As incongruências de Rafael Diniz: de prisioneiro da crise a consumidor de iPhone7

 

rafael

Faz algum tempo que tento não falar das incongruências idiossincráticas do governo do jovem prefeito Rafael Diniz (PPS), tendo optado por buscar reflexões mais densas sobre a sua gestão de um coletivo de pessoas que pensam o município de Campos dos Goytacazes a partir de múltiplas escalas de análise.

Mas a “novidade” de que a gestão do prefeito Rafael Diniz está distribuindo aparelhos iPhone7 para membros da administração não pode deixar de ser mencionada por mim[1].  É que desde janeiro de 2017 todas as ações de ataque às políticas sociais herdadas de administrações anteriores foram justificadas como resposta a uma crise financeira sem precedentes na história do município.

E agora o que faz o prefeito Rafael Diniz? Em vez de agir como o administrador preocupado com economizar o dinheiro público que estaria escasso (apesar de sabermos que essa escassez é relativa!), ele opta por distribuir o aparelho de telefone mais caro do mercado a sabe-se lá quantos membros de sua administração.  

Aí não tem como deixar de notar que tentado pela oportunidade, Rafael Diniz  parece ter saído da postura teatral de gestor preocupado com as finanças públicas municipais para o de consumidor deslumbrado.  Afinal,  só isso explica tamanha indiferença ao que estão passando neste momento milhares de seus próprios eleitores que tiveram ceifados os mecanismos de apoio público que os possibilitava se manter na linha mínima da dignidade, enquanto ele e seus menudos neoliberais podem optar por iPhones. 

E isso tudo para que? Afinal, se sabe que a empresa telefônica que oferece telefones fabricados pela Apple, também possui outras marcas similares de igual qualidade que custam bem menos para serem adquiridos.  Como já disse, apenas a opção pelo deslumbramento e pelo acesso ao consumo de bens luxuosos pode começar a explicar.

Mas, há quem diga que se o seu futuro político for por água abaixo, Rafael Diniz sempre terá o consolo de ter usado e distribuído aparelhos iPhone para seus auxiliares diretos. Pensando bem não é nada, nada mesmo.

E antes que eu me esqueça de mencionar, a série de entrevistas “Campos dos Goytacazes: entre becos e saídas”, que começou como um empreendimento modesto, está ganhando corpo na medida em que outros pensadores de nosso município estão se dispondo a expor suas reflexões aqui neste blog.  Estou até pensando em acrescentar uma pergunta específica sobre esse imbróglio do iPhone para os próximos entrevistados.


[1] http://www.tribunanf.com.br/blogdoralfereis/2018/07/24/rafael-diniz-distribui-iphone-7-para-secretarios-e-das/

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