Na 5a. feira (22/1), membros dos povos originários do Baixo Tapajós ocuparam o porto da Cargill, em Santarém, no Pará, em defesa do Rio Tapajós e da vida que nele existe. Eles afirmam que a luta não é apenas contra um empreendimento específico, mas contra um projeto que tenta transformar o Tapajós em rota de exportação, em corredor de escoamento de soja, ignorando quem vive, cuida e existe nesse território há gerações. O Tapajós não é só um rio, é morada de peixes, animais, plantas, pessoas e dos encantados, é território vivo, ancestral e sagrado.
Os povos originários afirmam que interferir no Tapajós fere profundamente a vida que habita em suas águas visíveis e invisíveis, abalando corpos, espírito e a forma deles de existir no mundo e que, por isso, estão resistindo.
É importante dizer que defender o Tapajós é defender o espírito e o território dos povos originários. Mais informações estão disponíveis no perfil do Instagram do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Aqui!)