Residentes do Hospital Veterinário da Uenf paralisam por 24 horas para protestar contra atraso de bolsas e sucateamento

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Os médicos veterinários que cumprem a sua residência no Hospital Veterinário da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf)resolveram todas as suas atividades por 24 horas para denunciar a grave situação em que se encontram neste momento, após quase 3 meses de atraso no pagamento de suas bolsas (ver panfleto explicativo do movimento logo abaixo).

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É preciso lembrar a importância dos residentes no oferecimento de serviços à comunidade campista. Segundo o que me foi informado, apenas no tratamento de pequenos animais, o número de atendimento mensais chega a 400 consultas. E neste processo de prestação de serviços, os residentes cumprem um papel fundamental, na medida em que os constantes impedimentos de novos concursos públicos têm impedido até a substituição de servidores e docentes que tenham deixado a Uenf  pelos mais variados motivos.

No vídeo abaixo, a residente de Anestesiologia, Camila Mathias, explica as razões do movimento e faz um chamado para que se apoie a luta dos residentes do Hospital Veterinário da Uenf.

De certa forma, o problema que os residentes do Hospital Veterinário estão atravessando neste momento sintetizam de forma categórica todo o drama pelo qual a Uenf e as demais universidades atravessam neste momento como produto da asfixia financeira imposta pelo (des) governo Pezão. 

Mas não é só de coisas ruins que esse movimento exemplifica, visto que a decisão dos residentes de se mobilizarem é também uma demonstração de que existem saídas que não sejam aquelas que impliquem na aceitação tácita do projeto de destruição comandado por Luiz Fernando Pezão.

Por isso, apoiar os residentes do Hospital Veterinário será um passo importante na luta em defesa da Uenf como um todo.

 

A gestão “Rafael Diniz”: até aqui oscilando entre o embaraçoso e o patético

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Confesso que está se tornando uma fonte de irritação ter que ler as declarações que o jovem prefeito Rafael Diniz profere sobre assuntos relacionados à gestão da Prefeitura de Campos dos Goytacazes. A última que li se refere à demanda de que as rendas dos royalties do petróleo. Vejamos o que disse o jovem prefeito:

–— ” A nossa solicitação com definição de estudos em relação aos campos maduros e, efetivamente, o impacto financeiro sobre os municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos, para que possamos estar preparados e buscando um debate voltado para mais investimentos para o nosso município — explica Diniz, que falou após exposição dos técnicos.” [1]

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Como diria o blogueiro Douglas da Matta: por santo zeus, o que significa isto em face da inevitável decadência da fonte de recursos que já jorrou abundante dos poços de petróleo agora maduros na bacia de Campos?

Cadê, por exemplo, o investimento municipal no beneficiamento e comercialização da produção agrícola dos assentamentos de reforma agrária que constava como um dos pontos do programa eleitoral de Rafael Diniz? Provavelmente no mesmo lugar em que estão as promessas de que não se fecharia o restaurante popular e não se cortariam outros programas sociais como a Passagem Social e o Cheque Cidadão. Provavelmente na lata de lixo.

O fato é que a situação política do jovem prefeito Rafael Diniz só não está pior porque todos os dias temos “novidades” contra o ex-governador Anthony Garotinho para alimentar uma espécie de propaganda canhestra que o isenta momentaneamente de agir como o prefeito que prometeu que seria. Mas, atenção, essa tática tem pernas curtas e não vai impedir que o caos se instale no município.

Aí, seria bom que alguém dentro desse jovem governo se disponha a cumprir o papel do “ministro do vai-dar-merda” proposto por Luís Fernando Veríssimo. Do contrário, ficaremos cada vez mais expostos ao embaraçoso e o patético até aqui proporcionados por Rafael Diniz e sua equipe de menudos neoliberais. Aliás, até nisso o governo do jovem prefeito está ficando cada vez mais parecido com o (des) governo Pezão que apoiou e foi apoiado por Rafael Diniz.


[1] http://opinioes.folha1.com.br/2017/09/19/rafael-diniz-participa-de-debate-da-anp-sobre-campos-maduros/

DCE/UENF organiza mesa com Lindbergh Farias para discutir perspectivas para as universidades estaduais

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O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (DCE/UENF) está trazendo o senador Lindbergh Farias para discutir  a situação das universidades estaduais do Rio de Janeiro. 

Como mostra o convite abaixo, a atividade será realizada no dia 15/09 no Auditório IV do Centro de Convenções da UENF a partir das 10:00 h.

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A presença de Lindbergh Farias certamente chama a atenção pela trajetória histórica de liderança estudantil, bem como pela sua atuação recente no Senado Federal.

De toda forma, essa atividade certamente contribuirá para dinamizar os debates em curso sobre as melhores formas de retirar as universidades estaduais, especialmente a Uenf, da condição trágica em que o (des) governo Pezão colocou o ensino superior estadual.

Aduenf divulga novo vídeo mostrando prejuízos causados pelo (des) governo Pezão na Uenf

Em novo vídeo da série “Pesquisas da UENF em risco”, o depoimento do Prof. Enrique Medina-Acosta sobre os prejuízos causados no NUDIM

 Em novo vídeo da série “Pesquisas da UENF em risco”, a ADUENF apresenta o depoimento do Prof. Enrique Medina-Acosta, do Laboratório de Biotecnologia (LBT) do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB) da UENF. Em seu depoimento o Prof. Medina-Acosta fala dos impactos negativos trazidos pelo desfinanciamento da UENF sobre as atividades do Núcleo de Diagnóstico e Investigação Molecular (Nudim) e da transferência dos conhecimentos ali gerados, principalmente para a detecção gratuita de doenças imunológicas.

Esse importante depoimento do Prof. Medina-Acosta mostra de forma clara os graves prejuízos que estão sendo causados na UENF e, principalmente, na sua capacidade de difundir exemplos aplicados da ciência que seus professores e estudantes estão desenvolvendo.Por isso é que não aceitaremos calados o projeto de destruição do governo Pezão.

 FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/09/em-novo-video-da-serie-pesquisas-da.html

Aduenf divulga entrevista com o Prof. António Nóvoa, ex-reitor da Universidade de Lisboa

ADUENF apresenta entrevista com o Prof. António Nóvoa

Em meio ao processo de greve de professores e servidores  técnico-administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a Associação de Docentes realizou uma importante entrevista com o Prof. António Nóvoa, educador e ex-reitor da Universidade de Lisboa.

A experiência portuguesa ganha relevância neste momento na medida em que as universidades portuguesas sofreram um forte impacto da crise econômica imposta pelas receitas neoliberais impostas pela troika e souberam responder com medidas que mantiveram a sua integridade institucional. Neste contexto, a entrevista do Prof. António da Nóvoa traz algumas indicações de como se fez o enfrentamento da crise econômica e de seus impactos no cotidiano das universidades. 

Abaixo postamos a entrevista em sua íntegra.

 FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/09/aduenf-apresenta-entrevista-com-o-prof.html

Cruesp manifesta preocupação com a situação orçamentária do CNPq

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O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas encaminhou ofício ao presidente Michel Temer, aos ministros Gilberto Kassab (da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações); Henrique Meirelles (da Fazenda); e Dyogo Oliveira (do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão): “Sem pesquisas cientificas, será impossível criar riquezas”

Veja o documento abaixo:

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP) representando conjuntamente as administrações da USP, UNICAMP, e UNESP, vêm expressar sua profunda preocupação com a situação orçamentária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq). Preocupa-nos também o contingenciamento do FNDCT, que tem contribuído ao longo dos anos com cerca de 25% da receita do CNPq. Até o presente momento, foi liberado somente 4,6% dos recursos totais ao Conselho (aproximadamente R$ 60 milhões).

Nos últimos anos, temos acompanhado a redução das verbas federais alocadas aos investimentos em ciência, tecnologia e inovação, em função das dificuldades econômicas que nosso país ainda enfrenta. Compreendemos a necessidade da redução das despesas do governo federal de forma a atingir o equilíbrio fiscal, o que demanda visão de nossas autoridades para priorizar a alocação dos escassos recursos disponíveis.

O contingenciamento desses recursos afeta direta e drasticamente o pagamento de bolsas de estudo, que tem por fim a formação de pessoal de nível superior altamente qualificado, o financiamento de projetos científicos e de desenvolvimento tecnológico e de programas de excelência como, por exemplo, os institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), que congregam os mais destacados cientistas do Brasil.

Um eventual atraso no pagamento das bolsas de estudo traria consequências imponderáveis, mas seguramente deletérias, ao sistema nacional de pós-graduação, pois essas bolsas são o único meio de subsistência desses jovens cientistas, que mantêm um vínculo não empregatício com o CNPq, porém de dedicação integral e exclusiva durante a vigência da bolsa.

O sistema nacional de ciência e tecnologia experimentou vigoroso crescimento nas ultimas décadas, fruto de vários esforços coletivos e de um constante amadurecimento de nossa comunidade acadêmica e tecnológica. Nosso país, por sua importância internacional, por suas dimensões e pelo tamanho de sua população, precisa almejar ainda muito mais. A simples manutenção do sistema exige um aporte mínimo de recursos, sob pena de rapidamente destruirmos aquilo que foi duramente conquistado por sucessivas gerações de cientistas.

Junte-se a isso o fato de que o financiamento aos projetos e programas de pesquisa alavancou a produtividade acadêmica do Brasil, que é hoje o 13º maior produtor de ciência do mundo e abriga cinco das dez melhores universidades da América Latina, segundo ranking divulgado em 20 de julho de 2017 pela Times Higher Education (THE). O desenvolvimento tecnológico resultante desses projetos de pesquisa revela a importância dos investimentos em ciência para o avanço econômico e social do país.

O CNPq existe há 66 anos como a principal agência de fomento à pesquisa científica no País. Atualmente, além de financiar equipamentos e materiais para a consecução de projetos que permitem o avanço de nosso conhecimento, o CNPq possui uma importante dimensão humana: mais de cem mil estudantes e pesquisadores recebem bolsas de estudo. Para a maioria deles, a bolsa é sua única fonte de renda, inclusive porque se comprometem a manter dedicação exclusiva aos programas de que participam.

No século XXI, está mais do que demonstrado que a geração de receitas e o crescimento econômico advêm de inovações que resultam de conhecimentos novos. Sem pesquisas cientificas, será impossível criar riquezas.

Estamos todos cientes de que a atual crise financeira é sem precedentes neste país. Os reflexos negativos para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia são visíveis na redução da dotação orçamentária do CNPq nos últimos anos, mas o contingenciamento dos recursos que se vislumbra trará danos irreparáveis a este importante setor da economia.

O CRUESP, representando aqui o conjunto das Universidades responsáveis por mais que um terço da produção científica brasileira, vem externar sua profunda preocupação com relação aos recursos contingenciados e espera que o MCTIC logre êxito junto às demais pastas do governo federal para garantir o aporte financeiro ao CNPq o quanto antes.

Certos de que podemos contar com a compreensão e ação de Vossa Excelência, diante dessa importante questão, agradecemos seu empenho.

Cordialmente,

Sandro Roberto Valentini

Presidente do CRUESP

Ascom – Cruesp

FONTE: http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/4-cruesp-manifesta-preocupacao-com-a-situacao-orcamentaria-do-cnpq/

Quem não luta pela Uenf?

O jornal Folha da Manhã publicou neste domingo (13/08) uma série de declarações de apoio à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) dada por vários políticos eleitos pela nossa região, trazendo ainda uma interessante interrogação como manchete principal: quem luta pela Uenf? [1]

A partir da leitura das declarações dadas por deputados que não apenas têm votado de forma consistente pelo projeto político que vem destruindo não apenas a Uenf, mas todas as universidades públicas brasileiras, eu poderia retrucar e dizer que a manchete para ser mais precisa deveria ser “quem não luta pela Uenf”.

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Começando pelos deputados estaduais Geraldo Pudim (PMDB), Gil Vianna (PSB) e João Peixoto (PSDC) não hesito em dizer que a atuação dos mesmos vem sendo desastrosa não apenas para a Uenf, mas também para toda a população do Norte Fluminense. É que estes deputados vem consistentemente aprovando projetos do (des) governo Pezão que implicam no desmanche do serviço público e na perpetuação das desigualdades sociais que afligem historicamente esta rica região pobre.

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Mas o plantel de “defensores” da Uenf ainda inclui prefeitos que objetivamente nada fizeram para apoiar qualquer esforço real de solução dos graves problemas que estão sendo infligidos pelo (des) governo Pezão na Uenf, incluindo aí a prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP), e o prefeito de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz (PPS). A começar pelo fato de que os partidos dos dois prefeitos pertencem à base governista na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, as declarações dadas ao jornal Folha da Manhã vão de encontro ao que tem sido feito na prática por eles. No caso de Rafael Diniz, estou aguardando até hoje a contrapartida prometida à Uenf em função de espaço física para o braço ambiental da Guarda Civil Municipal.

Além disso, se olharmos para as políticas objetivas que os prefeitos estão executando em seus governos vamos notar que as mesmas emulam em grau de virulência com aquilo que é praticado pelo (des) governo Pezão contra os servidores públicos e a população mais pobre. Assim, não é surpreendente que o apoio deles apareça, quando muito, em declarações vazias e sem qualquer nexo com a sua atividade prática. 

O fato é que o único apoio genuíno que venho observando em toda a crise (seletiva) que foi imposta pelo (des) governo Pezão tem vindo da população que depende da existência da Uenf para que a juventude do norte e noroeste fluminense possa ter acesso à educação pública e gratuira.  É daí que tenho recebido diariamente o tipo de solidariedade que não existe na prática desses soldados da destruição que somente aparecem para entregar declarações que, muitas vezes, nem se dão ao trabalho de produzir, relegando isso a um dos seus muitos assessores. 

E, na real, entre este plantel de “apoiadores” e a população, adivinha em quem penso que devemos apostar? Claro que na população que se mobilizou para que a Uenf fosse criada e sempre nos oferece um apoio sincero nos nossos encontros nas ruas.

Ah, antes que eu me esqueça. Chega a beirar o exótico termos um deputado federal que já condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na “Máfia dos Sanguessugas” dando a declaração de que não tem apoiado a Uenf por falta de demandas para cumprir qualquer papel em sua defesa [2]. Isso é como o coveiro dizer que não enterrou um morto porque ninguém pediu.   Se ainda estivéssemos falando de Odorico Paraguaçu ainda passava, mas estamos falando de Paulo Feijó (PR)!


[1] http://opinioes.folha1.com.br/2017/08/13/liderancas-da-regiao-se-unem-ao-magisterio-na-luta-pela-uenf/.

[2] http://g1.globo.com/politica/noticia/stf-condena-deputado-paulo-feijo-e-decreta-perda-de-mandato-cabe-recurso.ghtml