Mulheres do Chile mostram o caminho contra a violência de gênero e de Estado

chile feminismo

Em frente do Estádio Nacional (que mostra como o centro de tortura, o silêncio e o desaparecimento na ditadura de Pinochet), mulheres chilenos colocam o dedo na ferida: a violência de gênero está diretamente ligada às estruturas de poder que controlam a sociedade desde o topo.

Para mim não há dúvida da importância histórica do atual de ciclo de lutas que o povo chileno realiza, pois há a devida ligação entre as políticas de estado e a violência cometida por seus agentes contra a maioria do povo. Afinal, a América Latina  é o provavelmente o continente mais perigoso para se viver quando se é uma mulher.

O movimento das mulheres chilenas chega em um momento que, no Brasil, há um crescimento absurdo dos casos de feminicídio e casos de violência sexual. É como se uma Caixa de Pandora estivesse aberta, e todos os que possuíam instintos reprimidos se se sintam agora livres para perpetrar todo tipo de crime, e com a certeza da impunidade.

Por isso, o exemplo das mulheres do Chile é fundamental para que também aqui seja iniciado um movimento que coloque os violadores no seu devido lugar.

Mas essencialmente há que se compreender que violência de gênero está diretamente ligada a violência do Estado, pois como dizem as mulheres chilenas “o estado opressor é um macho violador”.

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