DCE/UENF organiza mesa com Lindbergh Farias para discutir perspectivas para as universidades estaduais

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O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (DCE/UENF) está trazendo o senador Lindbergh Farias para discutir  a situação das universidades estaduais do Rio de Janeiro. 

Como mostra o convite abaixo, a atividade será realizada no dia 15/09 no Auditório IV do Centro de Convenções da UENF a partir das 10:00 h.

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A presença de Lindbergh Farias certamente chama a atenção pela trajetória histórica de liderança estudantil, bem como pela sua atuação recente no Senado Federal.

De toda forma, essa atividade certamente contribuirá para dinamizar os debates em curso sobre as melhores formas de retirar as universidades estaduais, especialmente a Uenf, da condição trágica em que o (des) governo Pezão colocou o ensino superior estadual.

Representações Sindicais de Servidores e Estudantes da UENF denunciam privatização da universidade e convocam para Greve Geral nesta sexta-feira

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Por Wesley Machado*

Nesta terça-feira (27), representações sindicais de Estudantes, Professores e Técnicos Administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) realizaram um ato de mobilização da comunidade acadêmica da UENF em frente à Reitoria da universidade. O ato teve o objetivo de protestar contra os três meses de salários atrasados e o não repasse de verbas para a universidade desde outubro de 2015. Com gritos de “Fora Pezão”, “A UENF Resiste” e “Não está normal”, os servidores e alunos marcaram posição em defesa da UENF e contra o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Antes do ato, os organizadores realizaram na quadra do Centro de Ciências Humanas (CCH) a 2ª Plenária Comunitária com todos os segmentos de representação sindical, como o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), Associação de Docentes da UENF (Aduenf), Diretório Central dos Estudantes da UENF (DCE-UENF) e Associação de Pós-Graduandos (APG).

O 2º vice-presidente da Aduenf, Marcos Pedlowski, disse que a ideia da plenária e da mobilização da comunidade é tirar uma série de ações comuns para avançar no enfrentamento do quadro que está aberto. “Queremos acabar com a apatia diante da falta total de verbas. Esperamos que a partir daqui tenhamos virado uma página e gerado uma energia positiva com uma resposta unificada”, afirmou Pedlowski, que é professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA), do CCH, da UENF.

O dirigente sindical do Sintuperj, Cristiano Peixoto, comentou que tanto a plenária quanto à mobilização é uma tentativa de unificação dos servidores e alunos da UENF contra os ataques do governo à universidade. “A UENF é uma universidade extremamente importante em nível local, estadual, nacional e até mesmo internacional. É uma universidade que deu certo. E agora aparecem alguns políticos tentando desmontar a UENF. Já começou a privatização. A UENF já pode cobrar por um curso de pós-graduação latu sensu (especialização), por exemplo. Ouvimos de um secretário que a educação de nível superior não é competência do estado. Pode até ser legal, mas é lamentável. À medida que implantam uma universidade, têm de manter”, declarou Cristiano.

A dirigente sindical do Sintuperj, Maristela de Lima, quer uma explicação do governo do estado sobre porque as mesmas categorias estão ficando sem receber. “Não são todos os servidores que estão sem receber. Alguns órgãos, como da Secretaria de Fazenda, da Segurança, receberam o mês de junho. E nós da Ciência e Tecnologia ainda não recebemos abril na íntegra, maio, já vai vencer junho, sem contar o 13º salário de 2016, que ainda não recebemos. Qual o objetivo do governo com esses atrasos salarias que vêm acontecendo desde outubro de 2016?”, perguntou Maristela.

GREVE GERAL

A presidente da Aduenf, professora Luciane Soares, informou que a UENF, com seus segmentos de representação sindical, estará na sexta-feira (30) na 2ª Greve Geral, que será realizada, às 15 horas, no centro da cidade de Campos, com concentração na Praça São Salvador. “A UENF vai estar representada como esteve na greve anterior. Vamos ocupar com bandeiras, camisetas, etc. Nossa intenção é reforçar a necessidade de mobilização contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, em especial dos servidores da UENF”, afirmou Luciane.

O presidente do DCE-UENF, Gilberto Gomes, citou a Lei da Terceirização como um prenúncio do que pode ser a privatização da UENF. “Os estudantes agora vão avançar numa perspectiva de radicalizar as lutas, ser mais incisivo nas mobilizações. Vamos rechaçar qualquer sensação de normalidade, embora uma parcela de estudantes mantenha a crença de que as coisas estão normais. Sexta-feira, às 15 horas, estaremos no ato da Greve Geral em Campos, no Calçadão. A expectativa é que, com bloqueio de vias e pontes, em nível nacional, superemos os 40 milhões de trabalhadores parados da greve de 28 de abril”, falou Gilberto.

*Reportagem: Wesley Machado – Jornalista (Registro Profissional: 32.177/RJ)

 

Mais uma profecia: Secretário Pedro Fernandes estará na Uenf para dizer que nada pode fazer para resolver a crise criada pelo (des) governo Pezão

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O deputado Pedro Fernandes Neto, hoje secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (SECTIDS), na cerimônia de filiação ao PMDB, quando teve o formulário de filiação homologado por Sérgio Cabral.

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (SECTIDS) Pedro Fernandes Neto (PMDB), estará visitando o campus Leonel Brizola na manhã desta segunda-feira (10/04).  Mas antes que alguém se anime, posso já profetizar que não se deve esperar nada de prático desta visita, pelo menos no que tange à solução dos problemas reais que colocaram a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) em condição da calamidade institucional.

É que se observarmos o papel prático que Pedro Fernandes vem cumprindo desde que assumiu a SECTIDS  foi de pressionar empresas terceirizadas que ainda sobreviveram ao calote generalizado do (des) governo Pezão a reduzirem o tamanho da fatura cobrada pelos diferentes serviços terceirizados. Agora, pagar os débitos acumulados que é bom, nada!

Esse papel  escolhido por Pedro Fernandes cabe melhor em um gerente de compras, mas dificilmente se coaduna com a envergadura de um dirigente apto a resolver a crise que vivem as universidades estaduais, começando pela falta de verbas de custeio desde outubro de 2015 e chegando no atraso de salários e bolsas acadêmicas.

Mas vamos lá, o que pode se esperar de qualquer representante do (des) governo Pezão que não a incapacidade ou a ineptude para resolver os problemas que foram criados a partir de 2007 quando o hoje presidiário Sérgio Cabral implantou seu peculiar método de (des) governo no Palácio Guanabara?

Entretanto, ao visitar o campus Leonel Brizola após uma faxina feita por voluntários convocados pela reitoria da Uenf, o secretário Pedro Fernandes poderá ainda sair de Campos dos Goytacazes com o sentimento de que as coisas não estão tão ruins assim (Aqui!). Aí é que entra aquela máxima “por fora, bela viola. Por dentro pão bolorento”.   É diante desse tipo de possibilidade que vejo o equívoco de se pretender viver uma normalidade quando a casa toda periga cair na cabeça das pessoas. Ou de pelos menos criar uma ilusão de normalidade ao realizar faxinas que só são necessárias porque o (des) governo Pezão resolveu deixar a Uenf à mercê da própria sorte.

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Agora, uma coisa é certa: o secretário Pedro Fernandes deverá vir preparado para momentos intensos no campus da Uenf, ou pelo menos deveria. É que a impaciência com a situação desastrosa em que a Uenf se encontra está alcançando níveis altíssimos. E não será com promessas de que irá baixar os custos de serviços que já não são sequer prestados pelo calote dado pelo (des) governo Pezão que os ânimos vão ser esfriados. Basta ver a convocação que o Diretório Central dos Estudantes da Uenf (DCE/Uenf) está fazendo nas redes sociais para convocar os estudantes para a reunião do Conselho Universitário que deverá ocorrer no Centro de Convenções com a presença de Pedro Fernandes.

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SOS Uenf: comunidade universitária faz abraço para denunciar descaso

O início desta 4a. feira (31/08) foi marcado por um ato político que reuniu membros de todos os segmentos que compõe a comunidade universitária da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) no campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes (RJ).

Este ato consistiu de um abraço simbólico no prédio do Centro de Convenções da Uenf (conhecido popularmente como “Apitão”). Durante este ato foi  feita a tomada de imagens com os participantes formando o sinal de “SOS” para simbolizar a situação de completa precariedade em que a universidade se encontra após 10 meses sem receber verbas de custeio. 

Esta atividade também foi uma forma de preparação para a caravana em defesa da Uenf que deverá ir à cidade do Rio de Janeiro para a realização de um ato nas escadarias do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa. 

Abaixo seguem alguns imagens do abraço à Uenf.

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2016/08/sos-uenf-comunidade-universitaria-faz.html?spref=fb

Blog da Aduenf divulga e apoia mobilização em defesa da UENF

Sob risco de ficar sem água e eletricidade, comunidade universitária vai às ruas denunciar o abandono da Uenf

Por Blog da  Aduenf

A situação crítica que foi informada no dia de ontem pela reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) teve uma resposta firme no final da tarde desta 3a .feira (22/03) quando centenas de estudantes e servidores liderados pela Associação de Pós-Graduandos, DCE/UENF e do SINTUPERJ/UENF foram às ruas denunciar a crise criada pelo governo do Rio de Janeiro na melhor universidade do estado segundo o Índice Geral de Cursos de graduação do Ministério da Educação  (MEC).

A ameaça que paira sobre a Uenf de ter seus serviços de água e eletricidade cortados já na volta do feriado da Semana Santa serviu como um combustível adicional para mobilizar os estudantes que estão com o pagamento de suas bolsas atrasado desde janeiro. Entretanto, a defesa da existência e funcionamento correto da universidade esteve no centro das falas que ocorreram para denunciar o descaso do governo Pezão.

A  diretoria da Aduenf entende que a nossa universidade não pode ser tão desrespeitada e  entende que ir às ruas denunciar esta situação inaceitável foi uma decisão acertada, pois a população precisa ser informada do que está ocorrendo.

Abaixo imagens da manifestação.

Em greve, estudantes da Uenf fazem passeata nesta 5a. feira!

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Dando prosseguimento às atividades de greve deliberadas, teremos nesta quinta-feira a oportunidade de externar ao povo de Campos a situação que passam os estudantes da Uenf.

A concentração começa a partir das 08:00 no portão principal da UENF, onde iremos realizar a confecção de faixas e cartazes. Após, haverá um almoço para todos os presentes, antes de acertarmos os últimos detalhes e sairmos em passeata. O percurso se iniciará na Uenf e terá como destino dois pontos específicos: primeiramente a Secretaria de Fazenda do Estado, no início da Av. Alberto Torres e logo após, a Praça São Salvador, onde iremos realizar uma panfletagem sobre nossa situação e destacar como o governador Pezão vem destruindo o serviço público estadual. Os dois pontos são bem próximos e localizam-se na área central da cidade.

Solicitamos que usem roupas leves, claras e calçados confortáveis para caminhada. Disponibilizaremos protetor solar e água.

É de extrema importância a presença de todos estudantes, pois esta é mais uma forma de chamar atenção para o que vem ocorrendo não somente dentro da Uenf, mas em todo o estado, além de fortalecer nossa greve e nossas reivindicações.

NÓS NÃO VAMOS DESISTIR!
Pela regularização IMEDIATA das bolsas em atraso e implementação do auxílio-moradia!

DCE UENF
Gestão 2016
“A Luta Não Pode Parar

Estudantes fecham a Uenf e explicitam crise causada pelo (des) governo Pezão

A entrada principal do campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) amanheceu fechada por causa de um bloqueio (trancaço) realizado por estudantes de graduação e pós-graduação liderados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e pela Associação de Pós-Graduandos (APG).

O protesto é parte de um movimento de greve que está sendo realizado pelos estudantes para pressionar o (des) governo estadual do Rio de Janeiro e também a reitoria da Uenf a apresentarem soluções práticas para uma série de problemas, a começar pelo atraso crônico no pagamento de várias modalidades de bolsas acadêmicas.

Os estudantes, que dependem diretamente do pagamento das bolsas, reclamam que sem as mesmas muitos estão abandonando os cursos de graduação e pós-graduação.  Mas os estudantes também demandam a regularização da situação financeira da Uenf que hoje possui dívidas milionárias com concessionárias de serviços públicos, num processo de precarização que poderá interromper e prejudicar gravemente pesquisas de longo prazo das quais os estudantes participam diretamente.

Como já abordei aqui, esse processo de precarização é parte de um receituário que invariavelmente leva ao processo de privatização de órgãos públicos. No caso da Uenf, essa precarização está em processo acelerado, já que a possibilidade de corte nos serviços de água e energia elétrica levaria ao “apagão” de pesquisas importantes que são realizadas na instituição.

Abaixo imagens do bloqueio promovido, ressalta-se de forma pacífica e organizada, pelos estudantes da Uenf. Apoiar esse movimento é fundamental para preservar a conquista que foi termos uma das melhores universidades brasileiras colocadas no interior do Rio de Janeiro.

 

Uenf: Diretório Central dos Estudantes divulga calendário de atividades de greve

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SÃO TEMPOS DE LUTA

Ontem durante reunião da Comissão de Greve Estudantil (a Comissão é composta por diversos estudantes, de diferentes cursos, que queiram construir a greve estudantil), foi definido o primeiro calendário de greve.

O calendário visa auxiliar na organização da próxima semana, que será marcada pelo retorno dos estudantes à Universidade e chegada dos calouros. Com o objetivo de incluir e conscientizar os estudantes recém-chegados foram definidas diversas atividades para incluí-los e mostrar a importância de nos mobilizarmos contra os ataques do (des)governo estadual à educação.

Na SEGUNDA-FEIRA, vamos receber os calouros em cada centro antes de se reunirem com os veteranos para os trotes e realizar breves intervenções para que já fiquem cientes do momento que estamos passando e como a greve estudantil pode auxiliar nas negociações. Durante todo o dia, grupos já definidos irão monitorar as salas de aula de cada prédio a fim de verificar se estão havendo ou não aula. Ainda esta semana será passada para cada secretaria e coordenação de curso uma circular sobre a legitimidade da greve estudantil e que a mesma deve ser respeitada.

TERÇA-FEIRA o dia já começa com uma grande aula pública sobre a conjuntura da educação no estado do RJ e sobre como a autonomia financeira é importante para uma Universidade livre. A aula é aberta para TODOS estudantes, inclusive de outras universidades. Simultaneamente ocorrerá um ato ainda a ser divulgado onde será necessária a presença de TODOS estudantes. Ao fim do dia vai rolar a primeira Assembleia de Greve Estudantil! Nesta assembleia iremos decidir as próximas ações da greve e por em pauta o tão discutido tema ‪#‎OcupaUENF2016‬ .

QUARTA-FEIRA iremos mais uma vez saudar nossos calouros com breves intervenções sobre a greve estudantil durante a recepção promovida pela atlética Ururau. No decorrer do dia, precisamos de um bom número de estudantes para trabalhar na confecção de panfletos que serão distribuídos pela cidade com o mote: “A UENF pode acabar?”, convocando para a passeata que irá ocorrer na quinta-feira. Novamente, durante o decorrer de todo o dia, iremos fazer passagens nas salas de cada centro a fim de evitar que aulas estejam ocorrendo durante a #‎greveestudantil‬.

A QUINTA-FEIRA é o dia da passeata. É muito importante estarmos presentes em grande número. Será mais uma denúncia dos descasos do governo estadual, como as que vem ocorrendo em número cada vez maior por todo RJ.

Nossa SEXTA-FEIRA será dedicada à auto-organização da greve a fim de nos prepararmos mais uma semana firmes e resistentes contra as pressões que com certeza serão impostas. Ao fim do dia, vai rolar uma culturalzinha bem bacana, em local ainda a ser definido, para interagirmos e conhecermos melhor quem são os estudantes de luta que estão construindo a greve estudantil da UENF!

Devemos sempre deixar claras nossas condições para o fim da greve: exigimos o pagamento imediato das bolsas em atraso (sem calendário e parcelamento, como proposto pelo governo) e implementação do auxílio-moradia já aprovado no legislativo do estado. Hoje retomamos mais uma pauta importantíssima e que será cobrada durante a greve: a criação da Pró Reitoria de Assuntos Estudantis, uma pró reitoria que poderia dedicar-se somente aos estudantes e a tudo que se refere a eles. Bolsas, restaurante universitário e diversas outras atividades.

Se estivermos unidos, podemos sair vitoriosos! Não é apenas pelas bolsas, é por respeito ao estudante! Lembrem-se que o estudante não é prejudicado pela greve, ele está em greve justamente por ser prejudicado.

DCE-UENF
Gestão 2016
“A Luta Não Pode Parar”

FONTE: https://www.facebook.com/DCEUENF/photos/a.734782106629077.1073741828.714811348626153/914182958688990/?type=3&theater

Diretor do DCE responde à docente apoiador da chapa 11 que assemelhou sua decisão de apoiar Passoni e Teresa ao peleguismo da UNE

caravana

Recebi pelo e-mail do blog, uma mensagem na forma de um pedido de resposta do diretor do DCE/UENF, Gilberto Gomes, que foi acusado por pelo menos um docente apoiador da chapa 11 de ter começado a trilhar o caminho do peleguismo da direção da União Nacional dos Estudantes (UNE) por ter ele declarado o seu apoio à chapa 10 formada pelos professores Luís Passoni e Teresa Peixoto.

Como este blog é um espaço aberto aos que normalmente não tem direito à voz, decidi postar a resposta do Gilberto Gomes por dois motivos: 1) que o tipo de adjetivação que lhe foi imposta por simplesmente ter tomado a decisão de apoiar a chapa 10 não é compatível com a democracia, especialmente num espaço universitário, e 2) por saber de sua firmeza de propósito em defender os interesses dos estudantes da UENF que têm sido tão prejudicados pelo alinhamento da reitoria da Uenf com os seguidos (des) governos que vem tentando destruir a nossa universidade.

Ao Gilberto Gomes a minha total solidariedade, agradecendo ainda a sua firmeza de propósito em defesa dos interesses coletivos na Uenf. E como ele mesmo diz, os cães ladram, mas a caravana passa.

Precisamos desconstruir o mito de que “quem luta não tem capacidade para administrar a Uenf

gilberto gomes

Precisamos mais do que nunca desconstruir a ideia de que para lutar por direitos, não podemos estar alinhados em ideias com aqueles que podem realizar as mudanças. Estar em posição de reivindicante é algo que não deve, ou, ao menos não deveria, mudar de acordo com momentos mais ou menos oportunos.

De fato, ser oposição é consequência quando a dita situação não cumpre seu papel, e faz com que o reivindicante tome posições mais radicais, estas por sua vez, também criticadas quando convém.

O interessante disto tudo é exatamente a última palavra do paragrafo anterior: convém. Convém ao crítico optar por criticar aquilo que vai contra seus interesses, suas vontades. Nada mais óbvio. Mas isto nos leva a um questionamento: cabe a este crítico julgar como irá se portar o reivindicante?

– Trocando em miúdos –

A diminuição na combatividade da UNE é reflexo não somente de um processo de alinhamento com o atual governo, mas também de rompimento com governos anteriores ao reconhecer que tratavam a educação de nível superior no Brasil como sucata, no mais amplo sentido da palavra. Coube ao governo que apoiaram/apoiam cumprir diversas demandas estudantis, principalmente as relacionadas ao acesso. O que falta à UNE é continuar a cumprir seu papel de reivindicante por diversas outras pautas urgentes e necessárias que não deve adormecer. 

Porém, é muita pretensão de alguém que, nem ao menos me conhece, querer julgar como irei me portar caso o candidato que apoio seja eleito, visto que essa não é uma escolha simplesmente pessoal, mas pensada no coletivo ao reconhecer as incapacidades do outro candidato, com o qual também terei que dialogar caso eleito.

Enquanto estiver como diretor do DCE-Uenf, representarei os interesses dos estudantes e somente eles. Enquanto aluno, defendo e reitero minha posição de apoio à chapa 10 de Passoni e Tetê. 

Mas já que me cabe um direito de resposta, respondo com outra pergunta: quais dos que apoiaram as desastrosas últimas gestões da Uenf tiveram a coragem de lutar por nossa universidade? CONIVENTES foram estes, e AUTORITÁRIOS são os que tentam impedir o livre direito daqueles que democraticamente fazem uma escolha! Quaisquer argumentos que tentem desqualificar aqueles que optam por apoiar a chapa 10 são nítidas posições de ataque.

Garanto que minhas ações passam longe de qualquer proximidade com estes questionamentos repressores e não-construtivos. FORA AUTORITÁRIOS!

Os cães ladram, mas a caravana passa.

Gilberto A. Gomes, Diretor DCE-Uenf Gestão 2015.

Comissão de Educação da ALERJ visita campus da UENF e ouve reclamações da comunidade universitária

Após uma semana de mobilizações, inclusive uma que contou a participação dos estudantes da Uenf na cidade do Rio de Janeiro, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro esteve na sede social da Associação de  Docentes (Aduenf) para um encontro político com a comunidade universitária. Além do presidente da Comissão Educação, o deputado Comte Bittencourt (PPS), estiveram presentes os deputados Flávio Serafini (PSOL) e Dr. Julianelli (PSOL). 

Durante a sua fala, o deputado estadual Flavio Serafini (PSOL) criticou a opção do governo Pezão pelas tercerizações e corte de verbas no ensino superior estadual. Para Serafini, é essa política que causa o atraso no pagamentos, a  diminuição da bolsa dos cotistas para 300 reais e desrespeito à data-base dos técnicos e professores. Serafini lembrou ainda que o (des) governo Pezão tem margem no orçamento para aumentar em 50% o gasto com o funcionalismo. Isso, ao lado do respeito aos 6% para as universidades estaduais, seria possível sair da atual cris, acrescentou o parlamentar do PSOL.

Um momento desconfortável para a reitoria da Uenf em sua eterna submissão ao (des) governo do Rio de Janeiro se deu quando o vice-reitor Edson Corrêa afirmou que, apesar de todos os problemas a Uenf estava limpa e bem cuidada. Nesse momento, o presidente da Comissão de Educação, Comte Bittencourt (PPS) afirmou que de anda adianta a Uenf estar com boa aparência, se os estudantes estão sofrendo com o atraso crônico no pagamento de suas bolsas!

O saldo político dessa reunião foi importante, na medida em que a partir dessa visita outras ações deverão ser coordenadas pelos sindicatos da Uenf, e agora com o conhecimento de causa do comando da Comissão de Educação da Alerj.

Por último, um fato notado foi a ausência do reitor da Uenf, Silvério Freitas, nesse evento político. Aliás, não foi só ali que o reitor não apareceu nos últimos meses, deixando a impressão de que o timoneiro já abandonou a nau desgovernada.

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