Entrevista rica de detalhes de Marcelo Freixo mostra a relação umbilical entre o PMDB e a crise que assola o Rio de Janeiro

ciclovia

Trecho da Ciclovia Tim Maia que desabou por força das ondas do mar foi construída por empresa que pertence ao pai de um dos secretários do prefeito Eduardo Paes do PMDB.

A revista Carta Capital publicou no dia 03/07/2016 com o deputado estadual Marcelo Freixo que eu só acabei lendo agora em função de diferentes ocupações, especialmente aquelas relacionadas à profunda crise criada na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) pelo (des) governo do Rio de Janeiro.

Concordando-se ou não com a integralidade das observações de Marcelo Freixo (eu pessoalmente não concordo com tudo o que o deputado do PSOL diz), a riqueza de detalhes que ele nos oferece sobre as causas estruturais da crise política com viés financeiro que assola o estado e a cidade do Rio de Janeiro, eu só posso concluir que muitos cidadãos cariocas e fluminense só estão desinformados sobre as raízes dos seus problemas porque escolheram estar assim.

O fato é que as relações umbilicais dos governos do PMDB na cidade e no estado com empreiteiras e os donos do transporte público estão entre as causas primárias de um modelo excludente de cidade cujo maior rebatimento é a necessidade do uso da violência (seja pelo aparato do Estado ou de forças ilegais ligados ao narcotráfico e/ou às milicias) para reprimir as demandas sociais por melhores escolas, hospitais, transportes públicos, etc. Negar isso só pode ser encarado como uma opção pela alienação voluntária. É que informação sobre essas ligações existe. E Marcelo Freixo só faz nos lembrar disso.

E como bem observou o deputado Marcelo Freixo, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro têm todos os ingredientes para ser o palco de um forte processo de mobilização social, já que os mesmos se dão em um contexto político e econômico que favorece plenamente a ocorrência de protestos, os quais poderão ser maiores do que os que ocorreram na Copa FIFA de 2014.

Para quem tiver interesse em ler esta entrevista, basta clicar (Aqui!).

 

A farra dos benefícios fiscais e a falência da saúde pública

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Profissionais de saúde e estudantes protestam na Alerj contra o sucateamento do Hupe (Crédito: Bruno Villa/Equipe Marcelo Freixo)

Por Equipe do mandato do deputado Marcelo Freixo*

Os jornais do Rio publicaram nesta terça-feira (1º) duas notícias que estão diretamente relacionadas e servem para mostrar a responsabilidade dos governos Cabral e Pezão na crise econômica no Estado e no colapso dos serviços públicos.

Entre 2011 e 2015, o governo concedeu a 11 empresas benefícios fiscais que somaram R$ 19,75 bilhões. Para este ano e 2017, a estimativa é de R$ 14,67 bilhões, totalizando R$ 34,42 bilhões. A Nissan, que instalou um fábrica em Resende, foi a mais beneficiada.

Segundo o jornal O Globo, a automobilística recebeu oferta para adiar o pagamento de R$ 5,9 bilhões de ICMS. Para termos ideia do que isso significa, o orçamento da Educação previsto para este ano é de R$ 4,5 bilhões.

A outra reportagem fala sobre as consequências dessa política fiscal para a população do Rio de Janeiro. O Conselho Superior do Ministério Público decidiu que Pezão deve ser investigado por improbidade administrativa por não ter destinado o mínimo previsto pela Constituição Federal para o custeio da saúde.

Segundo levantamento realizado em dezembro do ano passado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio
(Cremerj) e Sindicato dos Médicos, o governo gastou 9,74% da receita ativa em saúde. De acordo com a Constituição, o mínimo é de 12%.

Falência da saúde pública

No fim do ano passado, o sistema estadual de saúde entrou em colapso. Além das UPAs, atendimentos foram restringidos em hospitais importantes como o Getúlio Vargas, na Zona Norte, o Hospital da Mulher, em São João de Meriti, e o Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias.

O Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) é um dos símbolos da crise. A unidade tem 525 leitos, mas só utiliza 170 devido à falta de insumos, medicamentos e alimentação para os pacientes. Para funcionar com 350 leitos, o Hupe precisa de R$ 5 milhões por mês e de um repasse emergencial de R$ 4,5 milhões para comprar insumos.

A previsão era de que o hospital receberia R$ 95 milhões para custeio em 2015, mas o governo só repassou R$ 38 milhões. O orçamento previsto e o dinheiro necessário para a ampliação do atendimento são muito inferiores ao concedido em benefícios fiscais somente a Nissan.

Além disso, em janeiro deste ano, houve altas compulsórias e cancelamentos de internações e cirurgias devido às más condições do Hupe. Os médicos e enfermeiros residentes estão sem receber suas bolsas. A de dezembro de 2015 só foi paga em 12 de fevereiro.

*Marcelo Freixo é deputado pelo PSOL/RJ.

FONTE: http://www.marcelofreixo.com.br/2016/03/01/a-farra-dos-beneficios-fiscais-e-a-falencia-da-saude-publica/

“Coletivo mulheres uenfianas” lança manifesto sobre adesão ad referundum ao PROEIS e sobre a questão do assédio e violência sexual na UENF

Durante a visita que o professor e História e deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) realizou recentemente ao campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense houve o lançamento público de um manifesto lançado pelo “Coletivo Mulheres Uenfianas” sobre a questão da adesão “ad referendum” que a reitoria fez ao Programa Estadual de Integração da Segurança (PROEIS) e dos problemas sobre assédio e violência sexual que a militarização da segurança do campus visa em tese em combater.

Abaixo o vídeo onde é feita a leitura pública do referido manifesto

Marcelo Freixo divulga programação em Campos dos Goytacazes

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) virá a Campos dos Goytacazes onde cumprirá uma intensa agenda de reuniões cujo mote é a situação das lutas sociais em curso no Brasil. Eu terei a chance de estar numa conversa que ele manterá a partir das 15:00 horas na sede social da Associação de Docentes da UENF.

Pelo que o mandato de Marcelo Freixo vem representando em termos de apoio às lutas sociais, especialmente das universidades estaduais, esses encontros têm tudo para ser interessantes. Como serei observador privilegiado da atividade na sede da ADUENF, divulgarei aqui no blog o conteúdo principal das falas do Freixo.

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Do blog da Aduenf: Presidente da ADUENF explica na ALERJ a situação salarial dos professores da UENF

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O presidente da ADUENF, Prof. Luís Passoni, está participando dentro do plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro as negociações que estão sendo realizadas para melhorar o conteúdo do Projeto de Lei 3050/2014 que corrige de forma precária os salários de professores e servidores da UENF.

Ao clicar no link abaixo é possível assistir o depoimento dado pelo Prof. Passoni onde ele explica a grave situação por que passa a UENF por causa da corrosão salarial a que os professores da instituição estão sendo submetidos pelo governo do Rio de Janeiro.

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2014/06/presidente-da-aduenf-explica-na-alerj.html

Gol da Oposição

 Aprovada emenda que destina 6% das receitas próprias do governo estadual para as universidades estaduais!

A manhã desta segunda feira (23) foi acalorada na Alerj. Conseguimos aprovar a emenda do deputado Comte Bittencourt que destina 6% das receitas próprias do governo estadual para a Uerj, Uezo e Uenf.

Sistematicamente a base do governo ganha as votações na Assembleia. Hoje, a oposição conseguiu marcar esse gol. Foi quase na trave: alguns deputados quiseram fazer manobras para anular a aprovação da emenda. Freixo e outros parlamentares da oposição se mantiveram firmes.

E a base do governo perdeu. Grande vitória da educação pública de qualidade!

>> Agora, o texto vai para a sanção do governador. É fundamental a pressão popular para que Pezão não recue nessa conquista de todos nós!

FONTE: ‪#‎AscomMarceloFreixo‬

Dívida do Estado do Rio atinge R$ 81 bilhões, segundo Marcelo Freixo.

“Estado está falido”, alerta o deputado, que ressaltou greve dos servidores

Jornal do Brasil

O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ) afirmou nesta quarta-feira, no plenário da Alerj, que a dívida pública do Estado do Rio, que era de R$ 48 bilhões em 2006 no Governo Rosinha, cresceu para R$ 81 bilhões em fevereiro deste ano no Governo Cabral. Falou ainda da crise generalizada de representatividade e do movimento crescente de insatisfação, que deve gerar mais greves de diversas categorias de servidores.

“Venho a esta tribuna falar sobre a situação econômica que o Rio de Janeiro está vivendo, e também sobre as relações que isso pode ter ao conjunto de greves e manifestações pela cidade. (…) Há um endividamento crescente do Estado, e isso não significou melhorias nas condições de trabalho do servidor público”, alertou o deputado.

“(Estado) governou para seus sócios, para seus amigos, e agora não consegue atender às reivindicações mais básicas”, disse Freixo

Freixo ressaltou que a prova concreta disso seria a recente explosão de greves de diversas categorias. Criticou também a incapacidade política do governo do Estado de dialogar, aliada à “incompetência” econômica, enquanto aumenta o sentimento de insatisfação das pessoas.

“A chance de termos mais crises de categorias durante todo o ano é enorme, porque o Estado está falido.” Destacou ainda que a situação “governou para seus sócios, para seus amigos, e agora não consegue atender às reivindicações mais básicas”.

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/05/14/divida-do-estado-do-rio-atinge-r-81-bilhoes-segundo-marcelo-freixo/