
Não votei em Dilma Rousseff em ambos os pleitos que ela venceu para a presidência da república do Brasil. Considero que suas ações, sob a tutela do ex-presidente Lula e do neoPT, abriram o caminho para que os partidos burgueses atacassem a democracia brasileira e os frágeis direitos que a classe trabalhadora amealhou ao custo de muito suor e sangue.
Agora, que ninguém se engane. O que está em curso no Brasil é um golpe de estado! E a finalidade deste golpe de estado é clara: iniciar um brutal processo de recolonização do Brasil sob as mãos das corporações multinacionais que ameaçam jogar o nosso país de volta ao Século 19. Resta apenas saber se a recolonização proposta pelos setores mais socialmente retrógrados vai incluir alguma forma velada de retorno da escravidão. É que o resto do script já foi declarado publicamente: privatização do Estado, entrega da soberania naiconal, regressão brutal nos direitos dos trabalhadores e uso sistêmico da violência contra quem se insurgir contra este estado de coisas.
Mas os setores que estão perpetrando esse golpe “light” já sabem que haverá resistência, pois a maioria dos brasileiros não vai aceitar que um conjunto de propostas que foi derrotado em 4 eleições presidenciais seja executado por quem não angariar os votos necessários para fazê-lo. Ainda mais que o presidente interino que lidera o golpe, Michel Temer, não tem votos nem para se eleger para síndico de prédio.
Em síntese: bem vindos à luta de classes e ao fim dos governos de conciliação. E que a classe trabalhadora possa falar mais alto!
E, sim, a saída é pela esquerda!