Câmara bolsonarista privatiza os correios e desfere mais um duro golpe nos pobres brasileiros

ect privatizada

O script que vem sendo adotado pelo governo Bolsonaro para fazer com que as suas boiadas passem pela porteira escancarada sem serem muito notadas foi repetido ao longo desta 5a. feira. É que enquanto o presidente Jair Bolsonaro encenava mais cenas burlescas em aparente desespero contra sua perda de popularidade, a Câmara de Deputados aprovou a privatização da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), desferindo mais um duro golpe contra os brasileiros mais pobres que brevemente ficarão desprovidos dos serviços prestados por uma empresa pública.

A privatização da ECT vai no sentido de destruição do Estado brasileiro, com a possibilidade de que tenhamos corporações estrangeiras controlando um serviço estratégico que em outras partes do mundo continua público. Até mesmo nos EUA, o United States Postal Service continua público, apesar das tentativas de diferentes administrações de entregar a empresa às corporações privadas.

No caso brasileiro, e em especial no modelo aprovado pela Câmara de Deputados, as regiões mais prejudicadas serão o Norte e o Nordeste, onde as distâncias são maiores e a população é mais pobre. Quem já presenciou a privatização de outras empresas estatais deve lembrar que a promessa era sempre de universalizar os serviços e baixar os preços dos serviços oferecidos. Essa é uma balela que o brasileiro mais comum conhece de perto, já que nem uma coisa ou outra acabou acontecendo. Basta ver o preço dos serviços de água, eletricidade e telefonia, que hoje estão entre os mais caros do planeta.

Como usuário ocasional dos serviços da ECT tenho testemunhado a alta eficiência da empresa, que está sendo privatizada apesar de ser altamente lucrativa. E o pior é que essa privatização ocorre em meio a uma situação de empobrecimento da classe trabalhadora, o que implicará objetivamente na perda de acesso aos serviços ora privatizados.

Pessoalmente não deposito qualquer expectativa de que a proposta seja barrada no Senado Federal, podendo ainda ser piorada em relação ao que acaba de ser aprovado pela Câmara de Deputados. Tampouco possuo expectativas de que em uma eventual vitória do ex-presidente Lula ele vá reverter essa medida anti-nacional.  A minha expectativa é que em face da necessidade de acesso aos serviços de correio ocorra uma reação da população que poderia forçar uma reestatização da ECT.  Mas isso só ocorrerá se houver muita pressão popular para questionar mais esse absurdo nas ruas, visto que do Congresso Nacional não se deve esperar mudança.

Por ora, resta reconhecer mais uma vitória objetiva do governo Bolsonaro e de sua agenda ultraneoliberal.
Por isso, não se enganem sobre um futuro golpe de Estado, pois ele já está ocorrendo neste momento na forma de um golpe contra o Estado. E que ninguém se surpreenda se a ECT for adquirida por uma empresa estatal de outros país, inclusive da China.

E antes que eu me esqueça, alguns dos nomes que votaram pela privatização são os de nome Aécio Neves e Tábata Amaral, o que mostra que a postura anti-pobre junta novas e antigas gerações dentro do congresso nacional. No caso de Tábata Amaral, ela apenas repete outros votos no sentido de privatizar empresas estatais, o que demonstra que seu discurso supostamente progressista é só fachada.

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