Caso Marielle Franco e Anderson Gomes: depois de encontrar quem matou, falta identificar quem mandou

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Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados no dia 14 de março de 2018. Quase um ano depois foram presos os assassinos, faltando agora identificar os mandantes.

Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos contra Marielle, e Élcio Queiroz, suspeito de dirigir o carro — Foto: Reprodução/TV Globo

Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos contra Marielle, e Élcio Queiroz, suspeito de dirigir o carro — Foto: Reprodução/TV Globo

A mídia corporativa está divulgando com compreensível alarde a prisão de dois ex policiais militares do Rio de Janeiro (um reformado e outro que efetivamente saiu da corporação) por serem os supostos assassinos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

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Como já bem alertou o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) a prisão dos supostos assassinados de Marielle e Anderson ainda deixa sem resposta a identidade dos que ordenaram os assassinatos.

É que no Brasil até se chega aos matadores, mas é muito raro identificar  os mandantes e, menos ainda, vê-los atrás das grades.

Mas é inconteste que as prisões de hoje são um avanço após quase um ano de ausência de respostas sobre, pelo menos, quem tinha puxado o gatilho. Agora que essa parte está aparentemente superada, vamos ver se serão identificados os mandantes.

As razões para continuar são muitas, a começar pela necessidade de se fazer justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes, mas não somente por isso.  É que o assassinato encomendado de uma liderança política torna a elucidadação deste caso essencial para que o Brasil não caia de vez na vala comum da impunidade. A verdade é que o alvo final da eliminação de Marielle Franco era o direito de cada brasileiro demandar um estado que não sirva aos mais ricos.

E fica a pergunta: a mando de quem agiram os ex-policiais?

A entrevista de Marcelo Freixo e a necessidade histórica de superar o lulismo

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Estou lendo reações iradas à entrevista concedida pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL) ao jornal Folha de São Paulo, algumas vindas de dentro do seu próprio partido [1]. Uma leitura rápida do conteúdo desta entrevista mostrará que Marcelo Freixo não disse mais nada do que uma série de obviedades, especialmente no que se refere aos clamores de uma suposta unidade da “esquerda” em torno do ex-presidente Lula já no primeiro turno da eleição presidencial que deve ocorrer em 2018,

Se estivesse nos sapatos de Freixo é provável que eu nem me desse ao trabalho de explicar porque essa unidade não apenas é indesejável eleitoralmente, mas principalmente do ponto de vista estratégico para o futuro da luta em prol de uma sociedade que ultrapasse os marcos da desigualdade abjeta em que o Brasil vive afundado. É que enquanto pode, o PT e seus aliados sempre ignoraram o PSOL e outros partidos da esquerda revolucionária sob a alegação de que eram “ultraesquerdistas”.

Além disso, num momento em que estamos arcando com as piores consequências da política de colaboração de classes, que foi o eixo central das alianças preconizadas por Lula,  seria extremamente anti-pedagógico que os partidos de esquerda deixassem de ter candidaturas próprias em nome de uma unidade cujo propósito é recolocar no poder a concepção de que devemos ignorar a existência de uma forma especialmente aguda de luta de classes no Brasil.

Uma dica de que Marcelo Freixo acertou mais do que errou em suas avaliações foi um vídeo postado pelo lamentável presidente do PT do Rio de Janeiro, Washington Quáquá, que atacou ferozmente o conteúdo da entrevista, ignorando completamente o papel cumprido por ele e seu partido na sustentação do (des) governo de Sérgio Cabral. Aliás, num tempo não muito distante, Quáquá chego a pregar uma reaproximação com o hoje prisioneiro ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani, para viabilizar um palanque forte para Lula no Rio de Janeiro.

De minha parte, espero que o PSOL e outros partidos de esquerda se unam sim, mas para estabelecer um programa que aponte para a superação dos preceitos de colaboração de classe preconizados pelo ex-presidente Lula e seus seguidores. É que sem a superação do lulismo ficaremos eternamente prisioneiros de uma lógica que apenas serviu para deixar os ricos ainda mais podres de riscos, e os pobres relegados ao recebimento de migalhas via programas sociais que nada serviram para atacar as causas estruturais de sua miséria.


[1] http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/12/1946626-nao-sei-se-e-o-momento-de-unificar-a-esquerda-nao-diz-marcelo-freixo.shtml

 

Marketing acadêmico: ADUENF inicia ciclo “O Futuro da Uenf em debate” com Flávio Serafini e Marcelo Freixo

A Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) inicia nesta 2a. feira (09/10)  um ciclo de debates que visa discutir os caminhos da resistência contra o processo de extinção do ensino superior público que está sendo executado pelo (des) governo Pezão.

Os dois debatedores serão os deputados estaduais Flávio Serafini e Marcelo Freixo, ambos do PSOL, que têm ocupado um papel de frente na defesa das universidades estaduais e das escolas da rede Faetec dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

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A entrada é franca e aberta a todos os que desejam discutir a grave situação que foi imposta pelo (des) governo Pezão na Uenf.

Notícias da Aduenf: Marcelo Freixo e Flávio Serafini vão iniciar ciclo de debates sobre o futuro da Uenf

Ciclo “O Futuro da UENF em debate” terá primeiro evento no dia 09 de Outubro

Está chegando o dia do primeiro evento do ciclo de debates promovido pela Aduenf para discutir o “Futuro da Uenf” e que contará com a presença dos deputados estaduais Marcelo Freixo e Flávio Serafini.

A programação deste evento dentro do processo de greve de professores e servidores técnico-administrativos é uma demonstração de que a Uenf não está fechada como muitos apregoam para desacreditar a luta contra o processo de privatização que está sendo vislumbrado pelo governo Pezão como alternativa que ele mesmo criou nas universidades estaduais e nas escolas da Faetec.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/10/ciclo-o-futuro-da-uenf-em-debate-tera.html

O voto útil é útil para quê e para quem?

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Estamos a pouco menos de três dias do primeiro turno das eleições municipais de 2016 e vejo uma onda crescente de pedidos para que os eleitores deste ou aquele candidato optem por trair sua convicção para votar em outra com suposta melhor possibilidade de eleição.

Pois bem, baseado em que esses pedidos são feitos? Em pesquisas cuja validade científica é majoritariamente questionável? Ou na vontade de impedir que haja uma renovação nos partidos que hegemonizam o controle da vida política no Brasil?

Eu como eleitor consciente considero deplorável que se venha a estas alturas do campeonato pedir ou demandar que haja a deserção do voto de convicção por um outro que sabe-se-lá a que propósitos atende.

Por exemplo, no Rio de Janeiro cobra-se voto útil dos eleitores de Marcelo Freixo em prol de Jandira Feghali e em São Paulo dos eleitores de Luiza Erundina em prol de Fernando Haddad.  E para quais propósitos? Dar sustentação a candidaturas que simplesmente não se coadunam com as posições que os eleitores de Freixo e Erudnina defendem?

Quem faz isso se esquece que esse tipo de pedido até cabe num eventual segundo turno, mas o primeiro turno tem como primazia a possibilidade de que se voto naquele candidato com quem se tem  conexão ideológico ou de principais, e não naquele que tem mais possibilidades de vencer.

Por essas e outras é que o voto útil deve ser rejeito. Até porque que quem pede voto útil sabe bem que as eleições só estão decididas, ao menos em tese, após o encerramento da contagem dos votos.

Ah, sim, no Rio de Janeiro e São Paulo, o verdadeiro voto útil só pode ser dado a Freixo e Erundina.

No Rio, é Marcelo Freixo e Luciana Boiteux!

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Há horas que eu lamento ter transferido meu domicílio eleitoral que por muitos anos me colocava para votar na Ilha do Fundão, na UFRJ. Era um daqueles exercícios de paciência, pois viajava quase cinco horas para passar poucos minutos numa seção praticamente vazia onde rapidamente votava.

Pois bem, este ano será um em que particularmente lamentarei a opção de transferir meu domicílio eleitoral para Campos dos Goytacazes. É que além de não haver aqui uma candidatura verdadeiramente de oposição já que a esquerda se desmanchou desde o último pleito, não poderei votar em Marcelo Freixo  e na professora Luciana Boiteaux para prefeito e vice-prefeita da cidade do Rio de Janeiro.

Ainda que eu tenha minhas críticas ao PSOL e ao próprio Marcelo Freixo em algumas de suas ações, inegavelmente essa candidatura é o que há de mais avançado e empolgante na maioria das capitais brasileiras. Não é à toa que setores amplos da juventude e dos trabalhadores está dando gás a uma campanha que morreria de inanição se fosse depender dos minguados 11 segundos concedidos por uma regra eleitoral estapafúrdia.

Como conheço o Marcelo desde antes dele sequer pensar em se candidatar, vejo que a vida no parlamento não mudou seus principais compromissos políticos, e que ele se manteve íntegro frente às inevitáveis tentações de aderir aos mecanismos não republicanos que abundam na política brasileira. Além disso, se não fosse pela coragem dele e da pequena bancada do PSOL na Alerj, nós estaríamos literalmente entregues à sanha privatista e anti-povo do (des) governo comandado pelo PMDB.

Também considero que a aliança com o PCB aponta uma forma de resgate das alianças programáticas que deveriam marcar a ação da esquerda em qualquer eleição. Lamentavelmente esse tipo de aliança foi prontamente descartada pelo neoPT e pelo PC do B em nome de “alianças viáveis” com partidos de direita.  Assim, considero que essa aliança PSOL-PCB é fundamental para que haja o início de um processo de reorganização da esquerda no Rio de Janeiro, processo esse que será fundamental para os duros combates que se avizinham no horizonte.

Esses elementos é que me fazem chamar o voto na chapa Marcelo Freixo e Luciana Boiteux.  Afinal, a saída que precisamos é pela esquerda.