A Comunidade quilombola de Barrinha é invisibilizada e silenciada em audiência pública realizada no salão de festa Ana na sede do município de São Francisco do Itabapoana. Na apresentação do RIMA junto às autoridades e a sociedade civil, o empreendedor afirma que não há população impactada e que Barrinha que está fora da área do projeto são “pouquinhas pessoas” atendendo aos critérios de baixa densidade populacional para mitigação dos impactos.
A representante Lídia contra argumentou dizendo: tem família sim, por três vezes, sendo ignorada pelo representante da empresa de software. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) repudia veementemente qualquer tentativa de silenciar as vozes dos povos tradicionais. É uma história de resistência e muita luta. O órgão competente pela demarcação e reconhecimento das comunidades quilombolas INCRA também não foi consultado ou convidado para a audiência.
Mais uma vez, se repetem os projetos desenvolvimentistas que ignoram e aniquilam camponeses e povos tradicionais deste país. O prefeito com o discurso de crescimento a qualquer preço as custas de um capitalismo de estado, traduz-se na ausência de políticas culturais, imateriais e agrária no Estado do Rio de Janeiro e seus municípios.
Campos dos Goytacazes, 12 de Dezembro de 2012.
CPT RJ/ES

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