O impacto monumental das chuvas no Rio Grande do Sul explicita a crise climática

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A mídia corporativa brasileira está literalmente ocultando as dimensões diluvianas do que está acontecendo no extremo sul do Brasil após um período inclemente de fortes chuvas. Inexistem matérias mostrando a escala dos transbordamentos de bacias hidrográficas inteiras após semanas de chuvas torrenciais.  A inexistência de matérias mais completas e com a devida documentação fotográfica serve provavelmente para manter a maioria dos brasileiros ignorante em relação ao tamanho do problema que se abateu sobre os estados do sul, especialmente sobre a região central do Rio de Grande do Sul.

Agora, graças ao meu colega professor de Filosofia na Universidade Estadual do Norte Fluminense, o gaúcho César Meurer, posso mostrar algumas imagens de um sobrevoo que ele realizou na região central do Rio Grande do Sul na confluência dos rios Taquari e Jacui (ver imagens abaixo)

O que transparece nessas imagens é algo completamente oposto ao que está sendo vivenciado na bacia Amazônia que vive a maior seca de mais de 100 anos. O problema é que este padrão de seca extrema para uns e inundações diluvianas para outros está sendo previsto pelos estudiosos do clima pelo menos há 30 anos, e deverá ser agravado pelo contínuo aquecimento da atmosfera da Terrapela emissão dos gases estufa.

No caso do sul do Brasil,  a situação atual deverá ser agravada ainda mais porque o pico do atual ciclo do El Niño ainda não foi alcançado. Além disso, estudiosos do El Niño lembram que os piores impactos de cada ciclo deste fenômeno se dão basicamente 12 meses após o seu encerramento. Assim, se a coisa está ruim para quem vive próximo dos rios no Rio Grande do Sul, o problema poderá ser maior ainda no início de 2025.

Enquanto isso, nada de termos uma discussão mais séria sobre a adoção de uma política nacional de adaptação climática. Na verdade, o principal movimento no plano federal atualmente no plano federal é tentar aprovar um acordo comercial com a União Europeia que deverá acelerar ainda mais o processo de desmatamento dos biomas florestais brasileiros, incluindo o pouco que ainda resta da Mata Atlântica!

 

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