
Venho divulgando neste blog a interminável saga dos R$ 20 milhões que foram enviados pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) para a realização de reformas estruturais no prédio histórico que abriga o Arquivo Municipal de Campos dos Goytacazes, o Solar do Colégio.
Ao longo desse tempo aconselhei o reitor da Uenf, professor Raul Palacio, a devolver essa fortuna para quem a enviou, a fim de cessar as humilhantes cobranças públicas feitas pelo prefeito Wladimir Garotinho para a liberação dos recursos, em que pese a ausência de um projeto técnico. Mas em que pesem as minhas boas intenções, o reitor da Uenf resolveu ignorar meu conselho sincero, e continuou sentado em cima da grana, o que compreensivelmente tem enervado o prefeito de Campos dos Goytacazes.
O prefeito Wladimir anda tão nervoso que acabou de usar uma reunião pública para enviar a enésima cobrança ao reitor da Uenf para que libere as obras, antes do início das chuvas. Soubesse o prefeito que na Uenf o próprio prédio que abriga a reitoria ficou vários meses sendo inundado por água de chuva por causa de uma obra desastrada no telhado, talvez ele já tivesse desistido de cobrar a ação do reitor da Uenf. Aliás, na última semana voltou a entrar água dentro de uma sala de aula no E-1 (o prédio que abriga a reitoria), mesmo após as informações de que isto não mais ocorreria. O fato é que se não cuidou do telhado do prédio onde trabalho, por que iria o reitor da Uenf ter a reforma do telhado do Arquivo Municipal?

Então, também com a melhor disposição do mundo, aproveita deste texto para me dirigir ao prefeito Wladimir Garotinho para solicitar que ele se dirija ao presidente da Alerj, o seu mais novo amigo Rodrigo Bacellar, para que este peça o retorno dos R$ 20 milhões e entrega a grana diretamente nos cofres da Prefeitura de Campos dos Goytacazes.
É que, prefeito, o reitor da Uenf tem outras preocupações mais urgentes neste momento, a começar pelo esforço de emplacar o seu sucessor ou sucessora na direção central da universidade a partir de janeiro de 2024. Portanto, convença-se prefeito Wladimir, deste mato não sai coelho. Se agir rápido, quem sabe as sonhadas obras do Arquivo Municipal comecem antes das chuvas do próximo verão. Tic tac tic tac!