A mãe de todas as propinas: governo Bolsonaro pediu US$ 1,00 de propina por 400 milhões de doses da Astrazeneca

POR UM DOLAR

As dificuldades dentro do governo Bolsonaro para gerar explicações plausíveis sobre as condições nebulosas em torno da compra da vacina indiana Covaxin acabam de subir vários degraus com a publicação de uma reportagem assinada pela jornalista Constança Rezende para o jornal Folha de São Paulo. É que segundo a reportagem assinada por Constança Rezende, o diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias (indicado para o cargo pelo deputado Ricardo Barros (PP/PR), teria demandado uma propina de US$ 1,00 por dose da vacina Astrazeneca sendo vendida pela empresa Davati Medical Supply (ver matéria completa Aqui!).  

Propna vacinas

Como a reportagem é rica em detalhes fornecidos pelo representante da Davati Medical Supplu no Brasil, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, os inevitáveis desmentidos irão ter que dar conta de uma série de elementos facilmente verificáveis em termos da veracidade do que está sendo agora exposto pela Folha de São Paulo.

Apenas para que se tenha uma ideia do tamanho da propina envolvida, a Davati Medical Supply estava tentando vender um total de 400 milhões de doses, o que daria um total de US$ 400 milhões de propina apenas nesta aquisição, o que chega a R$ 1,984 bilhão na cotação desta terça-feira (29/06).

Essa bomba de contornos altamente explosivos é ainda potencializada pelo fato de que o deputado Luiz Miranda (DEM/DF) já havia avisado que o tamanho da corrupção envolvendo a compra de vacinas pelo governo Bolsonaro era muito maior do que o caso da Covaxin.

Agora, vamos esperar para ver os desdobramentos de mais esta denúncia, mas não tenhamos dúvidas de que a situação do presidente Jair Bolsonaro passou a um novo grau de dificuldade. Afinal, para quem dizia não haver corrupção em seu governo, apenas essa denúncia é um desmentido de quase 2 bilhões de reais. Enquanto isso, os brasileiros continuam à mercê da própria sorte em meio a uma pandemia letal e uma crise econômica sem precedentes.

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