A autoridade climática de Lula: mais um castelo de areia no meio de uma tempestade perfeita

Lula tempestade

Em meio à greve crise hídrica e da temporada extraordinariamente alta de incêndios que afetam a Amazônia brasileira neste ano, o presidente Lula foi a Manaus para anunciar uma série de medidas que supostamente se dirigem a colocar o seu governo em movimento na luta contra a crise climática.  Durante essa visita, o presidente Lula anunciou, entre outras coisas, a criação de uma tal “Autoridade Climática que terá como função suposta atuar no enfrentamento dos eventos naturais extremos, os climáticos principalmente.

Pois bem, essa e outras medidas anunciadas em Manaus não passam de mais um exercício retórico do presidente Lula.  O fato é que seu governo vem atuando no sentido oposto do controle da crise climático, começando pelos mais de R$ 400 bilhões que serão destinados para financiar a atuação do latifúndio agro-exportador na safra 2024/2025, mas indo além na implementação de diversas metas incluídas no “novo” PAC que incluem a pavimentação da BR-319, a construção ou ampliação de hidrovias, portos e ferrovias. 

O financiamento estatal vai assim alimentar a máquina de destruição da floresta amazônica e contribuir para a perda de áreas importantes não apenas da Amazônia brasileira, mas também de outros biomas importantes como o Cerrado e o Pampa.  Já para as agências ambientais e seus servidores, a grana vai continuar curta, muito curta.

Assim, o fato é que os pronunciamentos feitos por Lula em Manaus são daquele tipo de que só acredita quem quer, por ingenuidade ou por cinismo. 

O problema que fica para todos que não estão usufruindo dos ganhos resultantes com a incineração das florestas e com o envenenamento dos recursos aquáticos pelos agrotóxicos despejados a gosto na monocultura da soja é o que fazer de prático para reverter essa aposta no aprofundamento da crise climática, e não em sua mitigação.

Eu começaria por deixar de acreditar nos castelos de areia que nos são presenteados pelo presidente Lula como se fossem qualquer tipo de solução real, mas que só servem para cegar quando secam.  O problema é que tudo indica é que as coisas ainda vão piorar muito antes de começarem a melhorar. 

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