Campos dos Goytacazes: saúde com orçamento milionário e hospitais caindo aos pedaços

Bebê internado no Hospital Ferreira Machado com meningite - Portal Ururau -  Site de Notícias - Campos dos Goytacazes

Por um desses acidentes caseiros, hoje pude conferir de perto a situação em que se encontra o Hospital Ferreira Machado (HFM). E a notícia que eu trago não deve ser nenhuma novidade: o abandono está evidente tanto fora quanto dentro de uma das maiores unidades de saúde pública do estado do Rio de Janeiro, com pacientes espalhados pelos corredores e com os acompanhantes postados ao lado de macas. E tudo isso em meio a uma pandemia letal que já ceifou, pelo menos, 374 campistas.

HFM1JPGHFM: a cena comum de pacientes colocados em macas deixadas nos corredores

O mais interessante é que a ida ao HFM decorreu da inexistência de vacina de tétano no chamado Polo de Vacinação que está, ao menos em tese, funcionando na Cidade da Criança. E, pior, ao sermos recebidos pelos competentes profissionais que nos atenderam no HFM, eles sequer tinham conhecimento de que estavam designados para vacinar crianças necessitando de vacinas que, agora sabemos inexistem, no Polo de Vacinação. Em outras palavras, além da falta de recursos, há um grave problema de gestão que impede que os cidadãos mais pobres tenham acesso a serviços de saúde de qualidade.

Fecha o pano para a situação catastrófica encontrada no HFM!

Abramos agora a postagem do economista José Alves Neto onde ele nos informa que na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) de 2021 a secretaria municipal de Saúde está aquinhoada com a fantástica quantia de R$ 636 milhões e uns quebrados (ver figura abaixo).

loa 2021

Aí é que pergunto aos leitores deste blog: como explicar a situação do HFM, e por extensão de todas as unidades municipais de saúde, em face de um orçamento tão, digamos, generoso?  É que, ao contrário do que tentam apresentar o jovem prefeito Rafael Diniz e seus menudos neoliberais, a questão não parece ser falta de recursos, mas a forma pela qual se escolha usar o montante disponível.

Enquanto isso, aqueles que podem pagar algum tipo de plano de saúde privada continuam ignorando a condição em que milhares de seus concidadãos pobres estão colocados toda vez que precisam de algum tipo de atendimento médico.

Aos servidores do HFM, deixo a minha total solidariedade porque posso testemunhar que a luta que eles desenvolvem para oferecer saúde digna é árdua. Com certeza o caos causado pela falta de gestão só não é maior por causa da ação altamente compromissada dos servidores do HFM.

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