Em visita surpresa, Eduardo Paes e Comte Bittencourt vêem de perto o caos criado pelo (des) governo Pezão na UENF

O campus Leonel Brizola da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) foi hoje palco de uma inesperada (e não comunicada) visita da chapa ao governo do Rio de Janeiro formada por Eduardo Paes (DEM) e Comte Bittencourt (PPS) (ver imagem abaixo).

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Essa visita é daquele tipo do carrasco que visita a vítima, já que Eduardo Paes esteve até recentemente no PMDB de Sérgio Cabral e Pezão que colocaram a Uenf na maior crise financeira e acadêmica da sua jovem história de 25 anos. Já Comte Bittencourt, presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, passou ao comportamento “tô vendo, mas finjo que não” desde que o seu partido, o PPS, o mesmo do prefeito Rafael Diniz, entrou para a base do (des) governo Pezão.

A coisa foi tão de sopetão (providencialmente, aliás) que a reitoria da Uenf nem usou a intranet da universidade para informar sobre a presença dos “ilustres visitantes”. Talvez para evitar algum tipo de manifestação desairosa por parte da comunidade universitária.

Mas como desse mato não deverá sair coelho caso os dois sejam, sabe-se lá como, eleitos para governar o Rio de Janeiro, fica o registro da presença que certamente foi autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral, sempre tão cioso da presença de políticos em repartições públicas durante campanhas eleitorais.

A cidade dos caos olímpico de Eduardo Paes ganha uma capa em jornal espanhol que deixaria meu pai raivoso, mas também feliz. Eu explico!

Meu pai Antonio Pedlowski, falecido em 2002, foi um encanador de mão cheia e labutou em quase todas as empreiteiras que construíram alguma coisa relevante no Brasil entre 1954 e 1982. Depois disso, ele trabalhou ainda muito anos como encanador que resolvia problemas diversos nas residências das pessoas. Sempre de forma muito eficiente, ainda que nem sempre a preços módicos.

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Pois bem, estivesse hoje vivo e lesse a capa do jornal espanhol “Marca” mostrada logo acima, e que em bom português quer dizer “busque-se um encanador”, o meu velho iria provavelmente ter dois sentimentos. O primeiro seria raiva em ver a boa fama dos encanadores brasileiros ser jogada, desculpem-me o trocadilho, tubulação abaixo. O segundo seria de regojizo pela oportunidade de trabalho que a incompetência gerencial de Eduardo Paes acabou gerando para os bons profissionais do ramo. É que, ao que tudo indica, ocupação para encanador é que não vai faltar na Vila Olímpica nas próximas semanas.

E pensar que deixaram o Rio de Janeiro em sua atual condição catastrófica pelas oportunidades que esse megaevento do COI geraria. É literalmente o fim da picada!

 

Indignação seletiva é, acima de tudo, cinismo

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Definitivamente a minha paciência com os moralistas seletivas se esgotou, seja no plano federal, estadual ou municipal. Peguemos por exemplo os que denunciam de forma “ad nauseum” o (des) governo municipal comandado por Rosinha Garotinho em Campos dos Goytacazes.  Pessoalmente considero a atual gestão muito pobre em todos os níveis, e olha que não estou falando da aparente penúria que grassa nos cofres municipais. Falo efetivamente no que conta: a capacidade de atacar os problemas que tornam a vida do campista um completo desafio todos os dias. E para mim basta passar na esquina das ruas Formosa (a.k.a Tenente Coronel Cardoso) e do Ouvidor (a.k.a Marechal Floriano) e me deparar, após vários dias, com os riscos causados pela inexistência de um sinal de trânsito que repentinamente tomou Doril.  Para mim, nem é preciso ir depois dali para ver que a atual gestão está cambaleando.

Agora, é chato demais notar que os mesmos articulistas que criticam Rosinha Garotinho são os mesmos que inventam mil maneiras para esconder da nossa população que o (des) governador Luiz Fernando Pezão lançou o Rio de Janeiro no maior caos de sua história recente. Nada funciona no Rio de Janeiro quase todo privatizado para beneficiar os financiadores das campanhas do PMDB e dos seus partidos satélites. Falência dos serviços de trem, metrô, barcas e hospitais,  e o calote no décimo terceiro salário dos servidores? Disso os supostos puristas anti-corrupção no plano municipal querem ser lembrados. 

Esse tipo de moralismo seletivo é indicativo de que em 2016 teremos uma das eleições mais sujas da história já manchada por contínuos escândalos em Campos dos Goytacazes. É que os moralistas seletivos vão continuar omitindo a situação trágica que o Estado vive, enquanto descerão impiedosamente o relho na prefeita.

A questão para nós que queremos mudanças efetivas no jeito de governar não bastará ficar olhando de fora das quatro linhas, como se isso fosse nos dar o que precisamos. Vai ser preciso participar de forma crítica do processo eleitoral, de modo a aumentar as chances de que possamos discutir as coisas que precisam ser discutidas, sem os maniqueísmos de bem e mal que servem apenas para encobrir uma triste verdade que é de que os supostos salvadores da Pátria poderão ser até piores do que o que temos no momento. Mas como dizia meu falecido pai, jacaré parado vira bolsa. E ai, o que vamos querer? Jacaré em movimento ou bolsa de madame?

Caos no trânsito de Campos: cadê a guarda municipal?

Raramente uso o espaço deste blog para criticar coisas da cidade, pois considero que já existem dezenas de outros blogs que fazem disso a sua profissão de fé. Mas os últimos dias me mostraram que algo anda muito errado no gerenciamento do trânsito em Campos dos Goytacazes, o que me força a perguntar às autoridades constituídas o que vai ser feito para terminar ou, pelo menos, minimizar com os picos de congestionamento que estão tornando a vida de todos que usam as ruas um verdadeiro inferno.

Afastando-se a questão da reforma do centro histórico, que só é um problema porque a sinalização é pífia, os já mencionados picos de congestionamento tem hora e local para ocorrer. E a pista é simples: escolas particulares onde pais e mães vão buscar seus pimpolhos e param onde bem entendem, sem se importar com o caos que fica no entorno.

Vejam as imagens abaixo e confiram por si mesmos,

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A verdade é que todos compreendem que crianças e jovens precisem ser recolhidos por seus responsáveis, mas há que haver o devido respeito e civilidade para o resto da população. Como existem um órgão municipal responsável pela regulação do trânsito e uma guarda municipal para orientar ou punir quem viole essas determinações, assistir passivamente ao caos diário é que não dá!

 

UOL: Com 2ª maior economia do país, Rio é o Estado que menos investe em Saúde

Carolina Mazzi, 

Do UOL, no Rio

O Rio de Janeiro é o Estado que menos investiu em saúde pública do Brasil, apesar de ter a terceira maior população e o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) da nação. Apenas 7,3% do orçamento de 2012 do Estado –cerca de R$ 5 bilhões– foram direcionados para o setor, a menor parcela dentre todas as 27 unidades federativas. As informações são da Estadic (Pesquisa de Informações Básicas Estaduais), divulgadas nesta quinta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Tocantins, Minas Gerais e Pernambuco enviaram 16,9% (R$ 1,33 bilhões), 16,3% (R$ 5,75 bilhões) e 16,2% (R$ 5,03 bilhões) respectivamente, sendo as unidades federativas que mais investiram em saúde proporcionalmente. Do outro lado da conta, além do Rio, Mato Grosso do Sul  e Paraná, que enviaram 8,7% (R$ 934 milhões) e 9% (R$ 3,4 bilhões) respectivamente, são os locais que menos destinaram recursos para o setor.

Quando se observa do gasto per capita, no entanto, o Rio tem melhor desempenho. Foram investidos R$ 320,79 por morador do Estado. Em Minas Gerais, o gasto per capita foi de apenas R$ 279,45. O maior investimento per capita em saúde é no Distrito Federal, de R$ 924,14 por habitante. O menor investimento per capita é do Maranhão, com R$ 213,90 por habitante. O governo maranhense aplicou 11,1% do Orçamento em saúde.

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio afirmou em nota que “somente o Rio tem UPAs gerencidas pelo Governo do Estado e é o Estado com o maior número de unidades de pronto-atendimento (29, criadas desde 2007)”. Informou ainda que construiu e equipou, desde 2007, 54 UPAs, sendo 25 entregues às administrações municipais. Ainda segundo o texto, de 2007 a 2013, o Rio foi o Estado que, proporcionalmente, mais criou unidades de saúde.

A Secretaria de Estado de Saúde esclareceu também que, apesar de, constitucionalmente, o investimento em atenção básica ser atribuição das prefeituras, vem investindo no cofinanciamento da atenção básica, como forma de dar suporte aos municípios na estruturação de uma rede de saúde consolidada em todas as regiões do Estado.

“Desde 2007 já foram investidos R$ 155,2 milhões neste cofinanciamento. Entre outras iniciativas de apoio às prefeituras e ao atendimento de saúde para além da capital fluminense estão também os repasses para assistência farmacêutica básica, com cerca de R$ 37 milhões anuais; o PAHI (Programa de Apoio aos Hospitais do Interior), que, dos recursos enviados aos municípios, destina cerca de R$ 7 milhões ao uso exclusivo da atenção básica local; o PAHI Regional; o Programa de Apoio às Salas de Estabilização; e o Programa de Apoio à UTI”, informou o órgão estatal.

A legislação brasileira determina que o montante a ser investido em Saúde, pelos Estados, não deve ser menor que 12% da receita. No entanto, segundo Vânia Pacheco, gerente do Estadic, não é possível afirmar que estas unidades estejam descumprindo a lei baseados apenas nos dados da pesquisa, já que os demais valores podem estar diluídos em outras secretarias.

Segundo os pesquisadores, os Estados informaram o Orçamento total, sem detalhamento das receitas. Estados com grandes Orçamentos costumam argumentar que têm fontes de receita –como empréstimos, royalties e recursos com destinação específica (do PAC, por exemplo)– que estão no Orçamento, mas não fazem parte da receita usada como base de cálculo para o mínimo constitucional.

O IBGE diz que é possível fazer a comparação entre os Estados somente com base no critério desenvolvido pelo instituto, de porcentual do Orçamento aplicado em saúde.

O Estadic analisou também os montantes voltados para a saúde básica da população. O cálculo foi feito com base no orçamento total da saúde. Rio Grande do Sul (12,9%) e Minas Gerais (11,8%) foram os que mais destinaram recursos para o setor.


8.out.2013 – Um pequeno grupo de médicos protesta em frente ao prédio do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, contra a medida provisória do programa Mais Médicos, prevista para ser votada hoje em Brasília. O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) e o sindicato da categoria participam da mobilização Leia mais Fernando Maia/UOL

Os Estados do Maranhão (0,3%), Roraima (0,3%) e Acre (0,3%) foram os que menos investiram em saúde básica. Porém, outros dez Estados – como Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia – também destinaram menos de 2% do orçamento de saúde para a área.

A Atenção Básica é definida como “um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde”, de acordo com a Portaria nº 648/GM.

Gestão

De acordo com a pesquisa, todas as unidades federativas do país possuem secretarias voltadas exclusivamente para a Saúde. Em 22 Estados, os secretários pertencem ao sexo masculino, e a maioria possui formação na área.

O estudo verificou também que 17 Estados faziam contratação de serviços através de OSs (Organizações Sociais): Amazonas, Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

A pesquisa do IBGE foi realizada em março de 2013, com base no orçamento estadual aprovado em 2012.

Investimentos federais

Segundo levantamento do CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgado no final de fevereiro, dos R$ 47,3 bilhões gastos com investimentos pelo Governo Federal em 2013, o Ministério da Saúde foi responsável por apenas 8% dessa quantia.

Um relatório produzido pelo Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco) e pelo Sindicato dos Médicos do Pernambuco aponta que o Hospital da Restauração, no Recife, sofre com uma série de problemas como superlotação, falta de vagas para UTI (Unidade de Terapia Intensiva), deficiência no sistema elétrico e desrespeito aos acompanhantes de pacientes, que precisam dormir no chão Leia mais Divulgação

Dentre os órgãos do Executivo, a Saúde aparece em quinto lugar na lista de prioridades no chamado “gasto nobre”. Para o CFM, isso significa que as obras em rodovias, estádios, mobilidade urbana e até armamento militar como blindados, aviões de caça e submarinos nucleares ficaram a frente da construção, ampliação e reforma de unidades de saúde e da compra de equipamentos médico-hospitalares para atender o SUS (Sistema Único de Saúde).

O objetivo da entidade é pressionar o Congresso para aprovar projeto de iniciativa popular que determina o investimento mínimo de 10% da receita bruta da União no setor. (Com Estadão Conteúdo)

FONTE: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/03/13/com-2-maior-economia-do-pais-rio-e-o-estado-que-menos-investe-em-saude.htm

Eduardo Paes conseguiu o que parecia impossível: tornou ainda mais caótico o trânsito do Rio de Janeiro

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Após duas breves visitas à cidade do Rio de Janeiro nas últimas duas semanas me convenci de que algum motivo muito grave, talvez um de natureza inconfessável, levou ao alcaide do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a apressar a demolição da Perimetral sem que houvesse uma substituição à altura. O resultado é que trafegar pelas ruas centrais da cidade do Rio de Janeiro se tornou um exercício semelhante à andar numa floresta tropical fechada. Ouvi dos vários taxistas que me ajudaram a andar pela cidade que eles estão perdidos com tantas mudanças sem informação prévia.

Um desses motoristas me lembrou que a chave do mistério desta pressa pode estar nas aquisições imobiliárias que estão ocorrendo na região por onde a Perimetral passava. Do alto do seu sotaque carioca, esse motorista me disse que se acharem quem andou comprando imóveis não deverá ser surpresa se lá também se encontrarem doadores das campanhas não só de Eduardo Paes, mas também do seu irmão siamês, o (des) governador fluminense, Sérgio Cabral.

O mais trágico dessa situação é que Eduardo Paes agora anda pedindo encarecidamente para que a população carioca ande de transporte público, o que certamente alegra as corporações privadas que hoje detém os serviços de transporte público. O único problema é que a lotação de trens, metrô, barcas e ônibus já se encontram no limite, sem que haja como aumentar o número de unidades disponíveis.

Como o caos instaurado não se resolverá até a Copa do Mundo, o que se antecipa é provavelmente o aumento do número de feriados oficiais. É isso ou o Rio de Janeiro se tornar inviável também para os turistas que virão para a cidade para assistir os jogos. Agora, como já foi antecipado por vários especialistas, o caos criado por Eduardo Paes e Sérgio Cabral não acabará antes dos Jogos Olímpicos de 2016. E em função disso é que eu reafirmo: deve haver bilhões de razões para tanta improvisação e tanto caos.

Pobre povo carioca!

Manhã de caos no sistema de trens no Rio de Janeiro

A situação caótica do (des)governo de Sérgio Cabral está exposta mais uma vez na manhã desta 5a. feira com o apagão do serviço de trens que é prestado na região metropolitana pela empresa SuperVia. Nunca é demais lembrar que a SuperVia tem em seu quadro de advogados ninguém menos do que a esposa do (des) governador, a advogada Adriana Ancelmo.

Ainda que não seja nova, esta situação explicita os efeitos da privatização dos serviços de transporte público que no (des) governo Cabral foi acompanhada por uma proximidade perigosa entre interesses privados de governantes e empresas. A recente nomeação de pessoas ligadas às concessionárias para a “Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro” (AGETRANSP) foi apenas um capítulo a mais nessa novela de horror que se abate diariamente sobre os trabalhadores fluminenses.

Agora quem deve estar coçando a cabeça em desespero é o vice-governador Luiz Fernando, o Pezão, que vai assumir o (des) governo do Rio de Janeiro em meio às proximidades da Copa do Mundo, onde o total despreparo do sistema privatizado de transportes certamente ficará escancarado.