Semana é marcada pelo ioiô dos agrotóxicos: Justiça veta o registro de 63 produtos na última segunda e MAPA libera hoje 57 produtos
Apenas dois dias depois de acatar uma decisão judicial que revogou o registro de 63 agrotóxicos, na última segunda-feira, 25 de novembro, o Ministério da Agricultura (MAPA) libera, hoje, o registro de mais de 57 produtos. Com isto, atingimos a marca de 467 agrotóxicos liberados em 2019. Mesmo ainda faltando 34 dias para o ano acabar, este já é o período com mais liberações desses produtos nos últimos dez anos.
A agenda anti ambiental promovida pelo Governo têm desenvolvido meios de impactar toda população. A proteção de nossos recursos naturais têm sido colocada sob risco, o trabalho de quem defende a natureza tem sido desqualificado ou criminalizado, as populações tradicionais têm enfrentado um aumento de violência e nossas refeições têm sido recheadas de veneno.
2019 também já ficou marcado pela suavização do rigor das análises toxicológicas, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela alteração nas classificações que apenas considera como “extremamente tóxicos” venenos que têm efeito fatal.
Segundo Marina Lacôrte, da Campanha de a Agricultura e Alimentação do Greenpeace, esta é uma ação irresponsável de Teresa Cristina, atual Ministra da Agricultura. “Nosso sentimento é que ela parece estar alheia a realidade do nosso País, que tem pessoas passando fome, onde ainda luta-se por reforma agrária e onde esquecem-se – ou fingem não saber – que Agricultura e Amazônia são duas questões intimamente ligadas.
O ritmo e o conteúdo das liberações nos distanciam cada vez mais de uma agricultura sustentável e mais saudável e coloca em risco as gerações atuais e futuras, que sofrerão com problemas de saúde e a destruição do meio ambiente. Atualmente, quem está bem contente é a indústria dos agrotóxicos e a bancada ruralista. Mas, apesar do descaso, não vamos parar de lutar contra medidas que coloquem sob risco nosso ambiente e nossa sociedade” conclui Lacôrte.
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