Lemann e Meirelles, pegos na Paradise Papers, são a cara da elite brasileira

O empresário Jorge Paulo Lemann é o homem mais rico do Brasil. Tem um patrimônio pessoal de US$ 29,2 bilhões segundo a revista Forbes e US$ 30,9 bilhões de acordo com o ranking de bilionários da Bloomberg. Ele e seus sócios também estão ligados a pelo menos 20 empresas abertas em países que cobram muito pouco ou nada de impostos para quem registra por lá seus negócios.   Lemann também é acionista de grandes companhias, entre outras InBev (de marcas como Brahma, Antarctica, Stella Artois, Budweiser e Corona), Burger King e Heinz, além de ser investidor em empresas como o Snapchat.  

Mas Lemann e vários outros apoiadores do golpe que derrubou a presidente Dilma Rousseff tem algo em comum com outro personagem central do atual cenário político nacional. Falo aqui de Henrique Meirelles, dublê de banqueiro e ministro da Fazenda do governo “de facto” de Michel Temer, e não se trata de contas bancárias gordas.

É que ambos, e tantos outros como o ministro latifundiário Blairo Maggi, foram pegos juntos com outros membros da elite brasileira em mais um escândalo causado pelo vazamento de contas bancárias secretas em paraísos fiscais, no caso que está sendo chamado de “Paradise Papers” [1].  Enquanto, as “offshores” de Jorge Paulo Lemann estão registradas nas Bermudas, Bahamas e Ilhas Cayman, Henrique Meirelles possui uma em Bermudas.  Já Blai

Obviamente todos os que foram fisgados no vazamento do Paradise Papers estão alegando que fizeram tudo dentro do permitido pela legislação. Mas até aí morreu o Neves, já que a legislação brasileira é bastante permissiva. O problema é que ninguém possui contas em paraísos fiscais simplesmente pelo prazer de ter dinheiro estocado fora do Brasil. O “barato” da coisa é ter dinheiro que fique longe do pagamento de impostos dentro do território brasileiro.

A questão é que esses mesmos personagens é que vem tramando abertamente para retirar todos os direitos sociais e trabalhistas que puderem em prol de um projeto de maior acumulação riqueza para eles próprios.  Por isso, quando algum deles aparecer falando que é necessário impor mais sacrifício aos trabalhadores, lembre-se das contas que eles possuem escondidas em paraísos fiscais.

Finalmente, passam os séculos, mas a elite brasileira não muda em nada o seu padrão colonial de saquear tudo o que puder e mandar para o exterior. E que se danem os milhões de brasileiros que sobrevivem às duras penas com esse projeto excludente de sociedade.


[1] https://exame.abril.com.br/brasil/quem-sao-os-brasileiros-envolvidos-no-paradise-papers/

 

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