Após ler a notícia publicada hoje pelo jornal Terceira Via dando conta de problemas graves na infraestrutura da unidade pré-hospitalar municipal de Travessão que envolve até o risco de explosão e desmoramento (ver imagem abaixo, pensei que este seria um excelente lugar para que o novo secretário municipal de Saúde, o vereador Abdu Neme, pudesse fazer uma urgente visita de inspeção já que a situação narrada na matéria é inaceitável.

O problema é que, ao verificar o site oficial da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, verifiquei que o recém empossado secretário de saúde já visitou essa unidade no dia 21 de março, o que gera a dúvida sobre qual teria sido o “tour” oferecido a Abdu Neme naquele dia (ver imagem abaixo).

De toda maneira, dadas as informações veiculadas pelo “Terceira Via” e a denúncia que teria sido encaminhada a diversos órgãos municipais, talvez seja de bom alvitre que o secretário de saúde revisite ou pelo menos determine uma inspeção rigorosa na UPH de Travessão para evitar que o pior aconteça a seus servidores e usuários.
Afinal de contas, como bem lembra o informe postado no site oficial da PMCG, aquela “unidade foi inaugurada pelo prefeito Rafael Diniz em dezembro de 2017, e logo se tornou uma referência na região norte do município, com uma média de 13 mil atendimentos por mês“. Assim, o jovem prefeito Rafael Diniz é o primeiro que deveria se sentir alarmado com a situação que estaria predominando na UPH de Travessão. É que quem inaugura algum aparelho se torna diretamente responsável pelo funcionamento, ou não?
Abaixo a denúncia que teria sido enviada às autoridades municipais e estaduais
Ofício enviado para autoridades
“Aos Gestores da Unidade Pré Hospitalar de Travessão (UPH Travessão)
Ilmo Sr. Patrique
A FMS
A Secretaria de Obras
Ao grupamento militar dos Bombeiros Campos Rj
Ao CRESS 7ª região
Nós, funcionários e funcionárias da UPH Travessão, vimos por meio deste solicitar providências quanto ao risco de morte que, possivelmente, estamos sofrendo neste local de trabalho.
Apesar desta unidade de saúde funcionar a pouco mais de um ano, após nova construção pela FMS/PMCG, diversos problemas estruturais são visivelmente identificados por funcionários e comunidade. Entre eles, identificamos aqueles que indicam risco de morte e adoecimento aos trabalhadores e pacientes:
- Escoamento de água de vários aparelhos de ar condicionado em rede elétrica e tubulação de oxigênio, em diversos locais, como enfermarias e consultórios, com risco de explosão;
- Infiltração e acúmulo de água de chuva em teto e rede elétrica de corredores e salas;
- Piso de lateral, frente e fundos apresentando afundamento;
Rachaduras em diversas paredes e pisos; - Transbordamento de água dos ralos dentro de banheiros de vários locais da Unidade, incluindo enfermarias que exalam durante todo o dia odor fétido;
- Paredes das enfermarias, salas e corredores mofados;
- Acúmulo de poeira no piso que não foi resinado;
Local de armazenamento das balas de oxigênio sem o isolamento adequado; - Portas externas destruidas.
- Diante do exposto, consideramos que o risco de incêndio e o desmoronamento do prédio devem ser analisados, em caráter emergencial, para que a vida e saúde dos trabalhadores e pacientes sejam preservadas e protegidas.
Em tempo, ressaltamos que, diante do risco iminente aos quais estamos expostos, comunicaremos aos órgãos competentes para que a nossa segurança e a da comunidade seja assegurada.
Com urgência aguardamos as providências cabíveis
Campos dos Goytacazes, 08 de março de 2019”.