
Por Douglas Barreto da Mata
Faz algum tempo, um veículo de comunicação campista lançou essa pergunta a um grupo de analistas, acadêmicos e estatísticos. Buscava estabelecer um limite para a popularidade de Wladimir Garotinho, neste caso expressa em intenções de votos na corrida eleitoral, onde ele é candidato à reeleição.
Pois é, era difícil responder antes, e parece mais difícil agora. Porém, eu acrescento uma outra variável a essa dúvida: até onde, ou melhor dizendo, qual é a profundidade onde será enterrada a oposição e suas incapacidades?
Se por um lado, nos parece que o candidato-prefeito chegou a um estágio que pode ser chamado “teflon”, pois nada de negativo parece “grudar” nele, e as pesquisas qualitativas disponíveis, que circularam entre os dois principais lados da disputa, apontavam nessa direção, por outro lado, a oposição tem nos brindado com um espetáculo grotesco de incompetência e mal gosto.
Assim, o candidato-prefeito, além de imune aos ataques, que não aderem à sua pessoa, alcançou outro patamar, o de massa de pão, que quanto mais apanha, mais cresce. Então, hoje eu diria que é difícil estabelecer um teto para Wladimir, porque ele parece não ter um, na medida que, do lado contrário, a imbecilidade para não ter um fundo, ou seja, um piso.
Eu já disse isso aqui, aqui e aqui. Hoje à tarde, Marcos Pedlowski, o editor desse blog que acolhe minhas palavras rotas e mal escritas, também nos brindou com seu humor ferino, que serve a uma lógica afiada.
E quando eu pensava que nada mais me surpreenderia, desde recolocar Rafael Diniz na sala (o bode), como fez a deputada Carla Machado ao pular do barco petista para a “nau dos insensatos” da oposição, mas não sem antes furar o casco e deixar Jefferson Azevedo se afogar nele, passando pelo briga com os números de pesquisas e IDEB, o processo contra um boneco, e outras tantas trapalhadas, agora no fim da tarde, a oposição trouxe mais uma: está comemorando a retirada da divulgação de pesquisas já publicadas, e pelo que se sabe até aqui, a motivação que foi acolhida pela Justiça Eleitoral seriam aspectos formais das autorizações, ou seja, não houve erro nos dados, mas sim em aspectos como informações dos dias das entrevistas, por exemplo, registros no TSE, etc.
Claro que a oposição está alardeando como se fosse um gol de placa, e como se isso fosse mudar o que já foi veiculado e assimilado por todos, exaustivamente. No calor das campanhas, cada um conta a versão dos fatos que melhor lhe convém, mas há limites para distorção da realidade, ou pelo menos, deveria haver. Tem que existir um sentido prático na mentira, na meia-verdade, senão fica parecendo coisa de maluco.
E neste caso, como já mencionamos, todo mundo já estava “careca” de saber os números, cuja veiculação a Justiça Eleitoral cassou. Essa “vitória”, por si só, já seria um “mico” do tamanho de um elefante, mas tem mais. As pesquisas retiradas das redes sociais do prefeito caducaram, viraram notícia velha.
Explico. Hoje, o Instituto PreFab mostrou os dados da última sondagem registrada no TRE, e os números indicam Wladimir com 79,7% dos votos. Enquanto isso, a delegada patina em 15%, aproximados, dos votos válidos. Se transformados em votos brutos, seria algo em torno de 68% de votos para o atual prefeito, e algo como 12% ou 11% para a delegada.
Olhados em perspectiva, e descontada a outra pesquisa O Dia/Paraná, escondida pelo grupo da oposição, em outra vergonha colossal, há um viés claro de queda, na série histórica, e como já dissemos em outro texto, esse é o desespero que tomou conta da oposição.
Ao que parece, mais umas duas semanas de campanha, a delegada ficaria devendo votos ao TRE, seguindo esse ritmo.
Voltando ao começo, eu diria: quem estiver à procura do candidato-prefeito Wladimir Garotinho, eu sugiro um telescópio, já para enxergar a oposição, só com a ajuda de um microscópio.