O oráculo de Tuffani: reagir ou perecer

No dia 21 de Novembro de 2017, a Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf) realizou um debate intitulado “O Futuro da Ciência no Brasil em Debate”, e que contou com a presença do professor e pesquisador do Instituto de Biofísica da UFRJ,  Jean Remy Davée Guimarães , e do jornalista Maurício Tuffani, do Direto da Ciência.

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Note-se que o evento era promovido pelo sindicato dos docentes e não pela reitoria da Uenf que à primeira vista deveria estar liderando as reflexões que ocorreram naquele dia em face dos crescentes ataques que estavam sendo realizados contra as universidades públicas e, por extensão, ao sistema nacional de ciência e tecnologia.

Uma das passagens mais memoráveis daquele encontro entre dois grandes conhecedores do funcionamento da ciência brasileira foi quando Maurício Tuffani revelou sua incredulidade com a condição de passividade que parecia dominar  as instituições públicas de ensino superior.  Para Tuffani, tal passividade era difícil de entender dada envergadura do retrocesso que estava sendo arquitetado a partir de Brasília, mais precisamente do interior do governo “de facto” de Michel Temer. E nessa condição ele ainda vaticinou que se a pasmaceira não fosse quebrada, coisas ainda piores poderiam acontecer.

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Agora que a vaca parece estar sendo solenemente para o brejo com os anunciados cortes orçamentários que afetarão gravemente o sistema nacional de ciência e tecnologia, ainda não vejo o tipo de reação que foi demandada por Maurício Tuffani quase um ano depois do evento promovido pela Aduenf.

Aparentemente  há um dissintonia cognitiva dentro das universidades públicas entre a realidade que se imagina dentro dos muros e aquilo que está efetivamente ocorrendo no mundo externo.  Lamento ter que fazer esta constatação, mas me parece que ainda não há um entendimento do projeto estratégico que se está executando no Brasil,  especialmente no tocante ao fato de que esse projeto dispensa totalmente a existência de centros de excelência como os hoje existentes em dezenas de universidades e institutos de pesquisa públicos. 

E, pior, não vejo as reitorias da maioria das universidades tomando para si o papel estratégico de combater o desmanche que está se avizinhando. São raros os reitores e demais dirigentes universitários que aceitam cumprir o papel de denunciar publicamente o amplo alcance das medidas de desconstrução do sistema nacional de ciência e tecnologia. A maioria dos reitores tem preferido utilizar a tática do avestruz, enterrando a cabeça na areia em nome de procedimentos mais pragmáticos para barganhar migalhas.

Desta forma, que ninguém que se surpreenda se virem os sindicatos representativos de professores, servidores e estudantes liderando o processo de resistência ao que o pesquisador Miguel Nicolelis denominou de “dia do juízo final das universidades brasileiras”. É que até agora é por aí que a resistência tem passado, e não vejo nada que indique que algo novo vá acontecer.

Por ora, a comunidade científica continua devendo a Maurício Tuffani e à maioria da população brasileira o tipo de reação que se espera dela em face dos graves riscos que estão aparecendo todos os dias no horizonte da ciência brasileira. Esperemos que o “wake up call” de Tuffani seja ouvido antes que estejam sob os escombros daquilo que ainda não foi destruído pelo governo Temer.

 

 

Greve dos caminhoneiros cortou 50% da poluição atmosférica em São Paulo

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Hoje o Direto da Ciência do competente jornalista Maurício Tuffani traz uma informação para lá de interessante: a greve dos caminhoneiros serviu para cortar em 50% os níveis de poluição atmosférica na cidade de São Paulo [1]

direto da ciencia 1

Esse é um outro aspecto que, querendo ou não, os caminhoneiros acabaram expondo com seu exitoso movimento paredista. É que apesar de se saber que o material particulado e gases expelidos pela queima do diesel impactam a qualidade do ar, o que estamos vendo agora são medidas objetivas de quanto este impacto se trata, e ele é considerável.

O que fica claro é que a diminuição da importância do transporte rodoviária não será bom apenas para a diminuição do peso dos combustíveis fósseis na matriz energética brasileira.  É que com menos consumo de combustíveis fósseis ainda teremos um ganho significativo na qualidade do ar das nossas cidades e, por extensão, na saúde dos seus habitantes.

Lamentavelmente os últimos dias em que vimos inúmeros casos de violência entre consumidores em postos de gasolina são uma demonstração de que o Brasil ainda terá que evoluir muito até que possamos ter o grau de consciência que já existe em nações mais desenvolvidas e que, coincidentemente, estão diminuindo o seu consumo de combustíveis fósseis e os substituindo por matrizes energéticas mais limpas e menos impactantes sobre o clima da Terra, dos ecossistemas naturais e seres humanos que deles dependem para sua sobrevivência.


[1] http://www.diretodaciencia.com/2018/05/30/boletim-de-noticias-greve-de-caminhoes-reduziu-poluicao-a-metade-em-sao-paulo/

Direto da Ciência diz que Banco Mundial comparou alhos a bugalhos em seu relatório sobre gastos públicos

O jornalista Maurício Tuffani publicou hoje uma contundente análise do infame relatório do Banco Mundial com o qual a mídia corporativa fez uma imensa fanfarra há alguns dias [1].  Entre outras coisas, Tuffani aponta para erros e omissões grosseiros no documento cuja finalidade mais direta seria dar legitimidade às medidas ultraneoliberais do governo “de facto” de Michel Temer, incluindo a cobrança de mensalidades nas universidades públicas e a diminuição dos salários de servidores.

direto da ciencia

Um exemplo de erro grosseiro é o fato de que o relatório do Banco Mundial aponta que os gastos com o ensino superior público brasileiro são superiores aos da Espanha quando, na verdade, são idênticos.

Mas pior do que os erros grosseiras, Tuffani aponta a omissão do fato crucial de que não há como os gastos com estudantes em instituições privadas serem maiores do que em universidades públicas, na medida em que no setor privado inexistem estruturas de pesquisa e extensão, as quais formam a espinha dorsal do sistema brasileiro de ciência e tecnologia. Segundo Tuffani, ao fazer isso, ao fazer isso, o Banco Mundial incorre no ato de comparar alhos com bugalhos. 

O editor do Direto da Ciência também aponta de forma mordaz que  o enquanto o relatório do Banco Mundial afirma que “o Governo Brasileiro gasta mais do que pode e, além disso, gasta mal”, a peça em análise demonstra de forma cabal que qualquer que tenha sido o valor pago por esse estudo, o país realmente gasta muito mal.

Para quem desejar ler a íntegra da análise feita por Maurício Tuffani, basta clicar [Aqui!].


[1] https://blogdopedlowski.com/2017/11/22/a-crise-do-banco-mundial-e-sua-formula-manjada-para-privatizar-as-universidades-publicas-brasileiras/

Jornalista Maurício Tuffani convida para debate sobre o futuro da Ciência no Brasil

A Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) está trazendo a Campos dos Goytacazes um dos principais jornalistas da área da Ciência no Brasil, o jornalista Maurício Tuffani. Com longa experiência em diversos veículos jornalísticos, incluindo o jornal Folha de Sâo Paulo e a revista Scientific American Brasil, Maurício Tuffani é o criador do site especializado “Direto da Ciência”.

No vídeo abaixo, Maurício Tuffani fala da sua presença no evento e da importância do debate sobre o futuro da ciência brasileira na atual conjuntura histórica.

O evento é gratuito é ocorrerá na Sala de Multimídia do Centro de Ciências do Homem da UENF no próxima 21/11, com início marcado para as 16:00 horas.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/11/jornalista-mauricio-tuffani-convida.html

Aduenf realiza debate sobre o futuro da ciência no Brasil

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Além de trazerem desarranjos e perturbações, momentos de crise também oferecem a possibilidade de debater sobre oportunidades para mudar as coisas para melhor.  Nesse sentido, a Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) tem feito esforços para trazer ao campus Leonel Brizola uma série de pessoas que possam oferecer perspectivas de saída para a crise que assombra a ciência brasileira neste momento.

Esse é o caso do debate que será realizado no próximo dia 21/11 na Sala de Multimídia do Centro de Ciência do Homem com a presença do professor Jean Remy Duvée Guimarães (UFRJ) e do jornalista especializado em ciência, Maurício Tuffani, criador do site “Direto da Ciência”, que juntos possuem reconhecida capacidade para debater os caminhos e descaminhos que cercam o desenvolvimento científico nacional (ver vídeo abaixo).

A atividade está sendo anunciada na página oficial da ADUENF na rede social Facebook e os interessados em participar nesta atividade poderão fazer suas reservas gratuitas para assegurar um assento dentro do auditório [Aqui!].

 

Convite de apoio ao “Direto da Ciência”

Maurício Tuffani

Impulsionado pelo jornalista Maurício Tuffani, o “Direto da Ciência” é atualmente um dos principais instrumentos de disseminação de informação de qualidade sobre assuntos ligados à ciência, meio ambiente e ensino superior.

Em função dessa importância é que faço um convite aos leitores deste blog para que conheçam e apoiem financeiramente o “Direto da Ciência”. É fundamental que não percamos este espaço de jornalismo independente.

Posto abaixo um material produzido pelo “Direto da Ciência” para explicar seus objetivos e garantir os recursos financeiros para manter-se em funcionamento.

Eu que já sou assinante do “Direto da Ciência” é que convido a todos os leitores deste blog que façam o mesmo.  Investir no bom jornalismo científico é sem dúvida uma  necessidade estratégica neste momento em especial.

Apoie o jornalismo crítico e independente em ciência, ambiente e ensino superior

 

“Trabalhar mais que todos os colegas. Dormir sabendo que nenhum outro jornalista que esteja cobrindo o mesmo caso trabalhou mais que você. Não ter medo de dizer: ‘Desculpe, mas não entendi bem’. Aprender a escrever. Ser ambicioso, ter ideais. Não se deixar amedrontar, desconfiar do poder e duvidar da versão de quem governa.”
(Benjamin Bradlee, respondendo à pergunta “Qual é a receita do bom jornalista?” ao jornal italianoCorriere della Sera, em setembro de 1991, após se aposentar no cargo de editor-chefe do Washington Post, onde comandou a cobertura do caso Watergate.)

Lançado no final de março de 2016, Direto da Ciência já é amplamente reconhecido como um site jornalístico com uma perspectiva independente, investigativa e crítica sobre temas de ciência, meio ambiente e ensino superior. Seu focos principais nessas três áreas são

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Obrigado.

MAURÍCIO TUFFANI
Editor

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Porque apoio a campanha de captação de recursos do “Direto da Ciência”

Venho acompanhando o “Direto da Ciência” desde o seu lançamento em Matço de 2016, e não hesito em dizer que o jornalista Maurício Tuffani já logrou êxito no seu arrojado projeto editorial que oferece continuamente informações qualificadas sobre o que anda acontecendo no Brasil e no mundo sobre assuntos relacionados ao desenvolvimento da ciência em geral, mas sem deixar de lado elementos relativos ao ensino superior e o meio ambiente.

Agora ví que o Maurício Tuffani decidiu iniciar uma  etapa de captação de recursos por meio de assinaturas e doações que possam permitir a manutenção do “Direto da Ciência” como uma plataforma jornalística autônoma e altamente qualificada.

Por entender que vivemos um momento especialmente complexo onde está se tornando muito comum a negação da importância do conhecimento científico e da formação de recursos humanos qualificados, penso que será fundamental apoiar essa iniciativa do jornalista Maurício Tuffani. 

Assim, eu não só decidi apoiar financeiramente o “Direto da Ciência”, mas como também convido a todos os leitores do blog que se interessem pelas temáticas ali tratadas que façam o mesmo.

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