A charge satiriza a postura da Meta diante das publicações políticas do Blog do Pedlowski. Enquanto a multinacional comunica a rejeição de dois anúncios e recomenda que o responsável adapte seus conteúdos às regras da plataforma, permanece a questão fundamental: quais critérios justificam impedir a ampliação da circulação de charges baseadas em reportagens jornalísticas?
A imagem contrapõe a tranquilidade de uma empresa que controla os mecanismos de distribuição de informações à perplexidade de quem vê seu trabalho submetido a decisões pouco transparentes. O problema não é apenas o impedimento do impulsionamento, mas a concentração de poder nas mãos de uma corporação capaz de influenciar a visibilidade do debate político.
Afinal, quem controla os controladores dos algoritmos?
