Sob o eco do “trash science”, CAPES incentiva participação em conferência mundial sobre integridade na pesquisa

Blog_Predatory_Publications

Tem horas que eu fico em dúvida sobre se estou diante de coincidências ou não, mas acabo de receber (e já até fiz minha inscrição preliminar) numa conferência que ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 31 de Maio e 03 de Junho com um tema que é mais atual do que nunca “integridade na pesquisa”.

integridade

Espremida pelas críticas que estão surgindo na comunidade científica (Aqui!) e de investigações jornalísticas sérias (Aqui!) de que a coisa não anda bem na qualidade da produção científica gerada no Brasil, a CAPES agora divulga e incentiva a participação numa conferência sobre integridade científica. 

O inglês, essa língua tão fascinante por sua capacidade de síntese, tem uma expressão que cabe bem para essa situação, que é o “very timely” que quer dizer “muito oportuno”, ou como dizem os mais jovens “da hora”. 

Agora, você esperar que além de incentivar a participação nesta conferência, a CAPES também faça uma revisão profunda no sistema de qualificação dos periódicos no sistema “Qualis”. É que não adianta convidar para que saibamos algo que já deveria ser sabido, e não se comece imediatamente a tomar as medidas profiláticas que a realidade já demonstrou serem necessárias para evitar a disseminação do lixo cientifico na ciência brasileira. É que depois não vai adiantar tentar colocar tramela em porta arrombada.

Para quem não conhece, um dos conferencistas que deverá estar presente na conferência é o professor da University of Colorado-Denver, Jeffrey Beall, que é um dos maiores especialistas internacionais na identificação de pseudo artigos científicos, mas que não passam de trash science”. Talvez com a presença do Prof. Beall, comecemos a aprender mais sobre quão atolados estamos no pântano do lixo científico e das publicações predatórias. Aliás, para aqueles que ainda não conhecem a “lista de Beall” de editoras e revistas envolvidas na disseminação de “trash science”, basta clicar (Aqui!).

 

 

Deixe um comentário