As últimas notas do escândalo antecipado pela delação da empreiteira Odebrecht não deveriam fazer com que nos preocupemos com esse ou aquele delatado, apesar dessa ser a tentação inicial de qualquer que lê as manchetes da mídia corporativa.
Para mim a verdadeira questão que emerge e que está aparecendo de forma fragmentada é que o congresso nacional se tornou o palco de negociatas das mais variadas, onde quem pagasse mais, levava a lei que melhor lhe interessasse. E, que ninguém se surpreenda, mas a Odebrecht revelou que seu principal interlocutor foi o senador Romero Jucá (PMDB-RR), atual líder do governo “de facto” de Michel Temer no Senado Federal (Aqui!).
Pensemos bem, será que a Odebrecht foi a única empresa que andou pagando pela aprovação de Medidas Provisórias (MPs) como anunciou hoje em sua manchete principal o jornal O GLOBO, ou simplesmente a empreiteira baiana foi apenas a primeira a reconhecer essa prática vergonhosa?

E ampliando o leque de questões levantadas pelo reconhecimento da Odebrecht que pagou R$ 17 milhões pela aprovação de MPs e leis, não é difícil imaginar que a proposta de reforma da Previdência do governo “de facto” de Michel Temer também é uma encomenda dos planos de pensão privada?
Assim, é fundamental que a população brasileira, especialmente os membros da classe trabalhadora, se mobilize para colocar esse congresso em xeque para impedir que as negociatas agora reveladas pela Odebrecht continuem acontecendo.
E antes que eu me esqueça, Fora Temer!
é aí que mora o perigo
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