The Lancet pede suspensão da Associação Médica de Israel por apoio à destruição da saúde em Gaza

Palestinos caminham entre as ruínas de edifícios destruídos por ataques aéreos israelenses durante a guerra com o Hamas, na Cidade de Gaza, na segunda-feira, 24 de agosto de 2026.Palestinos caminham entre as ruínas de edifícios destruídos por ataques aéreos israelenses durante a guerra com o Hamas, na Cidade de Gaza, na segunda-feira, 24 de agosto de 2026. Foto: AP

Por Equipe Editorial do “La Jornada” 

A revista médica britânica The Lancet publicou uma petição, liderada por organizações internacionais de profissionais de saúde, que pede a suspensão da Associação Médica de Israel (IMA) da Associação Médica Mundial (AMM), acusando-a de não condenar o genocídio contra a população palestina e a destruição do sistema de saúde em Gaza.

A iniciativa, promovida pela Global Health BDS, Health Workers for Palestine e Doctors for Gaza, argumenta que a IMA endossou a narrativa do exército israelense para justificar ataques a hospitais e profissionais de saúde na Faixa de Gaza.

Em uma carta publicada pela revista The Lancet, o copresidente do Movimento Popular pela Saúde, Wim De Ceukelaire, afirmou que a resposta da IMA foi “autoincriminatória”, reiterando que o Hamas utilizava hospitais como centros militares, um argumento usado por Israel para atacar a infraestrutura de saúde em Gaza.

De Ceukelaire salientou que essa posição ignora a falta de provas que sustentem essas acusações e os relatórios de especialistas da ONU, que afirmam que Israel tem atacado deliberadamente hospitais, profissionais de saúde e serviços médicos no enclave palestino.

Após a publicação, o professor Hagai Levine, presidente da Associação Israelense de Médicos de Saúde Pública, rejeitou o apelo e declarou ao Times of Israel que a solicitação está “errada em todos os sentidos”.

A campanha argumenta que a Associação Médica Mundial não deve manter entre seus membros uma organização que, segundo os promotores da iniciativa, justifica ataques contra o sistema de saúde de Gaza e o assassinato de profissionais da saúde.


Fonte: La Jornada

Deixe uma resposta