Documento reúne mais de 50 instituições internacionais com sugestões à União Europeia para a proteção e preservação de florestas

“Position Paper” é resultado de consenso viabilizado pela TFA e reúne as assinaturas de algumas das maiores empresas do mundo de varejo e de produção de commodities de risco florestal, além de associações setoriais e ONGs.

Amazon rainforest

São Paulo, 14 de dezembro de 2020 – Em iniciativa inédita em termos de consenso entre organizações diversas de relevância global, envolvidas nas cadeias de produção e comercialização de commodities produzidas em áreas de florestas tropicais sujeitas a riscos de desmatamento, a TFA (Tropical Forest Alliance) atuou como catalisadora para a elaboração de um Position Paper que apela à Comissão Europeia no sentido da adoção de um conjunto de ações para a proteção e a restauração das florestas do mundo.

As propostas destacadas no Position Paper, disponível para ser baixado [Aqui!], surgiram em decorrência de um amplo processo de engajamento convocado e viabilizado pela TFA ao longo do primeiro semestre de 2020, reunindo as perspectivas de mais de 120 representantes da iniciativa privada e e da sociedade civil sobre as prioridades estabelecidas em 2019 pela Comissão Europeia.

O Position Paper destaca a necessidade de ‘combinação inteligente’ de medidas da União Europeia para ajudar a combater os impactos negativos, nas florestas, associados à produção de mercadorias de risco. As sugestões são as seguintes:

– Parcerias entre a UE e os países produtores para criar as condições favoráveis para proteger as florestas e melhorar os padrões de produção de produtos agrícolas;

– Estabelecimento de uma legislação da UE para introduzir a obrigação de due diligence (investigação prévia) nas empresas envolvidas em cadeias de abastecimento de commodities e a implementação de medidas do lado da demanda, de forma a apoiar os mercados de commodities produzidas de forma sustentável;

– Diálogo com outros países consumidores, para garantir que normas mais rigorosas no mercado da UE não se limitem a desviar produtos produzidos de forma não sustentável para outros mercados;

– Medidas para desviar os fluxos de financiamento e investimento de atividades insustentáveis ​​para atividades e cadeias de abastecimento sustentáveis;

– Incentivo a sistemas e abordagens robustas, consistentes e práticas, de forma a permitir que as empresas avaliem, verifiquem e relatem riscos e sua mitigação nas cadeias de abastecimento.

“O Brasil é um dos países mais potencialmente impactados por uma reação coordenada da União Europeia”, destaca Fabíola Zerbini, diretora da TFA para a América Latina. “A UE é o segundo principal comprador de produtos do agronegócio brasileiro com valor agregado e principal hub de investidores e formadores de opinião da agenda ambiental. Nesse sentido, o governo brasileiro precisa avaliar com seriedade científica o possível cenário de desinvestimento e boicote que uma ação coordenada europeia pode acarretar. Não há mais tempo para queda de braço; precisamos, governo, sociedade civil e setor privado nacionais, estar nas mesas de negociação com seriedade científica e política, planos factíveis e perspectiva de longo prazo. Ainda há tempo, mas precisamos começar ontem”.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s