Crise social brasileira: a renúncia dos secretários de Guedes prova que nem “migalhas” queriam dar aos brasileiros que passam fome

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Depois de ser pego com dinheiro em paraíso fiscal, Paulo Guedes agora convive com debandada de secretários pró-mercado que se revoltaram com concessão de auxílio “migalha” para os pobres brasileiros

A abrupta saída de quatro secretários do Ministério da Economia ainda comandado pelo dublê de banqueiro e ministro, o Sr. Paulo Guedes) (sendo eles o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a secretária especial-adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araújo) é mais uma prova de que nem migalhas são permitidas para aliviar a grave crise social e econômica que as polítcas ultraneoliberais do governo Bolsonaro criaram.

A alegação de que a concessão de um auxílio financeiro de meros R$ 400,00 atenta contra a estabilidade fiscal esconde o fato de que atualmente cerca de 40% do orçamento anual da União se destina ao pagamento de juros da dívida pública, e que é essa situação escorchante que é a verdadeira causa do desarranjo geral por que passa a economia brasileira (ver figura abaixo).

auditoria

Há ainda que se lembrar que a única coisa que a famigerada PEC do Teto de Gastos aprovada pelo congresso nacional durante o governo “de facto” de Michel Temer, que ascendeu ao poder graças a um golpe de estado “light” em 2016, deixou de fora dos cálculos de gastos apenas, pasmemos todos, foram os gastos com a dívida pública. Em outras palavras, “furar o teto” para minimizar a fome que grassa no Brasil não pode, mas continuar pagando uma dívida que já foi paga várias vezes, isso pode.

A verdade é que a partida dos secretários pró-banca de Paulo Guedes é uma boa notícia para os brasileiros que passam fome, pois se dependesse desse pessoal, a fome continuaria aumentando na mesma medida em que aumentam os lucros dos bancos e fundos privados internacionais que detém o controle da dívida pública brasileira.

O que eu acho curioso é que inexistem chamados claros para a retomada de uma bandeira estratégica para a retomada da atividade econômica que é a da “auditoria da dívida pública”. É que enquanto não houver essa auditoria, o correto seria suspender o pagamento da dívida pública em todos os níveis de governo (i.e., municípios, estados e governo federal). 

Quanto aos secretários que pediram demissão, a única coisa a lamentar é que não levaram Paulo Guedes junto. 

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