
Pesquisadores da Universidade Federal do Acre (UFAC) têm se mantido ocupados com a demarcação de incêndios em áreas agrícolas e florestais na Amazônia, e lograram identificar uma grande concentração de casos na região sul da bacia em áreas dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia (ver imagem abaixo).

Ainda que a delimitação da parte sul da Amazônia como o principal foco de avanço da franja de desmatamento (e degradação florestal), um fato que chama a atenção é o quantidade de focos de queimadas e incêndios florestais (n=1458), com tamanhos que variam entre 0,54 ha a 7.000 ha. Além disso, na área mapeada no sul do Amazonas, a estimativa é que a área afetada por queimadas tenha atingido 168.768,81 ha, o que é sem dúvida nenhuma uma área bastante significativa.

Como a área estudada pelos pesquisadores da UFAC coincide em grande parte com a chamada BR-319 cujo asfaltamento é uma das prioridades do governo Lula, o que está sendo verificado em 2024 pode ser apenas um prenúncio pálido do que virá nos próximos anos.
A consequência disso será ampla, a começar pelo processo de emissão de gases de efeito estufa, perda de serviços ambientais e de biodiversidade. E tudo isso para alimentar a demanda de commodities agrícolas por parte, principalmente, da China e da União Europeia.
Enquanto isso, o presidente Lula e sua ministra do Meio Ambiente, a acreana Marina Silva, ficam encando vento para ver se vendem quente. O fato é que estamos diante de um desastre de grandes proporções em desenvolvimento.