Cláudio Castro promove reedição milionária da”Farra dos Guadarnapos” em Nova York e ganha placa de lembrança

C'est fini': Da 'farra dos guardanapos', só um fora - Jornal O Globo

A Farra dos Guardanapos  que aconteceu em setembro de 2009 marcou o início do fim de Sérgio Cabral

O início da queda do ex- (des) governador Sérgio Cabral foi a realização da chamada “Farra dos  Guardanapos” em Paris. A revelação daquela farra nababesca na qual Cabral e seus amigos escancararam o seu desprezo pela coisa pública deu início a uma série de acontecimentos que resultaram na desgraça política, não apenas de Sérgio Cabral, mas também do seu sucesso, Luiz Fernando Pezão.

Em uma demonstração de que a história acontece primeiro como tragédia e se repete como farsa, 15 anos depois da versão original da Farra dos Guardanapos, o governador Cláudio Castro usou R$ 1.800.000,00 para co-financiar um evento obscuro chamado “Dialogos Esfera- New York”, realizado na última segunda-feira (12/05), e  que contou com a presença de vários governadores de direita, além do próprio governador fluminense (ver imagem abaixo).

Há que se notar ainda que Cláudio Castro foi um dos homenageados do evento, com direito a placa comemorativa e tudo mais (ver imagem abaixo). Também depois de arcar com parte dos gastos da festança, nada mais justo do que um placa.

Em Nova Iorque, governador Helder Barbalho é homenageado pelo Grupo Esfera  por sua gestão e defesa do meio ambiente | Agência Pará

O interessante é que o “evento” ocorreu no luxuoso restaurante Fasano na cidade de Nova York, estabelecimento em que só a nata da sociedade pode comparecer para sorver bebidas e ingerir canapés. No entanto, Castro não precisou se preocupar com isso, pois a sua participação foi bancada com recursos do tesouro estadual do Rio de Janeiro (ver imagens abaixo).

Enquanto isso, os servidores públicos estaduais continuam com seus salários congelados e sendo corroídos pela inflação. E quando se tenta abrir negociações com o governador Cláudio Castro, a resposta rápida é que mesmo a reposição das perdas é vedada pelo regime de recuperação fiscal. Como se vê, por esse caso que mais parece um repetição farsesca da Farra dos Guadarnapos, a aplicação das restrições do regime de recuperação fiscal é seletiva, muito seletiva.

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