Campos dos Goytacazes, a cidade com um trânsito onde vale a lei do mais forte

IMG_20240413_081345002_HDR

Os leitores deste blog sabem que as questões municipais relativas a Campos dos Goytacazes não são o foco principal da minha atenção, ao contrário dos muitos blogs que existiram há pouco mais de uma década. Mas há hora em que fica impossível não abordar questões locais, já que eu vivo, trabalho e cuido da família aqui nesta cidade.

Um dos aspectos que mais me causam um misto de estupefação e indignação é a situação do trânsito de veículos por nossas vias, em especial a Avenida Sete de Setembro onde possuo residência.  É no trânsito que se podem ver uma parte das mazelas sociais, culturais e econômicas que assombram a sociedade campista, especialmente porque é nele que se manifesta uma propensão ao uso da lei do mais forte, em que pese a existência de um órgão municipal, o famigerado Instituto Municipal de Trânsito e Transporte de Campos (IMTT).

O fato é que os recentes esforços empreendidos para acelerar o fluxo de veículos nas áreas centrais teve repercussões para fora das áreas alvo, sem que se operasse qualquer esforço real para que os motoristas e motociclistas trafeguem dentro dos limites de velocidade estabelecidos. No caso da Sete de Setembro, ainda se soma a desobediência de motoristas de caminhões vindos do Porto do Açu de acessarem uma via que cruza uma área residencial, o que cria sérios riscos para os moradores, especialmente os mais idosos.

Em relação aos caminhões que trafegam como se fossem carros de corrida de Fórmula 1 (especialmente no período noturno), há ainda o peso excessivo. Com isso, como mostram as imagens abaixo, ocorre um inevitável processo de destruição do pavimento, o que coloca ainda mais risco para todos que trafegam na Sete de Setembro.

A questão aqui é que se falou muito de trânsito inteligente, mas até hoje não se viu nada parecido com o que já se pratica em outras cidades, até as de menor porte quando comparadas com Campos dos Goytacazes. Falo aqui das barreiras eletrônicas e radares, ferramentas que podem parecer apenas antipáticas, mas servem impor algum nível de sanidade quando inexistem outros mecanismos que forcem os motoristas a serem mais educados entre si e com os demais usuários das ruas. 

O pior é que na ausência de medidas básicas de controle do trânsito, os contribuintes campistas ainda têm que ver a cidade gastando dinheiro dos impostos com operações de tapa buraco cuja durabilidade é, no mínimo, questionável.

Finalmente, a pergunta que vai diretamente para o prefeito Wladimir Garotinho: até quando vamos ter de conviver com a lei do mais forte nas ruas da cidade em que nós vivemos e que o senhor governa com ares de modernidade? 

2 comentários sobre “Campos dos Goytacazes, a cidade com um trânsito onde vale a lei do mais forte

  1. Ainda bem que essas coisas só afetam os contribuintes. Está uma das vantagens em se amargurar a situação de penúria de desempregados analógicos, pois os digitais ou “uberizados” ainda contribuem com alguma coisa, assim como os catadores de materiais reciclados. O conteúdo da sua matéria não condiz com este trecho específico.

    Curtir

Deixar mensagem para Abilio Maiworm-Weiand Cancelar resposta