O mito do desenvolvimento: riqueza no Porto do Açu, pobreza em São João da Barra

O economista José Alves Neto, meu colega na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) tem publicado incontáveis artigos sobre a contraditória situação do rico/pobre município de São João da Barra.  Em seu último texto sobre o que ele chama de “paradoxo de São João da Barra”, José Alves Neto publicou as seguintes informações:

“Nos principais municípios recebedores de rendas da região Norte Fluminense, sobretudo por concentrar em seu território grandes investimentos,  um em Macaé, com a Petrobras, e outro em São João da Barra, com o Porto do Açu, a renda per capita se eleva, de acordo com dados do IBGE de 2023.”

José Alves Neto ainda informo que “segundo o Ministério da Cidadania, o número de pobres, ou de pessoas cadastradas no CadÚnico, revela que em São João da Barra, a pobreza chega ao patamar de quase 72% dos habitantes, conforme demonstra a tabela acima.

Esse paradoxo revela duas coisas sobre o que se passa em São João da Barra. A primeira coisa é que não adianta ter dinheiro em caixa, se os benefícios disso continuam concentrados em poucas famílias.  A segunda coisa é que esses dados desmistificam completamente a ideia de o Porto do Açu está servindo como um motor de correção das disparidades sociais no município que arca com os principais ônus da sua presença. 

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