Lava Jato, agora se confirma que nunca foi realmente sobre fazer justiça, mas sim política

fhc lava jato

A última reportagem do site “The Intercept” sobre o tratamento privilegiado dado pelo ex-juiz Sérgio Moro e seus colegas procuradores da “Lava Jato” mostra um claro favorecimento ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC).  Isto ficou patente com a afirmação de Moro de que qualquer investigação em relação a FHC poderia melindrar alguém cujo apoio seria importante.

Sem querer inocentar este ou aquele personagem punido pela ações da Lava Jato e do ex-juiz Sérgio Moro (os mais evidentes dele são o ex-presidente Lula e o ex-presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha),  as revelações em torno da aparente isenção dada a FHC e, por extensão, ao PSDB, podem nem ter sido as mais bombásticas da série publicado pelo “The Intercept”, mas não deixa de ser grave na medida em que confirma algo que se sabia era uma possibilidade forte: a Operação Lava Jato, agora sabidamente chefiada informalmente por Sérgio Moro, pode até ter vendido uma imagem de isenção sublinhada na frase “a lei é para todos”, mas esteve longe disso.

O que está se tornando cristalino é que na Lava Jato houve um viés político que caiu como uma luva nas pretensões políticas do agora presidente Jair Bolsonaro que, sem esse apoio crucial, não teria passado jamais do seu patamar inicial de intenção de votos. Por isso, é possível que ainda apareçam mais evidências de que alguns dos passos dados pela Lava Jato e por Sérgio Moro ao longo de 2018 tivessem algum nível de articulação com os responsáveis da campanha de Jair Bolsonaro.

E há que se frisar que o “The Intercept” já inegável  que o banco de dados entregue pela “fonte” desse vazamento gigantesco chega a 2018, o que torna possível que saibamos mais dos bastidores e se houve algum contato entre as partes aqui mencionadas.

Para mim o mais grave é que o viés político e a seletividade das escolhas feitas a partir da coordenação entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol colocam em risco não apenas a credibilidade de toda a Operação Lava Jato, mas também do sistema jurídico como um todo.  É que se as revelações continuarem evoluindo no ritmo que vem sendo adiantado pelos editores do “The Intercept” não chega a ser impossível que vejamos outros personagens que deveriam ser neutros também envolvidos no tratamento seletivo do combate à corrupção no Brasil.

O ocaso da Lava Jato e a minha conversa com um jornalista alemão em 2015

dd moro

Deltan Dallagnol (nascido em Pato Branco) e Sérgio Moro (nascido em Maringá): as estrelas paranaenses de um show jurídico e midiático que se encaminha para um triste ocaso.

Em algum momento de 2015 tive a oportunidade de conversar com um jornalista de um importante veículo de imprensa da Alemanha, que visitava a cidade de Campos dos Goytacazes para realizar uma matéria sobre o Porto do Açu e as possibilidades que a sua interligação com a cadeia do petróleo e gás poderia ter para o desenvolvimento regional.

Lá pelas tantas, o jornalista alemão me perguntou sobre o que eu achava da “Operação Lava Jato” e as chances de que a mesma trazia para o fim da corrupção no Brasil.  Eu respondi de maneira educada que não via nenhuma chance da corrupção acabar no nosso país, pois o problema aqui era que a mesma fazia parte de uma estrutura social de acumulação de riqueza que já estava valendo desde que Pedro Álvares Cabral aportou nas costas da Bahia.  Disse ainda que estava intrigado com o fato de que as “asas” do pessoal da Lava Jato e do então juiz Sérgio Moro não tinham ainda sido “cortadas”. É que aquele grupo de jovens oriundos das elites paranaenses simplesmente não tinha carcaça para enfrentar o sistema político e os interesses dos grandes grupos que controlam a economia brasileira.

Passados mais de 4 anos daquela conversa, vemos se desdobrar diante dos nossos olhos algo que parece ser o ocaso da Lava Jato e da figura política do ex-juiz Sérgio Moro. Em minha opinião, além dos danos econômicos e sociais que as estrepolias jurídicas que agora estão sendo divulgadas pelo site “The Intercept“, os quais não são pequenos de forma alguma, a derrocada da Lava Jato representará a consolidação de algo óbvio: não se resolverão os problemas do Brasil pelas mãos que são parte intrínseca do problema. E, pior, com o que se fez de errado para se atingir fins supostamente corretos, arriscamos a ver a desmoralização por algum tempo de qualquer tentativa séria de diminuir o nível de corrupção dentro do nosso sistema político e empresarial.

Ah, lembro ainda que o jornalista alemão me deu um olhar estupefato quando dei minha resposta sobre as chances da Lava Jato acabar com a corrupção no Brasil. Eu imagino o que ele diria, se lesse este texto e lembrasse da nossa conversa, sobre a minha resposta se pudesse voltar àquela noite de 2015.

Mídia internacional dá outro banho na cobertura no caso das “indiscrições” da “#VazaJato”

Estou acompanhando desde ontem a cobertura da mídia corporativa brasileira sobre o escândalo eclodido pelo site “The Intercept” que expôs uma pequena porção de um fato material que seus editores estão de posse e que mostra a cooperação indevida e ilegal entre o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sérgio Moro, e os procuradores da chamada “Operação Lava Jato” para perseguir, julgar e prender o ex-presidente Lula, de modo a impedir que ele se candidatasse a presidente nas eleições presidenciais de 2018.

A primeira coisa que saltou aos olhos foi o fato de que dois dos principais veículos da mídia brasileira, os jornais “O GLOBO” e o “ESTADO DE SÃO PAULO” sequer mencionaram a eclosão do escândalo nas horas que se seguiram à publicação das reportagens do “The Intercept”. É como se as redações desses dois veículos estivessem sem jornalistas de plantão, tamanho foi o silêncio que se seguiu à divulgação das revelações baseadas em conversas realizadas entre a equipe da Lava Jato com o agora ministro Sérgio Moro, e entre eles mesmos.

Mas mesmo nesta manhã quando o caso já está sendo divulgado em grandes veículos da mídia internacional que estão colocando o problema em sua devida dimensão e gravidade. Essa postura, contudo, não é novidade e apenas repete um padrão que já ocorreu em outros momentos, onde a divulgação correta dos fatos não eram necessariamente interessante às elites brasileiras.

Jornal “Diário de Notícias” de Portugal já publicou artigo co detalhes sobre as estratégicas utilizadas por Sérgio Moro e pela equipe da Lava Jato para incriminar, julgar e prender o ex-presidente Lula.

Felizmente, como também já ocorreu nesses outros casos, a mídia internacional está ocupando o papel jornalístico que deveria estar sendo cumprido pela brasileira. Já li boas matérias nos jornais portugueses como o “Diário de Notícias” e o “Público“, o que, aliás, é bastante conveniente. De toda forma, também o El País já dedicou espaço considerável para este assunto em sua edição em português.

De toda forma, esse é um escândalo que deverá ter ampla divulgação internacional, o que poderá pressionar os donos dos jornais brasileiros a, pelo menos, tentarem dar uma cobertura minimamente isenta às revelações do “The Intercept”. A ver!

The Intercept publica série de reportagens sobre os bastidores da Operação Lava Jato

A série intitulada “As mensagens secretas da Lava Jato” traz informações exclusivas sobre uma série de articulações que foram realizadas não apenas para garantir a ida do processo envolvendo o famoso “triplex do Guarujá” para a justiça federal em Curitiba, mas também para impedir que o ex-presidente Lula concedesse uma entrevista antes das eleições presidenciais de 2018 por medo de que o conteúdo da mesma influenciasse o pleito em favor de Fernando Haddad, candidato presidencial do PT.

O site de notícias “The Intercept” está lançando uma série de reportagens que promete balançar a política brasileira, pois revela os bastidores da Operação Lava Jato e das relações questionáveis entre o ex-juiz federal e hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador federal Deltan Dallagnol.

A série está dividida em 3 reportagens, as quais deverão gerar grande interesse por parte não apenas dos apoiadores do ex-presidente Lula que o consideram um prisioneiro político, mas até daqueles que sempre viram na chamada “Operação Lava Jato” uma oportunidade de livrar a política brasileira de políticos corruptos.

Série de reportagens do “The Intercept” que prometem agitar a política brasileira.

Quem desejar acessar a série “As mensagens secretas da Lava Jato“, basta clicar [Aqui!]

Desembargador solta Michel Temer et caterva e fulmina estratégia lavajatense

Image result for prisão de michel temer

As ordens de prisão para o ex-presidente “de facto” Michel Temer, o ex-ministro Wellington Moreira Franco e outras 6 pessoas acusadas de fazerem parte de uma organização criminosa que teria atuado por mais de 40 anos foram vistas por muitos analistas como uma tentativa de resgatar a imagem dos membros da chamada Operação Lava Jato e também oferecer um respiro para o presidente Jair Bolsonaro que se vê inundado por uma sucessão de trapalhadas dele e de outros membros de seu governo.

As críticas mais pesadas apontavam no sentido de que o juiz Marcelo Bretas ao ordenar essas prisões teria ferido preceitos constitucionais e ainda teria colocado uma espada sobre os membros do Supremo Tribunal Federal (STF) de forma a torná-los alvo da ira de segmentos da população brasileiro caso decidissem libertar o grupo cujas cabeças mais ilustres são as de Michel Temer e Moreira Franco.

Essa seria uma estratégia que combinaria a imposição ao STF de libertar Temer e Moreira Franco mesmo arriscando a ira popular, justamente por causa das fragilidades constitucionais que cercaram as ordens de prisão. Em suma, era um tipo de estrategia para pressionar o STF a fazer o que a constituição federal obriga, e, com isso, expor seus membros à execração pública.

Vários analistas ainda apontaram que por detrás dessa estratégia estaria o ex-juiz federal e atual super ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sérgio Moro, para enfraquecer o STF enquanto fortalecia a Lava Jato e o governo Bolsonaro.

Se essa era de fato a estratégia, ela foi destroçada pela decisão do  pelo desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que decidiu chamar para si a decisão de libertar Michel Temer e seus companheiros de jornada. E sem qualquer tentativa noticiada de intervenção contrária do ministro Sérgio Moro, todos deverão ser soltos em breve.

Restou aos procuradores da Lava Jato dizerem que receberam “com serenidade a decisão de revogação da prisão dos investigados. Reafirma que as razões para a prisão preventiva são robustas e consistentes, mas respeita a decisão liminar monocrática do relator“, e que o “MPF analisará as medidas judiciais que poderão ser tomadas.” Em outras palavras, enfiaram a bola no saco e certamente estão se preparando para a próxima refrega.

Enquanto isso, Michel Temer et caterva voltam para casa, e o ex-presidente Lula continua preso e submetido a condições de prisão cada vez mais draconianas.

Ninguém se surpreenda se, com isso, os apoiadores de Lula resolverem aprofundar a campanha por sua libertação, já que estão saindo da prisão aqueles que segundo o MPF comporiam uma organização criminosa que saqueia os cofres públicos há mais de 40 anos. Se estes estão sendo soltos, como manter Lula preso se não for pelo simples fato dele ser um preso político?

 

Prisão de Michel Temer mostra que o Brasil não é mesmo para principiantes

temer

Ex-presidente “de facto” Michel Temer foi preso hoje sob alegação de participação em esquema de corrupção na Petrobras.

A mídia corporativa está informando que o ex-presidente “de facto” Michel Temer acaba de ser preso a partir de um mandado emitido pelo juiz Marcelo Bretas que comanda o braço fluminense da Operação Lava Jato.  Outros mandados teriam sido emitidos contra Wellington Moreira Franco e Eliseu Padilha, ambos ex ministros de Temer e com longas passagens por cargos de poder no Brasil. Ainda que só Moreira Franco já tenha sido igualmente preso, o caso todo promete ter desdobramentos explosivos.

Que Temer e seus companheiros de golpe parlamentar contra a ex-presidente Dilma Rousseff estão enrolados com a justiça não chega a ser nenhuma novidade, pois os casos em que eles são citados apenas no âmbito da Operação Lava Jato são de conhecimento público.

Agora, o que não deixa de ser peculiar é o momento escolhido pelo juiz Marcelo Bretas para decretar essas prisões que vem a ser logo após a visita do presidente Jair Bolsonaro aos EUA ter sido recoberta de pesadas críticas dentro e fora do Brasil, bem como coincidiu com a liberação de uma pesquisa do IBOPE que mostrou um rápido derretimento dos índices de aprovação do atual chefe do executivo federal.

Mas um detalhe revelado por uma matéria assinada pelos jornalistas Chico Otávio e Daniel Biasetto confirma o que já se sabia: o impeachment de Dilma Rousseff foi financiado pelo esquema financeiro ilegal que levou Michel Temer à prisão no dia de hoje. Nesse sentido, a matéria de Chico Otávio e Daniel Biasetto que “Eduardo Cunha “pautou e liderou” a votação do impeachment da ex-presidente Dilma e que teria enviado uma mensagem a (Lúcio) Funaro (o delator cuja delação causou a prisão de Michel Temer, grifo meu) perguntando se ele  teria disponibilidade de recursos para poder comprar os votos necessários dos deputados para aceitarem o impeachment”.  A matéria informa ainda que apesar de Lúcio Funaro não ter citado valores, mas confirmou que disponibilizou recursos para Cunha angariar os votos para o impechment de Dilma Rousseff.

eduardo-cunha-bolsonaro-kim-kataguiri-rodrigo-maia-esquerda

Reunião de defensores do impeachment de Dilma Rousseff no gabinete de Eduardo Cunha, com a seleta presença do atual presidente Jair Bolsonaro. Prisão de Michel Temer que esse processo todo foi “turbinado” com dinheiro de esquema de corrupção.

E pensar em todos aqueles excelentíssimos parlamentares dizendo que votavam no impeachment de Dilma Rousseff em nome da família e do Brasil. Votavam era em nome das verdinhas disponibilizadas por Lúcio Funaro, isso sim! 

Mas uma coisa é certa: o momento da prisão de Michel Temer e as revelações que a acompanham mostram que o Brasil não é e nunca foi um país, como dizia Tom Jobim, para principiantes. O que só aumentará a pressão sobre Jair Bolsonaro e seu ministério de Brancaleone.

Lava Jato/RJ: Operação ‘Câmbio, Desligo’ desarticula rede com 45 doleiros no Brasil e no exterior

Movimentação na sede da Polícia Federal

Investigados tiveram prisão preventiva decretada e realizavam operações dólar-cabo para alimentar esquema de corrupção de Sérgio Cabral e outros ainda sob investigação

 O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Receita Federal realizam nesta quinta-feira, 3 de maio, a operação “Câmbio, Desligo”. A operação conta com o apoio de autoridades uruguaias e visa desarticular um grandioso esquema de movimentação de recursos ilícitos no Brasil e no exterior por meio de operações dólar-cabo, entregas de dinheiro em espécie, pagamentos de boletos e compra e venda de cheques de comércio. Foram expedidos 43 mandados de prisão preventiva contra doleiros que atuaram ao longo de décadas de forma interligada em diferentes núcleos dessa rede de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Também foi determinada a prisão temporária de operadores financeiros, com o intuito de garantir a efetividade das diligências. Os mandados estão sendo cumpridos no Uruguai e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.


As investigações partiram da colaboração premiada dos doleiros Vinícius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Barboza, conhecido como Tony ou Peter. Eles foram presos em 3 de março de 2017 no Uruguai e intermediavam operações dólar-cabo para os irmãos Chebar, também doleiros e operadores financeiros do esquema do ex-governador Sérgio Cabral. Em colaboração premiada, Renato Chebar reconheceu que o volume de operação de compra de dólares aumentou consideravelmente a partir do início da gestão de Sérgio Cabral em 2007, motivo pelo qual foi necessário buscar os recursos de Juca e Tony para viabilizar as operações.

“Os colaboradores Juca e Tony funcionavam como verdadeira instituição financeira, fazendo a compensação de transações entre vários doleiros do Brasil, servindo como ‘doleiros dos doleiros’, indicando clientes que necessitavam dólares (compradores) e que necessitavam reais”, explicam os procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Junto com Dario Messer, dono de casas de câmbio, eles montaram uma complexa rede de câmbio paralelo sediada inicialmente no Brasil e, a partir de 2003, no Uruguai, de onde comandavam remotamente os negócios.

Os dois doleiros tinham um volume diário de operações nos anos de 2010 a 2016 de aproximadamente R$ 1 milhão. Para controlar as transações, os colaboradores desenvolveram um sistema informatizado próprio, de nome Bankdrop, no qual estão relacionadas mais de 3 mil offshores, com contas em 52 países, e transações que somam mais de 1,6 bilhão de dólares.

Outro sistema, chamado ST, registrava todas as operações de cada doleiro como uma espécie de conta-corrente e foi utilizado para controlar a movimentação dos recursos tanto no Brasil quanto no exterior.

Dario Messer

As colaborações premiadas de Juca e Tony foram fundamentais para esclarecer o papel de Dario Messer, que já havia sido alvo em 2009 da operação Sexta-Feira 13, no mercado paralelo de câmbio.

De acordo com as investigações, Messer recebia 60% dos lucros das operações de câmbio, pois era o responsável por aportar recursos e dar lastro às operações. Dono de casas de câmbio, era ele quem dava respaldo às operações com seu nome e ficava responsável pela captação de clientes. Messer chegou a possuir um banco em Antígua e Barbuda em sociedade com Enrico Machado, denominado EVG, destinado à lavagem de recursos de modo transnacional. O EVG encerrou suas atividades em meados de 2013, e vários dos investigados pela força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro e até mesmo por outras operações estão listados entre seus clientes.


Dólar-cabo
A rede estruturada por Messer, Juca e Tony foi utilizada por ao menos outros 46 doleiros. As operações dólar-cabo são uma forma de movimentar recursos de forma paralela, sem passar pelo sistema bancário. Usualmente, agentes públicos corruptos compram dólares no exterior de empresas que necessitam comprar reais em espécie no Brasil para corromper outros agentes públicos. Para que a operação funcione, é preciso uma extensa rede de contatos para casar as operações de compra e venda, o que era intermediado por doleiros do Juca e Tony. A metodologia traz vantagens para os doleiros como os irmãos Chebar, que utilizaram esse esquema, pois eles conseguem realizar as operações de seus clientes sem qualquer contato com o dinheiro em espécie ou custódia de valores, o que reduz consideravelmente os seus riscos.
 
Os mandados de prisão foram expedidos contra: Dario Messer, Diego Renzo Candolo, Daniela Figueiredo Neves Diniz, Marcelo Rzezinski, Roberto Rzezinski, Wu Yu Sheng, Claudia Mitiko Ebihara, Lígia Martins Lopes da Silva, Carlos Alberto Lopes Caetano, Sérgio Mizhray, Carlos Eduardo Caminha Garibe, Ernesto Matalon, Marco Ernest Matalon, Patrícia Matalon, Bella Kayreh Skinazi, Chaaya Moshrabi, Marcelo Fonseca de Camargo, Paulo Arruda, Roberta Prata Zvinakevicius, Francisco Araújo Costa Júnior, Afonso Fábio Barbosa Fernandes, Paulo Aramis Albernaz Cordeiro, Antônio Cláudio Albernaz Cordeiro, Athos Robertos Albernaz Cordeiro, Suzana Marcon, Carmen Regina Albernaz Cordeiro, Cláudio Sá Garcia de Freitas, Ana Lúcia Sampaio Garcia de Freitas, Camilo de Lelis Assunção, José Carlos Maia Saliba, Alexandre de Souza Silva, Claudine Spiero, Michel Spiero, Richard Andrew de Mol Van Otterlloo, Raul Henrique Srour, Marco Antônio Cursini, Nei Seda, Renne Maurício Loeb, Alexander Monteiro Henrice, Henri Joseph Tabet, Alberto Cezar Lisnovetzky, Lino Mazza Filho, Carlos Alberto Braga de Castro, Rony Hamoui, Henrique Chueke, Wander Bergmann Vianna e Oswaldo Prado Sanches.
 

Também foram solicitados o sequestro e arresto de bens e valores no total de R$ 7,5 bilhões de reais para restituição dos valores movimentados ilicitamente (R$ 3,7 bilhões) e reparação de danos morais coletivos.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Rio de Janeiro