Na crise climática, o primeiro colapso é dos pobres: as cenas aterradoras de Petrópolis deixam isso claro

As chuvas que se abateram sobre o território fluminense de forma rápida e intensa geraram imagens aterradoras que explicitaram o significado mais cruel da crise climática sobre os segmentos mais pobres da população. Uma cena que pessoalmente impactou veio de uma comunidade pobre que se viu na eminência de ser engolida por uma gigantesca cachoeira que se formou a partir da tempestade que se abateu sobre aquela parte da região Serrana do Rio de Janeiro (ver vídeo abaixo).

O mais cruel dessa situação é que apesar das catástrofes recentes em Petrópolis (a mais recente em 2022 quando ocorreu a tragédia do Oficina), quase nada foi feito para que haja alguma coisa que se pareça com o que se denomina de “adaptação climática”.

O fato é que a maioria dos governantes – desde a esfera federal até a municipal- continua operando no mais estrito “business as usual“, como se não estivéssemos enfrentando os primeiros atos de um processo irrefreável de condições climáticas extremas que vão afetar primeiro os pobres, mas depois deverão alcançar todos os segmentos econômicos da população.

É urgente que se entenda que a crise climática está nos conduzindo a um colapso civilizacional e não há muito tempo para que comecemos a nos preparar para um clima tão hostil que a própria existência humana estará sob risco.

Quanto antes melhor começarmos a agir de forma prática para fazer um processo de adaptação climático justo, melhor.

Deixe um comentário