Rasgaram a CLT para jogar o Brasil de volta no passado. Para impedir isso é preciso fortalecer a greve geral!

Votação da reforma trabalhista no plenário da Câmara

A chamada Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) acabam de sofrer um forte ataque e junto com ela os trabalhadores brasileiros.  É que por uma maioria ainda folgada (296 contra 177), o governo “de facto” de Michel Temer logrou aprovar um texto base que acaba com inúmeros direitos trabalhistas sob a pecha de modernizar as relações entre Capital e trabalho no Brasil.

Mas quando se vê de perto o que foi aprovado é impossível não notar a profunda regressão que será causada nos direitos dos trabalhadores e nos direitos sociais. Peguemos por exemplo, a redução do horário de almoço para 30 minutos. Em alguns locais será impossível para o trabalhador sequer se deslocar para o seu local habital de alimentação dada o caos urbano que o Brasil vive. Restará à maioria dos trabalhadores usar a marmita, independente do seu grau salarial.  Outro detalhe que considero exemplar da visão retrógrada que está por detrás dessas mudanças é a obrigação da mãe gestante ou lactante de trabalhar em condições insalubres!

Agora, convenhamos, o que esperar de um congresso e de uma presidência que rotineiramente têm demonstrado um completo desprezo pelas condições de vida da maioria da população brasileira?  Eles refletem apenas as vontades dos capitalistas que operam no Brasil, seja eles brasileiros ou estrangeiros.

Entretanto, penso que na atual conjuntura, a intensidade da ida ao pote que esse ataque aos trabalhadores representa poderá ter como resultado uma ruptura na condição de conciliação objetiva que ainda perdura entre as principais centrais sindicais entre o governo “de facto” de Temer. E a coisa é simples: é que se nada for feito, a maioria dos sindicatos se tornará inviável, seja pela formação de sindicatos por empresas ou pela falta de recursos já que haverá um encurtamento dos salários e o fim da contribuição sindical.

A verdade estamos defrontados com um momento peculiar na história da luta de classes no Brasil, já que a aprovação desse pacote regressivo se deu às vésperas de uma greve geral que inicialmente seria mais um daqueles movimentos “meia sola”. Com a aprovação dessas medidas na véspera da greve geral, o mais provável é que o movimento seja um início de uma forte reação contra um governo que mal se sustenta em pé.

Por essas e outras é que devemos fortalecer a greve geral deste dia 28 de Abril que promete ser histórico!

Finalmente, coloco abaixo os membros da bancada fluminense que votaram para tungar os direitos dos trabalhadores. É preciso lembrar desses nomes nas próximas eleições para lhes negar o voto! Ah, sim, aqui na região Norte Fluminense, precisaremos lembrar especialmente do nome do deputado Paulo Feijó (PR) cuja presença em Brasília em nada nos servejá que ele sempre vota contra os interesses dos trabalhadores.

rio deputados

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