelo email conhecendoauenf@uenf.br
 
14h às 18h – UENF de Portas Abertas – Casa de Cultura Villa Maria
Pé de que? – Leitura nos jardins da Casa de Cultura Villa Maria. Livros disponíveis para leitura sob as árvores da Villa.
Polo Arte na Escola – Lápis, tinta e papel para que os interessados expressem artisticamente o belo cenário da Villa Maria e Quadrilátero.
Visitação do Acervo Fonográfico e Audição – Visita ao acervo com audição de fonogramas.
 
9h às 17h – Mostra de documentários científicos e sobre Darcy Ribeiro – Sala de Cinema do Centro de Convenções. Veja aqui a programação da  Mostra.
 
16/08 (Terça-feira)
9h – Hasteamento das Bandeiras na entrada do campus Leonel Brizola
10h – Inauguração da foto do ex-reitor Silvério de Paiva Freitas na Galeria dos Ex-reitores da UENF, prédio da Reitoria
11h30 – Almoço de Aniversário no Bandejão (menu especial e bolo), com roda de capoeira e homenagem ao Mestre Peixinho, que completa 21 anos contribuindo com a extensão na UENF para a valorização e difusão da cultura afrobrasileira
15h – Sessão Solene do Conselho Universitário da UENF (CONSUNI) no Centro de Convenções Oscar Niemeyer
 
21/08 (Domingo)
8h às 13h – Domingo no Parque da UENF na área externa arborizada no entorno da quadra do CCH, com piquenique e atrações culturais(dirigida à comunidade interna da UENF e seus familiares)
 
25/08 (Quinta-feira)
19h – Festa caipira na quadra do prédio do CCH (dirigida à comunidade interna da UENF e seus familiares).

O (des) governo Pezão/Dornelles asfixia financeiramente a Uenf às vésperas 23o. aniversário. Mas resistir é uma obrigação!

23 anos

Após quatro meses de greve, os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) decidiram suspender temporariamente o movimento, ainda que nenhuma de suas reivindicações tenha sequer sido tratada com um mínimo de seriedade pelos representantes do (des) governo que, ironicamente, dispensa semanalmente milhões de reais em esquisitas “generosidades fiscais”. Esta parada permitirá que as celebrações oficiais pelo 23 anos de existência da universidade ocorra com uma superfície tênue de normalidade. 

Entretanto, a maioria dos professores presentes na assembleia realizada no dia de ontem (09/08) decidiu de forma sábia condicionar o retorno das aulas à garantia de que a volta das aulas se dará com um mínimo de segurança e com o fim da situação vergonhosa que aflige os servidores terceirizados que atuam na segurança do campus Leonel Brizola que estão trabalhando sem receber seus salários. Isto, aliás,  tem similaridades dentro de todo o serviço público estadual, onde empresas contratadas pelo Estado não estão cumprindo suas obrigações com os terceirizados.

No caso da Uenf, a situação é dramática já que não houve qualquer repasse de verba para custeio das atividades essenciais, o que acarreta uma dívida atual de pelo menos R$ 20 milhões de reais com contas de água, eletricidade, telefone e insumos básicos para pesquisa e ensino.

A grande questão é que sem o aporte de recursos mínimos, as aulas podem até voltar na Uenf, mas com custos altíssimos para a qualidade das atividades que são realizadas na instituição.   E o pior é que não há por parte dos representantes do (des) governo do Rio de Janeiro, seja no legislativo ou no executivo, qualquer disposição de se comprometer com qualquer aporte, por minimo que seja. O plano assim parece claro: asfixiar a Uenf até a morte enquanto universidade pública e gratuita, provavelmente para entregá-la a uma empresa de educação como muitas que hoje ganham bilhões de reais em troca de um ensino de baixíssima qualidade.

Sem esquecer que as unidades da rede estadual e da Faetec estão sob a mesmíssima situação, o caso da Uenf é particularmente emblemático porque a universidade logrou em menos de um quarto de século se tornar uma das melhores instituições de ensino superior da América Latina.  E há que se destacar que com um número pequeno de servidores e professores, a Uenf possui dezenas de cursos de graduação e pós-graduação e uma forte atuação também  na área de extensão.

Em suma, quando o governo do PMDB ataca a própria sobrevivência da Uenf, esta ação implica num ataque frontal às regiões Norte e Noroeste Fluminense e, por extensão, a qualquer possibilidade de que sua população possa se beneficiar de uma universidade pública de qualidade. É que, ao mesmo tempo em nega verbas mínimas para uma universidade pública altamente qualificada, bilhões estão sendo entregues a todo tipo de empresa, muitas sem qualquer contribuição para o desenvolvimento do Rio de Janeiro.

Entretanto, a Uenf já se provou mais forte de que todos os governos que já tentaram precarizá-la no passado. A força do modelo institucional idealizado por Darcy Ribeiro é tamanha que mesmo (des) governos como o liderado por Luiz Fernando Pezão passaram e a Uenf cresceu e se fortaleceu. Deste modo, há sim que se celebrar o aniversário da Uenf, pois sua existência tem sido uma demonstração de que é possível construir uma sociedade mais justa e com oportunidades para todos os setores da sociedade, mas principalmente para os mais pobres e marginalizados.

E aos (des) governantes do Rio de Janeiro e seus apoiadores políticos dedico o “Poeminha do Contra” do poeta gaúcho Mario Quintana:

“Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!”

Enquanto tem generosidade fiscal para projetos de futebol, (des) governo do Rio de Janeiro trata universidades estaduais com total descaso

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Publiquei recentemente uma postagem que mostrava a continuidade do que pode ser chamado de “generosidades fiscais” promovidas pelo (des) governo do Rio de Janeiro que premiou até projetos voltados para apoiar atividades futebolísticas na série B do campeonato estadual de futebol (Aqui!).

Pois bem, hoje fui informado que até o dia de hoje (02/08), a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) continua sem qualquer confirmação formal de quanto receberá até o final de 2016 para sequer saldar parte de suas dívidas que foram acumuladas nos primeiros 7 meses deste ano. Nem a insuficiente quantia de R$ 9,0 milhões que havia sinalizada em reunião com a liderança do PMDB na Alerj está garantida. Em suma, nem com quatro meses de greve, o (des) governo comandado por Pezão e Dornelles se digna a sequer dar uma resposta à necessidade da Uenf pagar suas contas básicas!

Essa situação é o cúmulo do descaso e indiferença do (des) governo Pezão/Dornelles não apenas com a Uenf, com as outras duas universidades estaduais do Rio de Janeiro. Da forma que está, o fechamento das universidades se tornará inevitável, o que representa um profundo ataque não apenas contra as três instituições (Uenf, Uerj e Uezo), mas contra toda e qualquer possibilidade de que possamos gerar o conhecimento necessário para alavancar um futuro melhor para este sofrido estado.

Não é à toa que em tantos municípios fluminenses estão ocorrendo as manifestações mais fortes contra a passagem da tocha olímpica. É que a população já notou claramente o descompasso evidente entre o gasto de mais de R$ 39 bilhões que foram feitos no megaevento esportivo conhecido como “Jogos Olímpicos” e a situação de nossos hospitais, escolas e universidades.